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Tuesday, 24 March 2015

Série revela Amazônia ainda anônima para o Brasil

Em cinco episódios, é retratada uma Amazônia pouco vista, com imagens inéditas de grandes lavouras, criação de gado e devastações ilegais.


O Fantástico deste domingo (22) estreia a série 'Amazônia Sociedade Anônima'. Em cinco episódios, é retratada uma Amazônia pouco vista, com imagens inéditas de grandes lavouras, criação de gado e devastações ilegais. Foram mais de 10 mil quilômetros percorridos por água, terra e ar para revelar uma sociedade que continua anônima para o Brasil.
Cada episódio passeia por um tema, que vai desde a retirada ilegal de madeira, a ampla fronteira agrícola da região, os altos investimentos no setor de energia e minério até a discussão sobre o futuro da maior floresta do mundo.

fonte: http://g1.globo.com/fantastico/quadros/amazonia-sociedade-anonima/noticia/2015/03/serie-revela-amazonia-ainda-anonima-para-o-brasil.html

Desta água não beberei

Desta água não beberei

Caminhos da Reportagem percorre quatro estados brasileiros e revela pequenas ações que podem trazer grandes resultados na luta pelo reequilíbrio do ecossistema.

Como anda a qualidade dos rios e córregos que cortam o Brasil? Que tipos de contaminação ocorrem nas cidades? E no campo? O poder público está cumprindo seu papel de proteção dos nossos recursos hídricos? Quem são as pessoas que se dedicam à causa da preservação das águas no nosso País?
No Amazonas, o programa mostra os efeitos da contaminação urbana. Em Manaus, dejetos despejados diretamente nos igarapés colocam em risco a saúde do maior rio do País, o Amazonas. No Mato Grosso, a contaminação das nascentes e do lençol freático por agrotóxico e Mercúrio já põe em risco o maior aquífero do mundo, o Guarani. “É que a gente tem uma parte do aquífero Guarani que fica sob o Mato Grosso, principalmente na região sul, que pega a região do Pantanal”, alerta o professor de Medicina da Universidade Federal de Mato GrossoWanderlei Pignatti.
Apesar deste cenário, iniciativas individuais e coletivas apostam na mudança de relacionamento do homem com as águas. Ações como a do fotógrafo Sebastião Salgado, que transformou a fazenda da família, em Minas Gerais, em numa instituição de resgate de nascentes. Nos últimos 16 anos, mil delas já foram recuperadas. A meta é salvar mais 370 mil nos próximos 40 anos”, conta o suprintendente executivo do Instituto TerraAdonai Lacruz.
Em São Paulo, o projeto Rios e Ruas revela centenas de córregos que foram sendo escondidos pelas redes de esgoto, pelo asfalto, prédios e marquizes. “Nós queremos os rios abertos”, declara o arquiteto social José Bueno, que convida o paulistano a mudar seu olhar sobre essas águas invisíveis. “Não sei se vai demorar dois anos, cinco anos, dez anos, 20 anos, talvez 50 anos, mas a gente vai trazer esses rios de volta, sim!”

Reportagem: Flávia Peixoto
Imagens: André Pacheco 
Auxiliar: Edivan Viana
Produção: Débora Teles Flávia Lima
Edição de texto: Patrícia Araújo
Edição de imagem: Fábio almeida Henrique Corrêa
Finalização: Fábio Almeida
Arte: Carlos Almeida