Saturday, 12 December 2020

QUEIMADAS QUE SE REPETEM

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Igualdades

QUEIMADAS QUE SE REPETEM

CAMILLE LICHOTTI E RENATA BUONO
07dez2020_11h05

Entender a dinâmica do fogo é fundamental para controlar as queimadas. Para medir o impacto desses incêndios é preciso saber as regiões mais afetadas, a frequência das queimadas e que tipo de cobertura vegetal é atingida. De 2000 a 2019, cerca de 1,5 milhão de quilômetros quadrados foram queimados pelo menos uma vez no Brasil – área que corresponde a dois Chiles. Só em territórios de vegetação nativa, a área queimada nesse período é quatro vezes a do Reino Unido. Em áreas de floresta, onde o fogo não é um fenômeno natural, foram dois Uruguais. Nestas regiões florestais, as queimadas estão relacionadas, principalmente, à ação humana – seja para desmatamento ou manejo agrícola. O Mato Grosso é o estado com maior área queimada nos últimos vinte anos – tanto em territórios de pastagem, agricultura e atividades rurais, quanto em superfícies cobertas por vegetação natural. Lá, o fogo atingiu uma mesma área, de quase 30 quilômetros quadrados, por todos os anos da última década. Isso é o equivalente a oito Central Parks queimando a cada ano, repetidamente, no Mato Grosso.  Nesta semana, o =igualdades mostra o resultado de vinte anos de fogo no Brasil. 

Nos últimos vinte anos, pelo menos 18% do território brasileiro foram atingidos pelo fogo. Isso significa que 1,5 milhão de quilômetros quadrados foram queimados pelo menos uma vez no Brasil desde 2000. A área afetada nesse período é equivalente a duas vezes a área do Chile.

De 2000 a 2019, 68% do território queimado no Brasil correspondia à vegetação nativa. Ou seja, cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados queimados eram vegetação natural dos biomas brasileiros. Na Caatinga, por exemplo, mais de 80% das queimadas aconteceram em áreas de vegetação nativa. Na Amazônia, queimadas em coberturas florestais e campestres correspondem a mais da metade da área atingida pelo fogo. Ao todo, o território de vegetação nativa queimado no Brasil, nos últimos vinte anos, corresponde a quatro vezes o território do Reino Unido. 

O Cerrado foi o bioma mais afetado pelo fogo nos últimos vinte anos. Além de concentrar mais da metade de todas as queimadas, a região já teve 41% do seu território atingido pelo fogo nos últimos vinte anos – mais de 825 mil quilômetros quadrados. A área corresponde a três estados de São Paulo e dois do Rio de Janeiro, somados. 



 Na Amazônia, mais de 420 mil quilômetros quadrados foram queimados de 2000 até 2019. As condições climáticas deste bioma fazem com que o fogo não seja um fenômeno natural. Para os pesquisadores, a ocorrência de queimadas está normalmente associada à ação do homem, seja para desmatar ou para manejo agrícola. Somente neste bioma, o fogo consumiu uma área equivalente a quatro Cubas nos últimos vinte anos.   

Nos últimos vinte anos, 330 mil quilômetros quadrados foram queimados apenas em áreas de floresta. Esse processo não é natural e os pesquisadores associam essas queimadas principalmente à atividade humana. O incêndio deste tipo de cobertura vegetal pode aumentar a concentração de carbono nestas regiões – primeiro pela combustão e, posteriormente, pela progressiva mortalidade de árvores. Ao todo, a área florestal queimada no Brasil, de 2000 a 2019, é equivalente a duas vezes o território do Uruguai. 

O Pantanal teve um aumento de 996% na área queimada em 2019. Em 2018, foram 1.105 quilômetros quadrados de área queimada – uma área equivalente a da cidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, a área atingida foi de 12.114 quilômetros quadrados, o equivalente à cidade do Rio de Janeiro e a área do todo o Líbano, somadas. 

O Mato Grosso é o estado com maior área queimada nos últimos vinte anos, tanto em territórios antrópicos, usados para pastagem, agricultura e atividades rurais, quanto em vegetação natural. E o problema é recorrente: uma mesma área de quase 30 (27,98) quilômetros quadrados queimou todos os anos, por duas décadas, somente neste estado. Isso é o equivalente a oito Central Parks queimando por vinte anos no Mato Grosso. 

Fontes: MapBiomas; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; The World Bank.

CAMILLE LICHOTTI (siga @camillelichotti no Twitter)

Estagiária de jornalismo na piauí

RENATA BUONO (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno


Friday, 11 December 2020

Na pandemia de Covid-19 foram ultrapassados 80 milhões de refugiados e deslocados, segundo a ONU

http://www.ihu.unisinos.br/605406-onu-na-pandemia-de-covid-19-foram-ultrapassados-80-milhoes-de-refugiados-e-deslocados

Na pandemia de Covid-19 foram ultrapassados 80 milhões de refugiados e deslocados, segundo a ONU

Apesar dos apelos para um cessar-fogo global, a violência e a perseguição estão aumentando. Unhcr: “mais um trágico marco” ultrapassado que está destinado a “crescer”. A comunidade internacional "falhou" em sua tarefa de "salvaguardar a paz". Na primeira metade do ano, o número de refugiados vulneráveis reassentados em países terceiros caiu pela metade.

A reportagem é publicada por AsiaNews, 09-12-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Apesar dos repetidos apelos por um cessar-fogo e políticas compassivas durante a pandemia de Covid-19, a violência e a perseguição continuaram sem descanso e contribuíram para a expulsão de muitas pessoas de suas casas. O suficiente para atingir um número recorde entre refugiados e deslocados, nunca alcançado antes. Este é o alarme lançado hoje pelas Nações Unidas, segundo o qual até ao final de 2020 “mais de 80 milhões” de pessoas serão deslocadas.

De acordo com relatórios do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), no final do ano passado o número de pessoas desenraizadas e expulsas de suas casas era de 79,5 milhões, incluindo 30 milhões de refugiados. De acordo com as estimativas preliminares para o ano que está se encerrando, o número voltou a crescer, ultrapassando os 80 milhões, bem mais que 1% da população mundial.

“Estamos superando outro marco trágico - ressalta Filippo Grandi do ACNUR - que estará destinado a crescer, a menos que os líderes mundiais parem as guerras”. Em março, o secretário-geral da ONUAntonio Guterres, pediu um cessar-fogo global dos conflitos em tempos de pandemia, com um vírus que já matou mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo.

Um apelo que caiu no vazio, com os números do primeiro semestre de 2020 que confirmam novos deslocados na SíriaRepública Democrática do CongoMoçambiqueSomália e IémenViolências brutais também geraram novos refugiados na região do Sahel, na África Central, vítimas de estupros e execuções brutais. “Com o dobro do número de deslocados na última década - diz Grandi - a comunidade internacional falhou na tarefa de salvaguardar a paz”.

Para os especialistas das Nações Unidas, a nova pandemia de coronavírus "interrompeu todos os aspectos da vida humana e agravou ainda mais os desafios já presentes para os deslocados e apátridas". E algumas medidas implementadas pelos governos para conter as infecções têm dificultado ainda mais a tarefa de garantir proteção e segurança aos refugiados.

No auge da primeira onda em abril, pelo menos 168 países haviam fechado total ou parcialmente suas fronteiras; destes, 90 não abriram exceções para os requerentes de asilo. Em 2020, os novos pedidos de acolhimento diminuíram um terço em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o número de refugiados vulneráveis reassentados em países terceiros caiu pela metade (apenas 17.400 na primeira metade do ano). 

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Thursday, 10 December 2020

Tuesday, 8 December 2020

Arquipélago no Alasca pode ser, na verdade, um sistema de seis vulcões interconectados

 https://gizmodo.uol.com.br/alasca-ilhas-vulcoes-interconectados/


Arquipélago no Alasca pode ser, na verdade, um sistema de seis vulcões interconectados

Imagem: John Lyons/USGS
Imagem: John Lyons/USGS

Como se já não tivéssemos notícias perturbadoras o suficiente em 2020, aí vem mais uma: geólogos agora têm motivos para suspeitar que um aglomerado de ilhas do Alasca é, na verdade, parte de um gigantesco sistema vulcânico interconectado, do mesmo tipo visto no Parque Nacional de Yellowstone.

Chamado de Ilhas das Quatro Montanhas (IFM), o arquipélago vulcânico está localizado ao longo da cadeia de ilhas Aleutas. Uma nova pesquisa liderada por John Power do U.S. Geological Survey no Alaska Volcano Observatory apresenta evidências de “uma grande caldeira não reconhecida anteriormente” no IFM, em pesquisa que será apresentada nesta segunda-feira (7) durante o Encontro de Outono de 2020 da União de Geofísica dos Estados Unidos (AGU).

O aglomerado consiste em seis estratovulcões bem espaçados, chamados Cleveland, Carlisle, Herbert, Kagamil, Tana e Uliaga. Estratovulcões são exatamente aquilo que você está pensando: vulcões enormes em montanhas altas e íngremes cobertas por um cone fumegante. A região também é intercalada com um monte de cones menores e fissuras. Das seis montanhas, Cleveland foi a mais ativa nas últimas duas décadas, criando nuvens de cinzas que atingem entre 4,5 e 9 metros.

Cratera do Monte Cleveland no Alasca. Imagem: Cindy Werner/USGS

A cratera do Monte Cleveland. Imagem: Cindy Werner/USGS

A suposta caldeira não foi detectada por muito tempo porque está escondida por depósitos recentes e pelo oceano. E, de fato, não foi fácil para esses geólogos reunir suas evidências. Elas só foram possíveis por meio da análise de depósitos geológicos, mudanças na região ao longo do tempo, emissões de gases e medições de gravidade (que indicam a densidade das rochas enterradas), entre outras pistas. O IFM, ao que parece, está sendo influenciado por esta caldeira previamente não detectada.

Para ser claro, não está provado que as ilhas IFM fazem parte de uma caldeira. É um palpite forte que agora precisa ser reforçado por outras observações.

“Nossa esperança é voltar às Ilhas das Quatro Montanhas e olhar mais de perto o fundo do mar, estudar as rochas vulcânicas com mais detalhes, coletar mais dados sísmicos e gravitacionais e amostrar muito mais áreas geotérmicas”, explicou Diana Roman, coautora do estudo e geóloga do Carnegie Institution for Science em Washington.

Caldeiras são câmaras subterrâneas enormes cheias de magma e são conhecidas por produzirem algumas das erupções mais catastróficas da história do nosso planeta. Em comparação, estratovulcões são acompanhados por bolsões minúsculos de magma. E, de fato, eles são frequentemente chamados de supervulcões por esse motivo.

Cada ponto em vermelho representa uma caldeira no arquipélago de Aleutas. Imagem: John Power/USGS

Yellowstone é provavelmente a caldeira mais reconhecível da Terra, devido ao seu tamanho e potencial ameaça. Não se espera que entre em erupção tão cedo, mas se acontecer, a caldeira derramará lava sobre uma região que se estende por 48 a 64 km. Essas erupções também podem produzir grandes quantidades de cinzas, o que pode alterar o clima no planeta como um todo. Carregado pelo vento, o aerossol de enxofre e as partículas de cinzas leves causariam “uma diminuição notável nas temperaturas ao redor do globo”, de acordo com o U.S. Geological Survey.

A possível caldeira no IFM provavelmente não se iguala ao Parque de Yellowstone em termos de tamanho ou ameaça, e muitas outras caldeiras já foram confirmadas nas Aleutas. Contudo, isso não é motivo para subestimar o perigo representado por essas características geológicas. Essa é uma descoberta muito séria e, eventualmente, os geólogos podem ter que reclassificar os vulcões IFM. O gigantesco sistema vulcânico interconectado pode explodir no futuro e com “graves consequências globais”, segundo a AGU.

Além de alterar o clima, grandes erupções também podem resultar em mudanças sociais significativas. Como, por exemplo, em 43 aC, quando o vulcão Okmok do Alasca, que é alimentado por uma caldeira, explodiu. Pesquisas recentes sugerem que essa erupção foi uma das principais causas que levou à queda da República Romana e do Reino Ptolomaico no que hoje é o Egito. Então, não é brincadeira mesmo.

Cientistas descobrem cerca de cem vulcões escondidos sob a camada de gelo antártico

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Cientistas descobrem cerca de cem vulcões escondidos sob a camada de gelo antártico

Os cientistas identificaram quase 100 vulcões previamente desconhecidos na Antártica Ocidental, que, além dos 47 já conhecidos que existem na região, fazem da região uma das maiores concentrações de vulcões do mundo.

Uma nova pesquisa lançada em uma série especial da Geological Society identifica 91 novos vulcões em uma região conhecida como Sistema de Fendas Antártico Oeste, uma área de 3.500 km de extensão que se estende desde a plataforma de gelo de Ross até a Península Antártica. Todos esses vulcões estão enterrados sob a camada de gelo da Antártica, alguns enterrados a até três quilômetros de profundidade. Eles variam em tamanho de 100 a 3.850 metros, sendo o maior tão alto quanto a montanha Eiger na Suíça.

Os cientistas que conduziram o estudo, Max Van Wyk de Vries e Robert Bingham, da Escola de Geociências da Universidade de Edimburgo, dizem que essa concentração é maior do que o Rifte Africano Oriental, o que a tornaria a mais densa concentração de vulcões no mundo – Embora alguns geólogos digam que esta afirmação é excessivamente exagerada (mais sobre isso em breve). Não se sabe quantos, se algum for, dos vulcões recém-descobertos são ativos, mas os cientistas expressam a preocupação de que uma erupção possa aumentar os efeitos das mudanças climáticas no continente congelado.

Mapa de localização de estruturas de cone escondidas ao longo do Sistema de Rifte Antártico Oeste. A cor do círculo representa o fator de confiança, o tamanho do círculo representa o diâmetro e os círculos com bordas pretas representam descobertas anteriores. (Imagem: M. V. W. de Vries et al., 2017)

Max Van Wyk de Vries, um estudante do terceiro ano, conseguiu dar o ponta-pé inicial nesta descoberta depois de perceber possíveis traços de vulcanismo em mapas de radar publicamente disponíveis da Antártica. Ele sugeriu aos geólogos da escola que uma pesquisa mais rigorosa fosse realizada para confirmar suas descobertas iniciais, e eles concordaram. Com a ajuda de Bingham, de Vries examinou remotamente a parte inferior da camada de gelo para picos ocultos de pedra basáltica, semelhantes aos encontrados no topo de outros vulcões, e onde os picos se pronunciam um pouco acima do gelo. A forma da terra embaixo das camadas espessas de gelo foi analisada usando medições de radar que penetraram o gelo; Os pesquisadores estavam à procura de estruturas semelhantes a um cone que se estendiam para a camada de gelo. Esses achados foram comparados com os registros de satélites e banco de dados, juntamente com informações geológicas de levantamentos aéreos.

“A Antártica permanece entre as áreas menos estudadas do mundo e, como jovem cientista, fiquei animado em aprender sobre algo novo e não bem compreendido”, afirmou de Vries em um comunicado. “Depois de examinar os dados existentes na Antártica Ocidental, comecei a descobrir traços de vulcanismo. Naturalmente, olhei para isso mais atentamente, o que levou a essa descoberta de quase 100 vulcões debaixo da camada de gelo “.

Na verdade, a descoberta de tantos vulcões previamente desconhecidos altera nossa concepção da Antártica como uma região vulcânica, tanto no passado, presente e futuro. Pesquisas adicionais ajudarão os geólogos a entender melhor como os vulcões podem influenciar as mudanças nos lençóis de gelo em longos espaços de tempo, além de melhorar a nossa compreensão do passado climático do continente.

Infelizmente, os novos resultados não indicam quais desses vulcões podem ser ativos ou ter o potencial de entrar em erupção, mas este novo estudo deve inspirar mais pesquisas e monitoramento sísmico na área. Os pesquisadores dizem que é muito importante descobrir isso o mais rápido possível. Se um ou mais desses vulcões entrarem em erupção, poderia desestabilizar ainda mais os lençóis de gelo da Antártica Ocidental (que já estão sendo afetados pelo aquecimento global provocado pelo homem) e acelerar o fluxo de água de derretimento que vai para o oceano. Em 2013, pesquisadores da Universidade de Washington detectaram pelo menos um vulcão ativo e coberto de gelo na Antártica (também na camada de gelo da Antártica Oeste), por isso é razoável assumir que outros também possam estar ativos.

Os cientistas não estão inteiramente certos do que acontece quando os vulcões submersos em gelo entraram em erupção, mas esses eventos poderiam fazer com que o magma e os fluídos subterrâneos forçassem novos caminhos e fraturas, de acordo com pesquisadores da Universidade de Washington. Uma erupção séria poderia derreter o fundo da camada de gelo imediatamente acima do respiradouro do vulcão, mas nós realmente não temos ideia do que aconteceria depois disso.

“Este é um grande passo na compreensão dos processos sólidos da Terra sob a camada de gelo da Antártica”, disse Mike Coffin, pesquisador do Instituto de Estudos Marinhos e Antárticos da Universidade da Tasmânia (IMAS), em entrevista ao Gizmodo. “A combinação de diferentes tipos de dados – imagens magnéticas, de gravidade e de satélite – com um modelo de elevação digital e bases de dados vulcânicos existentes provou ser extremamente frutífero, e o trabalho ira semear muitas pesquisas futuras na Antártica”.

Coffin, que não estava envolvido com o novo estudo, diz que a abordagem dos pesquisadores é admirável, e os resultados são fascinantes – mas ele tem problemas com uma constatação central feita pelos autores.

“Eu não sou particularmente apaixonado pela hipérbole – ‘uma das maiores províncias vulcânicas do mundo’ “, disse ele. “Claramente, a dorsal atlântica (e os ~50% resultantes da superfície da Terra que são uma “crosta oceânica” pura) é a maior província vulcânica do mundo e até segmentos do sistema de cumes do meio do oceano (por exemplo, a cordilheira no meio do Atlântico) são muito maiores do que esta província vulcânica da Antártica Ocidental. No entanto, não devemos inibir a exuberância juvenil!”

Coffin diz que não ficaria surpreso se alguns desses vulcões recém-descobertos estiverem ativos e gostaria de ver um estudo semelhante feito em todo o continente antártico. O Monte Gaussberg, por exemplo, é um jovem vulcão que se projeta acima do gelo na Antártica Oriental, e Coffin diz que pode haver muito mais sob o gelo do Antártico Oriental.

O magma vermelho quente atravessando a camada de gelo da Antártica evoca uma imagem mental particularmente poderosa. Talvez um desses vulcões recém-descobertos entre em atividade enquanto estivermos vivos, e realmente teremos a chance de vê-lo. Seria uma canção de gelo e fogo, de fato.

[The Geological Society]

Imagem de topo: NASA/Jim Yungel