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Friday, 3 April 2015

John Lennon's "Imagine," Made Into A Comic Strip

films for action
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explore o site - é maravilhoso!

John Lennon's "Imagine," Made Into A Comic Strip
By John Lennon. Art by Pablo Stanley

This is easily the best comic strip ever made.

Imagine_colors
Pablo Stanley's Facebook Page

Monday, 18 August 2014

Woodstock foi há 45 anos

esquerda
http://www.esquerda.net/artigo/woodstock-foi-ha-45-anos/33783


Woodstock foi há 45 anos

A grande vitória da sua geração foi ter contribuído para o fim da guerra do Vietname. O seu exemplo repercutiu-se posteriormente nos ativismos em defesa do meio ambiente e de outras causas. Por António José André
O Festival reuniu cerca de 450 mil pessoas. Foto de Derek Redmond e Paul Campbell
O Festival reuniu cerca de 450 mil pessoas. Foto de Derek Redmond e Paul Campbell
No dia 18 de agosto de 1969, chegou ao fim o Festival de Woodstock, após três dias de “paz, música e amor”. O Festival reuniu cerca de 450 mil pessoas, que assistiram a concertos com Joan Baez, Joe Cocker, Janis Joplin, Santana, Who, Creedence Clearwater Revival, Grateful Dead, Jefferson Airplane, entre outros/as.
Woodstock foi o culminar de vários acontecimentos importantes da época: a escalada norte-americana no Vietname, na década de 60, que criou um forte movimento pacifista entre os jovens e a crescente mecanização da indústria, que dispensou a força física do trabalho, ajudando a demolir o ascetismo puritano norte-americano.
Grandes festivais de rock já tinham acontecido, em Monterey (1967) e na Ilha de Wight, mas foi em Woodstock que a indústria cultural investiu fortemente, pela primeira vez. Um dos momentos marcantes do festival foi quando Jimi Hendrix puniu simbolicamente os militaristas com a implosão do hino norte-americano: "Star-Spangled Banner".
Com Woodstock ganhou repercussão o movimento de paz e amor, que fermentava como desdobramento da Geração Beat. De certa forma, este movimento inspirou-se em teóricos como Wilhelm Reich, Herbert Marcuse e Norman O'Brown, que vincularam o autoritarismo político à repressão instintiva, alegando que a liberdade era cerceada pelos mecanismos sociais que mantinham a estrutura de classes e que condicionavam a plena sexualidade.
A grande vitória da Geração Woodstock foi ter contribuído para o fim da guerra do Vietname. O seu exemplo repercutiu-se posteriormente nos ativismos em defesa do meio ambiente e de outras causas. Além disso, lançou alguns modismos que ainda hoje são evidentes: o ioga, a macrobiótica, a agricultura biológica...
Termos relacionados Cultura

Tuesday, 30 April 2013

Morre o compositor e zoólogo Paulo Vanzolini

jc
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=86839

Morre o compositor e zoólogo Paulo Vanzolini
 
Além de brilhante carreira na zoologia, Vanzolini entrou para rol dos maiores compositores da música brasileira

O compositor e zoólogo Paulo Vanzolini morreu na noite deste domingo (28). A morte foi anunciada pelo Hospital Israelita Albert Einsten, em São Paulo, onde estava internado desde quinta-feira (25), na Unidade de Terapia Intensiva, em decorrência de pneumonia. Com velório fechado ao público, o corpo de Vanzolini será enterrado na tarde de hoje no Cemitério da Consolação.

Formado em medicina no Brasil e com doutorado em biologia pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o zoólogo dedicou seus estudos aos répteis e anfíbios. Foi diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e autor da lei que criou a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Sócio da SBPC desde sua fundação em 1948, o pesquisador foi conselheiro da entidade por dois mandatos: de 1973 a 1977, sob a presidência de Oscar Sala; e entre 1983 e 1987, no mandato de Crodowaldo Pavan. Sua contribuição na área das Ciências Biológicas rendeu o prêmio da Ordem Nacional do Mérito Científico com a classe Grã-Cruz. Também foi premiado pela Fundação Guggenheim, de Nova York.

Além de brilhante carreira na zoologia, Paulo Vanzolini entrou para rol dos maiores compositores da música brasileira com sambas clássicos, como "Ronda", "Praça Clóvis", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite".

(Jornal da Ciência)

Veja outras notícias sobre a morte de Paulo Vanzolini:

O Globo:

Folha de São Paulo:

Correio Braziliense:

O Estado de São Paulo:

Saturday, 20 April 2013

Mercedes Sosa - Vientos del Alma (Pachamama)


Mercedes Sosa - Vientos del Alma (Pachamama) 



http://youtu.be/mV1X0GtMd9o

dia 22 de abril - dia internacional da Terra
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Sunday, 16 December 2012

Arte em Revista: Artista 'esculpe beleza' em meio à decadência urbana

bbc
http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2012/12/121212_boletim_artes_lgb.shtml


Arte em Revista: Artista 'esculpe beleza' em meio à decadência urbana

Atualizado em  12 de dezembro, 2012 - 16:58 (Brasília) 18:58 GMT
Boletim de Artes / BBC
Exposição fotográfica sobre conflito sírio é destaque no Arte em Revista desta semana
Há mais de uma década, o artista português Vils busca lugares em que a decadência urbana impera para construir suas obras.
Com bisturis, martelos e britadeiras, ele cria retratos gigantes de pessoas comuns em outdoors rasgados, portas quebradas e paredes desmoronando em cidades de todo o mundo.
Sua nova exposição - intitulada Desprovido - na galeria Lazarides, em Londres, foca a situação do indivíduo diante da força avassaladora dos ambientes urbanos.
O boletim Arte em Revista desta semana traz ainda as árvores cintilantes de Cingapura e as exposições sobre o conflito sírio e a Primavera Árabe.

Friday, 28 September 2012

Artes da cultura popular

revista fapesp
http://revistapesquisa.fapesp.br/2010/08/10/artes-da-cultura-popular/


Artes da cultura popular

REDAÇÃO | Edição 174 - Agosto de 2010

O artigo “Artes de musicar e de improvisar na cultura popular”, de José Machado Pais, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, explora bases de sustentabilidade do valor patrimonial das chamadas culturas marginais, tomando como referência as artes de musicar e de improvisar. Aos preconceitos que associam a cultura popular à frivolidade se contrapõem evidências da sua criatividade. Para isso, o autor compara tendências e influências musicais de Portugal e do Brasil, na base de uma matriz partilhada de repentes e improvisações. Os exemplos do fado e do samba são usados para ilustrar as variações simbólicas, no decurso do tempo, das produções culturais: dos antros de marginalidade podem emergir ícones de nacionalidade.
Cadernos de Pesquisa – vol. 39 – nº 138 – São Paulo – set./dez. 2009

Tuesday, 11 September 2012

Rockfilosofia

CULT
http://revistacult.uol.com.br/home/2011/06/rockfilosofia/

Rockfilosofia

Gênero musical foi tão radical para a ?cultura quanto a psicanálise e o feminismo
Marcia Tiburi
Filósofos pelo mundo afora vêm se dedicando a compreender o fenômeno do rock. Na França e nos Estados Unidos, pensadores escrevem filosofias e ontologias do rock. No Brasil, Daniel Lins vem falando do encontro entre Bob Dylan e Gilles Deleuze. Esta que vos escreve trabalha em um diálogo/rock com o músico Thedy Corrêa. Podemos estabelecer diálogos entre bandas e estilos da vasta história do rock e filósofos da tradição. Podemos tentar entender o que há de filosófico nas letras, canções e performances do rock. A questão do rock é cultural e antropológica e, quando a tratamos como questão filosófica, há um mundo de reflexões a serem construídas.
Podemos vê-lo como questão de linguagem baseada em uma ontologia (do modo existência) da obra gravada. Podemos pensar também no que seria a filosofia depois do advento do rock, pois ele foi uma transformação tão radical da cultura quanto foram a psicanálise e o feminismo, a partir dos quais devemos também pensar a filosofia como experiência reflexiva de um tempo.
Podemos falar de rock como um “cogito do tempo”, como o chamou o filósofo francês Jean-Luc Nancy. Podemos também entender em que sentido o rock é ele mesmo uma expressão filosófica, um método como pensamento-ação-expressão e, nesse sentido, como a própria filosofia pode ser ela mesma um tanto “rock”. Ou rockfilosofia, aquela que, contagiada de rock, propõe pensar dançando, provocando, causando efeitos e livrando-nos de todo autoritarismo.
O grito elétrico como prática estética essencial
Foi Jean-Luc Nancy quem percebeu que o problema do rock já estava de certo modo posto na República, de Platão. No livro quarto da utopia platônica, a atenção à música é um problema de educação e de política. A ideia que vinga no texto é a de que é preciso cuidar do que os jovens ouvem, já que “não se podem mudar os modos da música sem abalar as mais importantes leis da cidade”.
Se os modos musicais são sistemas harmônicos que têm correspondência nos afetos é porque eles alteram o modo de ver o mundo. Alteram o sentimento e o comportamento dos jovens. Por exemplo, o modo dórico tem a ver com as virtudes cívicas; o frígio, com as virtudes guerreiras; o lídio, condenado por Platão, com os maus costumes e a embriaguez. A sensação de periculosidade do rock tem sua pré-história.
Nancy vê o rock como algo mais do que musical. Há nele determinado afeto, um pathos. Tal pathos tem a ver com a força de contágio que as culturas – até mesmo Platão – perceberam estar na música. No caso do rock, esse pathos tem a ver com “eletricidade”. Tal é, para o filósofo francês, o signo sensível e simbólico do rock. A guitarra elétrica é o instrumento no qual ela se concentra. Ela é o meio que permite a “comunicação de energia” constitutiva do rock, que mudou nosso modo de escutar, de viver e de pensar.
Proponho que pensemos o rock como uma complexa prática estética que é também política e que, tendo sua própria especificidade ontológica como manifestação de vontade (no sentido da vontade da natureza de que falou Schopenhauer), afeta o sentido do mundo. Quero dizer que o que o rock traz ao mundo é uma autorização contra o autoritarismo. Ele faz isso por meio da prática estética que foi recalcada ao longo da história: o grito.
A questão do grito é antiga. A importante obra sobre a escultura do Laocoonte, escrita por Lessing no século 18, põe uma questão simples: poderíamos chamar de bela a escultura, caso a boca de Laocoonte estivesse escancarada? A representação do grito de dor podia mostrar o feio na arte no lugar do belo. A compreensão da arte naquele tempo como representação da beleza – e o inevitável ocultamento – estaria comprometida.
Assim como a arte contemporânea, o que o rock vem fazer no contexto da cultura é justamente mostrar o que não deveria ser mostrado – o que abala a estrutura da cidade, como na República, de Platão. Seu índice é o grito. Como o Uivo, poema de Allen Ginsberg, poeta que encantava figuras como Bob Dylan. Só que o grito do rock não é apenas o uivo da poesia, não é apenas o grito da voz humana do cantor. Ele é o grito da guitarra elétrica, da máquina, o grito que nenhum humano pode dar desde que o próprio humano emudeceu diante do processo histórico e da tecnologia.
O grito do rock é elétrico, é o elétrico como grito. O grito ou a explosão do que, não devendo ser mostrado, todavia apareceu. Isso que nos encanta enquanto nos ensandece, nos irrita, nos afronta e, ao mesmo tempo, quer salvar alguma coisa em nós.
Salvar o quê? O grito é descarga da dor, a interpelação que obriga o outro a ouvir, mesmo quando o que ele diz é apenas mudez. O rock é o inconsciente musical, assim como a fotografia é o inconsciente ótico, na forma de um sintoma social elevado a fenômeno de massa de uma cultura marcada por uma ferida – um trauma – que não deixa de se abrir. Nesse contexto, que o rock sobreviva entre nós é um sinal de que ainda estamos vivos.