REAJA



01. PLANO DE TRABALHO

Edital Nº 037/2016 - Redes de Pesquisa em Mato Grosso
Programa - Redes de Pesquisa
Termo de Outorga - 37018.535.24442.12092016
Coordenacão geral - Michèle Sato
Período: 01/12/2016 a 07/12/21
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso (coordenação)
Universidade de Estado de Mato Grosso (vice)
Área de Conhecimento: Educação

1.1. ARQUIVOS

1.2. ARQUIVOS SEM MODELO

2. PLANO DE APRESENTAÇÃO
2.1. Resumo
O projeto “Rede Internacional de Pesquisa em Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA)” teve início em dezembro de 2016 com 12 entidades nacionais e internacionais. Ampliando seus diálogos, em 2021 ele finaliza com a presença de 23 instituições de 5 países (Brasil, México, Cuba, Portugal e Espanha): 16 universidades, 4 organizações não-governamentais e 3 órgãos do governo. Se a pauta contemporânea se reveste da urgência em debater a justiça climática, proclamada consensualmente em Glasgow, Escócia, durante a Conferência das Partes 26 (COP) em novembro de 2021, o projeto REAJA acumula 5 anos de vivência, pesquisa e processos formativos neste âmbito, saindo na frente das grandes audiências. Dos 5 objetivos centrais, é possível considerar que: (1) COLAPSO CLIMÁTICO: diversos projetos de pesquisa, estudos e investigações científicas foram realizados na pauta climática, desde as considerações mais físicas, como as relacionadas no campo de eventos extremos e desastres e as considerações mais sociais no âmbito da educação ambiental e justiça climática. (2) FORMAÇÃO: envolvendo diferentes universos e grupos sociais em situação de vulnerabilidade, o processo formativo teve ampla abrangência desde a educação popular, como o envolvimento da educação básica, do ensino superior e dos programas de pós-graduação, além da própria formação das equipes envolvidas. (3) COMUNICAÇÃO: a comunicação ocorreu por 4 meios: a) pelo envolvimento comunitário da educomunicação; b) do envolvimento de estudantes da educação básica com a transmídia; c) da divulgação científica com artigos, livros, capítulos, palestras ou entrevistas nos espaços midiáticos; e d) as diferentes linguagens da arte que foram substratos de comunicação da emergência climática. (4) CULTURA: Escolhemos os grupos em situação de vulnerabilidade, mas também diversos outros grupos como estudantes e professores da educação básica e universidades. Em todos os contextos da educação escolarizada ou popular com moradores ou comunitários, valorizamos a etnografia dos grupos e seus territórios. (5) POLÍTICAS PÚBLICAS: A maior parte dos envolvidos no projeto são professores militantes, que para contribuir com as políticas públicas, necessita estar em constantes diálogos com as esferas políticas. Além disso, inúmeras contribuições que o projeto possibilitou são alicerces epistemológicos que permeiam as negociações, pactos e acordos. Todos os projetos de pesquisa realizados no âmbito da REAJA possui a intencionalidade de contribuir com o fortalecimento de políticas públicas, para que ciência não seja refém da política, a exemplo do que testemunhamos no caso da Pandemia. Os métodos foram variados, de acordo com os contextos, povos, etnografia ou necessidades. Predominou a pesquisa qualitativa, contudo não de maneira hegemônica, mas dialogante com demais pesquisas que se utilizaram de números e estatísticas para seus processos. Aprendemos diferentes jeitos e processos metodológicos, alguns mais estruturados, outros mais subjetivos. Promovemos diversos encontros, participamos ativamente de uma rede ética com responsabilidade global de tentar enfrentar as catástrofes para que estes eventos extremos não tragam a fatalidade da espera de “braços cruzados”. Os resultados do projeto revelaram a realidade de colapsos, mas os mesmos resultados abriram horizontes para que a esperança permaneça.

2.2. Palavras-chave indexadas
Educação ambiental. Justiça climática. Grupos em situação de vulnerabilidade. Rede. Políticas públicas.

2.3. Síntese para Publicação
Descrever, de forma clara, simples e objetiva, uma síntese da pesquisa para publicação no portal da FAPEMAT e materiais de divulgação. É fundamental que a comunidade/sociedade tenha retorno dos projetos de pesquisa e de extensão universitária financiados por órgãos governamentais de fomento. O preenchimento deste campo é obrigatório e terá o limite de no mínimo 250 e no máximo 500 palavras.

As notícias do mundo são carregadas de tragédias, especialmente desde 2018. No Brasil e em toda a Terra, a elevação da temperatura tem causado catástrofes irreversíveis. A Terra não é autorregulada, tão pouco tem capacidade de retornar as porções gélidas do Ártico ou Antártico que já derreteram, ou de ressuscitar espécies já extintas. Os níveis da água estão subindo, ameaçando cidades litorâneas ou até mesmo países que são ilhas ou arquipélagos, principalmente na polinésia. As águas salgadas invadem os rios, como no exemplo do Pará, que foi encontrada uma baleia encalhada em um dos rios. O Brasil que não tinha furacão, passa a ter ciclones bombas, tropicais ou inesperados que destroem os ambientes, principalmente do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Cenários projetados ao futuro (tidos como ficção) são cenas reais da contemporaneidade. Os eventos climáticos avolumam-se e intensificam suas magnitudes. No marcador de cada evento extremo, há registros que ultrapassam os índices máximos, a exemplo do terremoto de 2011 no Japão, com escala Richter 9,2 no total de 9. Um outro exemplo é o furacão Katrina dos Estados Unidos, que registrou 5,6 na escala máxima de 5 de Saffir-Simpson (LUIZ & SATO, 2021). A pandemia deixa de ser uma mera crise sanitária e passa a ser consequência de um desastroso processo de destruição ambiental, em especial pelo agronegócio. É provável que as máscaras e isolamento social sejam o novo perfil da humanidade, já que outras pandemias virão, e provavelmente mais avassaladoras do que a Covid-19 (Coronavirus Disease type 19). Se o surgimento da nova variante ômicron (novembro 2021) expressou o abismo socioeconômico entre os continentes, os pesquisadores da REAJA já anunciavam isso desde o aparecimento da pandemia (SATO et al., 2020). Era objetivo deste projeto estudar estes eventos extremos e compreender de que maneira as pessoas são afetadas. É falso o discurso de que o vírus seja democrático porque afeta a todos, pois as mortes são das pessoas com menos acesso a remédios, hospitais ou médicos. São grupos em situação de vulnerabilidade que não puderam “ficar em casa”, ou que nem tinham dinheiro para comprar máscaras, muito menos a N 95 (NIOSH standard), exigida nos países europeus por filtrar 95% das partículas do ar. São mulheres, crianças, negros, roceiros, bordadeiras, lésbicas, gays ou transgêneros que sofrerão mais INJUSTIÇA no colapso climático pelos preconceitos da civilização contra a pobreza (aporofobia), além de diversas outras intolerâncias. Por isso, o projeto REAJA visou compreender de que maneira estes grupos lidam com a situação de catástrofes climáticas e de que maneira reagem a estes eventos. Conhecendo estas realidades, a promovemos formação e comunicação para divulgar a crise climática, principalmente porque ela é causada pela interferência humana no ambiente. E junto com as comunidades, buscamos traçar táticas de resistências e meios de proteção.

2.4. Informações relevantes para avaliação da proposta
De uma forma geral, a proposta de rede foi cumprida, como abrangência de entidades brasileiras e estrangeiras. Éramos 12 entidades em 2016, hoje dobramos para 23. Com 5 países envolvidos (Brasil, Cuba, México, Portugal e Espanha), temos 16 universidades nacionais e internacionais, 4 organismos não-governamentais e 3 governamentais. Este metadesenho da REAJA em dobrar o número de entidades e estender vínculos em vários níveis trouxe o fortalecimento dos discursos epistemológicos em educação ambiental e justiça climática. Eventos rotineiros das universidades abriram espaço à reunião internacional da REAJA, demarcando muitos intercâmbios internacionais, além de várias produções científicas coletivas. Fomos os pioneiros em abarcar pesquisas com educação e justiça climática no cenário brasileiro, talvez no mundo. Isso trouxe dificuldades em acessar bibliografia, mas hoje temos diversas publicações que servem de referência.

Publicações científicas, eventos, processos formativos, comunicação e diversas expressões midiáticas possibilitaram, e ainda possibilitarão, que novas redes se formem, se expandam e se conectem formando a multiplicidade dos diferentes jeitos e olhares de fazer emergir uma investigação em educação ambiental e justiça climática. Todo o processo pode contribuir significativamente com as políticas públicas que possam também refletir a complexidade climático-educativa de acolhimento e proteção das pessoas, dos seres vivos e também de porções essenciais como água, terra, fogo e ar.

A pandemia foi (continua sendo) um problema sério no mundo e na finalização do projeto, interrompendo viagens ou obstaculizando trabalhos de campo. Por outro lado, a tecnologia de videoconferências facilitou a participação de diversos encontros internacionais pela via on-line. Os diálogos, tanto em nível brasileiro quanto internacional, foram essenciais ao bom desempenho do projeto. Diversas atividades universitárias, antes isoladas em plano local, se estenderam de maneira internacional.

No emergir de tantos desastres e catástrofes que estamos testemunhando, muitas vezes somos acometidos por aquilo que os psicólogos chamam de “depressão científica”. Driblar a dor e continuar a retomada nem sempre é tarefa fácil aos pesquisadores do clima. Discursos sobre colapsologia, era de robôs e “final de mundo” atravessam os artigos, as notícias e as redes sociais. Mas de frente do colapso, a pergunta que não se cala: “e a esperança, o que fazemos com ela?”.

O estado de Mato Grosso, coração da rede, tem orgulho em ter tecido as primeiras meadas de uma rede de descanso, após um árduo trabalho. No balançar da rede, entre os fios e as tramas intercaladas, a tecitura pode ter tido dificuldades, entretanto, o mosaico que se apresenta consolida as interconexões de pontos, linhas e nós que se esparramam para além de um projeto, na promessa de sustentabilidade dos sonhos. Novos fios tecerão o colorido da rede, fazendo que a educação ambiental seja uma, entre tantas vias, de não permitir que ninguém roube nossa capacidade de esperançar.


1. DESCRIÇÃO DO PROJETO
1.1. Introdução
O projeto REAJA é uma rede internacional que estuda as condições climáticas, seus efeitos e desastres, quais grupos são os mais prejudicados e de que maneira podemos minimizar os danos construindo políticas públicas que sejam capazes de proteger vida e não-vida de um sistema chamado Terra que está a um fio de seu colapso. As histórias de ficção científica, como “dune” (HERBERT, 1965), por exemplo, já deixaram de ser ficção, mas tornaram-se realidade. O aumento da temperatura (50 graus) em Mauritânia, trouxe a desertificação e complexas dunas junto com a pobreza da região. O continente africano é palco de outro abismo social, nos casos de vacinações realizadas, com taxas muito menores do que outros continentes. A REAJA reconhece que o humano interfere no ambiente, e que estas intromissões não foram éticas, já que trouxeram muitos danos ecológicos irreversíveis. Em outras palavras, a Terra não é um planeta autorregulável, mas um sistema em colapso (LATOUR, 2018). E nem adianta só trocar o nome Gaia por Pacha Mama, enquanto não conseguirmos compreender que a natureza não tem preço, não pode ser assim mercantilizável, nem está somente à mercê colonialista da escravidão. O que acontece com o ambiente, interfere na humanidade: esta é a premissa da Justiça Ambiental, que conta com a educação ambiental para que novas alternativas possam ser viáveis (SOLÓN, 2019). Sem se estremecer sobre “um outro fim de mundo possível” (SERVIGNE et al. 2021), o princípio da educação ambiental talvez seja fazer este metabolismo socioambiental de bem-viver: uma ética biocêntrica que consiga perceber o mundo para além da humanidade, e que para além dos direitos humanos, é emergente tratarmos sobre os direitos da Terra. Esta civilização carece de compreender a existência equitativa de multiversos dinâmicos e que é necessário erradicar qualquer tipo de preconceito de etnia, homofobia, aporofobia ou misoginia, entre tantas outras intolerâncias. Não se trata, desta maneira, de se entregar ao fatalismo de uma era “Meta” que deixou a inteligência artificial para trás por um outro mercado de robôs. Mas é necessário ressignificar um pós-humanismo que não se aprisione ao tráfico do DNA potente, ou de uma prótese de Cyborg. Fazer surgir uma nova humanidade continua sendo o maior dos desafios.


1.2. Objetivos Propostos
Dividimos os objetivos gerais da REAJA em 4 pontos, considerando que o quinto objetivo (PESQUISA) está presente em cada um destes eixos: 1) cultura; 2) formação; 3) comunicação; e 4) políticas públicas.

1) CULTURA e grupos sociais
Por meio da educação popular, foi possível promover a educação ambiental entre comunitários, moradores ou habitantes de comunidades em situação de vulnerabilidade. Muitas vezes, tendo a arte como aliada, foi possível comunicar a crise climática pela arte-educação-ambiental nos processos formativos de pessoas ágrafas, que embora leiam o mundo, não grafam palavras. Foram envolvidos grupos indígenas (BRA e MEX), mariscadoras e rendeiras (ESP), pescadores (ESP), migrantes climáticos (BRA, CUB e ESP), quilombolas e negros, agricultores e assentados, artistas de rua, mulheres e crianças, farinheiras, doceiras, festeiros, canoeiros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais, ou Assexuais, entre outros (LGBTQIA+), Pessoas com Deficiência (PcD) e habitantes de duas comunidades do BRA: São Pedro de Joselândia e Quilombo Mata Cavalo. Ouvindo esta gente, aprendemos a valorizar os vários conhecimentos sobre as dimensões socioambientais e as táticas de lutas contra a catástrofe climática.

2) FORMAÇÃO - comunidade escolar e universitária
Tida como o coração de qualquer trabalhador ou profissional, a escola merece um especial cuidado nas políticas climáticas. Compreendemos que o livro didático é um elemento muito presente nas escolas e por isso, é preciso ajustar linguagens sexistas, colonialistas ou imagens tendenciosas e preconceituosas. Como a comunidade escolar percebe o clima? Estudantes da educação básica e universidades, bem como seus professores foram envolvidos na pesquisa dos processos formativos. O exame do currículo, as representações sobre o clima, e os meios pedagógicos de aprendizagens foram estudados ao lume dos objetivos gerais da REAJA.

3) COMUNICAÇÃO e educomunicação
Nunca foi tão urgente e necessário objetivar uma comunicação ética num período de negacionismo. Agredida cotidianamente por fake-news, a sociedade acaba tornando-se refém de grupos maldosos, cujo intuito é desordenar, provocar escândalos, incitar discórdias ou dar falsas informação sobre o colapso climático. A mídia popular tem noticiado com mais frequência sobre as catástrofes, contudo muitas vezes não é para comunicar o clima, senão mostrar cenas sensacionalistas para “vender” a matéria. As redes sociais, em especial o Youtube, estão recheados de vídeos caseiros que circulam imagens dramáticas de enchentes, furacões, ciclones, deslizamento de terra seca ou outro tipo de evento extremo. Por isso, comunicar o clima foi uma meta importante na REAJA.

4) POLÍTICAS PÚBLICAS
O grande sonho do pesquisador em educação ambiental é fortalecer as políticas públicas, para que estas possam cumprir, pelo menos em parte, as boas proposições no âmbito de suas pesquisas. Incluir socialmente, construindo condições dignas de defesa, vida e escolhas políticas nos ambientes em que vivem é premissa básica da REAJA. Todos buscamos criar este elo, porém uns objetivos sobressaem mais do que outros. Articular a política ambiental, climática e educativa foi um dos grandes objetivos do projeto, cientes das dificuldades pelo momento dramático que vivemos, em especial no Brasil, com os governantes colocando a ciência como refém da política.

1.3. Objetivos Alcançados
Para efeito didático, trouxemos os resultados, conforme objetivos elencados: 1) cultura; 2) formação; 3) comunicação; e 4) políticas públicas.

1) CULTURA e grupos sociais
Os resultados foram constantes aprendizagens sem hierarquia de saberes, aprendendo como os grupos lidam com as adversidades socioambientais, com mais detalhamento das condições climáticas. A falta de água já é notória, tanto no Cerrado como Pantanal, cujas mulheres são responsabilizadas pelo uso e acesso da água, pois são elas que geralmente limpam as casas, cozinham ou cuidam de doentes, crianças e idosos. Nenhum grupo envolvido trazia a pauta climática em suas lutas, e poucos se arriscavam a narrar o que sabiam sobre o clima. Esta generalização expressa o quanto a mídia deve comunicar mais o clima, e o quanto os governantes estão escassos de argumentos e materiais educativos sobre as possíveis catástrofes. Portanto, a aliança formativa, comunicativa e de políticas públicas expressa ser uma prioridade. Tivemos o ineditismo de privilegiar os desastres com grupos como cegos, que foi uma experiência bastante marcante. E também de se sensibilizar e aprender com as narrativas de inúmeros grupos sociais em situação de vulnerabilidade.

2) FORMAÇÃO - comunidade escolar e universitária
Um foco grande foi dado por Portugal, que é uma associação que agrega os professores da educação básica, sempre incentivando a obrigatoriedade da educação ambiental na educação básica e na graduação, principalmente as licenciaturas. No Brasil, o CEMADEN liderou importantes processos nas escolas, desde o monitoramento do clima por simples estação meteorológica, também com publicações, cursos e campanhas ainda em pleno desenvolvimento. Na Espanha, estudantes universitários e da educação secundária dialogam coletivamente e contribuem com escolas mais preparadas ao enfrentamento das catástrofes climáticas. Em Brasília, um mapeamento de 65 unidades escolares forma um banco de dados para proteção das águas, por intermédio da formação de professores. Em Mato Grosso, um aplicativo de celular foi desenvolvido para aprendizagens científicas, com a transmídia e diversas plataformas pedagógicas. E o Mestrado em Ciências da natureza incentiva a produção massiva de materiais pedagógicos que ricamente contribuíram com os processos formativos no marco do projeto REAJA. No âmbito das universidades, inúmeras pessoas se aprimoraram por meio de pesquisas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

3) COMUNICAÇÃO e educomunicação
Para um público mais geral, mas mais acadêmico, um projeto de divulgação científica foi um dos bons resultados, liderados por jornalistas (professores e estudantes de Comunicação da UFMT). Por meio de jornais impressos e muitos materiais digitais, diversas investigações sobre o clima foram noticiadas. Dialogando um projeto pré-existente de transmídia, as narrativas e “storytelling” bem valorizadas. Com a premissa de cada ser pode ser mídia, a ideia educomunicativa de promover a formação de 4 mídias foram realizadas no curso de formação no quilombo Mata Cavalo: texto, imagem, som e fotografia. Quando algum episódio climático acontece no quilombo, os próprios moradores fazem suas mídias, noticiando-as em canais das redes sociais. Ter a arte como aliada foi a tática do projeto REAJA, ao fazer emergir a literatura, a arte de rua, algumas imagens e o cinema como caminho da construção da arte-educação-ambiental para comunicar o clima.

4) POLÍTICAS PÚBLICAS
Conseguimos mapear as condições de injustiça climática no Brasil, influenciadas pelas Guerras Híbridas que se expressam com armas não convencionais, mas que se utilizam de mecanismos “coloridos” para manutenção do status quo da minoria. Conseguimos fazer emergir a importância das ciências, contra a força negacionista que municiona as informações climáticas. Em escala nacional, foi possível mapear as universidades engajadas com projetos climáticos, por meio de banco de teses da Capes. Por meio de estudos e diagnósticos de pesquisas quanti e qualitativas, foi possível conhecer as mudanças ocorridas nas áreas úmidas, pautando-as em publicações que possam sensibilizar outros pesquisadores do clima. No contexto do Pantanal mato-grossense, realizamos estudos sobre a influência do pulso de inundação na comunidade vegetal do rio Paraguai. De modo essencial, identificamos as vulnerabilidades e as particularidades dos grupos sociais. Por intermédio destes grupos, estamos construindo metodologias participativas capazes de fazer o enfrentamento dos desastres.

2. ATIVIDADES REALIZADAS NO PERÍODO
a) PESQUISA: Todos os envolvidos ATIVOS realizaram suas pesquisas, por meio de estudos teóricos, práticos, construção epistemo-axioma-praxiológica da pesquisa, além da participação em diversas outras atividades não-investigativas, descritas abaixo.

b) FORMAÇÃO: alguns mais, outros menos, mas fizemos diversos cursos de formação, espalhados nestes 5 países envolvidos na REAJA. Curso de curta, média ou longa duração. Realizamos inúmeros eventos, locais, nacionais e internacionais. Dentro das universidades, também promovemos a formação de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

c) INTERVENÇÃO: realizamos diversas intervenções junto com o movimento greve pelo clima, por meio de oficinas artísticas, instalações, cantos, teatro e vivências. As militâncias são ótimas para acelerar a construção de políticas públicas.

d) MATERIAIS: ao longo dos 5 anos, produzimos inúmeros materiais didáticos como cadernos pedagógicos, fascículos, oficinas artísticas, artesanatos e elementos de instalação da arte. Fizemos diversos vídeos, podcasts, filmes e materiais de divulgação (cartazes, cards, flyers, boletins).

e) DIVULGAÇÃO: participamos de inúmeros eventos com apresentação de comunicações orais ou em pôsteres. Realizamos conferências, palestras, mesas-redondas ou outras comunicações. Muitos participaram de entrevistas na mídia (escrita, falada ou televisionada). Também temos um bom blog acadêmico que recebe muitas visitações, que contêm inúmeras informações sobre a REAJA.

f) INTERCÂMBIOS: fomos parceiros, participando das atividades das universidades envolvidas, sejam em eventos, sejam em Bancas de Defesa, sejam no comitê científico de avaliação dos trabalhos ou artigos para publicação. Fomos rede!

g) AMPLIAÇÃO: buscamos novas parcerias e conseguimos trazer mais elos à rede, que hoje busca financiamento para prosseguir com mais atividades relacionada à justiça climática e educação ambiental:

1. Associação Estadual de Etnias Ciganas, AEEC
2. Associação Portuguesa de Educação Ambiental, ASPEA (Portugal)
3. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio
4. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE
5. Operação Amazônia Nativa, OPAN
6. Secretaria de Estado de Educação - SEDUC
7. Universidad de Havana (Cuba)
8. Universidade do Oeste do Estado do Paraná - Unioeste
9. Universidade Federal de Rondonópolis - UFR
10. Universidade Federal de Roraima – UFRR
11. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio
12. Universidade Federal do Pará - UFPA

3. RESULTADOS ALCANÇADOS NO PERÍODO
Vide item 1. 3 à Objetivos Alcançados
3.1. Houve resultados de melhoria da infraestrutura, ou seja, melhorias nas instalações físicas da sua instituição, tais como, laboratórios, equipamentos, etc.?
Em relação à infraestrutura, não houve orçamento para este fim. As instalações eletrônicas trouxeram excelentes resultados com o uso de notebooks, impressoras, máquinas fotográficas, ou data show. O acesso das atividades digitais no período pandêmico foi favorecido por estes equipamentos.

3.2. Gerou publicações técnico-científicas?

 

Figura 1: produção científica da REAJA

Anos: 0172021

Considerando o período de 2017-2021, a equipe Reaja possui 255 artigos científicos publicados em periódicos qualificados, além de 32 livros, 23 coletâneas, 148 capítulos de livros e 89 resumos completos publicados em anais de evento (Figura 1) – todos com corpo editorial e avaliação científica. São publicações diversas, que totalizam 557 textos publicados em diversos meios, em várias áreas do conhecimento que tocam a emergência climática. São textos que foram frutos de pesquisa quantitativa, como diagnósticos das áreas úmidas, mapeamentos de desastres, ou experimentos com vegetais e água. E são textos de vivências subjetivas da pesquisa qualitativa, que metabolizam universos socioambientais, com especial foco na educação ambiental.

 

3.3. Realizou serviços especializados para a comunidade?

 

Figura 2: vivência comunitária

Anos: 2017-2021

Seja nos trabalhos de campo em comunidades, nas escolas ou universidades, houve sempre um tempo de conversa informal, que conforme as ideias surgiam, foram necessários reuniões ou fóruns populares para planejamento e mobilização (cerca de 100). Cursos e oficinas sempre são importantes, conjuntamente com a produção de material pedagógico que apoie a aprendizagem. Também tivemos a oportunidade de realizar instalações artísticas em todos os países. Portugal é o país com mais quantidade em função de ser uma associação dos professores, constantemente promovendo eventos, cursos, oficinas ou atividades (figura 2).

 


3.4. Houve capacitação de recursos humanos?

 


Figura 3: formação das equipes

Anos: 2017-2021

Os processos formativos estão muito presentes nos projetos da educação ambiental, seja como objetivo, ou como etapa metodológica. Dentre as equipes participantes de 4 países, tivemos 45 estudantes de iniciação científica (educação básica e graduação), que pouco produzem saberes novos, mas encorajam e estimulam os mais velhos. 70 dissertações de mestrado foram defendidas, sempre nos prazos e avaliação da Capes. 50 teses inovadoras foram criadas no âmbito das equipes envolvidas, com inúmeras contribuições às ciências (figura 3). No campo da formação de participantes externos (escolas ou comunidades), os registros demarcam um alto número de pessoas, principalmente se considerarmos os eventos realizados.


3.5. Houve difusão e divulgação da Tecnologia/Informação pesquisada?

 


Figura 4: comunicação científica

Anos: 2017-2021

Um dos componentes da Reaja foi a comunicação, de essencial existência para divulgação que construa uma cultura científica. Durante os 5 anos de existência do projeto, tivemos a produção de 20 vídeos, filmes de curta duração e materiais auditivos (podcast). A maioria está disponível no Youtube e também no Spotify. Alguns constam nos sites ou blogs oficiais das entidades participantes. Tivemos 24 entrevistas ou comunicação nas mídias escritas, faladas ou televisionadas, com abordagem climática. E a cuidadosa construção de 60 materiais pedagógicos que englobam cadernos pedagógicos, folders, cartazes, flyers ou cards digitais de divulgação (figura 4).

 

3.6. Outros
Fizemos cursos internacionais, mantivemos diálogos com entidades importantes como as diversas coalizões pelo clima do mundo, além de intercâmbios com artistas que trabalham no campo da arte-educação-ambiental com artes plásticas, poesia, teatro ou corpo. Também participamos de grupos com artistas de rua, que fotografam diversas situações com a emergência climática. Formamos uma rede nacional sobre cinema e emergência climática, que periodicamente se reúnem para debater algum filme relacionado com o clima. 

2. INDICADORES DE PRODUÇÃO

4.1. Produção Bibliográfica

Nacional

Intern

Artigo publicado, aceito ou submetido em periódicos especializados (nac ou inter) com editorial

105

150

Livros publicados com corpo editorial e ISBN

24

8

Capítulos publicados com corpo editorial e ISBN

118

30

Organização e editoração de livros e periódicos com corpo editorial

25

8

Comunicações em anais de congressos e periódicos

89

0

Resumo publicado em eventos científicos

89

0

Texto em jornal ou revista (magazine)

72

12

Trabalho publicado em anais de evento

89

0

Partitura musical (canto, coral, orquestra, outra)

0

0

Tradução de livros, artigos, ou outros documentos com corpo editorial

0

0

Prefácio, posfácio, apresentação ou introdução de livros, revistas, periódicos ou outros meios.

30

10

outras

0

0

 

641

218

 

4.2. Produção Cultural

quantidade

Apresentação de obra artística (coreográfica, literária, musical, teatral, outra)

60

Exposição de artes visuais (pintura, desenho, cinema, escultura, fotog, gravura, instalação, tv, vídeo ou outra)

940

Arranjo musical (canto, coral, orquestral, outro)

10

Composição musical (canto, coral, orquestral, outro)

0

Sonoplastia (cinema, música, rádio, televisão, teatro ou outra)

30

Apresentação em rádio ou TV (dança, música, teatro ou outra)

30

Curso de curta duração

60

Obra de artes visuais

79

Programa de rádio ou TV

2

Outra

0

 

1211

 

4.3. Produção Técnica ou Tecnológica

quant

Software (computacional, multimídia ou outro) com/sem registro/patente

1

Produto (piloto, projeto, protótipo ou outro) com/sem registro/patente

0

Processo (analítico, instrumental, pedagógico, processual, terapêutico ou outro) com/sem registro/patente

0

Trabalho técnico (assessoria, consult., parecer, elaboração de proj, relatório, serviços na área da saúde ou outro)

78

Mapa, carta geográfica, fotograma, aerofotograma, outro.

4

Maquete

0

Desenvolvimento de material didático ou instrucional

104

Organização e editoração de livros, anais, catálogos, coletâneas, periódicos, enciclopédias ou outros

33

Outra

0

 

220

 

4.4. Orientação Concluída ou em Andamento

quantidade

Tese de doutorado

50

Dissertação de mestrado

70

Monografia de conclusão curso de aperfeiçoamento ou especialização

10

Trabalho de conclusão de curso de graduação

38

Projeto de Iniciação Científica

45

Projeto de Extensão Universitária

67

Projeto de Ensino ou PET

0

Supervisão de pós-doutorado

28

Outra

0

 

308


5. PARCERIAS INSTITUCIONAIS

1.Centro de Controle e Monitoramento de Acidentes e Desastres Naturais - CEMADEN

2. Instituto Caracol – ICA

3. Instituto Federal de Mato Grosso – IFMT (Cuiabá, São Vicente e Cáceres)

4. Secretaria de Estado de Meio Ambiente -SEMA

5. Universidade Católica Dom Bosco - UCDB

6. Universidade da Coruña - UDC (Galícia, Espanha)

7. Universidade de Brasília - UnB

8. Universidade de Estado de Mato Grosso - UNEMAT

9. Universidade de Estado do Rio Grande do Norte - UERN

10. Universidade de Santiago de Compostela -USC (Galícia, Espanha)

11. Universidade de São Paulo - USP (ESALQ)

12. Universidade de Veracruzana -UV (México)

13. Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT

14. Universidade Federal de Rondonópolis - UFR


6. DIFICULDADES ENCONTRADAS E SUGESTÕES
Agradecemos o apoio financeiro da FAPEMAT, contudo, o projeto foi muito além do que o esperado, envolvendo 3 países inicialmente, e depois 5. O contingente de estudantes e pesquisadores que apoiaram o projeto foi alto, mas muitos pesquisadores tiveram que pagar suas estadias para realizar seus estudos de campo. O orçamento é bastante fixo e não flexibiliza os gastos, a exemplo de uma passagem aérea para o evento em Cabo Verde que foi cancelada em função da Covid-19, e tivemos que devolver o dinheiro, quando poderíamos utilizar para mais materiais de divulgação, por exemplo. Em momento pandêmico, seria necessário flexibilizar o orçamento para atender as necessidades do projeto.

Em relação ao formulário do relatório, o subitem 1.3 OBJETIVOS ALCANÇADOS é igual ao item 3 RESULTADOS ALCANÇADOS NO PERÍODO. Pensamos que seja desnecessário um dos itens e repetimos as mesmas considerações nos dois campos, por serem idênticas.


7. CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS
Obter financiamento para pesquisa, na atual conjuntura política brasileira é motivo de alta celebração. No momento que a ciência está refém das ciladas políticas, todo apoio financeiro é mais do que bem-vindo, mas é uma forma de forte expressão contra o negacionismo. A ciência brasileira e a dimensão ambiental, estão negligenciadas pelas agências financiadoras em função das políticas duvidosas do governo federal. A SBPC, bem como inúmeras instituições ou associações científicas tem manifestado constantemente a favor da pesquisa, que carece de mais estímulos e avanços. Em especial às universidades públicas e gratuitas, como a federal que coordenou este projeto, são comprovadamente as melhores produtoras de conhecimentos. Por isso, agradecemos o apoio recebido!


8. REFERÊNCIAS
AMORIM, Denize A. R.; SIMIONE, Roberta M.; SATO, Michèle. Lugares invisíveis: imagens de resistências de mulheres migrantes. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 37, p. 268-285, 2020.

ARTS, K. A. J.; RABELO, M. T. O.; FIGUEIREDO, D. M.; Maffrey, G.; IORIS, ANTONIO AUGUSTO ROSSOTTO; GIRARD, Pierre. Online and Offline Representations of Biocultural Diversity: A Political Ecology Perspective on Nature-Based Tourism and Indigenous Communities in the Brazilian Pantanal. Sustainability, v. 10, p. 3643, 2018.

BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. 4. ed. São Paulo: WMF. Martins Fontes, 2018a.

DALLA-NORA, Giseli; SATO, Michèle. Brisas, ardências e sonhos de pescadores da Galícia - ESPANHA. Revista Eletrônica Ensino, Saúde e Ambiente, v. 1, p. 161-177, 2020.

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DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é filosofia? São Paulo: 34, 1990.

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MEIRA, P. Á.; GONZÁLEZ-GAUDIANO, E. & GUTIÉRREZ, J. (2018). Climate crisis and the demand for more empiric research in Social Sciences: emerging topics and challenges in environmental psychology / Crisis climática y demanda de más investigación empírica en Ciencias Sociales: tópicos emergentes y retos en Psicología Ambiental. Psyecology, 9 (3), 259–271. DOI https://doi.org/10.1080/21711976.2018.1493775

MOREIRA, Benedito Dielcio; MATTOS, Aclyse. Educomunicação e transmídia: um encontro na escola dos media, ciência e saberes populares. Contém Prólogo, Apresentação e 19 artigos relacionados ao projeto. https://www.edufmt.com.br/product-page/educomunica%C3%A7%C3%A3o-e-transm%C3%ADdia-um-encontro-na-escola-dos-media-ci%C3%AAncia-e-saberes

PERROT, Michelle. Minha História das Mulheres. São Paulo: Contexto, 2007.

SANTOS, Déborah L. M. S.; JABER, Michelle; SATO, Michèle. Resistência quilombola: conflitos socioambientais, injustiça ambiental e luta por direitos. Insurgência: Revista de Direitos e Movimentos Sociais, v. 5, p. 1-22, 2019.

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SATO, Michèle; DALLA-NORA, Giseli (Orgs.). Turbilhão de ventanias e farrapos, entre brisas e esperançares. Cuiabá: GFK Comunicação & Ed. Sustentável, 2021. [publicação REAJA].

SENRA, Ronaldo E. F. Educação no campo no IFMT - campus São Vicente: desafios da construção de uma educação dialógica. Cuiabá: 2014, 217f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, UFMT.

SERANTES Pazos, Araceli, Patricia Digón-Regueiro, Laura Cruz-López, Reneé DePalma, Rosa Méndez-García e María Barba Núñez (2021). Por una educación para la ciudadanía global ¿desde un enfoque STEM?, Didacticae: Revista De Investigación En Didácticas Específicas, (10), 1–3. (https://doi.org/10.1344/did.2021.10.1-3)

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TAMAIO, Irineu. Educação Ambiental & Mudanças Climáticas; diálogo necessário num mundo em transição. Brasília: DEA/MMA, 2013.

TRAJBER, Rachel; WALKER, Catherine; MARCHEZINI, Victor; KRAFTL, Peter; OLIVATO, Debora; HADFIELD-HILL, Sophie; ZARA, Cristiana; MONTEIRO, Shirley. Promoting climate change transformation with young people in Brazil: participatory action research through a looping approach. Action Research Sage 2019, Vol. 17(1) 87–107.

PARA DOWNLOAD
TEXTOS DE PESQUISADORES REAJA
PERÍODO: 2017-2021

Araceli Serantes Pazos

https://drive.google.com/drive/folders/1M2NuHdzYpoVnJr54bZVQ-Wy13WX2lgfB?usp=sharing

 

Benedito Dielcio Moreira

https://drive.google.com/drive/folders/1YeuwKl3zUc79_4FGoMT-whhqEgw-WTYn?usp=sharing

 

Cristiane Carolina de Almeida Soares

https://drive.google.com/drive/folders/1xh4VFE_JWlXC6VJvFh0300WymXVBUkBd?usp=sharing

 

Déborah Luíza Moreira Santana Santos

https://drive.google.com/drive/folders/11OhpY2jHcBk8FE5wdeKGVii-n75AwAAv?usp=sharing

 

Denize Aparecida Rodrigues de Amorim

https://drive.google.com/drive/folders/1Wt9TDuArNsnuuUdj47hYKJua6CgiTji2?usp=sharing

 

Edgar Gonzales Gaudiano

https://drive.google.com/drive/folders/1Exc4Cda09hiOFtFreVlykGtk4AuGBSNH?usp=sharing

 

Irineu Tamaio

https://drive.google.com/drive/folders/1yZRmSoFiTXb-RZqU9oa7A6I7KZ5pVoq9?usp=sharing

 

Lúcia Kawahara

https://drive.google.com/drive/folders/1LhzJO8zdREX1yev3INHkQVvwqQCrTSip?usp=sharing

 

Marcos Sorrentino

https://drive.google.com/drive/folders/1jUkKfOPXOHn07MtKUQ3QD_Ty3cSsD7e_?usp=sharing

 

Michèle Sato

https://drive.google.com/drive/folders/1V-E8kyE5zVVzgGtHMnsfritAs3np2tVl?usp=sharing

 

Pablo ángel Meira Cartea

https://drive.google.com/drive/folders/1qPOYwlezLlH_K1WD5aNQ1OVDVmjztiCW?usp=sharing

 

Pierre Girard

https://drive.google.com/drive/folders/12wYHMRXWdQkjjdCclOrj5XgeRgmHoL8t?usp=sharing

 

Rachel Trajber

https://drive.google.com/drive/folders/16u6SmOkiqfG4ysxk4nE5nIluWaBLrtIs?usp=sharing

 

Ramiro Gustavo Valera Camacho

https://drive.google.com/drive/folders/1iLU81ZYPL7aY1UQhee90LYQcqjQxnH5J?usp=sharing

 

Regina Silva

https://drive.google.com/drive/folders/1_Dm8vSDCZjlEfhJN0pO7vKCHaaMLc8Lj?usp=sharing

 

Roberta Moraes Simione

https://drive.google.com/drive/folders/1_Dm8vSDCZjlEfhJN0pO7vKCHaaMLc8Lj?usp=sharing

 

Ronaldo Eustáquio Feitoza Senra

https://drive.google.com/drive/folders/18OAYdYMSMI-WsMvCjp-OJzzZ8Z5Mt5Dq?usp=sharing

 

Rosana Manfrinate

https://drive.google.com/drive/folders/1kSjrjkJ_OD5psA6nNEpWsyngHNvUQ1wo?usp=sharing

 

Solange Kimie Ikeda Castrillon

https://drive.google.com/drive/folders/1c3nsG2V4gN6zOLPO4yrYg7Wknx5Z71yZ?usp=sharing

 

Thiago Cury Luiz

https://drive.google.com/drive/folders/1A7-ZkPnhg8nlgVUknwvLIflQ396gcPGd?usp=sharing

 

Victor Marchezini

https://drive.google.com/drive/folders/1APuuHtz0XzpARTvgtA60_DU9Ef4R32a4?usp=sharing

 


9. INFORMAÇÕES E AVALIAÇÃO GERAL
9.1. O resultado do projeto terá inovação tecnológica?
Não.

9.2. O resultado do projeto (tecnologia gerada) poderá ser repassado a terceiros?
-

9.3. O resultado do projeto será passível de proteção (patentes, cultivares, direitos autorais, softwares, entre outros)?
Sim, um aplicativo na plataforma midiática criada no bojo de um projeto intitulado “transmídia”, cujo coordenador participo do projeto.

9.4. Há relação da pesquisa com atividades de ensino e de extensão na sua instituição (Indissociabilidade Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária)?
Sim, além do tripé da pesquisa, ensino e extensão, a internacionalização é um componente essencial ao diálogo científico.

9.5. Durante a execução da pesquisa está tendo momentos de interação e integração com a sociedade civil?
Sim, em vários momentos, pois reconhecemos que a academia faz a ciência, mas são os movimentos sociais que impulsionam os parlamentares a fortalecer as políticas públicas. No momento de negacionismo, por parte do próprio governo federal, os movimentos sociais são importantes à defesa da educação, ciência, ambiente ou saúde.

9.6. Qual o público-alvo poderá se beneficiar com os resultados da pesquisa apoiada?
Pode ser o público geral, porque o projeto é multidisciplinar, abarcando inúmeras áreas do conhecimento. Além de profissionais ou estudantes acadêmicos, há um vasto acervo de materiais pedagógicos criados aos momentos da vivência comunitária ou escolar, cujo teor tem fácil acessibilidade, com linguagem satisfatória para demanda social ampla.

9.7. Qual o número estimado, direta e indiretamente, de pessoas que poderão se beneficiar com os resultados da pesquisa?

Se cada entidade participante do projeto atingir 200 pessoas, sejam no âmbito da família amigos, conhecidos ou até desconhecidos, alunos de graduação e pós, participantes de cursos, plateia de eventos e congressos internacionais, ou indiretamente por materiais como panfletos, cadernos, site ou divulgação, poderemos atingir cerca de 10 mil pessoas. Mas certos números dependem das audiências dos momentos, e escapam de nossas mãos. O diagnóstico aleatório é sempre errático.

Cuiabá, 06 de dezembro de 2021.

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Rede Internacional de Pesquisadores em Educação Ambiental e Justiça Climática
REAJA  -  



São Pedro de Joselândia
Pantanal MT
Foto: M Sato

Quilombo Mata Cavalo
Cerrado MT
Foto: M Sato



EDUCAÇÃO AMBIENTAL E COLAPSO CLIMÁTICO
HISTÓRIA
2010-2018
Os estudos relativos ao clima e educação ambiental, no âmbito do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA), tiveram início com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do antigo Ministério das Ciências, Tecnologia e Inovação (MCTI), no marco do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Áreas Úmidas (INAU), sob coordenação geral da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

Durante o longo período de 2010 a 2018, nosso grupo de intitulava Laboratório 5: Ciência e cultura na reinvenção educativa e tivemos parceria com diversos organismos nacionais e internacionais. Além do GPEA, coordenador do laboratório 5, tínhamos projetos do Departamento de Geografia da UFMT, além do Departamento de Linguagens da Universidade de Estado de Mato Grosso do Sul (UEMS). No plano internacional, tivemos parceria com:
·        Millennium Ecosystem Assessment – um vasto programa das Nações Unidas que agregava inúmeros países na formação do Sub-Global Assessment (SGA) para avaliar os serviços ecossistêmicos;
·        Ramsar Culture Network – um segmento da Convenção Ramsar, com especial foco na cultura dos povos que habitam as áreas úmidas, no qual o GPEA é participante até os dias atuais.

2013-2016
A atenção ao clima veio com a parceria da “Rede Municipal de Adaptação e Mitigação às Mudanças Climáticas: Resposta a Diferentes Cenários de Mudanças Climáticas (ClimBAP)”, fruto do projeto Sinergia que estudava as condições das mudanças climáticas. Este subprojeto teve duração de 2013-2016, e tivemos a participação de uma escola de Cuiabá, uma escola em Livramento (quilombo Mata Cavalo) e uma escola em São Pedro de Joselândia. No objetivo de construir táticas de enfrentamento contra o colapso climático, o ClimBAP estabeleceu parcerias com a Michigan University (USA) e com a Université du Québec à Montrèal (Canada).

2014-2015 
No ano 2014, tivemos auxílio financeiro do World Wildlife Fund (WWF), que possibilitou trabalharmos com os princípios das escolas sustentáveis nas escolas do Cerrado (Mata Cavalo) e do Pantanal (Joselândia), como complementação das atividades iniciadas pelo ClimBAP. As escolas se organizaram a construir pequenos Projetos Ambientais Escolares Comunitários (PAEC), em consonância com a política de educação ambiental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que também foi outra parceira importante no contexto local.

2014-2016 
Também neste ano de 2014, tivemos o projeto aprovado pelo edital universal (003/2014/Fapemat) da Fundação de Amparo às Pesquisas do Estado de Mato Grosso, com o título “Educação Ambiental às Mudanças Climáticas” (Processo 157509/2014). Com foco na pauta de gênero, o objetivo era compreender as percepções femininas sobre o clima em 3 territórios: ambiente de água salgada, no Mar do Norte da Galícia Espanhola; no pulso hídrico do Pantanal mato-grossense de São Pedro de Joselândia; e na escassez da água do cerrado, especificamente no quilombo Mata Cavalo.

2014-2016
Ainda no ano de 2014, conseguimos aprovação do projeto “Justiça climática e educação ambiental”, pelo edital 14/2014/CNPq (processo no. 454731/2014-0), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Foram envolvidos a Universidade de São Paulo, campus Esalq, a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Acidentes Naturais (Cemaden). Considerando a cultura, os processos de justiça climática, a formação, a comunicação e as políticas públicas, estas entidades inauguraram o diálogo em rede sobre a Justiça Climática e Educação Ambiental no Brasil.

2016-2022
No ano de 2016, a Fapemat lança um edital induzido para redes internacionais (037/2016/Fapemat) o que possibilita a aprovação da atual “Rede Internacional de Pesquisadores em Justiça Climática e Educação Ambiental (REAJA)”, que possui características do projeto do CNPq, mas ampliada nos cenários nacionais e internacionais. No ano de 2019, a Fapemat concedeu a prorrogação do projeto até o ano de 2020 (processo no. 0602434/2016), devidamente registrado na UFMT [Propeq cadastro: 139/2018].

Cinco linhas temáticas compõem o tecido investigativo: 1) a pesquisa sobre JUSTIÇA CLIMÁTICA no cenário mundial, com focos diferenciados para cada local e objetivos dos pesquisadores; 2) estudos sobre a CULTURA e a relevância de cada grupo social na correspondência de cada intervenção, para que as ações não sejam hegemônicas e iguais, mas que se particularize em cada território; 3) o processo de FORMAÇÃO  com ênfase na educação ambiental; 4) a COMUNICAÇÃO para contribuir nas intervenções, divulgação e educomunicação; e 5) o fortalecimento de POLÍTICAS PÚBLICAS que consigam enxergar que para além dos desastres, haverá táticas que conseguirão colorir o horizonte com um tom de esperança.

Atualmente, a Fapemat prorrogou os prazos do projeto até julho 2022, em função da pandemia. Cinco países fortalecem a REAJA: Brasil, México, Cuba, Espanha e Portugal. No Brasil, envolve todas as regiões brasileiras. Com a maciça presença de 16 universidades, a REAJA conta também com as 4 organizações não governamentais e 4 entidades governamentais, no total de 24 entidades. No âmbito da UFMT, envolve o Instituto de Educação (IE), o Instituto de Geografia, História e Documentação (IGHD), o Instituto de Biociências (IB) e o Instituto de Linguagens (IL), numa equipe multidisciplinar que nem sempre tem consensos, principalmente quando o debate divide a humanidade e outros seres, mas no marco do saudável diálogo científico entre vida e não vida, há consenso de que a crise climática tem influência direta e indireta das atividades humanas.

REAJA
24 entidades (16 universidade, 4 ONG, 3 OG)

  1. Associação Estadual de Etnias Ciganas, AEEC 
  2. Associação Portuguesa de Educação Ambiental, ASPEA (Portugal) 
  3. Centro de Controle e Monitoramento de Acidentes e Desastres Naturais – CEMADEN 
  4. Instituto Caracol – ICA 
  5. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio 
  6. Instituto Federal de Mato Grosso – IFMT (Cuiabá, São Vicente e Cáceres) 
  7. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE 
  8. Operação Amazônia Nativa, OPAN 
  9. Secretaria de Estado de Educação - SEDUC 
  10. Universidad do Oriente - UO (Cuba) 
  11. Universidad Veracruzeana – UV (México) 
  12. Universidade Católica Dom Bosco - UCDB 
  13. Universidade da Coruña – UDC (Galícia, Espanha) 
  14. Universidade de Brasília - UnB 
  15. Universidade de Estado de Mato Grosso - UNEMAT 
  16. Universidade de Estado do Rio Grande do Norte - UERN 
  17. Universidade de Santiago de Compostela -USC (Galícia, Espanha) 
  18. Universidade de São Paulo – USP (ESALQ) 
  19. Universidade do Oriente – UO (Cuba) 
  20. Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL 
  21. Universidade Federal de Rondonópolis - UFR 
  22. Universidade Federal de Roraima – UFRR 
  23. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio 
  24. Universidade Federal do Pará - UFPA

No âmbito mato-grossense, tivemos e ainda temos vasto envolvimento com os grupos em situação de vulnerabilidade, cuja maioria ainda não percebe as crises climáticas.
1.      Agricultores familiares
2.     Artistas de rua
3.     Camponeses
4.     Crianças
5.     Doceiras
6.     Estudantes da educação básica
7.     Farinheiras
8.     Festeiros
9.     LGBTQ+
10.   Mariscadoras (Galícia)
11.    Migrantes (11 países)
12.   Mulheres (negras, pardas, brancas)
13.   Pescadores (Galícia)
14.   Pessoas com Deficiência
15.   Professores da educação básica
16.   Quilombolas
17.   Redeiras (redes de pesca-Galícia)
18.   Roceiros

PESQUISADORxS ENVOLVIDxS
  1. Aluizio Azevedo da Silva
  2. Araceli Serantes
  3. Barbara Yadira Mellado
  4. Celso Sánchez-Pereira
  5. Cristiane Carolina de Almeida Soares   
  6. Débora Erileia Pedrotti-Mansilla 
  7. Déborah Luíza Moreira Santana Santos 
  8. Edgar Gonzales
  9. Elni Elisa Willms  
  10. Eronaldo Assunção Valles 
  11. Fátima Elisabeti Marcomin
  12. Flavia Lopes Bertier 
  13. Giseli Dalla-Nora  
  14. Giselly Rodrigues das Neves Silva Gomes  
  15. Heitor Medeiros
  16. Irineu Tamaio
  17. Jakeline Fachin  
  18. Joaquim Ramos Pinto
  19. Kathy de Freitas Marinho dos Reis  
  20. Lindalva Garske
  21. Marcela Cristiane Ribeiro Brito 
  22. Marcos Sorrentino
  23. Marilena Loureiro da Silva
  24. Michèle Sato  (coord.)
  25. Pablo Meira
  26. Pierre Girard
  27. Priscilla Mona de Amorim   
  28. Rachel Trajber
  29. Ramiro Valera Camacho
  30. Regina Aparecida Silva  
  31. Roberta Moraes Simione   
  32. Romário Custódio Jales  
  33. Ronaldo Eustáquio Senra
  34. Solange Ikeda
  35. Tatiani do Carmo Nardi
  36. Thiago Cury Luiz    
  37. Victor Hugo Oliveira Henrique
  38. Victor Marchezini
  39. Vitor Maciel Mello
Helder: stencil
40C
arte de rua - cel. escolástico
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*

Rede Internacional de Pesquisadores em 
Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA)
Financiamento: FAPEMAT
EDITAL REDES DE PESQUISA EM MATO GROSSO Nº. 037/2016
PROPEq - UFMT 139/2018


SISTEMATIZAÇÃO DO ENCONTRO INTERNACIONAL
Cuiabá, UFMT: 25, 26 e 27 de setembro de 2017
Por Michèle Sato
                       
PROCESSO FORMATIVO
  • Manter os processos de formação entre nós, pesquisadores envolvidos e estudantes de graduação, mestrado e doutorado.
  • Privilegiar a formação aos membros das comunidades envolvidas, e em diversos territórios.
  • Há necessidade de debates conceituais e alguns verbetes carecem de nossa atenção: ceticismo, antropoceno, aquecimento, gases estufa, riscos, vulnerabilidade, desastre, injustiça climática, resiliência, adaptação, mitigação, resistência, rebeliões, táticas.

COMUNICAÇÃO
  • Potencializar as diferentes linguagens da cultura científica. Temos: lista de discussão, grupo “what’s up”, facebook, blogs e sites. Exemplo para explorar mais: Research Gate, Academia Edu, Google Scholar.
  • Intensificar os meios de formação e informação na divulgação científica.
  • Realizar uma oficina sobre os princípios REAJA para produção de um vídeo de até 5 minutos.
  •  “marketing” e visibilidade da REAJA.

PESQUISA
  • É preciso explicitar os objetivos diretamente relacionados ao campo da educação ambiental e justiça climática, com metodologias que coadunem com os marcos conceituais.
  • Serão necessárias algumas linhas orientadoras às pesquisas? Quais são elas?
  • Debater a discussão sobre metodologia quanti e qualitativa na REAJA.

PUBLICAÇÕES
  • Ampliar a visibilidade em periódicos nacionais e estrangeiros.
  • Publicar livros ou capítulos.
  • Escrever em conjunto, entre os membros da REAJA, estabelecendo as conexões da rede.
  
ENCONTROS FUTUROS
  • Para os próximos eventos, é melhor ter um relator em cada mesa-redonda, que garanta não apenas um relatório do debate, mas também os destaques dos principais pontos em comum entre as apresentações e as divergências (se o caso). Todas as apresentações do evento de setembro/17 foram salvas em PDF e se encontra em:
  • É preciso sistematizar o evento por meio de uma relatoria atenta em cada atividade. O resultado deve ser apresentado no fórum final, como importante etapa de avaliação e planejamento.
  • Aproveitar-se de outros eventos para promover um encontro dos membros da REAJA, mesmo que parcialmente.

PLANEJAMENTOS-PROPOSIÇÕES
  • Construir uma agenda para o desenvolvimento das pesquisas de 5 anos.
  • Projeto “Amador” e estudos de viabilidade pela União Europeia.
  • Repensar meios para transversalizar a dimensão climática nos currículos universitários.
  • É possível manter a REAJA sem capital?
  • É possível mudar o sistema, e não o clima?
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 25/10/2018 - CEMAT-MT





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  26 e 27 de setembro de 2017




Encontro Internacional da Rede de Pesquisadores em Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA)
Cuiabá: UFMT
Auditório CCBS 1 - Biologia
26 e 27 de setembro de 2017

PROGRAMA PÚBLICO

 26 e 27 de setembro de 2017
tempo
atividade
responsáveis

26/09
8:00h
Mesa-redonda 1: Mudanças climáticas

Pablo Meira, Pierre Girard, Irineu Tamaio e Solange Ikeda

10:00
Mesa-redonda 2:
Justiça climática
Marcos Sorrentino, Ivo Poletto e Michèle Sato

14:00
Mesa-redonda 3:
Desastres e tópicos climáticos
Araceli Boli Serantes, Ramiro Camacho, Édgar Gonzales, e Victor Marchezini

16:00
Mesa-redonda 4:
tópicos etnográficos
Artema Lima, Heitor Medeiros, Lidío Ramires e Herman Oliveira


27/09
8:00
Mesa-redonda 5:
Educação, arte e comunicação
Joaquim Pinto, Rachel Trajber, Lindalva Gorske, Dielcio Moreira, Débora Pedrotti, Imara Quadros e Ronaldo Senra




INFORMAÇÕES - INSCRIÇÕES
65 3615 8443, sala 66 do Instituto de Educação da UFMT


...................
Programação fechada somente aos pesquisadores REAJA
24/setembro - integral
Trabalho de campo - Chapada dos Guimarães

25/setembro (8 - 18 horas)
Reunião de trabalho, fórum de diálogos

27/setembro (14 - 19h)
Sistematização, avaliação e celebração de 20 anos do GPEA

...............
REDE INTERNACIONAL DE PESQUISADORES EM JUSTIÇA CLIMÁTICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Financiamento: FAPEMAT
EDITAL REDES DE PESQUISA EM MATO GROSSO Nº. 037/2016
PROPEq - UFMT 139/2018


Coordenação
Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT
Programa de Pós-Graduação em Educação – PPGE
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA

Universidade de Estado de Mato Grosso – UNEMAT
Grupo de Pesquisa: Conceitos Ecológicos e Etnoecológicos Aplicados a Conservação da Água e da Biodiversidade do Pantanal

Entidades participantes
  1. Associação Portuguesa de Educação Ambiental, ASPEA (Portugal)
  2. Centro de Controle e Monitoramento de Acidentes e Desastres Naturais – CEMADEN
  3. Instituto Caracol - ICA
  4. Instituto Federal de Mato Grosso – IFMT (Cuiabá, São Vicente e Cáceres)
  5. Operação Amazônia Nativa, OPAN
  6. Universidad Veracruzeana – UV (México)
  7. Universidade Católica Dom Bosco - UCDB
  8. Universidade da Coruña – UDC (Galícia, Espanha)
  9. Universidade de Brasília - UnB
  10. Universidade de Estado de Mato Grosso - UNEMAT
  11. Universidade de Estado do Rio Grande do Norte - UERN
  12. Universidade de Santiago de Compostela -USC (Galícia, Espanha)
  13. Universidade de São Paulo – USP (ESALQ)
  14. Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT (Cuiabá e Rondonópolis)
PARCEIROS
- Fórum de Mudança Climática e Justiça Social (FMCJS)
- Fórum de Direitos Humanos e da Terra (FDHT)

O presente projeto propõe a formação de uma Rede de Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA), envolvendo pesquisadores de 13 entidades, que representam 10 universidades, 2 entidades governamentais e 1 entidade não governamental, num total de 10 instituições brasileiras e 3 estrangeiras. É possível ainda, que tenhamos mais uma universidade, caso a Universidade Federal de Rondonópolis seja oficialmente criada. Fazem parte das universidades: a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT, campi Cuiabá e Rondonópolis), tendo o Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA), os 3 campi do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que agrega a educação básica (Cuiabá) e o ensino superior de São Vicente e de Cáceres, a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a Universidade de São Paulo (USP) no campus em Piracicaba, especificamente pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), a Universidade de Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e a Universidade de Estado do Rio Grande do Norte (UERN). As 3 universidades internacionais são a Universidade de Veracruzana (UV), na capital federal do México, e as Universidades espanholas da Coruña (UDC), e a de Santiago de Compostela (USC), ambas da região da Galícia. As entidades governamentais são o Centro de Controle e Monitoramento de Acidentes e Desastres Naturais (CEMADEN), em SP e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) em MT. A Organização Não Governamental (ONG) é o Instituto Caracol (ICA), tradicionalmente forte no campo da educação ambiental.

Uma vez aceita a teoria de que o Homo sapiens é um dos grandes causadores das mudanças globais na Terra, compreendemos que as mudanças climáticas serão dramáticas e as consequências serão catastróficas. Contudo, reconhecemos que as calamidades socioambientais não afetarão a humanidade de forma homogênea, senão contraditória, desigual, injusta e comprometerão muito mais as parcelas economicamente desfavorecidas, como os povos indígenas, ribeirinhos, canoeiros, pescadores artesanais, mulheres, crianças e idosos, entre outros grupos sociais expostos aos riscos em função da vulnerabilidadeeconômica.

Por meio de diálogos permanentes, este coletivo quer fortalecer as políticas públicas em justiça climática, nos repertórios da pesquisa, da formação e da comunicação. No tocante à pesquisa, 5 linhas temáticas compõem a proposição investigativa:

[1] JUSTIÇA CLIMÁTICA – que transcende o debate da mudança climática, incidindo o foco no modelo insustentável de desenvolvimento e consequente geração de desigualdades. Os efeitos drásticos desta alteração terão proporção, magnitude e escala de forma desigual e injusta, acometendo mais as camadas economicamente desprivilegiadas, os que vivem na periferia, aqueles que estão à margem da história ou de maneira inviabilizada pela sociedade competitiva e que ainda mantém o modelo de crescimento econômico como meta do bem-estar humano. Buscamos interpretar os conflitos socioambientais e os desastres relacionados às mudanças climáticas, identificando os grupos sociais que são mais acometidos por estes agravos, estudando suas táticas de lutas, seus mecanismos de resistência e de que modo conseguem enxergar um futuro mais feliz. Um mapeamento dos conflitos, dos desastres e a identificação dos grupos sociais é a proposta básica das pesquisas relacionadas com a justiça climática.

[2] CULTURA – A rede busca dar o foco nos grupos sociais vulneráveis, povos e comunidades tradicionais que estão invisibilizados e que certamente serão os mais afetados pelos desastres provocados pelo clima. Para uma enorme quantidade de pessoas, a cultura local se mantém também pelas crenças, fé e mitos que se entrelaçam com a natureza. Buscamos construir uma epistemologia popular, que alicerçada na potência etnográfica, consiga revelar as entidades ou valores imateriais que frequentemente determinam as escolhas e os caminhos políticos do bem-viver comunitário. Além dos povos tradicionais, há diversos grupos sociais que são mais vulneráveis às mudanças climáticas, como é o caso das mulheres, responsabilizadas pelo uso e acesso das águas, a exemplo das cozinheiras, pescadoras artesanais, marisqueiras (mariscadoras galegas), ou simplesmente das mães que cuidam dos banhos das crianças, da comida e da limpeza das casas. Será cada vez mais comum vermos as cenas de mulheres com latas de água na cabeça, baldes pesados nos ombros e, com elas, levam junto as crianças ao trabalho de acesso da água em poços artesianos, cisternas, cacimbas ou rios.

[3] FORMAÇÃO – Temos experiências nos processos formativos, fomentando que a escola dialogue com seu entorne por meio dos Projetos Ambientais Escolares Comunitários (PAEC), que ressignificam o currículo e o projeto político pedagógico à luz da realidade de cada escola. Examinaremos diversas possiblidades como as escolas sustentáveis, o projeto ciência pés no chão do Cemaden, a pegada ecológica e outras boas propostas da educação científica que somam oferecendo uma sinergia aos processos de aprendizagem escolar. No âmbito das comunidades, propomos a educação popular de inspiração totalmente Freireana, considerando que todo saber é igual por direito e que nem só o saber científico pode ensinar. Há um campo fértil de saberes, fazeres e sentires nas comunidades, que intitulamos por “epistemologia popular”, que transcendem significados das letras ou grafias, incidindo na construção das aprendizagens mais significativas, como a sabedoria em escutar a natureza e compreender suas linguagens.

[4] COMUNICAÇÃO – A poética comunicacional se reinventa em duas grandes proposições: a primeira que busca construir uma cultura científica por meio da mídia e do jornalismo científico, interpretando os signos e as mensagens emitidas pelos grandes veículos de comunicação que noticiam a abordagem do clima. Porém, para além de um signo duro, podemos comunicar a poesia dos sentidos, sem convenções semânticas ou semiológicas, mas com a interpretação do leitor-ouvinte, que interpreta a imagem, o som ou o texto na liberdade de sua própria percepção. Nos processos da transmídia ou educomunicação, há um campo de construção de sentidos que rompe as funções fixas do destinatário e do remetente, na reinvenção da conversação. Na comunicação poética, o outro é sempre um poema.

[5] POLÍTICAS PÚBLICAS – os estudos no campo das políticas públicas buscam compreender o significado lato da governança e da governabilidade, na exigência de que elas devam ser construídas em processos dialógicos entre governos e a sociedade civil. Cientes que a maioria da população ainda está à margem dos processos históricos, e sem conseguir fazer o enfrentamento contra os agravos da mudança climática, a governança aqui proposta visa a superação das desigualdades sociais e das destruições ecológicas. Buscamos construir uma pesquisa que consiga ser essencial ao fortalecimento das comunidades capazes de cuidar de seus próprios ambientes com autonomia e responsabilidade, estudando seus mecanismos de resistência ao capital e as táticas de lutas capazes de revirar do avesso as injustiças socioambientais na democratização das esperanças. Por meio da fenomenologia, nossa proposta ainda possui duas outras dimensões: os processos de realização de cursos e momentos de aprendizagens com as escolas e fora delas, no âmbito da formação escolarizada e da educação popular. Somado a este processo formativo, a educomunicação tem a proposta da geração de mídias alternativas, por meio de blogs, redes sociais, vídeos, cadernos pedagógicos e outros equipamentos que possam fortalecer as estruturas educadoras. As 3 dimensões juntas buscam fortalecer as políticas públicas em justiça climática e educação ambiental, em constante processo de fórum de discussão, construindo táticas educativas que possam enfrentar os efeitos drásticos da mudança climática, defendendo os direitos humanos e da Terra à construção de sociedades sustentáveis.
Palavras-Chave: educação ambiental * justiça climática * políticas públicas


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Sociedade, educação, clima

Justiça climática

Grupos sociais e vulnerabilidade


APRESENTAÇÕES - PPT/PREZI/PDF

GALERIA DE FOTOS

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ClimArtEducação
(pesquisa de Michèle Sato)
https://mimisato.blogspot.com.br/p/climarte.html




Base Avançada de Pesquisa no Pantanal - BAPP
Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
Poconé, MT
Foto: MSato

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