Thursday, 3 March 2016

Estudantes da Tokai University visitam grupo de pesquisa da UFMT

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Estudantes da Tokai University visitam grupo de pesquisa da UFMT

Publicado em Notícias | 03/03/2016

Conferir voz e empoderamento aos grupos marginalizados e ameaçados. É esse propósito que une o Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA), do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aos integrantes do projeto “Beijo Me Liga”, coordenado pelo professor da Tokai University (Japão), Daisuke Onuki, que ficou impressionado com as pesquisas desenvolvidas. São nove estudantes de áreas variadas, desde Literatura Inglesa, Biologia (Botânica), Pedadogia, Relações Internacionais até Engenharias.
O encontro e troca de experiências entre os dois grupos aconteceram nesta quarta-feira (02) no Auditório 01 do IE. O grupo também esteve presente no Sarau Internacional da UFMT na última segunda-feira (29/02), e, durante o evento, foi recebido pela reitora Maria Lúcia Cavalli Neder.
Conforme a professora da UFMT e coordenadora do GPEA, Michèle Sato, o grupo chegou a Cuiabá no último final de semana, com visitas também à Chapada dos Guimarães e ao Quilombo de Mata Cavalo – onde se desenvolve um dos projetos principais do grupo pesquisador da UFMT, que aborda questões como identidade quilombola e uso de recursos hídricos. Outro projeto mencionado no colóquio foi o “Educomunicação – Ciência e Outros Saberes”, desenvolvido pelo professor Diélcio Moreira, do Departamento de Comunicação Social da UFMT em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Entre os estudantes japoneses, estava o intercambista saudita Majd Al-Barqawi, estudante de Engenharia Mecânica da Tokai. “Fui estudar no Japão, e por meio de uma colega, conheci o ‘Beijo Me Liga’. A abordagem do projeto me cativou, assim como a integração com pessoas de outras nacionalidades que ele oportuniza”, comentou Al-Barqawi, que manifestou também interesse de aprender português graças à calidez dos brasileiros.
Por sua vez, Ayaka Tanida integra o projeto há três anos, e tem observado a barreira na comunicação entre a comunidade nipo-brasileira, especialmente de famílias que não falam japonês. “O principal aspecto que as intimida é a inibição em cometer falhas durante a aprendizagem. No projeto, procuro fazer com que se sintam mais confortáveis a continuar tentando, sem medo de errar”, pontuou Ayaka.

Os estudantes japoneses explicaram ainda o trabalho de Educação Ambiental que realizam junto a escolas brasileiras, que segundo eles, não são reconhecidas pelo governo japonês e por isso, encontram pouco incentivo e dificuldades para se manterem em funcionamento.
Assim, o “Beijo me Liga” consiste em desenvolver junto a elas um trabalho voluntário voltado para crianças brasileiras, baseado em atividades como passeios e acampamentos multiculturais e ensino de disciplinas como ciências, biologia e língua japonesa. “A província de Kanagawa, onde fica nosso câmpus, é repleta de escolas voltadas para estrangeiros”, constatou Onuki.
No encerramento do evento, Onuki explicou as diferenças entre o cumprimento japonês e o brasileiro. “O distanciamento que a reverência (cumprimento tradicional japonês) sugere é concentrar a percepção e atenção ao que não é dito nem expressado. Por conseguinte, para perceber melhor é necessário ‘fechar’ os sentidos”, concluiu o pesquisador japonês.
No balanço final, a natureza e aspectos humanos marcaram as impressões dos estudantes japoneses.
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