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Saturday, 9 November 2013

How can REDD reduce deforestation without addressing the causes of deforestation?

REDD monitor
http://www.redd-monitor.org/2013/11/06/how-can-redd-reduce-deforestation-without-addressing-the-causes-of-deforestation/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+Redd-monitor+%28REDD-Monitor%29


How can REDD reduce deforestation without addressing the causes of deforestation?

Any proposal to reduce deforestation must find a way of addressing the causes of deforestation. So if REDD is a serious attempt to reduce deforestation it must address the causes of deforestation. But a recent paper by three of CIFOR’s scientists found that causes of deforestation are not part of discussions about REDD.
The paper, titled “Governing the design of national REDD+: An analysis of the power of agency”, is written by Maria Brockhaus, Monica Di Gregorio, and Sofi Mardiah and is published in Forest Policy and Economics.
In an interview with CIFOR’s Forests News website, Monica Di Gregorio explains that,
“We found that although there is a lot of discussion about international issues with REDD+, such as who should pay for what, actors don’t talk much about national issues. State actors and powerful interests ostensibly support REDD+, but they tend to talk about it in a superficial and simplistic way, drawing on the rhetoric of it as a ‘win-win’ situation. They don’t really go into the reforms that are needed to make REDD+ happen.”
But it’s not just “state actors and powerful interests” that are avoiding discussion about the drivers of deforestation. Civil society is also not confronting the drivers of deforestation either, according to Brockhaus, Gregorio, and Mardiah, instead tending to focus on safeguards, protection of local rights, REDD “co-benefits”, how REDD+ will affect livelihoods, and participation in decision making.
The paper looks at three aspects of governance systems:
  1. the structural conditions in REDD+ policy arenas formed by institutional and policy path dependencies (the policy content);
  2. the agents operating in and constituting these arenas, their interests and their power in pursuing them; and
  3. the mechanisms these agents employ to influence the outcomes of REDD+ policy processes, such as their discursive practices.
The paper investigates how these three aspects are affecting national-level processes of REDD policy design in six countries: Brazil; Cameroon; Indonesia; Nepal; Papua New Guinea; and Vietnam. The paper asks two key questions:
  1. to what extent do policy discourses on REDD+ challenge existing business-as-usual scenarios of deforestation and call for transformational change? and
  2. what is the likely influence of the coalitions formed around these discourses? Using these questions, we assess the extent to which dominant and minority policy coalitions exercise agency and the implications for realising REDD+.
In the Abstract to the paper, the authors explain that,
The paper shows that policies both within and outside the forestry sector that support deforestation and forest degradation create path dependencies and entrenched interests that hamper policy change. In addition, most dominant policy coalitions do not challenge business-as-usual trajectories, reinforcing existing policy and political structures. No minority policy coalitions are directly tackling the root causes of deforestation and forest degradation, that is, the politico-economic conditions driving them. Instead they focus on environmental justice issues, such as calls for increased participation of indigenous people in decision-making.
Brockhaus, Gregorio, and Mardiah carried out an analysis of policy in each of the six countries and analysed print media articles about REDD between 2005 and 2010 in the three leading newspapers in each country. Between 2010 and 2012, they carried out a policy network analysis in the six countries.
The drivers of deforestation in five of the countries include agriculture (large or small scale), legal and illegal commercial logging, with cattle ranching being the main driver of deforestation in Brazil. Mining, infrastructure development and population movements and policies also have direct impacts on deforestation and degradation. Other, indirect, factors include tax and trade regimes, monetary policy and foreign debt.
In other words, addressing deforestation involves addressing cross-sectoral issues. The authors note that,
Failure to address cross-sectoral policy impacts, the political power structures reinforcing path dependencies leading to deforestation and forest degradation and the related shortcomings in implementation will undermine efforts to achieve transformational change.
When they looked at discourse coalitions in the media, the authors found that although most policy coalitions are supportive of REDD, they “do not engage with the reforms that are necessary to effect a shift towards transformational change”.
The fact that business interests often lobby behind the scenes, makes their influence difficult to see. In their paper, Brockhaus, Gregorio, and Mardiah write,
In some cases, resistance to change is institutionalised to the point that active lobbying is no longer necessary — these interests are already deeply entrenched in the state, which is reflected in political inaction and lack of policy debates on the key drivers of deforestation.
On the CIFOR website, Di Gregorio spells out the importance of the research:
“We know that to have effective REDD+ policies, you have to address the drivers of deforestation — there’ll be no emission reductions without that. It’s not enough just to set up projects, or to say ‘here’s a procedure’ and ‘here’s a mechanism.’ Implementing REDD+ means tackling some very challenging issues, but if they don’t talk about the real problem, they’re not going to be able to solve it.”
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Friday, 19 July 2013

Nuvens negras sobre a Amazônia brasileira

o eco
http://www.oeco.org.br/marc-dourojeanni/27378-nuvens-negras-sobre-a-amazonia-brasileira?utm_source=newsletter_763&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco

Sobre a floresta amazônica, estas nuvens (acima) que não ameaçam. Foto: CIFOR/Flickr.
Como bem se sabe, nuvens negras sobre a Amazônia é fato comum. Elas pressagiam tormentas e chuvas pesadas. Porém, agora há outras nuvens, bem mais densas e certamente muito mais perigosas. Fala-se da intenção de abrir a Amazônia ao cultivo de cana de açúcar para fabricação de álcool combustível e da obviamente bem articulada arremetida da presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária contra as terras indígenas e as áreas protegidas. Mas não é só isso. Após vários anos falando sobre os horrores da exploração informal de ouro no Peru, fica bem claro que a situação é pior no Brasil. E tem mais.

Como sempre, poucas semanas após as declarações triunfalistas do governo sobre a diminuição do desmatamento na Amazônia do Brasil surge o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), demonstrando que, após a calmaria do ano passado, o desmatamento teve em maio deste ano, uma alta de aproximadamente 370% em relação ao mesmo período de 2012 e que, desde agosto passado, a perda florestal alcançou 2.337,78 km², ou seja, 35% a mais do que no período anterior. É um ritual que se repete há décadas e, queiram ou não, com inflexões para baixo e outras para cima, o desmatamento continua em alta. Nada de novo. Apenas cabe ao governo ser mais prudente e ponderado nas suas declarações. 

Congresso quer permitir cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia 
À primeira vista pode-se acreditar no argumento “ambientalista” de que só se usariam áreas previamente desmatadas e de savana. Mas o argumento é tão velho quanto falacioso.
De todas as nuvens carregadas que se concentram sobre a Amazônia, a pior, sem dúvida, é a intenção de reabrir a Amazônia Legal para o cultivo industrial da cana. Esta, que nunca prosperou muito na região, foi proibida durante o governo anterior, mas, agora, possivelmente em consequência das noticias pouco alentadoras sobre a possibilidade técnica e econômica de explorar o Pré-Sal, os interesses do setor agropecuário encontraram o momento propício para voltar à carga contra a Amazônia. Com efeito, a Comissão de Meio Ambiente do Senado, em absoluta contradição com o que dela se espera, aprovou a proposta de autorizar a plantação “em zonas desflorestadas ou de savana” embora excluísse ocupar áreas com floresta nativa. O argumento foi que há necessidade de aumentar a produção de cana para atender as demandas futuras de etanol e açúcar e “garantir o desenvolvimento da Amazônia”. 

À primeira vista pode-se acreditar no argumento “ambientalista” de que só se usariam áreas previamente desmatadas e de savana. Mas o argumento é tão velho quanto falacioso. Se, por exemplo, para plantar cana se aproveitam áreas previamente usadas para a pecuária cabe perguntar aonde vai o gado que existia nelas. A resposta é elementar. Irá para áreas frescamente desmatadas, legal ou ilegalmente. O mesmo acontece com a agricultura tradicional pré-existente que é simplesmente empurrada sobre a mata. Existem dúzias de estudos que demonstram esse processo com terras previamente usadas em agricultura ou em pecuária. O tema das savanas, na verdade formações de cerrado dentro da selva, é igualmente um truque já que, em termos de salvaguarda da diversidade biológica, elas são tão ou mais importantes que a mata nativa. 

Em apoio a essa intenção apareceu, com muita publicidade, a afirmação feita pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária que, para assustar a todos, entre outras asseverações esquisitas, diz que “Se continuarmos aumentando essas áreas (unidades de conservação e terras indígenas), a exemplo dos governos anteriores, diminuiremos a área de produção do país em quase 50 milhões de hectares. Mantendo essa média, em 2031 o país terá perdido todas as áreas de produção agrícola e em 2043 todo o território nacional seria ocupada por unidades de conservação e terras indígenas” gerando, sempre segunda ela, perdas bilionárias. 

Em primeiro lugar, ela lança uma especulação fora da realidade. Embora ainda seja preciso ampliar as terras indígenas e as áreas protegidas, não existe nenhuma previsão, bem ao contrário, de que se mantenha nos próximos 20 anos a média de estabelecimento das décadas anteriores. Além do mais, não está proibido fazer agricultura nas terras indígenas, nem em muitas das unidades de conservação de desenvolvimento sustentável, como nas “áreas de proteção ambiental”. A afirmação tampouco parece levar em conta que grande parte das áreas protegidas e reservas indígenas se estabelecem em terras que não têm capacidade agriculturável. Pior ainda, essa diatribe esquece que as áreas protegidas são indispensáveis para conservar as fontes de água e a diversidade biológica, inclusive a de interesse agropecuário e que, as terras indígenas são um ato de justiça social. Enfim, isso mais parece terrorismo verbal e é óbvio que está orquestrado em apoio à iniciativa de abrir a Amazônia ao cultivo de cana de açúcar. Igualmente é parte da mesma campanha a declaração da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) de que nos próximos oito anos o aumento da demanda determinará a necessidade de construir pelo menos 100 novas usinas. 

Uma nuvem chamada garimpo
Embora a situação no rio Madre de Dios, no Peru, é ruim, ela se apresenta por igual e multiplicada por muitas vezes em toda a Amazônia do Brasil.
Outra nuvem negra é a do crescimento desmedido, bem pouco comentado por ser tão corriqueiro, do garimpo de ouro de aluvião. Contudo, para nos despertar, foi divulgada recentemente a informação de que cerca de três mil garimpos clandestinos ameaçam unidades de conservação, reservas indígenas e rios apenas na região do Tapajós, no Sul do Pará. Em cada um, trabalham de dez a cem homens, mas alguns chegam a ter 500. Só num trecho de dois quilômetros, há 63 dragas cavando o leito do rio Tapajós em busca de ouro. Isso é apenas um exemplo que lembra a todos que, embora a situação no rio Madre de Dios, no Peru, é ruim, ela se apresenta por igual e multiplicada por muitas vezes em toda a Amazônia do Brasil. 

Pior ainda, além da construção de grandes centrais hidroelétricas em quase todos os rios importantes da Amazônia Legal, como no caso de Belo Monte, no Xingu, agora parece que vai ser licenciada a implantação do projeto Volta Grande, da transnacional Belo Sun, muito perto da barragem, cuja energia obviamente aproveitará. Volta Grande poderá ser a maior exploração de ouro a céu aberto da Amazônia que, em 11 anos de exploração, deve revirar umas 38 milhões de toneladas de minério. Não há dúvida que terá menos impacto que os mineradores informais, entretanto os impactos se somam.

Terras-raras, a nova corrida do ouro

E vem mais: Depois de abandonar a produção dos metais de terras-raras em meados da década de 1990, o governo viu os preços dispararem no mercado mundial e voltou a investir no setor. Anunciou recentemente investimentos iniciais de 11 milhões de reais em quatro anos para a exploração de terras-raras. O valor inclui o mapeamento das jazidas, os estudos de viabilidade da exploração e a capacitação de técnicos. E esse valor ainda pode aumentar. Mas, grande parte dos depósitos está em unidades de conservação e reservas indígenas ou em terra coberta de florestas e, sua extração pode gerar material radioativo, o que tem sido alvo de protestos de ambientalistas pelo mundo. 

O que o povo e o governo do Brasil decidam fazer, finalmente, com as novas situações descritas é fundamental para o seu próprio futuro e, também, para o da Amazônia como um todo. O Brasil é o exemplo mais seguido pelos demais países da região. Uma vez mais, se insiste em que não se trata de não fazer, mas, de fazer bem, com juízo e prudência, e de transformar a ameaça dessas nuvens negras em uma a mais dessas simples e frescas chuvas que todos, na Amazônia, gostam.

Monday, 17 June 2013

Amazônia: Quatro décadas de desmatamento

Segundo estimativas do INPE e da ONU, no ano de 1970 a floresta amazônica cobria 4.100.000 km² do território brasileiro. Quatro décadas depois, mais de 750.000 km² de floresta foram desmatados, significando que por volta de 20% da floresta existente em 1970 já foi derrubada. 91 % da dessa terra desmatada desde 1970 é usada para pastagem de gado, apesar da Amazônia ser a floresta tropical mais rica em espécies do mundo, com milhões de espécies de insetos, dezenas de milhares de espécies de plantas, milhares de espécies de peixes, pássaros e mamíferos.

Abaixo você pode ver como a paisagem da floresta mudou nessas últimas quatro décadas. Comparando imagens históricas de 1969 disponíveis no Google Earth com imagens recentes das mesmas regiões temos uma visão assustadora do quanto de floresta foi derrubada nesses 44 anos.

Você pode também acompanhar os últimos dados sobre o desmatamento na Amazônia e ler notícias sobre a região no projeto InfoAmazônia, feito por ((o))eco em parceria com a Internews.

Apuí - AM - 1969

Apuí - AM - 2013



Castelo dos Sonhos - PA - 1969

Castelo dos Sonhos - PA - 2013



Nova Mamoré - RO - 1969

Nova Mamoré - RO - 2013



Novo Progresso - PA - 1969

Novo Progresso - PA - 2013



São Félix do Xingu - PA - 1969

São Félix do Xingu - PA - 2013



Xapuri - AC - 1969

Xapuri - AC - 2013


fonte: O eco - http://www.oeco.org.br/