histórico





aniversário de 20 anos do GPEA (fundação em 1997)

SATO, Michèle. Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA). In: Programa de Pós-Graduação em Educação (Org.) Mostra de Posteres dos Grupos de Pesquisa. Cuiabá: PPGE-UFMT, 2019 [poster].
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O Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) possui diversas experiências de pesquisa, mas tem mais foco com a educação popular, especialmente com pequenas comunidades. Temos também considerado a comunidade escolar dessas comunidades, na perspectiva da construção de Projetos Ambientais Escolares Comunitários (PAEC). Temos vivências com os três biomas do estado (Amazônia, Pantanal e Cerrado) e investigado o território mato-grossense por meio de suas narrativas, percepções, existências e esperançares. Somos os estudiosos que se aventuram nas ciências tentando interpretar o mosaico humano em contato com a natureza.

Construímos sonhos para “um outro mundo possível” por meio de políticas públicas, aliando conceitos, teorias e campos epistemológicos; tateando na prática, criando métodos, errando e construindo saberes praxiológicos; e queremos alicerçar a pesquisa no substrato axiomático de valores, da fé, da ideologia e ética de quem não se cansa em tentar combater as injustiças sociais, reconhecendo que elas estão intrinsecamente conectadas ao ambiente, que se dinamiza entre o equilíbrio e o clinâmen, num rodopio da dança dos contrários.

A lógica científica da Modernidade foi movida por uma abordagem racionalista e fria, marcando claramente o distanciamento entre a cultura erudita da popular, para que a elite se apropriasse do poder material e mantivesse o status quo. Entendemos que a fidalguia não é somente uma casta social, mas aquela também impregnada no âmbito das universidades, que ainda despreza a educação popular como se fosse de qualidade inferior que não tivesse lugar na história econômica do "sucesso".

Todavia, o que nos motiva, é exatamente esta outra parte “fracassada”, porque marginalizada, tanto do ponto de vista econômico ou social, pulsa um poder político e imaterial que oferece um denso arcabouço teórico de pesquisa. É preciso admitir, neste contexto, que não temos apenas uma pretensão científica, mas também temos um compromisso social.

Coordenamos diversos projetos e muitos não permaneceram somente no solo brasileiro, mas tiveram intercâmbios, parceiros e convênios internacionais envolvendo países da América, Europa, África, Ásia e Oceania. No cenário nacional e regional, possuímos intercâmbios científicos com diversas universidades. Tivemos (e ainda temos) inúmeros estudantes de iniciação científica, extensão universitária, especialização, mestrado, doutorado e estágios de pós-doutorado. Fomos fundadores do Fórum de Direitos Humano e da Terra, no âmbito da sociedade civil, que acolheu a dimensão ambiental intrínseca ao enfoque humano.

Eu penso renovar o humano
usando borboletas
~ Manoel de Barros



 A partir de 2014, temos nos dedicado à crise climática, envolvendo Pessoas com Deficiências (PcD), quilombolas, indígenas, mulheres negras, crianças, professores, adolescentes, LGBTQ+, pescadores, mariscadoras, redeiras, pequenos agricultores e diversos migrantes, entre outros grupos relacionados ao contexto de justiça climática. Formamos uma rede entre Brasil, México, Cuba, Portugal e Espanha (REAJA) com foco na educação ambiental. Buscamos construir políticas públicas que favoreçam o bem-viver dos povos e grupos, principalmente aqueles em situação de vulnerabilidade. Um de nossos princípios é a tessitura de “confetos”: de conceitos com afetos.

No campo da política, é possível que tenhamos uma tendência quixotesca em acumular derrotas, desertos, labirintos... Porque não basta apenas fortalecer a democracia - queremos construir um outro jeito de se situar no mundo. Assim construímos uma espécie de ecologia de resistência: uma espécie de transposição onde se criam instantes de carícias contra a tirania da eternidade trágica. Ou simplesmente porque seja a latente esperança pela vida, e um planeta que seja de todos e não somente da minoria.

Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.

~ Manoel de Barros







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