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Friday, 29 June 2012

Patrimônio cultural e natural

IHU - UNISINOS
http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/patrimonio-cultural-e-natural-mais-um-tema-ignorado-na-rio20-entrevista-especial-com-silvia-zanirato/510945-patrimonio-cultural-e-natural-mais-um-tema-ignorado-na-rio20-entrevista-especial-com-silvia-zanirato



Patrimônio cultural e natural: um tema muitas vezes ignorado. Entrevista especial com Silvia Zanirato

“O maior desafio é o de se ter vontade política suficiente para reverter a situação de exclusão social, de se ter coragem de enfrentar os interesses do mercado imobiliário e considerar o solo não por seu valor de troca, mas pelo valor de uso, uma condição necessária para a sobrevivência digna da humanidade”, declara a historiadora.

Confira a entrevista. 


“A exclusão social mundial é um dado: mais de um bilhão de pessoas vivem em extrema pobreza, sendo que uma em cada cinco pessoas no mundo sofre com a falta de comida”, diz Silvia Zanirato à IHU On-Line. Uma proposta para combater essa condição, informa, foi formulada pelos participantes da Cúpula dos Povos, que sugeriram a “criação de uma taxa sobre transações financeiras”. No entanto, lamenta, “esse desejo foi frustrado no documento aprovado na plenária da Rio+20, que não considerou a possibilidade de financiamento para a proteção social e postergou, para 2015, a proposta de deliberação de um percentual do PIB para os países em desenvolvimento”. Por causa de decisões como essas,Zanirato avalia que a conferência “expressou a falta de vontade de governos de construir uma governança global para o combate à pobreza e postergou, uma vez mais, decisões sobre o assunto”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail para a IHU On-Line, a pesquisadora também aborda o conceito de patrimônio cultural e natural como uma alternativa para propor moradias sustentáveis, e sugere que os imóveis patrimonializados e protegidos por políticas públicas sejam habitados por pessoas que vivem em moradias inadequadas. “Essas edificações assim como outras que estão nesses espaços, muitas vezes abandonadas e degradadas, podem e devem ser reabilitadas e tornadashabitação de interesse social. Para isso, há uma série de desafios a serem transpostos, desde aqueles que envolvem os interesses do mercado imobiliário a outros como a concepção elitista a respeito do patrimônio cultural edificado, que deve ser considerado por seus múltiplos usos, entre os quais o residencial”, avalia.

Silvia Zanirato (foto abaixo) é doutora em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, especialista em Gestão do Patrimônio Cultural Integrado pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-doutora em Geografia Política pela Universidade de São Paulo – USP, e em História pela Universidad de Sevilla. Atualmente leciona no Curso de Gestão Ambiental, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, e no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política, da USP. Atua como professora colaboradora no mestrado em História na Universidade Estadual de Maringá. Também é professora convidada do máster em Gestion del Patrimonio Urbano Latinoamericano y Andaluz, da Universidad de Sevilla.

Confira a entrevista. 

IHU On-Line – Em que consiste os conceitos de patrimônio cultural e natural, e como eles são interpretados a partir dos dilemas ambientais em pauta neste momento?
Silvia Zanirato – O patrimônio é um conceito muito amplo e nele se inscrevem os bens culturais e naturais, ainda que nem sempre essa acepção seja considerada. Não é algo circunscrito às criações físicas do homem, nem somente a algo monumental, excepcional do ponto de vista da história, da arte, da estética. Ele é formado por uma série de elementos naturais e culturais, materiais e imateriais que registram os modos de vida ao longo do tempo. Nesse entendimento o ambiente é um patrimônio porque nele se desenvolvem diferentes formas de vida. O patrimônio também não se limita aos bens reconhecidos e protegidos por leis. Mesmo aqueles que não se encontram nessa condição podem ser considerados patrimônio porque há neles valores afetivos, de existência, de identidade.

Os grandes dilemas ambientais são a manutenção da biodiversidade, a redução da pobreza, o controle das emissões de carbono. Em todos esses aspectos o patrimônio e sua proteção se encontram. No âmbito natural, por exemplo, a conservação da biodiversidade ocorre através da criação e efetiva proteção de unidades de conservação, que são repositórios do patrimônio. Em se tratando da redução da pobreza, a utilização do patrimônio cultural edificado encontrado na maioria das grandes cidades latino-americanas é outra possibilidade. Não se pode esquecer que os centros históricos de boa parte das cidades latino-americanas contam com uma série de edificações vazias e degradadas, que podem e devem ser reabilitadas e tornadas habitação de interesse social para a inclusão da pobreza. Este é o sentido que vejo no patrimônio, o de ser disponibilizado para os que dele necessitam.

É numa perspectiva holística que isso se coloca, a de defender os usos sociais dos patrimônios. Para isso há uma necessidade de superar a visão monumentalista e o hábito de só investir em salvaguarda de bens na expectativa de retorno do investimento, muitas vezes resultantes da exposição ao turismo. Uma visão integrada do patrimônio pressupõe atribuir funções compatíveis aos usos sociais em incorporar a população pobre que habita lugares onde há edificações patrimonializadas e disponibilizá-los de forma a garantir a ela uma moradia digna.

IHU On-Line – Em que consiste o uso sustentável do patrimônio cultural? Como esse debate repercute no Brasil e no mundo?

Silvia Zanirato
 – O uso sustentável pressupõe os usos sociais do patrimônio, ou seja, a participação da sociedade na conservação desse bem. Não é possível que haja, como é o caso de lugares patrimonializados nos centros das cidades de Salvador e Recife, um número grande de imóveis protegidos por políticas públicas e sem uso, em paralelo a um número contingente de pessoas vivendo em moradias inadequadas. Essas edificações assim como outras que estão nesses espaços, muitas vezes abandonadas e degradadas, podem e devem ser reabilitadas e tornadas habitação de interesse social. Para isso há uma série de desafios a serem transpostos, desde aqueles que envolvem os interesses do mercado imobiliário a outros como a concepção elitista a respeito do patrimônio cultural edificado, que deve ser considerado por seus múltiplos usos, entre os quais o residencial.

Investir nessa direção também deve ser considerado como uma forma de reverter os padrões de expansão horizontal das cidades – em melhor aproveitar a infraestrutura e serviços encontrados em inúmeros centros antigos que se mantêm ociosos ou subutilizados e assim aproveitar as redes de transporte, o acesso a serviços, sistemas de água e energia –, algo crucial no processo de evitar ou restringir infraestruturas com alta emissão de carbono, em reduzir o contingente populacional que vive em habitações subnormais e em caminhar em direção aos objetivos do milênio.

IHU On-Line – Na Rio+20 e a na Cúpula dos Povos, houve espaço para discutir o patrimônio cultural e natural? Como aconteceu esse debate?

Silvia Zanirato 
– Houve pouco espaço. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN realizou uma sessão de debates no Palácio Capanema – um evento paralelo – a respeito da conservação e recuperação do meio ambiente e do acesso à cultura como fator de promoção social. Houve também alguns debates e experiências apresentadas pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana, a Habitat International Coalition – HIC e a Alianza Internacional de los Habitantes – AIH na Cúpula dos Povos, que expuseram projetos habitacionais que contemplam a habitação de interesse social e que defendem a não mercantilização da moradia e o direito à cidade. Mas a inclusão social pela garantia de uma moradia digna e pela possibilidade de usos do patrimônio cultural edificado foi um assunto pouco tratado. O debate se restringiu a algumas iniciativas de pesquisadores que trabalham com essa temática, como é o meu caso, que pude tratar dessa questão com outros pesquisadores da Universidade de São Paulo e do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas – Ipea. A mesa-redonda que abordou esse assunto ocorreu no dia 14 de junho, na Arena da Barra. Por ser o segundo dia do evento e por não estar nos locais de maior destaque (Riocentro e Aterro do Flamengo), a presença de um público mais amplo para repercutir o assunto deixou a desejar.

IHU On-Line – Em que medida dois dos temas centrais da Rio+20, a governança global e economia verde como alternativa para erradicar a pobreza, se relacionam com o conceito de patrimônio cultural e natural?

Silvia Zanirato 
– A Rio+20 teve como propósito avaliar o cumprimento dos compromissos multilaterais adotados nos últimos 20 anos que remetem à Eco-92 e aos Objetivos e Metas de Desenvolvimento do Milênio. Na ocasião se buscou avaliar em que medida foi possível caminhar em direção a um desenvolvimento sustentável e eficiente na promoção do bem-estar humano e ambiental. 

Um dos temas abordados é aquele que reportou aos esforços para erradicar a exclusão social e reduzir a pobreza. Gerar oportunidades para o desenvolvimento econômico e diminuição da pobreza sem liquidar ou acabar com os bens naturais de um país é o grande desafio apresentado pelo PNUMA.

Entre o conjunto de premissas e recomendações em favor da melhoria da qualidade de vida da população pobre está o de mudar os tipos de assentamentos a ela destinados. Essa preocupação aparece na Agenda 21 e nos objetivos daCúpula do Milênio, que estabeleceram metas a serem cumpridas até 2015 para tornar o mundo mais solidário e justo. Entre essas metas está a implementação de políticas capazes de garantir o direito à habitação digna a todas as pessoas. A expectativa é a de atingir, até 2020, uma melhora significativa na vida de pelo menos 100 milhões de pessoas que se encontram em assentamentos precários. Isso equivale a reduzir pela metade o contingente que vive em tais condições.

Nesse sentido, o patrimônio cultural edificado existente nos centros das cidades, muitas vezes em avançado estado de degradação, ou mesmo recuperado por políticas públicas de promoção do patrimônio cultural, mas ainda assim sem usohabitacional, entra como uma alternativa. É possível destinar esses espaços para a população sem moradia digna. Já há experiências nessa direção, por exemplo em Quito, no Equador, que atestam essa possibilidade. Já há também um saber acumulado em experiências de que isso implica programas de subsídio a habitações sociais que possibilitem o acesso à população de baixa renda a uma habitação digna.

IHU On-Line – Que modelo de governança e de desenvolvimento seria necessário para dar conta dessa questão do patrimônio?

Silvia Zanirato –
 Quando se fala em governança, pensa-se na diversificação de atores envolvidos nas discussões sobre temas como meio ambiente e sustentabilidade. Isso significa ampliar a participação de setores da sociedade que não participam do debate político. Em se tratando do patrimônio, ainda que tenha havido uma ampliação da participação da sociedade em conselhos municipais, por exemplo, ainda permanece uma visão elitista do patrimônio que o vê mais como um bem a ser contemplado, e não como um bem que deve ter uma função social. Somente o reconhecimento da função social do patrimônio permite posturas capazes de enfrentar os interesses do mercado imobiliário, as políticas de ordenação do espaço, a concepção monumentalista e excludente do patrimônio cultural edificado. Nesse sentido, destaco a necessidade de prosseguir apostando no disposto pela Emenda Constitucional nº 26/2000, que afirma a moradia como um direito social, expresso no Artigo 6, no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição de 1988. Em acordo com o artigo 182, §2º dessa Constituição, a "propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade, expressas no plano diretor".

Esse princípio, seguido do artigo 39 do Estatuto da Cidade (que regulamenta o capítulo de política urbana na ordem econômica da Constituição de 1988), expressa que a propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às necessidades dos munícipes em relação à justiça social e à qualidade de vida. São esses dispositivos que permitiram a aprovação da Lei nº 11.124/2005, que instituiu o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social e que considerou que os imóveis públicos vagos ou abandonados que não estão cumprindo sua função social devam ser canalizados para as habitações de interesse social. A habitação de interesse social procura definir soluções de moradia voltada para a população de baixa renda (famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos).

Pôr em prática esses dispositivos é um desafio e uma forma de acabar com o estoque imobiliário sem uso, presente nos centros históricos das cidades do Brasil e, ao mesmo tempo, promover a inclusão social.

IHU On-Line – Como avalia as discussões acerca da governança global e da inclusão social na Rio+20 e na Cúpula dos Povos?

Silvia Zanirato
 – A exclusão social mundial é um dado: mais de um bilhão de pessoas vive em extrema pobreza, sendo que uma em cada cinco pessoas no mundo sofre com a falta de comida. Esses números expressam o tamanho do desafio. Por isso mesmo o combate a essa condição não pode prescindir de uma ação global de financiamento pelos países ricos aos países em desenvolvimento para a implementação de mecanismo de proteção social. No entanto, como é sabido, a alegação de vários representantes dos Estados na Conferência foi a de que não há recursos para financiar essa transformação. A expectativa defendida em várias falas do movimento sindical e social de vários países, na Cúpula dos Povos e mesmo na Rio Dialogues, foi a da criação de uma taxa sobre transações financeiras. Esse desejo foi frustrado no documento aprovado na plenária da Rio+20, que não considerou a possibilidade de financiamento para a proteção social e postergou, para 2015, a proposta de deliberação de um percentual do PIB para os países em desenvolvimento. Nesse sentido, o encontro expressou a falta de vontade de governos de construir uma governança global para o combater à pobreza e postergou, uma vez mais, decisões sobre o assunto.

IHU On-Line – Que programas brasileiros contemplam a conservação do patrimônio cultural? Nesse sentido, quais são hoje as políticas públicas que consideram essa temática?

Silvia Zanirato
 – As políticas que consideram essa temática são políticas conjugadas de promoção da moradia e de conservação do patrimônio cultural. São três programas que contemplam essa questão e veem o patrimônio cultural comomoradia, recorrendo para tanto aos entendimentos sobre habitação de interesse social: o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), o Programa Nacional de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais e o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC – Cidades Históricas).

Programas 

O primeiro é um programa criado em 1999, com a expectativa de atender às necessidades de moradia da população de baixa renda – entre 3 e 8 salários. Ele visa à promoção de habitação social nas áreas centrais, através da reutilização de antigas estruturas para o uso habitacional. Inicialmente funcionava como um leasing, por um período de 15 anos, com opção de compra ao final do prazo contratado. A Caixa Econômica Federal permanecia como proprietária fiduciária do imóvel durante o período do arrendamento. Em maio de 2007 essa norma foi alterada e possibilitou a transformação do Programa em um financiamento convencional.

No entanto, há dificuldades em fazer funcionar esse Programa. Uma delas se explica pelo valor do financiamento. Em 2008 o valor da taxa de arrendamento estava em torno de R$ 200,00, um valor inferior a um aluguel de um imóvel com as mesmas condições de habitabilidade e de localização. O valor máximo para a compra estava em R$ 40.000,00. Disso resultou que, até abril de 2008, foram financiadas apenas 1.425 unidades em 26 edifícios localizados nas áreas centrais de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Pelotas.

Em 2011 o valor máximo para financiamento de imóvel em São Paulo e Rio de Janeiro foi reajustado para 48.000,00 reais a fim de beneficiar famílias com renda mensal de até 2.200,00 reais. Novamente um valor inferior ao que o mercado estabelece.

Também na relação entre patrimônio e habitação de interesse social há o Programa Nacional de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais, criado em 2003, com o objetivo de enfrentar o problema do esvaziamento dos centros das cidades, combater a subutilização da infraestrutura existente, a perda do valor econômico dos imóveis e a degradação do patrimônio cultural.

O Programa procurou destinar imóveis públicos para habitação de interesse social e elaborar e implementar um serviço de moradia social através da locação social. Para isso foi assinada em abril de 2006 uma Medida Provisória que visava retirar entraves jurídicos e aperfeiçoar a legislação patrimonial, desburocratizando a entrega de títulos de propriedade de imóveis vazios e subtilizados às famílias de baixa renda. Mas a ação se efetivou em alguns imóveis públicos pertencentes ao INSS, à RFFSA e à União.

Competências municipais

Paralelamente a isso, a gestão do uso e ocupação do solo bem como a política urbanística são competências municipais, pois é o município, através do Plano Diretor e de legislação pertinente, que deve impor ao proprietário de área subutilizada ou não utilizada a utilização do imóvel, de modo a induzir a ocupação de áreas já dotadas de infraestrutura e equipamentos. Isso também impede a efetividade das ações, pois muitas vezes o município não tem conhecimento ou força política suficiente para fazer valer a utilização de imóveis e a implantação desse Programa.

terceiro programa é o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas, que visa a atuar em 173 cidades, localizadas em todos os estados brasileiros, que tenham lugares registrados como Patrimônio Cultural do Brasil. O objetivo do PAC  Cidades Históricas é o de promover a reabilitação de imóveis e a requalificação de espaços urbanos onde haja imóveis protegidos como patrimônio e viabilizar ações de saneamento ambiental, de melhoria do transporte público. Há também a preocupação com a implantação de habitações sociais nesses espaços, o que é considerado como uma forma de inclusão social e também um meio para estancar os processos de esvaziamento populacional e funcional de centros históricos. Num primeiro momento, 187 cidades se candidataram, 141 finalizaram a elaboração no primeiro ano do programa, e 110 assinaram os acordos de execução.

Desafios

Segundo o IPHAN e o Ministério das Cidades, uma análise preliminar das propostas mostra as dificuldades dos municípios quanto à definição de estratégias para implementação das ações e a necessidade de capacitação de gestores e técnicos, de modo a definir estratégias adequadas ao perfil das cidades.

Para piorar ainda mais, no primeiro ano do PAC – Cidades Históricas houve uma forte limitação de recursos, resultante da contenção orçamentária do governo federal.

Todos esses entraves revelam as dificuldades existentes ao se relacionar políticas urbanas com conservação do patrimônio. Revelam também os entraves relativos ao combate à pobreza, elementos que ainda permanecem como secundários às políticas públicas.

IHU On-Line – Quais os principais desafios das cidades do Brasil e do mundo, em geral, quanto à moradia a partir desta visão de sustentabilidade?

Silvia Zanirato 
– O maior desafio é o de se ter vontade política suficiente para reverter a situação de exclusão social, de se ter coragem de enfrentar os interesses do mercado imobiliário e considerar o solo não por seu valor de troca, mas pelo valor de uso, uma condição necessária para a sobrevivência digna da humanidade. Enfrentar esses desafios é a condição para se implementar políticas capazes de mudar essa situação e garantir o direito à habitação digna aos excluídos. 

É sabido que a inexistência de políticas eficazes de acesso à moradia para a população pobre e a baixa renda por ela usufruída têm como consequência sua incapacidade em pagar os custos de uma habitação mais adequada, o endividamento, a restrição de suas escolhas no mercado habitacional e a ocupação de moradias inadequadas em assentamentos informais. Resta a ela os cortiços, as favelas, os loteamentos clandestinos.

Wednesday, 27 June 2012

InfoAmazonia é lançado para a Rio+20

((o)) eco
http://www.oeco.com.br/noticias/26157-infoamazonia-e-lancado-para-a-rio20?utm_source=newsletter_426&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco


Na noite do dia 17 de junho, ((o))eco e a Internews lançaram o InfoAmazonia, uma ferramenta que usa para mapas para contextualizar dados e notícias sobre a região amazônica, alimentados por uma rede de ONGs e jornalistas. O InfoAmazonia aborda assuntos que vão desde o desmatamento causado pela indústria extrativista até questões indígenas. 

Gustavo Faleiros, Coordenador do projeto, apresenta o site no dia do lançamento

O lançamento se deu três dias antes do início oficial da Rio+20, onde os desafios ambientais estiveram no topo da lista de prioridades da conferência. A iniciativa existe graças a Knight International e a Climate and Development Knowledge Network. ADevelopment Seed, especializada em mapeamento e visualização de dados, juntou forças com ((o))eco e a Internews para desenvolver uma estratégia para o site, construí-lo e fornecer a cartografia, bem como treinar os jornalistas locais em como utilizar as ferramentas disponíveis no site.

Notícias contextualizadas
Quando alguém abre o site pode logo ver as notícias mais recentes em um mapa. As notícias podem ser encontradas em português, espanhol e inglês, refletindo o fato da Amazônia estar presente em 9 países sul-americanos e ser também de interesse mundial. O mapa inicial apresenta todas as notícias disponíveis no InfoAmazonia, e ao selecionar uma notícia, ela é aberta em um painel na lateral da página. O mapa oferece três camadas que a contextualizam através de informações geográficas em alta resolução sobre cidades, estradas, infraestrutura, desmatamento, incêndios florestais, campos de petróleo e concessões de mineração. No topo do mapa, há uma opção de filtrar as notícias pelas principais fontes que fornecem histórias para o InfoAmazonia e também pelas notícias enviadas pelos leitores do site. Logo abaixo do mapa, as notícias podem ser vistas em ordem cronológica, com as mais recentes aparecendo primeiro. Todos os artigos, junto com seu mapa, podem ser inseridos em uma página como se fosse um vídeo do YouTube.

Este é um exemplo da página inicial, com a notícia em destaque e posicionada no mapa.


Nesta imagem podemos ver informações sobre o desmatamento. As áreas verdes representam a altura da floresta, as áreas hachuradas o desmatamento antigo e os pontos em amarelo o desmatamento recente. Também está marcada a infraestrutura que influencia a destruição da floresta.



As legendas explicam cada elemento do mapa e listam suas fontes.



Este mapa mostra que incêndios geralmente ocorrem em áreas com maiores índices de desmatamento. O mapa de calor indica a frequência do fogo, com os círculos vermelhos mostrando incêndios em maio e os círculos amarelos mostrando grandes incêndios ocorridos nos últimos 12 anos.



Os poços de petróleo e áreas de mineração representam riscos ambientais em potencial, e abrem a floresta para mais exploração no futuro. As concessões de mineração estão em conflito com áreas protegidas, como é possível pode ver neste mapa. O verde representa as áreas protegidas, os quadrados azul-claro são concessões para a pesquisa e o azul escuro áreas de mineração em progresso.



Qualquer pessoa pode enviar notícias

O InfoAmazonia convoca seus leitores e jornalistas-cidadãos a apresentar links para histórias ligadas aos temas abordados pelo projeto. O site usa um formulário simples do Google que alimenta uma planilha de onde os editores do InfoAmazonia podem avaliar o conteúdo submetido e publicá-lo no site.

Use os dados

O objetivo do InfoAmazonia é propagar o uso de dados para descobrir e contextualizar notícias. O Brasil disponibiliza amplas bases de dados, que fornecem aos jornalistas uma nov e rica fonte de pautas. Os mapas do InfoAmazonia usam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da NASA, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, do Ministério dos Transportes do Brasil, do ImazonGeo e do OpenStreetMap. Todos esses dados são listados e disponibilizados no site para que seu acesso seja mais conveniente.

Para ajudar os jornalistas a começarem a trabalhar com dados geográficos, foi organizado um treinamento em conjunto com a Internews, o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas e ((o))eco durante um fim de semana no Rio de Janeiro.

Jornalistas sendo treinados no uso de ferramentas de geo jornalismo na sede do iBase, no Rio de Janeiro


Construído com Jekyll e MapBox

Mesmo o site sendo altamente interativo, ele foi criado usando o gerador de sites Jekyll para evitar que ficasse dependente de um banco de dados ou de páginas geradas dinamicamente por um servidor. Todo o conteúdo é gerenciados por planilhas do Google, convertido para GeoJSON e montado no navegador do usuário. Todos os mapas foram feitos com o TileMill e hospedados noMapBox.

Visite o InfoAmazonia na web e acompanhe suas atualizações no Twitter.




*Alex Barth é desenvolvedor sênior da 
Development Seed. Além disso, gosta de criar robôs interativos, interfaces de realidade virtual e testou antenas wi-fi de longo alcance na América Central. Siga Alex Barth no twitter.

Monday, 2 April 2012

Agua: ecología de una crisis global

ceneam
http://www.magrama.gob.es/es/ceneam/recursos/materiales/ecologia-crisis-global.aspx

Agua: ecología de una crisis global


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Autor: Julián Cadecott

Edita: Los libros del lince, 2011

Idioma: Español

Formato: Papel



La vida depende del agua, y el agua es un recurso en grave peligro. En forma de hielo, vapor o líquido, el agua garantiza la supervivencia de la biosfera y de la humanidad.

El autor de este interesante libro extrae historias sobre el agua de todas partes del mundo, mostrándonos la importancia de las decisiones humanas, y planteando que diferentes enfoques pueden tener diferentes resultados, unos destruyendo ecosistemas, otros transformándolos, algunos sosteniéndolos. Nos hace reflexionar sobre el papel tan importante del agua sobre la viabilidad de la biosfera. El agua, los ecosistemas y el clima están íntimamente relacionados, y precisamente ahí radica la importancia de las decisiones que tomemos, y la importancia de que estas sean apropiadas para los tres.

Disponibilidad: Centro de Documentación del CENEAM. Préstamo domiciliario

CENTRO DE DOCUMENTACIÓN DEL AGUA Y EL MEDIO AMBIENTE


CENTRO DE DOCUMENTACIÓN DEL AGUA Y EL MEDIO AMBIENTE



PUBLICACIONES PROPIAS >> GUÍAS DE LECTURA

Una selección de libros, artículos, recursos web y lecturas en general que pueden servir de guía y orientación inicial, extractada por niveles y necesidades de información. Una primera aproximación a la bibliografía y recursos de documentación ambientales.
Realizamos estas guías siguiendo los temas de actualidad, las demandas de vosotros, nuestros usuarios, y fechas marcadas en el calendario como días conmemorativos o días internacionales relacionados con el medio ambiente: Día Internacional del Agua, Día Internacional del Medio Ambiente...
Contribuímos con estas guías a hablar de medio ambiente en redes sociales (Facebook y Twitter)
Si busca material divulgativo con un enfoque educativo consulte nuestra sección de Recursos Educativos dónde encontrará otras guías.

NOVEDADES

El mejillón cebra y las especies exóticas invasoras

Con motivo de la exposición itinerante sobre el mejillón cebra de la Confederación Hidrográfica del Ebro que tiene lugar en el CDAMA, elaboramos esta selección de recursos sobre el mejillón cebra y las especies exóticas invasoras en general, para dar a conocer un problema que supone una de las mayores amenazas a la biodiversidad y que, en el caso del mejillón cebra, ha causado ya numerosas afecciones ambientales y económicas en la cuenca del Ebro.

2012 Año de la Energía Sostenible para Todos

Existe una relación intrínseca entre la energía y el desarrollo sostenible que pone de relieve la importancia de una energía moderna, menos contaminante y eficiente para erradicar la pobreza. Por eso, Naciones Unidas proclamó el año 2012 como el Año Internacional de la Energía Sostenible para Todos. Os ofrecemos una selección de recursos (monografías, artículos, trabajos académicos, webs de interés) con los que poneros al día sobre el tema. 
 

GUÍAS DE AGUA

Agua y Seguridad Alimentaria

Os proponemos esta selección de recursos (libros, artículos y enlaces web...) la mayoría a texto completo y/o disponibles para su consulta y préstamo en el Centro de Documentación del Agua, para tomar conciencia de la estrecha relación que existe entre agua y seguridad alimentaria, ya que únicamente tomando medidas para ahorrar agua y apostando por una buena gestión de los recursos hídricos, aseguraremos que haya alimentos para todos

Día Internacional de Acción contra represas y por los ríos, el agua y la vida

"El concepto de Nueva Cultura del Agua reside fundamentalmente en entender que los ríos son algo más que corrientes de H2O. Nuestros ríos no pueden seguir siendo tratados como canales o almacenes de agua, sino como ecosistemas vivos"
(Pedro Arrojo, fundador de la Fundación Nueva Cultura del Agua (FNCA).

Agua y saneamiento. Guía de publicaciones de Naciones Unidas

El CDAMA colabora con la Oficina de la Década del Agua de Naciones Unidas con sede en Zaragoza. Esta es una recopilación de algunos de los documentos más recientes de Naciones Unidas sobre Agua y saneamiento.

Día Mundial del Agua

Como todos los años el 22 de marzo se celebra el Día Mundial del Agua. El tema de este año, Agua para las ciudades: respondiendo al desafío urbano, tiene por objeto poner de relieve y alentar a los gobiernos, las organizaciones, comunidades y personas a participar activamente para responder al desafío de la gestión urbana.Desde el centro nos sumamos a esta celebración con la elaboración de esta guía de lectura que recoge una selección de monografías, artículos de revista y enlaces web sobre el tema de este año.

Día Internacional de los Humedales

Con esta guía de lectura queremos sumarnos un año más a la celebración del Día Internacional de los Humedales que conmemora la fecha en la que se adoptó la Convención sobre los Humedales (Convención Ramsar) el 2 de febrero de 1971.

El Ebro desbordado: una historia de las crecidas del río en Zaragoza

Guía que ofrece una selección de documentos de la colección del Centro de Documentación del Agua y el Medio Ambiente, relacionados con el tema de la exposición "El Ebro desbordado: una historia de las crecidas del río en Zaragoza", que se celebra en Zaragoza en el Centro Ambiental del Ebro, Edificio Europa, del 5 de mayo al 5 de junio de 2011.

Guía de Lectura sobre Agua y Cultura

El agua siempre ha tenido una gran importancia para el hombre a lo largo de la historia. En esta guía hemos querido hacer una selección de libros, artículos, recursos web que traten el tema del agua desde diferentes puntos de vista: el agua en el arte, la música, la literatura, así como los variados usos del agua y las tradiciones populares en torno al agua en las diferentes culturas.
 

GUÍAS DE CAMBIO CLIMÁTICO

Ciudades sostenibles

Con motivo de la celebración de la Carrera del Gancho, que tiene lugar anualmente en el barrio de San Pablo de Zaragoza, el Centro de Documentación ha elaborado una guía con documentos de la colección que tratan sobre la forma de conseguir que nuestras ciudades sean más sostenibles, prestando especial atención a las políticas ambientales desarrolladas en los últimos años, como la Agenda 21 Local.

Guía de lectura sobre cambio climático

La Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático (CMCC), en su Artículo 1, define "cambio climático" como: "un cambio de clima atribuido directa o indirectamente a la actividad humana que altera la composición de la atmósfera mundial y que se suma a la variabilidad natural del clima observada durante períodos de tiempo comparables".
Una selección de recursos de información sobre cambio climático para saber, para actuar, para pensar, para ver...
 

GUÍAS DE BIODIVERSIDAD

Día Mundial del Medio Ambiente 2011

Con esta guía de lectura queremos sumarnos a la celebración del Día Mundial del Medio Ambiente. El lema de este año, "Bosques: la naturaleza a su servicio", quiere mostrar su apoyo al Año Internacional de los Bosques 2011 de Naciones Unidas. La mayoría de los materiales recogidos en esta guía están a disposición para consulta y préstamo en el Centro de Documentación del Agua y el Medio Ambiente.

Día Mundial del Medio Ambiente 2010

Con el lema "Muchas Especies. Un Planeta. Un Futuro", el próximo día 5 de junio se celebra el Día Mundial del Medio Ambiente , uno de los principales vehículos a través del cual Naciones Unidas fomenta una conciencia hacia el medio ambiente y motiva una atención y acción política. Este año el Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente (Pnuma) ha designado a Ruanda, país ubicado en el este de África que está adoptando una transición hacia una economía verde, como el anfitrión del día mundial del Medio Ambiente 2010.

Día Mundial de la Biodiversidad 2010

Cada 22 de mayo, con motivo de la conmemoración de la firma de la Convención sobre Diversidad Biológica, se celebra el Día de la Diversidad Biológica. Desde el Centro de Documentación queremos sumarnos a esta celebración, a través de esta guía de lectura que pretende ser un acercamiento a la bibliografía que recoge nuestros principales tesoros naturales y espacios protegidos. Una apuesta por la conservación del medio natural desde la lectura, el estudio y la investigación.

Día Europeo de los Parques

Este año se cumplen 100 años de la declaración de los primeros parques nacionales europeos. Suecia abrió el camino en Europa y pronto España se sumó en 1918 con la declaración de la Montaña de Covadonga y el Valle de Ordesa. Te ofrecemos una actualización de recursos documentales sobre los diferentes parques españoles. Todos estos materiales están disponibles en el Centro de Documentación del Agua y el Medio Ambiente para su lectura, consulta y préstamo.

Guía de lectura sobre naturalistas

Con motivo del bicentenario del nacimiento de Darwin (1809-1882) hemos elaborado esta guía de lectura que recoge una selección de recursos (libros, artículos de revistas, material audiovisual, enlaces de interés...) sobre algunos de los naturalistas más célebres de la historia, entre ellos Charles Darwin, que sentó las bases de la teoría moderna de la evolución.

Día Internacional de las Aves

El 9 de mayo se celebra el Día Internacional de las Aves, por iniciativa de BirdLife International. Esta organización tiene como objetivo la conservación de todas las especies de aves que habitan en la Tierra así como de sus hábitats. Este año SEO/BirdLife elige como "Ave del Año" al mochuelo europeo, para llamar la atención sobre el estado de conservación de esta rapaz nocturna, las amenazas que presenta y cómo podemos contribuir a mejorar sus poblaciones.
 

OTROS TEMAS Y RECURSOS

11 de diciembre.- Día Internacional de las Montañas

El conocimiento del medio natural es la base para garantizar un comportamiento respetuoso hacia el medio ambiente. Con esta guía queremos contribuir a difundir entre el público el gran valor de nuestras montañas, para así crear conciencias respetuosas con la naturaleza más próxima.

Día Mundial sin Compras: 26 de Noviembre

El Día Sin Compras aboga por un cambio del modelo de consumo. Quiere hacernos reflexionar sobre el sistema de consumo actual que es "insostenible" tanto social como ambientalmente y pretende además animar a la ciudadanía a reducir el nivel de consumo en vísperas de las navidades, época clave en este sentido. Con esta guía de lectura sobre consumo responsable y compras verdes queremos invitar la reflexión sobre los valores consumistas, para dar paso a propuestas alternativas.

Día Mundial de la Alimentación

"Unidos contra el hambre" es el tema que ha escogido este año la FAO (Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación) con el fin de reconocer los esfuerzos realizados en la lucha contra el hambre en el mundo a nivel nacional, regional e internacional. En esta guía hemos recogido monografías, artículos de revista y enlaces web sobre seguridad alimentaria, alimentación y salud, agricultura sostenible, pobreza y desarrollo.
Además, del 14 al 22 de octubre la sala de lectura del centro acogerá una exposición bibliográfica que expondrá parte de estos materiales para su consulta y préstamo.

Energía Solar 2010

Del 17 al 23 de mayo se celebra la III Edición de la Semana Solar en España para promocionar el uso del sol como recurso energético. Desde el Centro de Documentación del Agua y el Medio Ambiente también queremos sumarnos a esta celebración con la elaboración de esta guía que recopila una selección de recursos (libros, artículos, webs de interés...) sobre Energía Solar para dar a conocer al público en general las ventajas y las múltiples aplicaciones de esta energía alternativa.

Guía de Educación Ambiental

Una selección de lecturas y recursos sobre educación ambiental para fomentar en los más jóvenes el conocimiento y el respeto por el medio ambiente. La guía recoge libros, revistas, artículos, audiovisuales, juegos, recursos electrónicos y enlaces web de interés para toda la comunidad educativa. La mayoría de los materiales están disponibles para su consulta y/o préstamo en el Centro de Documentación del Agua y el Medio Ambiente.

Guía de publicaciones de Expo Zaragoza 2008

En ella se recogen, en base a una clasificación temática, las obras que forman parte de ese Plan de las que dispone el Centro, y que en su mayoría han sido donadas por el Servicio de Publicaciones de Expoagua Zaragoza 2008. En el mismo Servicio se pueden adquirir estas obras o encontrar más información sobre su contenido y su publicación.

Derecho a la Información Ambiental

Para que los ciudadanos puedan disfrutar del derecho a un medio ambiente saludable y cumplir el deber de respetarlo y protegerlo, deben tener acceso a la información medioambiental relevante, deben estar legitimados para participar en los procesos de toma de decisiones de carácter ambiental y deben tener acceso a la justicia cuando tales derechos les sean negados"
Convenio sobre el acceso a la información, la participación del público en la tomas de decisiones y el acceso a la justicia en materia de medio ambiente (Aarhus, 25 junio 1998) 

Transgénicos

Una breve selección bibliográfica sobre este tema tan polémico desde el punto de vista social y científico. ¿cuáles son los beneficios y los perjuicios que aportan los Organismos Modificados Genéticamente (OMG)?