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Friday, 5 September 2014

Boaventura Santos é agraciado com título de Doutor Honoris Causa

ufmt
http://www.ufmt.br/ufmt/site/noticia/visualizar/18008/Cuiaba


Boaventura Santos é agraciado com título de Doutor Honoris Causa

Publicado em Notícias | 04/09/2014

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovou a concessão do Título de Doutor Honoris Causa para o professor e sociólogo Boaventura de Sousa Santos, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. A cerimônia de entrega da honraria será realizada durante sessão solene, no dia 12 de setembro, às 10 horas, no auditório do Centro Cultural, no campus de Cuiabá.
O título de doutor honoris causa é concedido a personalidades eminentes, brasileiras ou estrangeiras, que tenham contribuído de forma notável para o progresso da universidade, da região ou do país, ou que tenham se distinguido, de forma excepcional, pela sua atuação em favor das ciências, das letras ou da cultura em geral.
A homenagem ao professor Boaventura Santos foi requerida pelos coordenadores do Grupo de Pesquisa em Movimentos Sociais e Educação (GPMSE), professores Luiz Augusto Passos e Artemis Torres, devido à importância dos estudos brasileiros realizados pelo professor português, pela relevância política dos seus escritos em defesa da democracia e participação dos movimentos sociais e pelo conjunto de suas obras voltado para a dimensão da interculturalidade e do diálogo de consenso entre os setores sociais, no acesso aos bens públicos e coletivos, e cidadania.
“Além do que, temos hoje, de maneira perversa, no contexto das próprias universidades, uma nova bandeira de recuperação da hegemonia das universidades do Norte, desde os processos nos marcos celebrativos do aniversário da Universidade de Bolonha, em que grande parte delas, pleiteiam teses que desejam vincular toda produção acadêmica aos interesses imediatos do mercado, sem a devida consideração pelas raízes de um conhecimento com autonomia e independência de uma finalidade instrumental, aplicada. Os resultados das pesquisas, sob esta forma de vinculação, não estaria sequer voltados aos interesses da população e sua dimensão social, mas estaria reféns dos interesses de acumulação, que de ordinário, ferem especialmente populações empobrecidas, destroem diversidades naturais, poluem meio ambiente e tornam a vida insustentável, sobretudo dos mais expostos ao desabrigo, à fome, às violências do capital e dos Estados. Violência que destrói a solidariedade, agudizam conflitos regionais, étnicos, e rejeitam ou desapropriam formas de conhecimento advindas dos saberes populares tradicionais, de raízes indígenas, negras e dos povos da floresta, que são conquistas do gênio humano, em face dos processos criminosos de interditos aos próprios povos o acesso ao manejo tradicional como as políticas de patentes que predam o patrimônio brasileiro. Destroem formas de preservação ambiental, e de convivência biorregional e de sustentabilidade entre diferenças, no manejo da terra, das águas e do ar. Formas estas tecidas com muita luta e conflito, no Brasil e em Mato Grosso. É contra estes abusos que o professor Boaventura de Sousa Santos vem reiteradamente insistir na tarefa acadêmica de construir uma ‘Ciência com consciência’ e de repensar a Universidade do Século XXI na perspectiva de descolonização”, argumentam na justificativa para a concessão da honraria.
Para os professores Marcus Abílio Pereira, dos Departamentos de Direito e Ciências Sociais da PUC-MG, e Ernani Carvalho, do Programa de Pós-graduação em Ciência Política da UFPE e pesquisador da FACEPE/CNPq, Boaventura Santos é um dos mais influentes sociólogos de língua portuguesa da atualidade. Segundo eles, seus trabalhos podem ser enquadrados em três macroáreas: Direito e Sociedade, Filosofia ou Epistemologia das Ciências Sociais e Democracia. Atuando basicamente nestas três grandes áreas, ele se tornou referência obrigatória nas mais diferentes disciplinas das Ciências Sociais no Brasil (Direito, Educação, Serviço Social, Ciência Política, Sociologia etc.), afirmam.
No artigo científico “Boaventura de Sousa Santos: por uma nova gramática do político e do social”, Marcus Pereira e Ernani Carvalho fazem o mapeamento do pensamento de Boaventura Santos tomando como base seus estudos em torno da democracia participativa. “Antes, porém, desvendou-se a estrutura de sua teoria social como forma de interpretar melhor sua proposta de ampliação do cânone democrático. Na perspectiva de Santos, a participação política possui um papel fundamental neste processo de redescoberta das práticas societárias. É através dela que aqueles deixados à margem poderão ser incluídos no processo democrático, colaborando na própria definição da comunidade em que estão inseridos. A democracia, então, é um projeto de inclusão social e de inovação cultural que se coloca como tentativa de instituição de uma nova soberania democrática”, escrevem no paper.
MinicurrículoBoaventura de Sousa Santos nasceu no dia 15 de novembro de 1940, na cidade de Coimbra, em Portugal. Em 1963 licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo realizado no ano de 1964 um curso de pós-graduação na Universidade de Berlim. Obteve seu título de mestre em 1970, pela Yale University, com a tese “As Estruturas Sociais do Desenvolvimento e o Direito” e em 1973 concluiu seu doutorado pela mesma instituição. Atualmente é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. É igualmente Diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Diretor do Centro de Documentação 25 de Abril da mesma Universidade e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa.
É diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra; coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa. Dirige o projeto de investigação ALICE - Espelhos estranhos, lições imprevistas: definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experiências o mundo, um projeto financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC), um dos mais prestigiados e competitivos financiamentos internacionais para a investigação científica de excelência em espaço europeu.
Tem trabalhos publicados sobre globalização, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos. Os seus trabalhos encontram-se traduzidos em espanhol, inglês, italiano, francês, alemão e chinês.

Thursday, 19 December 2013

aniversário 19 dezembro

DO MIA COUTO PARA MANOEL DE BARROS
 

Um abraço para Manoel

Dizem que entre nós
há oceanos e terras com peso de distância.
Talvez. Quem sabe de certezas não é o poeta.
O mundo que é nosso
é sempre tão pequeno e tão infindo
que só cabe em olhar de menino.

Contra essa distância
tu me deste uma sabedora desgeografia
e engravidando palavra africana
tornei-me tão vizinho
que ganhei intimidades
com a barriga do teu chão brasileiro.

E é sempre o mesmo chão,
a mesma poeira nos versos,
a mesma peneira separando os grãos,
a mesma infância nos devolvendo a palavra
a mesma palavra devolvendo a infância.

E assim,
sem lonjura,
na mesma água
riscaremos a palavra
que incendia a nuvem.

MIA COUTO
19-12-2013





DE MICHÈLE SATO PARA MICHELLE JABER


O moçambicano Mia Couto escreveu no aniversário de Manoel de Barros – palavras belas, poéticas intercontinentais e fraternidade cósmica.

Fiquei com vontade de aumentar esta ciranda, arriscando algumas palavras que falam de brisas, de encantos e das crianças que moram em nós. Mas hoje em especial, à uma criança-adulta que aniversaria!

No Pantanal de Mato Grosso, quero dar alguns Hibiscos para Michelle Jaber, vermelhas, amarelas, brancas ou lilases, sem fixar nesta ou naquela cor, mas trazer o colorido de alguém que pensa em todos e que amadurece em seu aniversário com inspiração.

Em chãos diferentes do aroma da Amazônia e também das flores do Cerrado, para além das águas do Pantanal, ousamos a poetar com palavras de inclusão e ecologia. Próximas ou distantes, incendiamos o sol com a terra adormecida, que faz levantar a brisa e acaricia as águas.

Que fique a homenagem:
Ao Manoel
Ao Mia
E à tão mais querida, Michellinha!

Mimi
19/12/13

 

Wednesday, 18 December 2013

Nobel winner declares boycott of top science journals

guardian
http://www.theguardian.com/science/2013/dec/09/nobel-winner-boycott-science-journals


Nobel winner declares boycott of top science journals

Randy Schekman says his lab will no longer send papers to Nature, Cell and Science as they distort scientific process
Randy Schekman
Randy Schekman, centre, at a Nobel prize ceremony in Stockholm. Photograph: Rob Schoenbaum/Zuma Press/Corbis
Leading academic journals are distorting the scientific process and represent a "tyranny" that must be broken, according to a Nobel prize winner who has declared a boycott on the publications.
Randy Schekman, a US biologist who won the Nobel prize in physiology or medicine this year and receives his prize in Stockholm on Tuesday, said his lab would no longer send research papers to the top-tier journals, Nature, Cell and Science.
Schekman said pressure to publish in "luxury" journals encouraged researchers to cut corners and pursue trendy fields of science instead of doing more important work. The problem was exacerbated, he said, by editors who were not active scientists but professionals who favoured studies that were likely to make a splash.
The prestige of appearing in the major journals has led the Chinese Academy of Sciences to pay successful authors the equivalent of $30,000 (£18,000). Some researchers made half of their income through such "bribes", Schekman said in an interview.
Writing in the Guardian, Schekman raises serious concerns over the journals' practices and calls on others in the scientific community to take action.
"I have published in the big brands, including papers that won me a Nobel prize. But no longer," he writes. "Just as Wall Street needs to break the hold of bonus culture, so science must break the tyranny of the luxury journals."
Schekman is the editor of eLife, an online journal set up by the Wellcome Trust. Articles submitted to the journal – a competitor to Nature, Cell and Science – are discussed by reviewers who are working scientists and accepted if all agree. The papers are free for anyone to read.
Schekman criticises Nature, Cell and Science for artificially restricting the number of papers they accept, a policy he says stokes demand "like fashion designers who create limited-edition handbags." He also attacks a widespread metric called an "impact factor", used by many top-tier journals in their marketing.
A journal's impact factor is a measure of how often its papers are cited, and is used as a proxy for quality. But Schekman said it was "toxic influence" on science that "introduced a distortion". He writes: "A paper can become highly cited because it is good science - or because it is eye-catching, provocative, or wrong."
Daniel Sirkis, a postdoc in Schekman's lab, said many scientists wasted a lot of time trying to get their work into Cell, Science and Nature. "It's true I could have a harder time getting my foot in the door of certain elite institutions without papers in these journals during my postdoc, but I don't think I'd want to do science at a place that had this as one of their most important criteria for hiring anyway," he told the Guardian.
Sebastian Springer, a biochemist at Jacobs University in Bremen, who worked with Schekman at the University of California, Berkeley, said he agreed there were major problems in scientific publishing, but no better model yet existed. "The system is not meritocratic. You don't necessarily see the best papers published in those journals. The editors are not professional scientists, they are journalists which isn't necessarily the greatest problem, but they emphasise novelty over solid work," he said.
Springer said it was not enough for individual scientists to take a stand. Scientists are hired and awarded grants and fellowships on the basis of which journals they publish in. "The hiring committees all around the world need to acknowledge this issue," he said.
Philip Campbell, editor-in-chief at Nature, said the journal had worked with the scientific community for more than 140 years and the support it had from authors and reviewers was validation that it served their needs.
"We select research for publication in Nature on the basis of scientific significance. That in turn may lead to citation impact and media coverage, but Nature editors aren't driven by those considerations, and couldn't predict them even if they wished to do so," he said.
"The research community tends towards an over-reliance in assessing research by the journal in which it appears, or the impact factor of that journal. In a survey Nature Publishing Group conducted this year of over 20,000 scientists, the three most important factors in choosing a journal to submit to were: the reputation of the journal; the relevance of the journal content to their discipline; and the journal's impact factor. My colleagues and I have expressed concerns about over-reliance on impact factors many times over the years, both in the pages of Nature and elsewhere."
Monica Bradford, executive editor at Science, said: "We have a large circulation and printing additional papers has a real economic cost … Our editorial staff is dedicated to ensuring a thorough and professional peer review upon which they determine which papers to select for inclusion in our journal. There is nothing artificial about the acceptance rate. It reflects the scope and mission of our journal."
Emilie Marcus, editor of Cell, said: "Since its launch nearly 40 years ago, Cell has focused on providing strong editorial vision, best-in-class author service with informed and responsive professional editors, rapid and rigorous peer-review from leading academic researchers, and sophisticated production quality. Cell's raison d'etre is to serve science and scientists and if we fail to offer value for both our authors and readers, the journal will not flourish; for us doing so is a founding principle, not a luxury."
• This article was amended on 10 December 2013 to include a response from Cell editor Emilie Marcus, which arrived after the initial publication deadline.

Wednesday, 18 September 2013

Paulo Freire é lembrado em encontro de educação para a América Latina

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=77677

Paulo Freire é lembrado em encontro de educação para a América Latina

Adital
Foto:Umes-Ponta GrossaMais de 700 trabalhadores na área de educação de todos os países da América Latina estarão reunidos entre os dias 17 a 22 de setembro em Pernambuco para realizar atividades e debater estratégias de fortalecimento da pedagogia latino-americana. A ação é organizada pela Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), entidade internacional responsável pelas lutas em relação à educação.
Uma homenagem ao educador Paulo Freire está marcada para acontecer amanhã (19), dia do aniversário do pernambucano com o VIII Colóquio Internacional Paulo Freire, na Universidade Federal de Pernambuco. Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira defendia que o papel da escola era, entre outros pontos, ensinar o aluno a "ler o mundo” para transformá-lo. Ele ainda pôs em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o oprimido para a aquisição dos instrumentos de leitura quanto para a sua libertação, experiência que serviu de base para um de seus livros mais conhecidos, "Pedagogia do Oprimido”.
Além da homenagem, o cronograma do evento possui plenárias e apresentações de grupos que pretendem firmar os pilares da chamada pedagogia latino-americana, baseada na educação como instrumento de libertação política e social, a formação integral do ser humano como meta e contribuição da escola para tal libertação e o desenvolvimento da razão ou pensamento como tarefa central da escola que busca promover o desenvolvimento humano e a libertação.
Haverá ainda a inauguração de uma escultura do educador feita pelo artista Abelardo da Hora, um ato político e shows artísticos. No mesmo dia haverá o Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano: Rumo a um movimento latino-americano de ensino, como parte da IX Conferência Regional da IEAL, que tem como objetivo promover debates sobre alternativas de políticas públicas para cada país. Com isso, no futuro eles seriam os protagonistas de uma proposta pedagógica conjunta que consolide o movimento e que garanta a boa qualidade da educação latino-americana.
Quem foi Paulo Freire
Paulo Régis Neves Freire nasceu em 19 de setembro de1921, na cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, nordeste do Brasil. Foi alfabetizado pela mãe, que o ensinou a escrever com pequenos galhos de árvore no quintal da casa da família. Na adolescência começou a desenvolver um grande interesse pela língua portuguesa. Com 22 anos de idade, começa a estudar Direito na Faculdade de Direito do Recife, casou e teve cinco filhos, daí ensinou no Colégio Oswaldo Cruz em Recife.
No ano de 1947 foi contratado para dirigir o departamento de educação e cultura do Sesi, onde entra em contato com a alfabetização de adultos. Em 1958 participa de um congresso educacional na cidade do Rio de Janeiro onde apresenta trabalho importante onde defende que a alfabetização de adultos deve estar diretamente relacionada ao cotidiano do trabalhador. Desta forma, o adulto deve conhecer sua realidade para poder inserir-se de forma crítica e atuante na vida social e política.
No começo de 1964, foi convidado pelo presidente João Goulart para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização. Logo após o golpe militar, o método de alfabetização de Paulo Freire foi considerado uma ameaça à ordem, pelos militares.
Viveu no exílio no Chile e na Suíça, onde continuou produzindo conhecimento na área de educação. Sua principal obra, Pedagogia do Oprimido, foi lançada em 1969. Nela, Paulo Freire detalha seu método de alfabetização de adultos. Retornou ao Brasil no ano de 1979, após a Lei da Anistia. Durante a prefeitura de Luiza Erundina, em São Paulo, exerceu o cargo de secretário municipal da Educação. Depois deste importante cargo, onde realizou um belo trabalho, começou a assessorar projetos culturais na América Latina e África. Morreu na cidade de São Paulo, de infarto, em 2 de maio de 1997.

Thursday, 5 September 2013

Homenagem Cora Coralina

ANPEd
http://www.36reuniao.anped.org.br/homenagem-cora-coralina

36ª REUNIÃO NACIONAL DA ANPED - Goiânia / GO
Campus Samambaia/UFG - 29/09 a 02/10/2013
Sistema Nacional de Educação e Participação Popular: Desafios para as Políticas Educacionais
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Homenagem Cora Coralina

Acolhimento Cultural: “Todas as vidas de Aninha” (Fragmentos de poemas de Cora Coralina)
Entrega de Menção Honrosa aos homenageados do Edital ANPED/SECADI 02/2013
Homenagem aos pesquisadores/as da área da educação, indicados pelos associados da ANPEd, que prestaram e prestam valiosas contribuições ao desenvolvimento da Educação com inclusão social, no seu envolvimento com a produção científica, com a consolidação da Pós-Graduação e fortalecimento da ANPEd.
Coordenação:  Dalila Andrade Oliveira (ANPED)
Macaé Maria Evaristo dos Santos (SECADI)
Data: 01/10/2013
Horário: 19:00 horas
Local: Centro de Eventos da UFG
Baixe o edital: Edital_Cora_Coralina.pdf
Baixe o Banner: Banner_Cora_Coralina.png