Wednesday, 10 February 2016

Dez filmes para repensar a educação

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Dez filmes para repensar a educação

Mais do que entreter, alguns filmes têm o poder de inspirar. Ainda mais quando o assunto é educação. Produções nacionais e internacionais vão além do questionamento do modelo tradicional de ensino e convidam para uma reflexão sobre o papel do professor, do aluno e do sistema educacional. Prepare a pipoca - e um caderninho de anotações -, e confira os dez filmes que a Revista Educação selecionou sobre o tema:
1. Quando sinto que já sei
Custeado por meio de financiamento coletivo, o filme registra práticas inovadoras na educação brasileira. Os diretores investigaram iniciativas em oito cidades brasileiras e colheram depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais.
Duração: 78 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima

2. A Educação Proibida
Gravado em oito países da América Latina, o documentário problematiza a escola moderna e apresenta alternativas educacionais em mais de 90 entrevistas com educadores. O filme é independente e foi financiado de forma coletiva.
Duração: 145 minutos
Ano de lançamento: 2012 (Argentina)
Direção: German Doin e Verónica Guzzo

3. Pro dia nascer feliz
O filme mostra o cotidiano permeado de desigualdade e violência de jovens de quatro escolas públicas brasileiras, em Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e no Rio de Janeiro.
Duração: 89 minutos
Ano de Lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: João Jardim
4. Além da sala de aula
Baseado em fatos, o filme narra a trajetória e os desafios enfrentados por uma professora recém-formada em uma escola temporária para sem-tetos nos Estados Unidos.
Duração: 95 minutos
Ano de lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jeff Bleckner

5. Sementes do nosso quintal
A infância é o tema central do documentário, que foca no cotidiano da Te-Arte, uma escola infantil inovadora que foca no estímulo da criatividade infantil, e na trajetória da idealizadora Thereza Soares Pagani.
Duração: 115 minutos
Ano de lançamento: 2012 (Brasil)
Direção: Fernanda Heinz Figueiredo

6. Quando tudo começa
Em meio à miséria e à indiferença do governo francês, um professor de uma escola pública se envolve com as situações vividas pelas famílias das crianças e protesta contra as políticas sociais do país.
Duração: 117 minutos
Ano de lançamento: 1999 (França)
Direção: Bertrand Tavernier

7. Paulo Freire - Contemporâneo
Entrevistas com familiares, pedagogos e o próprio Paulo Freire apresentam o pensamento e a atemporalidade do método de alfabetização do educador.
Duração: 52 minutos
Ano de lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: Toni Venturi
8. Tarja Branca
Tratado com seriedade, o direito de brincar é o tema deste documentário, que aborda o conceito de "espírito lúdico" e convida para a reflexão do desenvolvimento do homem adulto.
Duração: 80 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Cacau Rhoden

9. Entre os muros da escola
Uma sala de aula na periferia de Paris simboliza o choque cultural presente na França contemporânea: François Marin, um professor francês, busca formas de se aproximar de seus estudantes asiáticos, africanos, árabes e franceses. O longa é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, protagonista da narrativa.
Duração: 130 minutos
Ano de lançamento: 2008 (França)
Direção: Laurent Cantet

10. Mitã
Educação, espiritualidade, tradição e cultura da criança se misturam na narrativa, inspirada pelos pensamentos de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio.
Duração: 52 minutos
Ano de lançamento: 2013 (Brasil)
Direção: Lia Mattos e Alexandre Basso

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Tuesday, 9 February 2016

Mitos indígenas para crianças


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Mitos indígenas para crianças

Apresentar os mitos indígenas para crianças é um maravilhoso exercício para reviver as expressões que os povos ancestrais criaram para aceitar a condição humana
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Ilustração do livro Como Surgiu : Mitos Indígenas Brasileiros
Em tempos antigos, homens e mulheres sentavam-se ao redor do fogo para contar suas façanhas diárias: a luta contra um animal feroz, o susto de encontrar um ser da floresta. Narrar o ocorrido gerava a certeza de um pertencimento ao universo em que se vivia. Naquele momento, todos compreendiam que o universo – contemplado nas noites sem lua – era uma infinita teia.
A vida era um emaranhado de fios tecidos por uma misteriosa mão que pairava sobre toda forma de vida e que era capaz de manipular os acontecimentos naturais (chuva, trovões, nascimentos e mortes), para lembrar a todos sua finitude.
Leia atividade didática de Língua Portuguesa sobre mitos indígenas
Expectativas de aprendizagem: Ler em voz alta ou recontar mitos de maneira a suscitar o interesse de outros interlocutores; trocar impressões com outros leitores a respeito dos textos lidos; coletar informações sobre os povos indígenas a que pertence o mito lido; traduzir a experiência do mito em diferentes linguagens
Sabendo-se “criados” e frágeis, homens e mulheres passaram a entoar cantos, criar sons e preces capazes de amainar a fúria natural do Ser Criador. Tinham a convicção que seus poemas, sons, melodias e passos ritmados iriam “manter o céu suspenso” e o mundo não acabaria. Assim, nossos primeiros pais foram criando histórias para que as novas gerações compreendessem e aprendessem como se comportar enquanto faziam sua passagem por esta vida.
Leia Mais | Literatura indígena em ascensão 
A essas histórias o Ocidente denominou Mitos. Essa palavra nem sempre é bem- entendida e algumas vezes se tem a impressão de que estamos falando sobre uma história inventada apenas para “explicar” fenômenos naturais ou justificar uma crença infantil nos fenômenos naturais.
Na verdade, não se trata de justificar crenças se não em aceitar a condição humana que todos possuímos e que não pode ser transformada em fórmulas científicas. A lógica do mito é nos colocar diante do possível para nos levar ao mundo do impossível.
Tem sido assim por toda a história da humanidade. Tem sido essa a “lógica” que tem movido nossos pais primeiros desde os primórdios dos tempos e que nos move ainda hoje, mesmo vestindo outras roupagens para nos encantar. Assim é a linguagem da televisão, do teatro e do cinema. Eles têm feito a magia de atualizar os Mitos que em nós habitam.
Mitos indígenas brasileiros
O Brasil é um celeiro muito abrangente de mitologia. Nosso país é formado a partir da diversidade de mitos criadores de diferentes grupos humanos que aqui se estabeleceram, trazendo consigo narrativas que contavam seus sonhos, seus medos, seus deuses, suas origens.
Esses povos – e todos seus mitos – atracaram em uma terra onde já havia um conjunto de saberes ancestrais mantidos por um gradiente de povos nativos que receberam o nome de indígenas – mesmo que nativo, oriundo, originário.
Eram aproximadamente 900 povos e 1,1 mil línguas distintas entre si. Habitavam todas as regiões desta terra e tinham uma gama de conhecimentos incompreensíveis aos que estavam chegando, como senhores ou escravos.
Como quem estava chegando, sentiu-se no direito de colonizar, ignorou totalmente os saberes nativos e passou a dizimar ou a reduzir a diversidade em um único (pré)conceito que chegou até os dias atuais: os índios.
Precisamos resgatar essa diversidade que ainda está presente em nossa terra. Começar através dos resgates dos mitos ancestrais é uma fórmula que pode dar certo para aproximar os indígenas das crianças brasileiras.
Vale lembrar que o mito é um método pedagógico de narrar os acontecimentos. Os feitos naturais e sobrenaturais que comumente estão presentes em nosso mundo sempre causaram espanto, admiração e a necessidade de uma explicação racional.
O Mito sempre foi uma maneira de explicar esses fenômenos utilizando uma linguagem simbólica e, assim, aproximando os seres humanos dos feitos dos deuses ou seres criadores. Povos do mundo todo usaram esse método em seus primórdios. Conhecemos muitos deles por conta da educação que recebemos ter origem na Grécia Antiga, o berço da civilização ocidental.
Do mesmo modo, nossos povos indígenas brasileiros desenvolveram essa leitura do mundo para explicar o que para eles era inexplicável: a origem do mundo e das coisas, os ciclos da natureza, nossa condição humana de homem ou mulher, os lugares sociais de cada um, a grandiosidade do cosmos, a vida e a morte.
A resposta para cada uma e de outras dessas questões eram dadas em forma de histórias, a maneira mais simples de fazer as pessoas entenderem a complexidade da vida. Essa contação de histórias nunca foi uma forma de iludir as pessoas, mas de oferecer um norte a ser seguido enquanto membro daquele povo. Dessa maneira firmavam um compromisso de cuidado com o Todo que era de todos e se construía a harmonia necessária para a convivência diária.
O Mito é, assim, para os indígenas brasileiros, uma realidade. Mesmo vivendo em contato com uma sociedade dita “desenvolvida”, os indígenas sabem que, no fundo, o que na cidade se chama desenvolvimento, na cultura ancestral se chama Mito.
Ou seja, continua-se submetido aos mitos, mudando apenas os interesses que estão em jogo. O “progresso” é a atualização de uma narrativa que começou desde um tempo que está perdido na memória da humanidade e que une os povos entre si. Essas narrativas podem, e devem, ser um instrumento importante para a educação cotidiana. Como fazer isso? Embora não haja fórmula mágica para esse tipo de evento, vale seguir alguns pontos básicos que sugiro nas páginas a seguir.
* Daniel Munduruku é graduado em Filosofia e Doutor em Educação pela USP, é escritor de vasta obra voltada para crianças e jovens

Lendas indígenas para crianças


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Lendas indígenas para crianças

São diversas as lendas indígenas de criação do universo que nos levam a viajar por mundos distantes e descobrir novos significados para a existência
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ilustração de Adão Pinheiro
O mito da invenção da noite, em ilustração de Adão Pinheiro
Quem foram os criadores do mundo? Como surgiram as primeiras pessoas? Foram mulheres ou homens? Como a humanidade conquistou o fogo e, ao aprender a arte da cozinha, cessou de limitar-se a alimentos crus? Foi o acaso ou foram estilhaços do sol? O fogo foi roubado de um dono primordial? De onde vêm os animais, serão eles gente que foi virando bicho? E as plantas, milho, mandioca, amendoim, feijão, como foram incorporados ao nosso sustento?
Essas e infinitas outras questões irrompem dos mitos dos nossos 200 povos indígenas, com enredos e respostas muito diferentes para cada uma. São contados em quase duas centenas de línguas, sendo apenas uma pequena parte escrita em português. A origem da anatomia humana, da sexualidade, das estrelas, da luz e da escuridão, da morte, do sol, da lua.
Leia atividade didática de Língua Portuguesa inspirada neste texto
Expectativas de aprendizagem: Comparar textos ou versões quanto ao tratamento estilístico ou temático; ler em voz alta ou recontar os mitos de maneira a suscitar o interesse de outros interlocutores; encenar narrativas
A ameaça de visagens e monstros, a cabeça decepada que voa em busca de comida ou aventura, nenês que nascem da barriga da perna ou do dedão do pé, ficam adultos e voltam a ser de colo; crianças que fazem cocô de amendoim (um mito que os pequenos adoram); os perigos e obstáculos que os que já morreram devem enfrentar na passagem ao além. São todos exemplos de um repertório que causa estranheza e fascínio.
Adultos não índios costumam procurar uma ordem e uma vereda nesse universo, analisando, relacionando temas, explicando comportamentos. Teorizam. As crianças, sem preconceito, deixam-se levar e sorvem as iguarias narrativas. Para os educadores, a tarefa não é fácil, a menos que conservem o frescor infantil e se abram para o novo.
Os livros de mitos são numerosos, documentados por cronistas, viajantes, antropólogos, hoje em dia escritos por professores e autores índios. Os dons literários e a habilidade com as palavras variam, assim como a fidelidade ao que foi contado – pois a tradição indígena, até há pouco, era unicamente oral. A bibliografia é extensa, bem como filmes e música elaborados por índios e artistas.
O jeito é cada curioso ir se soltando, sem o desespero de entender ou arrumar demais, mas com o impulso de mergulhar e prestar atenção. Os mitos, como a ficção e os livros, estendem a consciência que temos do mundo, dos seres humanos e sua diversidade, fazem viajar por plagas distantes, países, línguas e novos significados para a existência. Com eles, entramos no âmago de outras vidas.
A melhor forma de aproveitar mitos é abandonar-se. Ler muito com os alunos, contar em voz alta, estimular relatos, representações, comentários. Quanto mais histórias, e mais variadas, melhor, para encontrar o que desperta interesse. Perceber as reações, as risadas, o prazer com os enredos, sem medo de eles serem terríveis ou impróprios.
Evitar a censura ou a preocupação em classificar, explicar demais, ou mesmo comparar com outras mitologias, embora às vezes isso seja um bom caminho. A compreensão vem por si, para cada um de um jeito.
Os índios não dividem o que é infantil do que é do mundo adulto, nem mesmo quanto à sexualidade – o que é um problema para educadores, pois em nosso sistema reprimimos fases da sexualidade e termos considerados inconvenientes para crianças. Caberá a cada professor medir o que é possível.
Voltando às perguntas iniciais, em muitos povos os criadores costumam ser dois irmãos ou companheiros, um mais inteligente e preguiçoso, outro arteiro, mas muito inventivo. São os deuses criadores, mas nem sempre são quem fez gente: descobrem uma humanidade que já existia – não queiram vocês, leitores, saber onde e como ela apareceu… Por vezes, debaixo da terra, como nos Djeoromiti de Rondônia.
Nos Aruá, do mesmo estado, os seres humanos resultam da união de um dos criadores com a terra, que engravida. Os dois irmãos abrem uma rocha para libertar as pessoas. Nos Suruí Paiter, também de Rondônia, os quatro primeiros entes divinos nasceram de si mesmos, brotaram.
Um deles é Palop, “Nosso Pai”, que fez seu irmão, Palop Leregu, “Nosso Pai de Roupa”, mais ligado aos não índios. Palop criou gente. As mulheres não existiam, mas um homem sozinho, Iabeap, namorou uma árvore rachada e avisou a mãe que prestasse atenção, pois ia viajar. Essa mãe (vejam só, era mulher. Como, se elas não existiam? Assim são os mistérios míticos…) ouviu bulha no oco da árvore e, quando foi ver, eram duas nenezinhas, Kabeud e Samsam: assim nasceu o outro sexo.
O dono do fogo, nos Djeoromiti ou Jabuti de Rondônia, era o Pica-Pau Velho.
Os dois companheiros criadores, Kawewé e Karupshi, viviam andando, não dormiam, não tinham fogo. Mas roubaram fogo e machado do Pica-Pau: transformaram-se em formiga, mutuca, abelha, morderam o velho, que, ao tentar se livrar dos insetos, largou o machado em cima dos dois. Fugiram muito satisfeitos, de posse do fogo. Precisavam do machado porque, em sua terra, havia uma árvore de pedra que ameaçava cair e matar a humanidade. Com o machado, conseguiram derrubá-la. Machado e fogo, novos dons, aparecem associados em muitos mitos.
Nos Suruí Paiter, os donos do fogo eram as onças. Palop, “Nosso Pai”, um dos deuses, pediu ao pássaro Orobab, de rabo comprido, que fosse roubar o fogo para dar a seus filhos, os homens. Orobab foi, encostou as longas plumas nas brasas quando as onças se distraíram e voou. Sentou-se num galho de urucum, depois nos de uma árvore chamada itoá e, por último, no pau-brasil, transferindo para a madeira as qualidades do fogo, para depois voltar para Palop com a missão cumprida. Os índios hoje fazem fogo friccionando galhos dessas três árvores.
Nos Huni Kui, denominados Kaxinauá pelos não índios, ficamos sabendo, por intermédio de um belo livro bilíngue escrito por professores indígenas do Acre, que foi a curica que roubou o fogo de um homem muito sovina, que também tinha o monopólio do milho e de outros produtos do roçado, enquanto a humanidade passava fome. Como ela fez? Irritou tanto o sovina que ele, com raiva, atirou-lhe um pedaço de lenha em brasa na cabeça – que ela pôs no bico e levou para os homens.
Os Sateré Mawé contam que antigamente não existiam fogo nem comida gostosa. Só havia um homem, que era feito de fogo – não podia andar descuidado para não queimar os outros. Um dia, um caçador o encontra e o homem de fogo se oferece para assar a carne, mas sem que o outro veja como. O caçador adora o novo sabor e pede para levar um tição para casa. O outro consente, mas a mulher do caçador cospe saliva no fogo recém-adquirido e o apaga. O caçador volta ao Homem de Fogo, que dessa vez lhe dá labaredas de outra forma, para não queimar demais: limpa o traseiro com um pauzinho que entrega ao amigo – ele não era todo feito de chamas, mesmo ao defecar? E foi assim que os Sateré passaram a ter fogo em suas casas.
E assim poderíamos continuar por muitas páginas, pois o fogo, indispensável como é, parece ser roubado em muitos cantos do globo.
* Betty Mindlin é antropóloga e autora, em conjunto com narradores indígenas de Moqueca de Maridos
Saiba mais
Livros
Shenipabu Miyui. História dos antigos, de autoria coletiva da Organização dos Professores Indígenas do Acre, segunda edição revista, Belo Horizonte, Editora UFMG, 2000, 168 págs.
+ Betty Mindlin
Vozes da Origem, Rio de Janeiro: Record, 2007.
Diários da Floresta. São Paulo: Terceiro Nome, 2006.
O Primeiro Homem e Outros Mitos dos Índios Brasileiros. São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
Terra Grávida. Rio de Janeiro: Editora Rosa dos Ventos/RECORD, 1999.
Sites
ISA

Wednesday, 3 February 2016

Red Latina de Humedales REDALES

o GPEA como referência na rede latina de áreas úmidas
https://plus.google.com/u/0/collection/cjguKB

 
ARTÍCULOS COMPILADOS GPEA - Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE)// Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte
Gerasimov: letter eater ARTIGOS [ART 47] MANFRINATE, Rosana; SATO, Michèle. Os trabalhos das mulheres pantaneiras e a avaliação ecossistêmica do milênio na ressignificação por meio da educação ambiental. Revista E...
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michèle sato (mimi)'s profile photo
 
viva la red!

ARBORI(CULTURE): ART & ECOLOGY

http://thefield.asla.org/2016/01/29/arboriculture-art-ecology/#comment-14466


ARBORI(CULTURE): ART & ECOLOGY


An interior view of John Grade's Middle Fork installation at the Renwick Gallery image: Alexandra Hay
An interior view of John Grade’s Middle Fork installation at the Renwick Gallery
image: Alexandra Hay
The speaker at a recent event at the Renwick Gallery in Washington, DC, was not an artist, curator, or art historian, but an arborist. Gregory Huse, Arborist and Tree Collection Manager for the Smithsonian Gardens, focused on John Grade’s Middle Fork installation in his talk, entitled “The Crossroads of Art, Nature and Ecology.” The piece consists of a tree, suspended sideways from the ceiling. Taking up the entire room, the sculpture is simultaneously massive and airy, moving slightly as visitors walk around it and shot through with light, evoking the dappled look of sunlight filtered through a forest’s leaves.
The Renwick Gallery, part of the Smithsonian American Art Museum, reopened in November after an extensive two-year renovation with the exhibition WONDERMiddle Fork, in addition to installations by Maya LinPatrick Dougherty, and Janet Echelman, is one of the nine pieces included in this exhibition, which has drawn record crowds.
"Middle Fork" on opening day at the Renwick, packed with visitors image: Alexandra Hay
Middle Fork on opening day at the Renwick, packed with visitors
image: Alexandra Hay
Middle Fork, located on the Renwick’s second floor, was built over the course of a year and was created from a plaster cast of a living tree—an old-growth hemlock growing in a forest near the middle fork of the Snoqualmie River in Washington. With the help of two arborists and nine assistants, plaster casts were taken of the tree’s trunk and limbs, from the root flare at the base up to a height of around 50 feet.
The casts were then transported to artist John Grade’s MadArt Studio in Seattle. There, hundreds of volunteers participated in constructing the sculpture. To create Middle Fork, Grade, his assistants, and numerous volunteers carefully placed thousands of salvaged cedar blocks around the plaster form, glued the blocks together, and then removed the plaster cast from inside, leaving just the web of cedar blocks, outlining the tree’s form in exacting detail.
image: Alexandra Hay
image: Alexandra Hay
Grade’s aim was to engage as many people as possible in the construction of the sculpture. Passersby were invited right from the sidewalk into the studio, located in Seattle’s South Lake Union neighborhood, to take part in the process.
image: Alexandra Hay
image: Alexandra Hay
The overall effect of these tiny blocks meticulously assembled into a massive whole is one of incredible detail that evokes every bump and curve of the tree. The final result is a “hollow, light-filled armature that holds the exact shape of the tree,” a perfect copy that also reflects the ephemerality of living things. Though an exact copy, the sculpture represents the particular moment in time when the cast was made, and no longer fits the tree—which continues to grow and change—from which it was molded.
image: Alexandra Hay
image: Alexandra Hay
Entering the installation, the first sight of the sculpture is from the root flare into the long interior—arborist Gregory Huse’s favorite view. From here, you “get a sense of the tree’s architecture from the inside out.” The perspective emphasizes how “every tree is completely unique.”
After the sculpture is no longer being exhibited, Middle Fork will be returned to the base of the hemlock tree from which it was made, to gradually disintegrate back into the soil and nourish the tree. The sculpture’s connection to nature and to the tree that gave it its form reflects the artist’s focus on the environment, and on our changing climate, which shapes much of his work.
Huse highlighted some of the changes that have taken place in recent decades, showing a comparison of the USDA Hardiness Zone Map from 1990 to 2006 that makes clear the northward shift of warmer zones. As these alterations in temperature and precipitation occur, life cycles are disrupted and the genetic fitness of populations changes. Trees and other species that once thrived in certain locations are no longer suited to these areas as shifts in climate, and subsequently in ecology, reshape the world around us.
image: Alexandra Hay
image: Alexandra Hay
Downstairs in the Renwick is a second Middle Fork sculpture that offers a strong contrast to the larger piece. To create Middle Fork (Arctic), Grade traveled to northern Alaska and cast a rare balsam poplar that he found after days of searching. Though the casting and construction process for both sculptures was the same, the two could not be more different. Middle Fork (Arctic), though the same size as the whole tree Grade found, looks like a fragment—this could be a broken-off branch of Middle Fork (Cascades) or a small prototype for the larger installation. It gives viewers a contradictory sense of something fragile and feather-light, displayed in suspension, yet hardy enough to survive in the Arctic.
image: Alexandra Hay
image: Alexandra Hay
As the Smithsonian Gardens Arborist, Huse is responsible for maintenance of the Smithsonian’s trees, all located in the controlled urban environment of Washington, DC, structural pruning, and maintaining the Smithsonian Tree Collection in GIS, which in the future will be made available online for anyone interested in seeing the collection. Giving a lecture at the Renwick may have been an usual assignment, but an arborist’s view of an installation so closely tied to ecology and so clearly inspired by nature was a welcome surprise.
Artist John Grade will also be speaking at the Renwick on Sunday, February 28 about his Middle Fork installation. Even if you can’t make it to that event, WONDER is well worth a visit—the exhibition lives up to the name.
by Alexandra Hay, Professional Practice Coordinator at ASLA

Friday, 29 January 2016

Evento cultural comemora o Dia Mundial das Áreas Úmidas na UFMT

24 h
http://24horasnews.com.br/noticias/ver/evento-cultural-comemora-o-dia-mundial-das-areas-umidas-na-ufmt.html
EVENTO
29/01/2016 - 15:17:29
Da redação
Evento cultural comemora o Dia Mundial das Áreas Úmidas na UFMT
O objetivo é estimular ações de conscientização sobre a importância das áreas úmidas.
Evento cultural comemora o Dia Mundial das Áreas Úmidas na UFMTFoto: Reprodução
 O Centro de Pesquisas do Pantanal promoverá na próxima terça (2), na UFMT, uma atividade cultural e científica em homenagem ao Dia Mundial das Áreas Úmidas, comemorado nesta data. A programação acontece das 10:30 às 13:30, no Restaurante Universitário do câmpus Cuiabá. A UFMT é referência em pesquisas sobre áreas úmidas no país.



A programação contará com a mostra "No nascimento há morte", do fotógrafo João Quadros; varal de poesias do poeta mato-grossense Manoel de Barros; roda de música com Herman Hudson e recital de poemas, com o ator Ivan Belém e a professora Michéle Sato. Os principais trabalhos científicos sobre o tema farão parte da exposição "UFMT lidera pesquisa em áreas úmidas em nível nacional".

As áreas úmidas são ricas em alimentos, estocam e regularizaram o fluxo de água e ainda são responsáveis por uma biodiversidade imensa. Também influenciam no ciclo de carbono e de outros gases do efeito estufa.

Pântanos e charcos, mangues, turfas, lagos rasos, lagoas costeiras, várzeas, matas ciliares e as veredas do cerrado são alguns dos ecossistemas que compõem as áreas úmidas.

Sob a coordenação do pesquisador Paulo Teixeira, candidato a reitor (Chapa 02), desde 2002, o CPP abriga também o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), referência na América Latina em pesquisas sobre o tema, cujas ações são focadas em propostas de de manejo, com vistas a melhorar a qualidade de vida dos habitantes destas áreas.

O Dia Mundial das Áreas Úmidas foi criado em 1997 pelo Comitê Permanente da Convenção de Ramsar. O objetivo é estimular ações de conscientização sobre a importância das áreas úmidas.
Fonte: Ascom
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Tuesday, 12 January 2016

Educador norte-americano inova ao apresentar tese de doutorado em forma de quadrinhos

happiness
http://www.hypeness.com.br/2015/07/educador-norte-americano-inova-ao-apresentar-tese-de-doutorado-em-forma-de-quadrinhos/

doutorado em forma de quadrinhos

Educador norte-americano inova ao apresentar tese de doutoradoem forma de quadrinhos
Se fazer um simples TCC já dá um trabalhão e não é exatamente divertido, imagine só se dedicar por meses a fio a uma tese de doutorado, cheia de detalhes e normas quadradas. Pois bem, há esperança. Na Universidade de Columbia, nos EUA, o doutorando Nick Sousanisapresentou sua tese em Educação usando o formato de história em quadrinhos – e foi aprovado!
Em vez de super heróis e ação, contudo, Sousanis usou o formato de quadrinhos para mostrara importância do uso de imagens no aprendizado, o tema da tese, intitulada “Unflattening“. Seu estudo é uma comparação entre linguagem visual e escrita, trazendo a perspectiva de que ambas são imbricadas. Por meio de desenhos e com o auxílio das legendas, o educador explora conceitos filosóficos e faz citações, como em uma tese comum.
A primazia das palavras em relação às imagens têm raízes profundas na cultura ocidental. Mas e se ambas as linguagens estiverem inextrincavelmente conectadas, parceiras igualitárias na formação do discurso? Escrito e desenhado completamente no formato de quadrinhos, Unflattening é um experimento em pensamento visual. Nick Sousanis desafia a forma convencional do discurso acadêmico para oferecer aos leitores uma peça que é, ao mesmo tempo, um trabalho de arte incrível e uma pesquisa séria sobre a maneira com que os humanos constroem conhecimento“, afirma a review do Comics Grid.
Confira algumas partes da tese:
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unflattening-tese3
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unflattening-tese5
Todas as imagens © Nick Sousanis