Saturday, 10 December 2011

Pássaros tropicais reagem lentamente ao aquecimento global

o eco
http://www.oeco.com.br/noticias/25519-passaros-tropicais-reagem-lentamente-ao-aquecimento-global


Pássaros tropicais estão migrando para áreas mais elevadas devido ao aquecimento global, mas não na velocidade prevista por cientistas. Essa é uma má notícia, na opinião de um dos autores do estudo, o professor de Ecologia da Conservação Stuart Pimm. “Espécies podem estar condenadas a se moverem para altitudes mais elevadas em busca de temperaturas mais amenas ou então simplesmente ficar sem habitat”, afirma Pimm. “Se ficarem onde estão, eles podem ter mais habitat, mas vão sofrer com o calor”.

Mapa da região no Peru onde foi feito o estudo e na imagem abaixo as elevações testadas no levantamento
O estudo foi publicado nesta quinta-feira na edição online do jornal PloS ONE, por pesquisadores da Universidade Duke, dos Estados Unidos. Os biólogos acreditam que os animais acompanhem a velocidade de mudanças na vegetação, que se altera vagarosamente por meio da dispersão de sementes. É um fenômeno diferente do que ocorre em áreas temperadas, como América do Norte e Europa, onde plantas e animais se adaptam às mudanças climáticas migrando para o norte ou produzindo sementes ou flores mais tardiamente.


Na região tropical, mudanças de latitude não significam alterações significativas na temperatura. “Então se mover para altas elevações é a única saída”, adverte o autor principal do estudo, German Forero-Medina, estudante de PhD da Universidade Duke. “Mas há poucos dados históricos para servir de base para uma comparação. Nossa compreensão sobre a respostas dos pássaros tropicais ao aquecimento ainda é pobre”, destaca.

Para chegar a essa conclusão, os biólogos utilizaram informações obtidas nas remotas montanhas Cerros del Sira, no Peru, em década de 1980, pelo pesquisador emérito da Duke, John Terborgh. Esse complexo topográfico, geológico e climático criou manchas isoladas de habitats, com comunidades únicas de aves, raramente visitados por cientistas. As informações de 40 anos atrás foram comparadas a novos dados, colhidos durante uma expedição realizada pelos autores do artigo à mesma região em 2010.

De acordo com os pesquisadores, cerca de metade das espécies de pássaros de todo o mundo vivem em altitudes a 1.000 metros do nível do mar ou acima deste patamar. E entre estas espécies, mais de 80% podem ser encontradas nos trópicos.

Saiba mais:

Artigo: "Elevational Ranges of Birds on a Tropical Montane Gradient Lag Behind Warming Temperatures"German Forero-Medina, John Terborgh, S. Jacob Socolar & Stuart L. Pimm. PLoS ONE, Dec. 7, 2011.



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Livro é o primeiro passo para criação de políticas internacionais que protejam essas espécies que desconhecem fronteiras e têm suas populações sob ameaça.

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Livro reúne pesquisa sobre aves migratórias

fonte - o eco
http://www.oeco.com.br/reportagens/25517-livro-reune-pesquisa-sobre-aves-migratorias


As aves migratórias têm como característica as longas viagens que empreendem. Essa singularidade multiplica sua ameaça de sobrevivência. De país em país, ano a ano em buscas do melhor território, do melhor clima e alimento de acordo com sua natureza, essas aves costumam passar ao largo das políticas de conservação, até mesmo pelo reduzido conhecimento de suas características. Os dados disponíveis nos Estados Unidos apontam a para redução de populações, algumas vezes de forma abrupta em poucos anos.

O maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus rufa) é um exemplo dessa realidade fatídica. A ave de 24 centímetros de comprimento realiza uma das mais longas migrações, partindo do Ártico e indo até o Sul da América do Sul, passando pelo Brasil. Por ser limícola, isto é, por viver na lama ou no charco, realiza esse trajeto pelo litoral do continente. Antes de realizar a viagem que começa na América do Norte, cerca de 80% dos maçaricos-de-papo-vermelho fazem uma parada na Baía de Delaware, no Nordeste dos Estados Unidos, para pesca do caraguejo-ferradura.

Como ocorre a superexploração do caraguejo-ferradura, os maçaricos-de-papo-vermelho sofreram a redução da oferta dos ovos desses artrópodes, ficaram sem seu alimento para longa migração rumo ao Ártico, onde se reproduzem. De acordo com dados do WikiAves, na contagem da espécie feita na Baía Lomas, no Sul da Argentina, em 1989, 53 mil indivíduos foram contabilizados. Em 2010, a contagem caiu para 16 mil. Este ano, foram 11 mil.


Ameaça generalizada, publicação abrangente

Infelizmente os maçaricos-de-papo-vermelho não são um caso isolado. Dados do serviço de Pesca e Fauna dos Estados Unidos (o US Fish and Wildlife Service – USFWS) reunidos criaram a lista informações sobre os status das espécies, aBird of Conservation Concern. As informações revelaram graves ameaças para as populações de aves migratórias. O perigo levou à criação de um fundo de apoio à pesquisa sobre essas espécies. Com esses recursos, a Conservação Internacional (CI) organizou uma publicação de fôlego acadêmico: Conservação de Aves Migratórias Neárticas no Brasil –disponível na versão eletrônica na internet e também prestes a ser impresso e distribuído a bibliotecas, cursos de pós-graduação, centro de pesquisas e instituições governamentais ligadas a área. Neártica é a região ecológica compreendida pelo México, Estados Unidos e Canadá.

A razão do fundo da lei de conservação de aves migratórias do Serviço de Pesca e Fauna dos Estados Unidos ser aplicado em pesquisa no Brasil está no papel desempenhado pelo nosso país como território de passagem, descanso e alimentação desses animais. “Mas qual seria esse papel?”, perguntou o coordenador do programa de subsídio financeiro Guy B. Foulks. A resposta a essa pergunta veio em etapas no decorrer de três anos. “Foi definida uma lista preliminar das espécies que poderiam ser classificadas como migrantes neárticas. Depois, foi estruturado um modelo básico para orientar a forma como as informações sobre cada uma das áreas deveriam ser apresentadas. Por fim, foi lançado um convite aberto para que toda a comunidade de ornitólogos brasileiros pudesse contribuir com artigos de síntese”, explica Renata Valente, bióloga e co-organizadora da publicação.

A publicação contém 74 trabalhos de 90 especialistas das cinco regiões do país. É uma ferramenta preliminar para a conservação de mais de 80 espécies de aves migratórias neárticas que utilizam o território brasileiro – em diferentes épocas do ano, em áreas específicas e com hábitos característicos.

Mapeando as áreas importantes


Os pesquisadores tanto utilizaram pesquisas consolidadas, como aproveitaram o convite para finalizar seu material e participar da edição. “É um trabalho pioneiro por reunir e sintetizar em uma única publicação dados e informações sobre a ocorrência de aves migratórias neárticas no Brasil”, avalia Renata. O objetivo do livro, conta uma das organizadoras, foi gerar o primeiro catálogo de áreas importantes para as aves migratórias neárticas no Brasil e suprir lacunas do conhecimento sobre essas espécies no país.

Além de dados sintéticos, a publicação reúne fotos de todas espécies tratadas e infográficos com a ocorrência de cada espécie em cada uma das regiões do país. A região Norte foi privilegiada com 24 trabalhos, seguida da região Sul com 21 sínteses. A região Sudeste, embora concentre a maioria dos pesquisadores do país, participou com seis trabalhos.

A reunião dos dados em uma única publicação e sua oferta de forma aberta e eletrônica será o primeiro passo em busca da criação de políticas internacionais de conservação. A diretora da CI no Brasil Patrícia Baião explica que as aves migratórias cruzam longas distâncias e atravessam fronteiras entre países. “As estratégias de conservação para esse grupo são dificultadas pela falta de unidade entre as ações de diversos países”.

Patrícia Baião conta que as estratégias de conservação de aves migratórias são mais difíceis com a transposição de barreiras geopolíticas. “Existem iniciativas como a Convenção de Bona sobre a Conservação das Espécies Migradoras Pertencentes à Fauna Selvagem, que não é restrita a aves e o Acordo sobre Aves Aquáticas Migratórias Africano-Euroasiáticas (AEWA), ambos sob o Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA)”.

A situação preocupante vivida por pequenas aves limícolas, como maçarico-de-papo-vermelho, também acontece com espécies maiores, como aves canoras e aves de rapina, igualmente sob graves ameaças. Logo na introdução, Guy Foulks trata de espécie, como o vira-pedras (Arenaria interpres), que é classificada como “pouco preocupante” no levantamento da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).


Tuesday, 6 December 2011

Nasa acha o planeta mais similar à Terra

jornal da ciência, SBPC
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80407


Nasa acha o planeta mais similar à Terra
 
Kepler-22b orbita estrela do tipo G, o mesmo do Sol, e fica em região onde pode existir água em estado líquido.

A Nasa acaba de confirmar a existência do que provavelmente é o planeta mais parecido com a Terra já descoberto. Batizado de Kepler-22b, ele fica na chamada zona habitável -onde pode haver água líquida- de uma estrela do mesmo tipo do Sol. A descoberta é do Telescópio Espacial Kepler, projetado justamente para "caçar planetas" parecidos com a Terra e, quem sabe, com potencial de abrigar vida.

O Kepler-22b, por enquanto, preenche o primeiro requisito: a possibilidade de ter água. Ele orbita uma região "aconchegante" de uma estrela do tipo G, como o Sol, embora um pouco mais fria. Essa posição - mais ou menos no meio da zona habitável da estrela - é bastante parecida com a que a Terra ocupa no Sistema Solar.

"As características desse novo planeta fazem dele uma grande descoberta. Uma das maiores do Kepler até agora", disse Carolina Chavero, pesquisadora de astronomia e astrofísica no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.

Parece, mas não é - O novo planeta fica a 600 anos-luz de distância da Terra e tem um raio 2,4 vezes maior que o terrestre. O tempo que ele leva para completar uma volta em torno de sua estrela, porém, não é tão diferente: 290 dias, contra os 365 da Terra.

"O tempo da órbita é uma informação bem importante, porque ajuda a estimar as condições do planeta. Se um a órbita é muito curta, isso significa que ele está muito próximo à estrela, o que o torna muito mais quente", explica Carolina Chavero.

Para localizar o planeta, o Kepler usa o chamado método de trânsito. Ele observa a estrela a partir de um ponto. Se houver um planeta orbitando esse astro, quando ele passar em frente ao ponto de "visão" do telescópio, haverá um mudança (muito sutil) no brilho da estrela. A partir da duração dessa "piscada" da estrela, e também pela intensidade do brilho, é possível estimar dados como o tamanho e a órbita do novo planeta.

Para saber com mais precisão detalhes como a massa do planeta - o que ajudaria a decifrar se ele é rochoso como a Terra ou gasoso-, os pesquisadores usam também outros métodos. No caso do Kepler-22b, essas outras informações ainda são desconhecidas dos cientistas.

Kepler - Lançado em 2009, o Kepler inaugurou uma nova era na busca por planetas. O telescópio de US$ 600 milhões encontrou 2.326 candidatos a planeta após analisar 16 meses de observação. Os últimos foram 1.094 anunciados ontem, no segundo grande "lote" de descobertas.

Até agora, o telescópio já encontrou 207 candidatos a planeta com tamanho mais ou menos como o da Terra. Para serem confirmados, porém, eles precisam de observações suplementares. Muitos especialistas estimam que cerca de 80% dos candidatos localizados pelo Kepler serão confirmados. Até agora, porém, foram somente pouco mais de 20.

"Estamos em uma era em que a astronomia produz um volume de dados enorme. Boa parte do que telescópios como o Kepler produzem ainda não pode ser analisada como deveria. Quem sabe o planeta gêmeo da Terra já foi observado e nós nem nos demos conta?", disse Chavero.
(Folha de São Paulo)

Saturday, 3 December 2011

Bambus, jornalismo e narrativas

http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_bambus_jornalismo_e_narrativas


MÍDIA & MEIO AMBIENTE

Bambus, jornalismo e narrativas

Por Rudson Vieira Carlos em 29/11/2011 na edição 670
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Durante o 4º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (CBJA), realizado no Rio de Janeiro, de 17 a 19 de novembro, algumas questões inquietaram as narrativas de mais um observador, que caminhou além dos bambus (de jardins e bandeiras) e dos conceitos. O incômodo é premissa para o bom funcionamento do jornalista. O estranhamento pende a Camus e é essencial. Desafio? Buscar mantê-lo e o transpor para construir narrativas.
O modelo de referenciamento do agenda setting mudou de “as notícias de ontem publicadas hoje” para “faíscas de fatos por minutos” (viu no Twitter?). Está mais evidente a cada dia a impotência humana em acessar e processar toda a informação gerada no mundo. Boca pequena escancarada diante da pipoqueira de fatos. As narrativas contemporâneas revelam assim um quadro interessante, porém perigoso: a noção de pertencimento mudou, se expandiu e assim confundiu os “desavisados” ou os mais empolgados com a expansão das fronteiras da comunicação (emissão, percepção, recepção da mensagem). Nesta cultura de rede, cada nó comunicacional é um ponto de referência e interferência; junção com o próximo. As narrativas devem reforçar valores humanos e interrelacioná-los com os fatos. Isso sem deixar de tocar nas fraquezas. Quais as pautas da atualidade?
Retire o conforto e verá as manifestações. A escassez de recursos tornou o tema ambiental o mais forte e evidente pé da sustentabilidade nas discussões. O social é moeda eleitoreira, confundido com baixa filantropia; o econômico está cerceado de indicadores confusos, impactos profundos, distanciamento e direcionamento político. Distribuição de renda é diferente de crédito e juros. Desenvolvimento social não é sorriso de criança em foto. (Na parede rabisca-se desejo, necessidade, vontade; nos jornais estampa-se dívida, crédito, consumo.) A pergunta muda, mas o personagem é o mesmo. Onde estão as truganinis da sustentabilidade? A vanguarda vem pelo que se achava obsoleto.
Mecanismos de interferência
Os assuntos que a opinião pública precisa de ler (não necessariamente os que ela deseja) são tratados de forma profunda pela mídia especializada. Para discutir a sustentabilidade como uma pauta séria na mídia, é preciso estabelecer diálogo. A conversa é o melhor mecanismo para, entremeio à rotina estressante, construir pautas que precisamos ler.
No meio do caminho... a mídia e o sistema de referenciamento. A mídia não é responsável por educar, mas por provocar. Entretanto, a inquietação é premissa ao processo de educação. Os valores sociais básicos precisam ser resgatados. Visibilidade e sustentabilidade são diferentes. Todavia, ao estampar marcas e práticas todos querem fazer dinheiro para retroalimentar o processo e o ser.
Uma coisa são as narrativas; outra é o verdadeiro propósito das ações. Para que as iniciativas sejam efetivas, é fundamental desmistificar o conceito de obrigação no ambiente do público e privado. É preciso parar de brincar de “batata quente”; ao invés de transferir responsabilidade, devem-se estabelecer mecanismos de interferência e transformação social. O poder público e a iniciativa privada em ação conjunta. Essa visão também deve amadurecer os questionamentos e as narrativas não apenas da mídia especializada.
Potencial humano
O papel dos mass media na indução ou reforço de hábitos é co-responsável pelos impactos socioambientais gerados. A utopia das narrativas vive entre o problema social recorrente e a temperatura do mercado financeiro. Como disse (ou não) o professor Ladislau Dowbor, “crescer por crescer é a filosofia do câncer”.
Ah, la belle verte! Os impactos interdependem do estilo de vida assumido pela sociedade. O nível de individualismo e satisfação contemporânea determina a intensidade do impacto gerado. Embora haja uma comoção inicial diante das mazelas, a mudança inexiste, caro Ivan Fiodorovitch. O senso de coletividade é baixo [social/acadêmico]. É necessário construir narrativas que provoquem mudança, reflexão e, assim, incentive a conscientização. Deve-se ouvir as fontes, compreender o contexto, para construir o argumento, estabelecer uma versão e só então formatar o texto. Tudo em um ritmo intenso e imediato.
Além do meio ambiente, as novas mídias abrem a possibilidade em despolarizar a discussão a respeito de questões sociais, comunicação e economia. As redes sociais digitais são catalisadores. Às vezes falta amadurecimento na utilização das ferramentas e absorção do conteúdo disponível. O engajamento estimulado pela mídia a conta-gotas estruturada de forma transparente e objetiva. Precisa-se monitorar, envolver; regionalizar a sensação de pertencimento e construção de orgulho e credibilidade.
A educação e a comunicação precisam criar alianças entre as plataformas de reflexão, para orientar os usuários em como usar a rede (ou a respeito das variáveis de movimentação), para assim confrontar a cultura de manada e provocar o amadurecimento do indivíduo no uso e consumo não apenas de informações, mas fundamentalmente dos recursos naturais, dentre eles o potencial humano.
***
[Rudson Vieira Carlos é jornalista, Coronel Fabriciano, MG]

Friday, 2 December 2011

ECO-AR-TE


http://www.livrariarima.com.br/Default.asp?Menu=ProdutoDetalhes&ProdutoID=2255225


Eco-Ar-Te para o Reencantamento do Mundo (ref. 2254090)
MICHÈLE SATO (Org.) - 2011


Descrição

Esta obra, fruto do trabalho de 43 criadores, conta com um conjunto de significações distribuídas por seis poéticas: texto, imagem, paisagem, poesia, som e corpo. E, de fato, considerar a arte é combinar as imagens, objetos, ideias, sonoridades e sentimentos numa relação intrínseca ao domínio da imaginação e da criação. Este livro quer ressignificar nossos olhares, convidando para as trocas de lentes a fim de que a realidade seja percebida de uma maneira diferente. 

O título ´ECO-AR-TE´ foi escolhido por revelar três dimensões que conectaram os autores e, espera-se, tenham ressonâncias em outras pessoas: Ecologismo (eco) e Arte (ar) querendo se prolongar para além de nós mesmos (te). A eco-ar-te quer permitir que as pessoas percebam os fenômenos, as situações, os danos ambientais e as injustiças sociais, num jogo daqueles que não estão habituados a ter vitórias, mas jamais conseguiram perder as esperanças. O desejo é ir além da realidade cruel, resgatando o primitivo, os sonhos e as máscaras.

Sem a pretensão de guiar-se pelas teorias, escolas ou tendências, a proposta desta obra é alçar voos livres celebrando a intuição da arte como significados da Educação Ambiental. Como Michael Lowy, almeja-se uma revolução eco-socialista que aposta na mágica ideia de reencantamento do mundo. Não se trata de uma reinvenção da luz, mas de um jeito diferente de percebê-la. Como diria Lautréamont, é um convite para lançarmos um novo olhar que perceba que a poética da Educação Ambiental deve ser feita por todos. 

A luta ecologista pode ser árdua, mas nada retira dela sua esperança em um mundo mais feliz.


Especificações

360 páginas - 21x28 - Colorido - ISBN 978-85-7656-199-6


Sumário

Prefácio IX

Po-éticas da educação ambiental 2
Michèle Sato

I. POÉTICA DO TEXTO

Carta da Terra 11
Leonardo Boff

Ciência e Cultura 21
Marcos Terena

Educação Ambiental, Sociedade de Risco e o Desafio de Inovar para 
Modificar Práticas Sociais 28
Pedro Roberto Jacobi

Lições da Ciência Natural: A Arte de Aprender no Ambiente e com o Ambiente 35
José Gutiérrez-Pérez

Movimento Artistas pela Natureza (MAPN) 46

Arte Popular: Trilheira para a Arte/Educação/Ambiental 52
Imara Pizzato Quadros

No Fio da Navalha 63
Luiz Antonio Ferraro Júnior

Sonhos de Eduardo 73
Gabriel Felipe Kalb; Ivo Alberto Kalb

Civilização X Barbárie 82
Wladimir Gomide

II. POÉTICA DA IMAGEM

Não Há Regras, Apenas Materiais 87
Burnell Yow

Surrealismo 94
Bernard Dumaine

Surrealismo na Veia de Magritte 100
Flávio Zanelatto; Michèle Sato

Educação Ambiental e Suas Relações com o Universo da Fotografia 108
Martha Tristão; Vitor Nogueira

Arte, Sociedade e Educação Ambiental: Um Reflexo das Organizações 
Sociais, Económicas e Políticas 116
Joaquim Ramos Pinto; Manuela Galante

O Cinismo do Mundo 134
Liete Alves

III. POÉTICA DA PAISAGEM

Crônicas de Viagem 146
Isabel Carvalho

Como Era Verde o Meu Sahel 167
Aidil Borges

A Arquitetura da Floresta 177
Valionel Tomaz Pigatti

Ponte da Misarela 181
Alfredo Mendes

Representaciones Sociales, Cultura y Gestión del Agua: Algunas Notas para el Debate

Sobre Una ¿Nueva Cultura del Agua¿ en América Latina 185
Nidia Piñeyro

As Metáforas da Água e a Mediação entre Natureza e Cultura 196
Vera Lessa Catalão

IV. POÉTICA DO SOM

Madame Butterfly: De Benjamin Franklin Pinkerton a Bush ¿ O Ocidente 
no Banco dos Réus 203
Luiz Augusto Passos

Música Ambiente e Ambiente Musical (em Contraponto) 225
Herman Hudson de Oliveira

V. POÉTICA DA POESIA

Sou Ave Plantada no Céu 234
Gaivota

Poética Ambiental 239
Artur Gomes

Momentos Poéticos 249
Virgínia Fulber; Eliana de Faro Valença

Haikais da Natureza 261
Jiddu Saldanha

A Poética do Cerrado ¿ Uma Antologia de Autores Que Cantaram esta 
Antiga, Rica e Frágil Região Core do Brasil 266
Rômulo Pinto Andrade

Poesia Reunida 284
Pat Mousinho; Ramón Vargas; Ricardo Vicente; Michèle Sato

VI. POÉTICA DO CORPO

Um Extrato de Âmbar Que Atravessa os Séculos 298
Michèle Sato

A Arte de Educar com Bonecos na Educação Ambiental 309
Maria Neuma Clemente Galvão

Escultura e Educação Ambiental 319
Rachel Trajber

Corpo, Mito e Ancestralidade: O Legado do Viajante 325
André Sarturi

Na Voragem do Olhar: Uma Visão Mitopoética dos Elementos 334
Luciana Pessanha Pires

Viagens entre os Mundos 338
Ivan Belém; Michèle Sato

*

ECO-AR-TE

ECO-AR-TE PARA OP REENCANTAMENTO DO MUNDO
Rima e Fapemat
Michèle Sato, 2011


Eco-ar-te Slideshow: Mimi’s trip from Ilha Grande, Mato Grosso, Brasil to Cuiabá was created by TripAdvisor. See another Cuiabá slideshow. Take your travel photos and make a slideshow for free.

Thursday, 1 December 2011

slideshow - joselandia

trabalho de campo
saõ pedro de joselândia, patanal mato-grossense


Pantanal_September 2011 Slideshow: Mimi’s trip from Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil to Pantanal was created by TripAdvisor. See another Pantanal slideshow. Create your own stunning slideshow with our free photo slideshow maker.