Sunday, 14 April 2013

ANDRÉ MANFRINATE Relatório de Campo – PIBIC/2013

ANDRÉ MANFRINATE


Relatório de Campo – PIBIC/2013
Viagem a São Pedro de Joselândia – 05 a 08 de abril.

André Manfrinate, Regis Paiva e Evelyn. (Foto de Michèle Sato, 2013).



Viajando pela segunda vez com o grupo GPEA, voltei para a comunidade de São Pedro de Joselândia, um novo contato com a região do Pantanal Matogrossense.
Em tal impressão, pelo trajeto fui percebendo a mudança, em contraste com a primeira viagem feita – na época da seca – criada com a chegada da cheia. No primeiro dia, todos do grupo estivemos na Escola Estadual Maria Moura, que é a única da comunidade.
A ESCOLA
Em reunião do GPEA com o corpo docente da escola, houve uma interessante abordagem dos trabalhos que vieram a ser feitos no dia sequente àquele em questão, e uma gostosa conversa. Observamos que muitos projetos de gestão ambiental estão sendo criados, constantemente, em diálogo com as pesquisas da academia, em São Pedro, pelos professores locais.
Em diálogo sincero, o corpo docente narrou a dificuldade enfrentada por eles para trazer materiais e estrutura ao local de ensino. Dificuldades físicas e também de ordem financeira. Uma reflexão surgiu de Benedita Luciana, diretora e também professora da escola, seus dizeres foram no sentido que: “As leis não são feitas pensando na educação do campo”.
O que deseja Benedita, ao afirmar isso, transmitir? É a pergunta que me faço. Em diálogo com o grupo, ela explica que os órgãos pertencentes ao executivo dificultam, através da burocracia, na execução dos projetos e no andamento das atividades escolares, bem como agem com negligência para os problemas que a mesma enfrenta.
O reforço vem com Seu Paiva, afirmando que a presença física dos tomadores de decisão por vezes ocorre, mas em verdade, nada de eficiente emana dessa alegoria - Havia um requisito para a possibilidade de construir uma quadra de esportes: 500 alunos, sendo que a escola Maria Moura tem cerca de 300 – ofícios são requeridos, e a escola os emite, contudo, o resultado não aparece, e a escola permanece desamparada. De tal forma, a falta de preparo e estruturas também espantaria os professores.
Neste quadro apresentado, contudo, eis que surge na fala de seu Paiva, a revelação de que tem sempre, com seus alunos, uma relação de respeito e amizade. Juntamente com a religião, consegue sempre manter os estudantes na busca do aprendizado. Diz ele “meu sangue é que é bom”. Revela que seus alunos tem honestidade, não furtam, não tomam as coisas dos coleguinhas; é algo que vem sendo ensinado desde os primeiros anos para o futuro da comunidade.

Dita Luciana infere que a comunidade também colabora com a escola. O que se precisa e é possível se fazer, o povo faz. Porém, conforme o ciclo das águas no Pantanal, não foi possível elaborar um calendário que atendesse às necessidades da comunidade, então, essa ajuda é contínua, vez que muitas vezes as crianças têm pouco acesso à escola. Ela mesma abriga duas alunas que moram longe, para poderem estudar.

A respeito da perspectiva de melhora com a educação, para os professores, muitos dos alunos não a tem; existe a expectativa da volta ao trabalho na horta, no plantio, o que leva, muitas vezes, ao desinteresse na escola.
Em contrapartida, a memória da comunidade de São Pedro, por diversas vezes foi abordada aos alunos, em reconhecimento à sua própria história, geografia, etc. Um livro foi gerado como produto dessa abordagem, com as histórias de Joselandia. O corpo docente porém alerta: Cada comunidade ( São Pedro, Retiro, Pimenteira) tem sua própria história, e os pesquisadores se atém às histórias de São Pedro.
A dinâmica de acompanhamento do filho na escola, dos comunitários, e sua relação com os professores é interessante; por vezes, a conversa se dá em ambiente informal, na rua mesmo, encontrando as pessoas no dia a dia. A facilidade de contato entre as pessoas na comunidade reflete na escola.

Os professores também reclamam a respeito das novas tecnologias, que distraem os alunos. Eis que traz a intervenção a Professora Michèle, no sentido de reflexão, apresentando exemplos de professores que sofrem, e que tem sucesso no uso da tecnologia na educação.
Em tal ocasião, para mim muito proveitosa, pude ter o primeiro contato desta segunda viagem, com toda uma abordagem referente a escola, com inúmeros temas. Aproveitando-me da situação, consigo uma rápida conversa com Seu Paiva, juiz de paz da região, e que adora uma boa conversa.

Reunião com os professores (Foto de Lúcia Shiguemi Kawahara, 2013).




PROFESSOR PAIVA

Em diálogo, Seu Paiva vai me passando uma rápida noção da organização da comunidade. O comércio da comunidade é de fato, informal. Além do regime de trocas, os preços são combinados pela tradição – sempre custou R$ 2,00 reais o saco de arroz, e assim vai continuar, é o preço que as pessoas compram – e o que não se compra, é porque se planta; persiste a agricultura familiar para muitas casas, todavia, produtos que faltam vem de fora, como açúcar.
Perguntado sobre a criação do asfalto na comunidade, ele fala que pode ser prejudicial; a tranquilidade que se tem em São Pedro será comprometida.
Ultimamente, alguns roubos haviam acontecido na região, em influencia daqueles que vem de Cuiabá – moram na região, mas trabalham na capital, ou em Barão. Como não há policiamento, é Seu Paiva que interfere em situações delicadas como aquelas. Trabalha a mediação – recurso que é pouco utilizado no judiciário brasileiro, o que faz surgir o afogamento dos tribunais em processos que poderiam ser resolvidos com a conversa, com o acordo – e se vale do que chama o poder da amizade. Isso assegura à comunidade sua calma e harmonia, evitando conflitos maiores e a necessidade de procurar a jurisdição estatal.
Pelo dia seguinte, encontrei o professor Pedro, também da escola Maria Moura, que gentilmente, concedeu entrevista para falar da comunidade.

PROFESSOR PEDRO

            Professo Pedro vem a contar um pouco sobre a formação de São Pedro de Joselandia, que foi criada por posseiros e, com a permanência dos mesmos por gerações, famílias inteiras formaram a vila.
            Na comunidade, assim, não existe hoje uma figura de liderança, as reuniões são feitas com todos os moradores da região, que expressam sua opinião e sugestões. A estrada que pretendem criar, segundo o professor, foi ideia que nasceu no seio da comunidade.
            Na fala do professor, uma fala se destaca: A agricultura familiar, tradicionalmente utilizada pela comunidade, veio dando espaço para a criação de gado, o que possibilitou o surgimento de certos conflitos, como o de apropriação de gado, de um dono para outro, além de algum roubo de terras, que de vez em quando aparece. Observamos aí que a dinâmica de resolução de conflitos da comunidade tende a ser alterada, na medida em que as leis comunitárias, adaptadas para a economia familiar não consegue dar conta de certos empecilhos que surgem com a pecuária e a monocultura, que começam a ser utilizadas.
            Saindo do ambiente da escola, juntamente com as pesquisadoras Rosana e Lúcia, fomos à casa dos festeiros Seu Gonçalo e Dona Maria, na qual tive oportunidade de participar, na viagem anterior, da festa de São Cosme e Damião, em 2011, e que neste ano pretendem fazer a festa de São Pedro!
            SEU GONÇALO
            Na casa de Seu Gonçalo, conversamos sobre as festas de Joselandia, revelando ele que este é o símbolo da comunidade.
            Quando se faz a festa, devem-se contratar pessoas para ajudar, mas no caso de Seu Gonçalo, o contrato é assinar seu caderninho. No caderno se fazem todos os registros de gastos e a pagar. Ele também demonstra que nem sempre as coisas são pagas com o dinheiro; pode ser feito pela amizade, uma ajuda aqui, uma ajuda ali; quem tem amizade tem mais que dinheiro.
            Sobre o material utilizado nas festas, em especial, a madeira, ele fala que são poucas aquelas retiradas da mata. Só se retiram as chamadas “brancas”, vez que as “de lei”, que são as verdes, não se pode retirar. A polícia multa caso estas árvores sejam retiradas.
            Para ganhar um dinheirinho, Seu Gonçalo, juntamente com seus filhos faz estribos, arreios, equipamentos para cavalos, entre outras coisas, para vender. O preço que cobra é de acordo com o que se possa pagar, afinal, diz ele, se for muito caro, ele fica sem trabalho, porque ninguém irá comprar. Dona Maria interfere falando que deveria sim cobrar mais caro, para dar mais valor ao trabalho feito, que é muito bonito – esta forma de valoração e preço destoa daquela definida por Karl Marx em “O Capital”, como sendo do capital financeiro, que conta para o custo da coisa o tempo de serviço, a matéria prima utilizada e a mais-valia, bem como o lucro que se pretende atingir.
            Após a conversa, nos despedimos de Dona Maria e Seu Gonçalo, e retornamos para a escola, onde pude conversar com Benedita Luciana e Ricardo, participantes da organização e gestão da escola.

Lushi, Seu Gonçalo e André (Foto de Rosana Manfrinate, 2013).

DIRETORA BENEDITA LUCIANA
            Como diretora da escola, ela comenta acerca da importância que se deve dar à escola de modo geral, inclusive estruturalmente. As condições de trabalho a qual se encontram por vezes traz desmotivação aos professores, o que reflete no ensino e nos alunos. A questão do trabalho no campo faz também com que muitos meninos abandonem mais cedo a escola, fazendo com que haja um numero superior de alunas estudando.
            Em questão sobre a convivência na comunidade, ela afirma que é pacífica. Algumas vezes, ocorrem brigas por apropriação de gado alheio, o dono briga com quem pegou, mas logo estão de bem, e ainda nem devolvem o gado, fica por isso mesmo, sem ressentimentos ou mesmo nova rixa pelo mesmo motivo.
            Após a conversa com Benedita, falei com o professor Ricardo, que me abordou alguns pontos de São Pedro.
            PROFESSOR RICARDO
            Perguntado sobre como os projetos teriam começado na comunidade, ele revela que é fruto da influencia dos pesquisadores, que trouxeram uma melhor noção ambiental para a comunidade e, assim, a percepção entre o povo aumentou com isso. Por meio das escolas, isso acabou tendo um grande reflexo, vez que a comunidade sabe respeitar seus professores como autoridades, são aqueles que ensinam, são sábios.
            Todavia, salienta que, por falta de oportunidade de renda em Joselandia, muitos dos que lá cresceram e acabam tendo uma formação concluída na universidade, acabam por se distanciar de suas origens, indo para os grandes centros para trabalhar e viver.
            Assim, voltamos para a pousada após as entrevistas, para descansar. No outro dia, fomos à casa de Melquíades e Seu José.
           

MELQUIADES E SEU JOSE
            Sendo irmãos, falaram um pouco sobre a vida de Joselandia e São Pedro. Melquíades, que é vereador no município de Barão do Melgaço representando a comunidade, revela que em épocas de eleição, aparecem muitos “representantes”, que, contudo não são de fato moradores da região.
            Para ele, a comunidade é excelente para se viver, e as brigas só ocorrem em festas, quando há bebida alcoólica.
            Seu José, questionado sobre o porquê do consumo de gado, revela que há hoje em dia pouco peixe na dieta da comunidade, pela falta que existe no rio – ao que ele entende ser por culpa do alto turismo na região – e da impossibilidade de se caçar. Assim, cada família tem seu galinheiro, criação de porcos e gado, é uma tradição que vem se fazendo.
            A respeito da utilização de madeira, usa-se muitas vezes o trator e a motosserra alugadas de quem as tenha. Isso causa uma dependência daqueles que possuem um poder aquisitivo maior na comunidade, como os comerciantes, mas, mesmo assim, muitas vezes a amizade faz com que, em troca de favores, todos possam realizar suas atividades um ajudando o outro em muitas ocasiões.
            Após a entrevista, fomos para a casa de Seu Joaquim, um dos habitantes mais antigos da região, para ouvirmos suas histórias em relação a São Pedro.

Flores (Foto de Michèle Sato, 2013).




 Canoa (Foto de Lúcia Shiguemi Kawahara, 2013).
 
SEU JOAQUIM
            Com 97 anos e bem lúcido, Seu Joaquim nos recebeu com muita simpatia. Começou a contar sobre a origem de São Pedro, a começar pela idade: mais de 200 anos de sua fundação, quando foi chamada, primeiramente, de Macaco.
            Na época, a vegetação era de certa forma diferente, haviam muitas Arueiras, Anjico, Piúva, e hoje poucas árvores de tais espécies restaram, tendo aumentado o número de Cambarazais, de Feijão-crú, entre outras.
            Como não havia escolas, Fernando da Costa Leite, habitante da região e que viria a ser professor, criou a primeira escola da comunidade. Para Seu Joaquim, a escola deveria levar seu nome. A explicação sobre a escolha de Maria Moura seria pelo fato da primeira escola ter sido desativada, e esta moradora (Maria) ter trazido de volta as atividades escolares.
            O nome da comunidade teria origem na criação da igreja de São Pedro. Causava estranheza à população local a comunidade ter nome de “macaco”, dessa forma, homenageou novamente o santo. O professor Fernando da Costa Leite utilizava a palmatória para punir os estudantes que permanecessem escrevendo nos cabeçalhos o nome “macaco”, referindo-se a comunidade.
            Seu Joaquim fala também na figura que havia do “inspetor de quarteirão”. Era a autoridade na região. Concebido como a lei local, o que ele falava era seguido por todos, afinal, era também escolhido pela comunidade. Com o tempo, passou a ser chamado de Subdelegado.
            Uma história engraçada sobre Fernando Leite, que também se tornou subdelegado da região, é a da menina que morava na região, de família em São Pedro, que seu pai aceitou trocá-la por dois tachos de cobre com um grupo de ciganos, que pretendiam levá-la embora. Como não aceitando o subdelegado que se vendessem as mulheres para andarilhos de fora, foram reunidos 40 homens para chegar ao acampamento dos ciganos, para trazer a menina de volta, obtendo êxito. Naquela época, também acreditavam que os ciganos possuíam praticas canibais, que comiam as meninas nas matas, após levarem-nas de seus pais.
            Ademais, pudemos entender melhor pelas histórias de Seu Joaquim como eram as relações matrimoniais em São Pedro, onde o homem fazia a proposta ao pai da menina, e ficava por esperar a resposta, que quando era afirmativa já vinha com a data da cerimônia.
            Após a conversa, nos despedimos de Seu Joaquim, o que aconteceria novamente no dia seguinte, vez que passamos em frente à sua casa para irmos para Porto Cercado, no SESC. Excelente oportunidade pudemos sentir.
            Terminando o fim de semana, encerramos as pesquisas, com a professora Michèle auxiliando na sistematização das informações. Assim, terminou-se meu segundo contato com São Pedro de Joselandia, com muitas novas amizades, com novas interpretações e visões do Pantanal, em meio à cheia, uma nova experiência, um novo contato, que para sempre guardarei durante a vida como pesquisador, como estudante, como humano e como ser, no passar das cheias e vazantes do tempo.



Volta para porto cercado (Foto de Lúcia Shiguemi Kawahara, 2013).
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michèle sato - RELATÓRIO DE VIAGEM

 

http://sdrv.ms/XzxuVz

Por Michèle Sato

 mimi: casa entre árvores

 mimi: encontro dos azuis

mimi: fogo no céu


 desenho coletivo
São Pedro de Joselândia: 5-8 de abril de 2013
Bambam, Régis, Luigi, Raianne, Evelyn, André, Giseli, Rita Railda, Giselly, Frank, Rosana, Lushi & Mimi (Jorge = motorista da seduc)

 



 



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Saturday, 13 April 2013

Pregnant orangutan clinging to the last remaining forest tree

mail online
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2305277/Pictured-Pregnant-orangutan-clinging-remaining-forest-tree-bulldozers-clear-jungle-make-way-oil-plantation.html?fb_action_ids=10151315972466353&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%2210151315972466353%22%3A288613271272587%7D&action_type_map=%7B%2210151315972466353%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map


Pictured: Pregnant orangutan clinging to the last remaining forest tree after bulldozers clear jungle to make way for oil plantation

  • Heartwrenching scenes as frightened animals lose habitat in Borneo
  • Many left starving and on brink of death by destruction of trees
  • Rescuers stun them with anesthetic guns and capture them in nets

Petrified and starving, a desperate orangutan clings defiantly to the last tree standing in her forest  before it is completely destroyed and turned into a palm oil plantation.
Minutes later, the majestic creature is stunned by an anesthetic gun and falls into a net, taken away by rescuers.
She was one of several orangutans saved from probable death in Borneo due to the deforestation which threatens their existence.
Scared and alone: An orangutan clings to the last tree in her forest after it was devastated by bulldozers. She was rescued along with a number of other orangutans
Scared and alone: An orangutan clings to the last tree in her forest after it was devastated by bulldozers. She was rescued along with a number of other orangutans
Brink of death: The animal is stunned and it falls into a net, before immediately being drip-fed nutrients. Many of the orangutans were found starving
Brink of death: The animal is stunned and it falls into a net, before immediately being drip-fed nutrients. Many of the orangutans were found starving
Captured: Another orangutan lies in a net after being rescued. Many had resorted to eating bark as their habitat was systematically destroyed ahead of being turned into a palm oil plantation
Captured: Another orangutan lies in a net after being rescued. Many had resorted to eating bark as their habitat was systematically destroyed ahead of being turned into a palm oil plantation
Rescue: Weak from hunger, another orangutan is saved by rescuers in Borneo
Rescue: Weak from hunger, another orangutan is saved by rescuers in Borneo
Among those rescued were a pregnant female and a mother and baby who refused to let go of each other during their ordeal.
 
Rescuers from UK charity International Animal Rescue (IAR) and the local forestry department in Ketapang, West Kalimantan, moved in to save the creatures.
The frightened animals were desperately searching for food and had even resorted to eating bark from the trees they were trying to hide in.
One female orangutan was heavily pregnant, while another, who was still lactating, is thought to have had her baby snatched to be sold as a pet or killed before the rescue team arrived.
The final female was found with her scared baby clinging to her back and both were very thin from malnutrition.
On the brink: Another orangutan clings to a branch before being shot by a stun gun and saved by International Animal Rescue
On the brink: Another orangutan clings to a branch before being shot by a stun gun and saved by International Animal Rescue
Big business: Huge swathes of rainforest in Borneo are being destroyed for palm oil, which is used in processed foods and is increasingly being utilised as a bio fuel
Big business: Huge swathes of rainforest in Borneo are being destroyed for palm oil, which is used in processed foods and is increasingly being utilised as a bio fuel
Rescue mission: A man prepares to stun an orangutan to allow it to be taken to a nearby rescue sanctuary
Rescue mission: A man prepares to stun an orangutan to allow it to be taken to a nearby rescue sanctuary
All are now recovering and have since been released into a new area of forest but IAR is now urging a halt to any further land clearing because it is believed that there are other orangutans still trapped.
Karmele Llano Sanchez of IAR Indonesia said: 'We were appalled at the condition of these orangutans.
'All of them had gone through long periods of starvation before we rescued them.
'The area where they were found was too small to provide them with sufficient food because the company had cleared most of the forest.
'One of the orangutans had lost her baby, which was probably killed before the rescue team arrived.

Weak: An orangutan is attended to by vets after being stunned. While this animal is expected to make a full recovery, many have died as a result of the deforestation
Weak: An orangutan is attended to by vets after being stunned. While this animal is expected to make a full recovery, many have died as a result of the deforestation
Hope: Another animal is rescued. Their desperate situation appalled International Animal Rescue, which condemned the palm oil companies for their treatment of the orangutans
Hope: Another animal is rescued. Their desperate situation appalled International Animal Rescue, which condemned the palm oil companies for their treatment of the orangutans
'More orangutans could die if this company does not take immediate action.'
'It is heartbreaking to see the state of these animals.
'They are weak from hunger and an increasingly desperate search for food.
'The only positive note is that, on this occasion, rather than chasing them away or killing them, the palm oil company did the right thing and contacted us so we could move them to a place of safety.'
Palm oil is an ingredient found in up to half of processed foods, and is also increasingly being used as a biofuel in petrol tanks and power stations.
The expansion of oil palm plantations into high conservation value forests is recognised as a leading threat to critically endangered species including orangutans, elephants and tigers.


Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2305277/Pictured-Pregnant-orangutan-clinging-remaining-forest-tree-bulldozers-clear-jungle-make-way-oil-plantation.html#ixzz2QLUzHgDo
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Wednesday, 3 April 2013

Perpetual Ocean (2005-2007)

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xusdWPuWAoU


Perpetual Ocean (2005-2007) [1080p]




This visualization shows ocean surface currents around the world during the period from June 2005 through December 2007. The visualization does not include a narration or annotations; the goal was to use ocean flow data to create a simple, visceral experience.

This visualization was produced using NASA/JPL's computational model called Estimating the Circulation and Climate of the Ocean, Phase II or ECCO2.. ECCO2 is high resolution model of the global ocean and sea-ice. ECCO2 attempts to model the oceans and sea ice to increasingly accurate resolutions that begin to resolve ocean eddies and other narrow-current systems which transport heat and carbon in the oceans.The ECCO2 model simulates ocean flows at all depths, but only surface flows are used in this visualization. The dark patterns under the ocean represent the undersea bathymetry. Topographic land exaggeration is 20x and bathymetric exaggeration is 40x.

credit: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

source: http://svs.gsfc.nasa.gov/goto?3827




Tuesday, 2 April 2013

Para uma filosofia do inferno na educação

http://effufmt.blogspot.com.br/2013/04/seminario-tematico.html


Seminário Temático - Para uma filosofia do inferno na educação: Nietzsche, Heidegger, Deleuze, Derrida



[ Programação ]

16/4/2013 - Para uma filosofia do inferno na educação
no pensamento de Gilles Deleuze
Apresentador: Prof. Dr. Silvio Donizetti de Oliveira Gallo
Horário: 8:30 às 10:00 horas. 
Local: Auditório do Centro Cultural - UFMT

16/4/2013- Ensinar como deixar de aprender: para uma filosofia da experiência
infernal da transformação
Apresentador: Prof. Dr. Marco Antonio dos Santos Casanova
Horário:  14:30 às 16:00 horas.
Local: Auditório do Centro Cultural - UFMT

17/4/2013 - Afinal, somos todos falsários
Apresentadora: Prof. Dr. Sandra Mara Corazza
Horário: 08:30 às 10:00
Local: Auditório do Centro Cultural - UFMT

17/4/2013 - Destinerrance: Derrida neste pandemônio
Apresentador: Prof. Dr. Silas Borges Monteiro
Horário: 14:30 às 16:00
Local: Auditório do Centro Cultural - UFMT

Monday, 1 April 2013

Educação: é tempo da travessia

j da ciência
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=86419

Educação: é tempo da travessia
 
Artigo de Isaac Roitman, publicado no Correio Braziliense de hoje

O avanço científico e tecnológico  não tem sido acompanhado de avanços na consolidação de valores virtuosos e nas condutas éticas da nossa sociedade. A ânsia de poder da maioria de nossos políticos, o individualismo e a falta de tolerância   envenenam o convívio saudável nas relações humanas. O filosofo  Immanuel Kant ainda no século XVI já ensinava que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Assim, ninguém pode imaginar uma sociedade justa e feliz, longe dos princípios de uma educação de qualidade que é o melhor caminho para alcançarmos uma sociedade plural onde todos terão as mesmas oportunidades e onde todos se respeitem.

As formulas para a obtenção de uma educação de qualidade são  conhecidas. O primeiro requisito é a formação adequada e a valorização do professor. Outras dimensões são igualmente importantes como a adequação de conteúdos e de pedagogias para se alcançar os objetivos de cada nível de ensino. A infra-estrutura do ambiente escolar deve acompanhar os progressos das tecnologias de comunicação e informação, assim como a gestão deve ser eficiente.

Apesar de conquistas importantes como o fundo de financiamento para  a educação básica (Fundeb), as avaliações do sistema educacional mostram que o Brasil carece de qualidade principalmente no ensino básico. Os jovens que recebemos atualmente na escola demandam uma metodologia diferenciada e uma relação respeitosa entre o educador e o aluno. A educação em todos os níveis, sempre esteve presa a parâmetros: salas de aula, calendário escolar, grade curricular e modelos pedagógicos centrados no professor. Uma nova concepção pedagógica deve apontar para um conhecimento integrador que estimule a criatividade, a crítica argumentada,  a iniciativa e sobretudo a construção de valores da cidadania. Essa nova pedagogia deverá privilegiar algumas aptidões nos primeiros anos da educação escolar: saber ler, interpretar, escrever, contar, raciocinar, pensar, relações respeitosas entre seres humanos e respeito pela natureza. Sem a exclusão de atividades individuais, as atividades de interação e o trabalho em equipe deverão ser estimulados, através do desenvolvimento de projetos com objetivos claros. As atividades artísticas, culturais e esportivas deverão ser incentivadas respeitando-se as tendências e as sensações individuais dos alunos. 

Uma experiência que pode provocar uma inflexão no sistema educacional brasileiro foi implantada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro na Escola André Urani, na Rocinha. Nesse projeto, que tem o nome de "GENTE" - Ginásio Experimental de Novas Tecnologias - não haverá séries nem salas de aulas tradicionais. Em vez disso, 180 jovens da sétima a nona série do ensino fundamental, serão agrupados em equipes de seis membros, chamadas de "famílias", independentemente de sua série de origem. Cada aluno terá um itinerário de aprendizado pessoal. Será o jovem o responsável por escolher a forma como o conteúdo lhe será entregue: vídeos-aulas, leituras, atividades individuais ou em grupo. Todas as semanas os alunos serão avaliados na Máquina de Testes, um programa inteligente que propõe questões de diferentes níveis de dificuldade, para garantir a evolução no conteúdo. Quando ele não chegar ao resultado esperado, o jovem receberá uma atenção individualizada. O novo modelo pretende dar às crianças e jovens uma educação mais alinhada com o século XXI. A proposta inova na arquitetura, apropria-se integralmente de novas tecnologias educacionais e coloca o aluno no centro do processo de aprendizagem. O professor não será um transmissor de conteúdo, e sim, um facilitador, que ajudará seus alunos a encontrarem o seu próprio conhecimento e irá indicar formas para que esse  processo seja efetivado. Se a experiência for bem avaliada ela poderá ser implantada em todo o país.

Novas experiências  como a descrita devem ser incentivadas para implantarmos uma verdadeira revolução na educação brasileira. À hora é agora. Nesse contexto é pertinente lembrar as palavras de Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".

Isaac Roitman é coordenador do Núcleo do Futuro da Universidade de Brasília e membro titular da Academia Brasileira de Ciências

Um passeio virtual pelas montanhas do planeta

eco
http://www.oeco.com.br/geonoticias/27038-um-passeio-virtual-pelas-montanhas-do-planeta?utm_source=newsletter_672&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco


Depois de oferecer passeios virtuais pela Antártica e pelo Rio Negro, e permitir que as pessoasmergulhassem por recifes de corais sem sair sair de casa, o Google Maps agora leva os internautas para o tipo de algumas das montanhas mais famosas do planeta. As imagens foram coletadas com uma câmera digital montada sobre um  simples tripé, e oferecem a oportunidade de se aprecuar paisagens incríveis sem riscos de avalanches, deslizamentos ou os perigos da altitude que testam os mais bracos montanhistas. Aprecie abaixo algumas dessas paisagens e aproveite para passear um pouco nessas fotos interativas.



O pico Uhuru é o ponto mais alto do Kilimanjaro, com mais de 5.800 metros de altitude. Conhecido como o teto da África, o Kilimanjaro, localizado no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia, é o pico mais alto do continente africano.



O cume do Aconcágua, a montanha mais alta nos hemisférios ocidental e do sul, é o ponto mais alto fora dos Himalaias.



Localizado nas montanhas do Cáucaso, o cume coberto de neve do Monte Elbrus se levanta majestoso sobre a Europa e a Rússia, com mais de 5.600 metros de altitude.



A maioria das expedições ao ponto mais alto da Terra começam no Campo Base do Everest. A rota até este acampamento é uma das rotas mais populares no Himalaia, e visitado por milhares de montanhistas todos os anos.