Thursday, 19 February 2015

Siriri: Devoção expressa em vivacidade de sons, cores e gestos

Revista FAPEMAT Ciência - 12/02/2015 21:39
Uma das manifestações tradicionais da cultura em Mato Grosso, o siriri foi registrado como patrimônio imaterial em 2004 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). De origem ameríndia e etimologia incerta, é praticado predominantemente por comunidades ribeirinhas. 
Geralmente, é dançado por casais de homens e mulheres, assim como também é praticado por grupos infantis. Três instrumentos são primordiais para ditar o ritmo da dança: viola de cocho (tombado como Patrimônio Imaterial em 2003), mocho (com formato de banqueta, cujo assento é de couro cru e bastões) e ganzá, também conhecido como reco-reco.
A viola de cocho é um dos instrumentos essenciais para a prática do siriri
(Fonte: Blog Alcides Viola de Cocho)
A partir da década de 2000, festivais ressaltam as performances praticadas por diferentes grupos, que também se apresentam em outros locais do Brasil e exterior. Tal como em sua essência, que sugere a possibilidade de ser praticado em qualquer lugar, o festival do siriri foi realizado em diversos espaços, conforme pesquisa da professora Patrícia Osório, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Atualmente (fevereiro de 2015), conforme a Federação existem 26 grupos de siriri e cururu em diversos municípios de Mato Grosso: Cuiabá, Barra do Bugres, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande, Poconé, Cáceres, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento e Nova Mutum. Além do festival, os grupos se apresentam em outros estados brasileiros e no exterior – em julho de 2014, o grupo Flor Ribeirinha, um dos principais de Mato Grosso, se apresentou em quatro cidades francesas (Étain, Chambery, Kaysersberg e Ambert) como o único convidado sul-americano para o Festival Mundial de Folclore.
 
Flor Ribeirinha, um dos grupos tradicionais de MT, se apresentando na França
(Fonte: Assessoria)
Luzes, cores, sons, religiosidade, vivacidade corporal evidenciada principalmente em palmas, marcação do ritmo pelos pés e estalar de dedos, e rodopios. Outro momento marcante nas coreografias é o giro da saia das integrantes femininas, em determinados pontos da música. 
Confira mais sobre o siriri no quadro “Outros Saberes”, dentro do Repórter MT, às 18h30 nesta sexta-feira (13) na TV Universidade, canal 2!
Performance do grupo Flor de Laranjeira, de Santo Antônio de Leverger, evidenciando os rodopios
(Fonte: Blog 10º Festival de Cururu e Siriri)

Fontes: Secom/MT, Iphan, “Os Festivais de Cururu e Siriri: Mudanças de cenários e contextos na cultura popular” (Patrícia Osório), “Danças Folclóricas na Educação Física Escolar” (Irlla Diniz), Grupo Flor Ribeirinha, Blog da 10ª edição do Festival de Cururu e Siriri. 

fonte: http://www.revistafapematciencia.org/noticias/noticia.asp?id=667

Taís Ueta
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