Saturday, 10 January 2015

Cid Gomes no MEC: uma escolha coerente para aprofundar a contrarreforma da educação brasileira

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Cid Gomes no MEC: uma escolha coerente para aprofundar a contrarreforma da educação brasileira



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ESCRITO POR ROBERTO LEHER   
QUI, 08 DE JANEIRO DE 2015


Os governos Lula da Silva e Dilma Rousseff romperam com o projeto de educação do PT dos anos 1980 e 1990, elaborado no contexto das lutas do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública, em especial na Constituinte e na LDB, nas quais sobressaiu a liderança de Florestan Fernandes, e no período de elaboração do Plano Nacional de Educação dos Congressos Nacionais de Educação (1996-1997): por isso, jamais admitiram considerar o Plano Nacional de Educação: Proposta da Sociedade Brasileira elaborado pelos trabalhadores da educação, entidades acadêmicas, estudantes, reunidos no referido Fórum.

A opção destes governos, por suas alianças de classes, foi subordinar a educação pública aos anseios do capital, por meio de parcerias público-privadas, operacionalizadas pela expansão do FIES e pela criação de um programa de isenções fiscais para o setor mercantil (ProUni), possibilitando o crescente controle da educação privada pelo setor financeiro, pela incorporação da totalidade da agenda educacional dos setores dominantes (Todos pela Educação) nas diretrizes oficiais para educação básica (Plano de Desenvolvimento da Educação, 2007; Plano Nacional de Educação, 2014) e pela admissão de que cabe aos patrões conceber a educação profissional da classe trabalhadora (Pronatec).

O PT, após 2003, parece ter assimilado a nova agenda sem maiores questionamentos: os seus ministros a implementaram de modo diligente. Não haverá descontinuidade na política com o afastamento do PT do comando do MEC, mas haverá mudanças. O novo ministro aponta um aprofundamento da contrarreforma e, pelo retrospecto de seus mandatos como governador, um recrudescimento do confronto do governo com os trabalhadores da educação básica e superior.

Cid Gomes e as universidades estaduais: uma relação de confronto

A trajetória do novo ministro é afim ao projeto em curso de expandir a oferta privada, com recursos estatais, e de refuncionalizar as universidades como organizações de serviços e ensino. A sua relação com as universidades estaduais do Ceará foi hostil e rude, manifestando disposição de federalizá-las (1) e mesmo de fechar o prestigioso curso de medicina da UECE, provavelmente por ser muito custoso (2). Mesmo diante da enorme falta de docentes, mais de 800 nas três universidades estaduais, procrastinou a realização de novos concursos (optando por deletérios contratos temporários e terceirizações) até o final de seu segundo mandato.

Uma breve cronologia das lutas permite magnificar a intransigência e a ausência de prioridade à educação no governo de Cid Gomes: os sindicatos protocolaram a pauta em fevereiro de 2011, realizaram diversos atos, mas o governador somente recebeu as entidades e os reitores em novembro de 2012. A intransigência se manteve. No lugar de concursos, Cid autorizou apenas a contratação de professores substitutos que recebem menos da metade dos efetivos. Em outubro de 2013, objetivando acelerar a resolução dos problemas, os docentes deflagraram uma greve que se prolongou até janeiro de 2014. Os docentes suspenderam a greve a partir do compromisso de que o governo negociaria com a categoria. Novamente, as principais reivindicações não foram negociadas e, em setembro de 2014, a greve foi retomada. A gestão Cid Gomes foi encerrada sem que o governador tivesse negociado com os docentes que, após 4 meses marcados pela ausência de diálogo, no início de janeiro de 2015 ainda se encontravam em greve para impedir o total sucateamento das estaduais.

Ao justificar a sua recusa em autorizar novos concursos, o governador argumentou que os docentes ministram poucas aulas, propondo que a carga-horária em sala de aula deveria corresponder a 52% da jornada de trabalho, aproximadamente 21 horas-aula, o que ele chamou de “chão de sala de aula”, sem considerar nem mesmo o tempo para planejamento das aulas, o que inviabiliza as orientações, a pesquisa e a extensão.

Embora tenha havido crescimento nominal dos recursos para as três estaduais, houve decréscimo em termos da participação do orçamento das universidades em relação ao orçamento total: em 2007, os gastos das estaduais correspondiam a apenas 1,54% do orçamento; em 2012, o percentual foi reduzido para minguados 1,46%.  Desse modo, os gastos ficaram muito aquém da expansão de vagas e foram destinados, especialmente, aos contratos temporários (os gastos nesta rubrica cresceram, entre 2007 e 2012, 169,63%) e para as terceirizações do pessoal (2007-2012: +1.643%) (3).

A consequência prática dessas medidas foi o favorecimento do setor empresarial, que seguiu expandindo vorazmente no estado. Com efeito, no Ceará, as matrículas entre 2000-2010 cresceram 114%, sendo que o setor privado  teve expansão de 245% e o público de 45%. No Ceará, o setor mercantil foi turbinado pelo FIES e o PROUNI, que, entre 2010 e 2013, ampliou em 358% os beneficiários dos subsídios públicos para o setor mercantil. A grande expansão se deu no FIES que, no período, cresceu 559%, enquanto o PROUNI cresceu 80% (4), ampliando de modo impressionante os estudantes endividados. A expansão do setor mercantil conheceu um período de ouro nas gestões Lúcio Alcântara, PSDB (2003-2007) e Cid Gomes (2007-2014).

Educação básica

A despeito de que o governador não tenha sido um membro orgânico da criação do lobby empresarial, a exemplo de Fernando Haddad e de José Henrique Paim, foi em sua gestão na prefeitura de Sobral e, depois, no governo do Ceará, que uma das mais importantes medidas da agenda empresarial foi testada: o Programa Alfabetização na Idade Certa, posteriormente incorporada pelo MEC como política nacional no Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa - PNAIC. Com efeito, o governador assinou em 24 de maio de 2007 adesão ao programa Compromisso Todos pela Educação e, desde então, aplicou diligentemente a agenda empresarial, sendo reconhecido pelos donos do dinheiro e do poder como um importante protagonista da reforma empresarial da educação na região Nordeste, no caso, do ensino fundamental.

Desse modo, os setores dominantes lograram difundir uma nova concepção de alfabetização funcional ao trabalho simples, restrita ao velho paradigma das primeiras letras referenciado na decodificação de letras, sílabas e palavras, desvinculadas da semântica, do uso social da escrita e da leitura, situação que explica, em grande parte, a existência de milhões de crianças e jovens que, a despeito de serem considerados alfabetizados, não são capazes de utilizar criativamente a escrita como uma dimensão da comunicação e do diálogo.

O capital, nesse momento, almeja estender essa concepção instrumental e minimalista para todo ensino médio. Após ter hegemonizado a concepção de ensino fundamental, o Todos pela Educação vem orientando seus publicistas para difundir a necessidade da reforma do ensino médio, tido como muito abrangente e pouco focado nas “competências” instrumentais de português e matemática. Para isso, os seus funcionários vêm defendendo a necessidade de reformar o currículo do ensino médio. Argumentam que, no Brasil, ciência, cultura, arte, conhecimentos histórico-sociais são um luxo anacrônico. Não surpreende que, em sua primeira declaração como ministro da Educação, Cid Gomes tenha explicitado que essa reforma do ensino médio será a sua prioridade, meta reafirmada por Dilma Rousseff em seu discurso de posse.

A sua nomeação, na cota pessoal de Dilma, anuncia também o recrudescimento das ações contra os docentes que, em especial, desde 2011, vêm promovendo cada vez mais lutas em prol de uma carreira digna. Ao lado dos governadores de RS, MS, SC e PR, em 2008 patrocinou uma ação no STF contra a lei do piso salarial (Lei 11.738/08). O magro piso foi conquistado no estado após uma dura greve de 64 dias, em 2011, a exemplo da conquista do (reduzido, apenas 1/3 da jornada) tempo de preparação de aulas, uma vitória dos trabalhadores da educação pois, na ocasião, o governador sustentou, ao patrocinar a ADIN contra a lei do piso, que o docente deveria permanecer 40 h em aula (5). Diante desta áspera greve, Cid Gomes afirmou: “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado” (6). Na ocasião, um docente graduado, em regime de 40 h, recebia um vencimento de R$ 1,3 mil.

O retrospecto de seu governo indica que a educação será a “prioridade das prioridades” de forma sui generis: o governo tucano de Lucio Alcântara (cabe grifar, tucano!) destinou para a função educação 28,25% do total do orçamento. Cid Gomes, em 2012, destinou apenas 18,06% (Anexo II, RREO, LRF), queda que pode ser magnificada também pelo percentual do PIB do Ceará destinado à educação : em 2007, 3,93%, em 2012, 2,6% (IPCE, Anexo II, RREO e balanço geral).

As suas prioridades foram outras. Nem todas as atividades públicas deveriam ser caritativas, praticadas “em nome do amor”. Em 2007, fretou um jatinho por R$ 340 mil e levou a família para passear na Europa, hospedando-a nos mais caros hotéis, uma conta de R$ 35 mil (7). Em 2010 foi denunciado pela “farra do caviar”. Trata-se de um contrato de um buffet por R$ 3,4 milhões para servir a residência e o palácio de governo com caviar, escargots etc. (8).

Sentidos da política educacional em curso

O fato de o novo ministro não ter sequer mencionado a universidade em sua primeira entrevista – a despeito do peso relativo das universidades federais para o MEC –  é uma demonstração de organicidade e coerência com as atuais políticas educacionais e com o aprofundamento da agenda do Todos pela Educação. Afinal, um ensino médio instrumental, focalizado nas ditas competências mínimas, expressa um projeto educacional em que o conceito de universidade pública é uma ideia fora do lugar. As políticas atuais, dirigidas pelo empresariado, têm como pressuposto que o setor produtivo, ou melhor, o mercado, não demanda força de trabalho complexa e, por isso, o nexo lógico é o PRONATEC e seus cursos de curta duração, instrumentais, destinados a suprir a força de trabalho simples e a socializar, ideologicamente, o exército industrial de reserva. A nomeação de Kátia Abreu da CNA para a pasta da agricultura e de Armando Monteiro da CNI para o ministério do Desenvolvimento robustecem a presença do Sistema S na educação profissional brasileira, respectivamente por meio do PRONACAMPO e do referido PRONATEC.

Desse modo, o desprestígio das universidades federais, expresso por sua invisibilidade na campanha eleitoral –  Dilma Rousseff nada disse sobre a importância das mesmas nos debates e entrevistas, a exemplo de Aécio Neves –, é congruente com a política econômica em prol do setor bancário, das finanças, do extrativismo e das commodities em geral.  Cabe destacar a pertinência dessas orientações com as políticas de Ciência e Tecnologia em curso. Não é casual que o novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rabelo, tenha sido um dos líderes da aprovação do novo código florestal brasileiro, confrontando as entidades científicas e os movimentos sociais. As suas críticas aos relatórios do órgão da ONU Painel Intergovernamental para a Mudança Climática - IPCC, na sigla em inglês –, ecoando a tese de que o aquecimento global é uma “controvérsia”, nos mesmos termos dos cientistas financiados pelas corporações petrolíferas e da indústria automobilística, igualmente merecem destaque, pois congruentes com a política extrativista e de fortalecimento da economia baseada em commodities.

Todos esses setores (financeiros, commodities, serviços) não demandam universidades capazes de produzir conhecimento novo. Após um curto período de relativa expansão de recursos (2007-2012), muitas universidades federais voltaram ao cotidiano dos anos 1990: contas de energia e telefonia atrasadas, terceirizações toscas, que sequer são custeadas até o final do ano, interrompendo serviços importantes, e visível decadência das instalações físicas, que já não pode ser edulcorada por argumentos de que, no futuro, tudo estará bem.

Se a pesquisa acadêmica, direcionada para os problemas lógicos e epistemológicos do conhecimento, não tem lugar na agenda, nem tampouco a ciência e tecnologia comprometidas com os problemas atuais e futuros dos povos, o mesmo não é verdade em relação à prestação de serviços. É cristalina a orientação da presidenta Dilma. Em seu discurso de posse, a missão da universidade é uma só: servir o setor produtivo a partir de parcerias. Fomentando o mercado educacional nos países centrais, manterá a custosa prioridade ao programa Ciência sem Fronteiras, ainda que a quase totalidade dos estudantes tenha uma muito breve interação com essas universidades, em geral duas disciplinas e pouca ou nula inserção na pesquisa. Os recursos destinados para o Programa originalmente seriam custeados meio-a-meio com o setor empresarial, que, entretanto, não demonstrou interesse. Assim, os recursos que jorram para adquirir serviços educacionais dentro e fora do país são justamente os que faltam para melhor estruturar a universidade brasileira.

Em resumo, a presidenta mostrou coerência com o seu projeto e com a sua aliança de classes. Contrariando expectativas pueris, optou por um ministro que já demonstrou que o seu modus operandi para enfrentar os docentes é rude e sabe enxugar o orçamento educacional. O novo ministro muito dificilmente irá se contrapor ao projeto em curso que aprofunda a adaptação das universidades ao modelo da educação terciária minimalista, nos moldes de Bolonha e dos community colleges. O teor ideológico da educação foi magnificamente sintetizado pela presidenta: “Brasil, Pátria Educadora”. O dever de assegurar a educação é difuso, diluído no suposto patriotismo, a despeito das classes sociais, encaminhado pelos “valores da pátria”, um discurso que orgulharia o Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo e os formuladores da educação e moral e cívica dos anos de Chumbo.

Desafios para a defesa da educação pública

Diante do novo cenário, os encaminhamentos do I Encontro Nacional de Educação (2012) terão de ser ajustados. Será temerário adiar uma nova convocação nacional para 2016, quando a contrarreforma poderá ter avançado de modo profundo sobre a educação pública unitária. Em 2015, acontecerão diversos encontros que poderão servir de emolumento para que a frente em defesa da educação pública possa ser ampliada, como o II Encontro Nacional de Educadores da Reforma Agrária - ENERA. De fato, diversos setores sindicais e acadêmicos têm manifestado disposição de retomar o diálogo com prol de uma frente capaz de empreender unidade de ação na defesa dos princípios que orientam a escola pública gratuita, universal, unitária e laica, mas tal processo não se dará de modo espontâneo e, por isso, a convocatória de um novo encontro, ainda mais aberto ao protagonismo de base, não pode ser adiada.

Estamos em contexto de aviso de incêndio, para utilizar a metáfora benjaminiana, e, por isso, as movimentações em prol da educação pública terão de ser ousadas, rápidas e efetivas, sob o risco de derrotas longas e duradouras. O histórico recente de greves da educação básica e superior e de lutas da juventude atesta que a disposição de luta está pulsando forte e, em 2015, as ruas poderão estar ocupadas por todos os que lutam por uma educação pública unitária.

Notas:

(1) Cid defende federalizar universidades estaduais. Diário do Nordeste, 10/08/2010,http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/politica/cid-defende-federalizar-universidades-estaduais-1.423503


(3)Palavra de Ordem, jornal dos sindicatos das universidades estaduais do Ceará, Ed. 3, novembro de 2013.

(4)Número de beneficiados do Fies e Prouni cresce 358% no Ceará. O Povo online, Jornal de Hoje, 21/03/2014, disponível em:http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/03/21/noticiasjornaleconomia,3223905/numero-de-beneficiados-do-fies-e-prouni-cresce-358-no-ceara.shtml

(5) Tiago Braga, Professores do Ceará decretam greve, O Povo on Line, 28/11/2008, disponível em:http://www.mundosindical.com.br/sindicalismo/noticias/noticia.asp?id=1167

(6)Daniel Aderaldo, iG Ceará,  29/08/2011.

(7)Rudolfo Lago, O voo da sogra, Governador do Ceará aluga jato com dinheiro público e leva família à Europa. Isto É, 23.Abr.08,



Roberto Leher é professor titular de Políticas Públicas em Educação da faculdade de Educação da UFRJ e de seu programa de pós-graduação, colaborador da ENFF e pesquisador do CNPQ.

Friday, 9 January 2015

2014: a warm year for the US and the warmest yet worldwide

guardian
http://www.theguardian.com/environment/2015/jan/08/2014-34th-warmest-year-on-record-for-us-warmest-yet-worldwide

2014: a warm year for the US and the warmest yet worldwide

Report finds 2014 the 18th straight year to have surpassed average 20th-century US temperatures, with eight natural disasters costing a billion dollars or more
2014 was the 18th straight year to exceed average 20th-century US temperatures.
 2014 was the 18th straight year to exceed average 20th-century US temperatures. Photograph: Charlie Riedel/AP
On a day when much of the US struggled with bone-chilling cold, federal meteorologists said America’s weather in 2014 wasn’t really that bad.
The National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) announced on Thursday that the US average temperature in 2014 was half a degree warmer than normal and that weather was less disastrous and drought-struck than in previous years. While 2014 was warmer than 2013 in the lower 48 states, it was still only the 34th warmest on record.
That contrasts with the experience of the world as a whole. Globally, it will probably go down as the warmest year on record.
Japan’s meteorological agency has already calculated 2014 as the warmest year worldwide. The NOAA and NASA will announce global 2014 figures next week, but data through November points toward a new record. The US covers only 2% of the world’s surface; eastern North America was about the only exception to the “hot” rule globally last year, and even that chill was outweighed nationally by record heat in the west, said NOAA climate scientist Jake Crouch.
It was the 18th straight year US temperatures were warmer than the 20th-century average.
“This fits within the context of a long-term warming trend both here and around the globe,” Crouch said.
California, Nevada and Arizona had their hottest year in 120 years of record keeping, while Washington, Oregon, Idaho, Utah and New Mexico each had one of their five warmest years on record.
Arkansas, Illinois, Indiana, Louisiana, Wisconsin and Michigan each had one of their 10 coldest years on record.
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“It was a strange year for the US,” said University of Illinois climate scientist Donald Wuebbles. “The extreme warmth and droughts in the western US and the extreme cold winter and cooler summer in the east and midwest were largely driven by blocking patterns at high latitudes in the Arctic.”
Wuebbles said those blocking patterns meant warmer Alaskan temperatures and cold invasions south – such as last January’s (and, probably, this week’s) deep chill.
For the first time in 101 years of record keeping, Anchorage, Alaska, never got below zero in 2014, Crouch said.
Last year there were eight weather disasters that caused more than $1bn in damage, according to the NOAA. The last five years have averaged 10 such billion-dollar disasters each.
Munich Re, an international insurance giant, calculated that natural disasters – including earthquakes – caused $15.3bn in US insured losses in 2014, down from an average of $29bn between 2000 and 2013.
The area of the US affected by drought shrank 2% from 2013, yet California’s historic drought continues, the NOAA said.

Mais links e sites para baixar e/ou ler livros

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From: herman hudson oliveira <tiohermy@gmail.com>
Date: 2015-01-07 18:51 GMT-02:00
Subject: [GPEA] Mais links e sites para baixar e/ou ler livros
To: grupopesquisador@googlegroups.com


O piso salarial do magistério e os limites do possível

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/538781-o-piso-salarial-do-magisterio-e-os-limites-do-possivel


O piso salarial do magistério e os limites do possível

"Se a política pública de educação é mesmo prioritária para o país, como se depreende até do percentual de aplicação de 25% da receita resultante de impostos por parte da União, e 18% por parte dos Estados (...)", escreve, Jacques Távora Alfonsin, advogado do MST, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.
Eis o artigo.
piso salarial das/os professoras/es do Brasil foi fixado este ano em R$1.917,78, um valor bem inferior à metade (!) do que recebe um/a juiz/a só de “auxílio moradia”, hoje subindo a R$, 4.377,77. Tomados os salários de dezembro de 2014, esse piso é 15 (!) vezes inferior ao de um/a ministra/o do Supremo Tribunal Federal, que, naquele mês, ganhava R$29.462,25 e 13 vezes inferior ao de um deputado federal, cujos vencimentos chegavam a R$26.723,13.
Para explicar a histórica desconsideração dessa desigualdade gritante e o determinado pela lei a respeito desse piso, alguns Estados da Federação se defendem com dois argumentos, principalmente: o dos “limites do possível”, ou seja, as previsões orçamentárias de aplicação dos dinheiros públicos não permitem o pagamento do piso nos valores estabelecidos pela União, e o do “contingenciamento de verbas”, onde se mede a execução orçamentária em curso comprometida em pagar dívidas públicas já vencidas ou na iminência de vencer, atender emergências imprevistas, resultantes de catástrofes naturais ou derivadas de crises econômicas “próprias do mercado”, falências, inadimplências mais ou menos generalizadas.
Essa argumentação aparentemente séria e incontestável não resiste a uma simples comparação entre os salários permanentemente achatados das/os professoras/es e a remuneração paga às chamadas “carreiras jurídicas” do Poder Público. Ela arrisca passar até por insinsera e simplória, pois, quando se trata de aumentar, ano após ano, os salários das/os integrantes daquelas carreiras e dos deputados, dos cargos públicos do primeiro escalão do Poder Executivo, nenhuma lembrança se faz a qualquer limite do possível ou contingenciamento de verbas.
Vítimas dessa desigualdade, é raro o ano letivo que não sacrifica as férias das/os professoras/es, em função dos dias em que, reivindicando seus direitos, fazem greve.
Se a política pública de educação é mesmo prioritária para o país, como se depreende até do percentual de aplicação de 25% da receita resultante de impostos por parte da União, e 18% por parte dos Estados, reservados para ela, conforme determina o art. 212 da Constituição Federal, uma das prioridades para isso efetivamente acontecer é remunerar bem o magistério, passe o óbvio.
Isso ficou provado quando, em 2006, uma emenda constitucional de nº 53 modificou o art. 206, acrescentando-lhe um inciso (VIII) e um parágrafo único. O inciso tem a seguinte redação: “206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: ... VIII – piso salarial profissional nacional, para os profissionais da educação pública, nos termos de lei federal.”
A lei referida foi promulgada em 16 de julho de 2008, é de nº 11.738 e, em seu art. 2º já antecipava o valor de R$950,00, para o piso, naquela época. O hoje senador Cristovam Buarque, ex-reitor da UNB, demonstrou, em números, em estudo publicado ainda em 1999 (A segunda Abolição, São Paulo: Paz e Terra), a chance de o país viver uma verdadeira revolução em matéria de boa aplicação das receitas públicas.
Obedecidas que fossem determinadas prioridades, em matéria de política pública de educação - gestões administrativas menos presas em burocracias e mais em co-participação das comunidades - percentuais pouco significativos das receitas públicas destinadas à tal política poderiam atender demandas as mais variadas, sendo suficiente desde que tais prioridades,inclusive orçamentárias evidentemente, respeitassem tais prioridades.
Para isso, todavia, considerava ele necessária, além de uma remuneração digna das/os professoras/es, uma forte motivação delas/es para um empenho dessa magnitude, o de colocar a educação e as/os professoras/es como próprio motor da erradicação da pobreza:
“A mais difícil tarefa da luta contra a pobreza é motivação dos professores para serem os vetores dessa revolução. O Brasilmontou sua mania de economia prestigiando os engenheiros, economistas, metalúrgicos, desprezando os seus professores. Uma revolução nas prioridades para erradicar a pobreza (grifos do autor), contando com a educação como motor, terá que inverter o objeto deste prestígio. Para lutar contra a pobreza, o herói brasileiro terá que ser o professor. Como no crescimento econômico os heróis foram os economistas, os engenheiros e os metalúrgicos.”
Mesmo que se possa questionar os resultados sociais desse “crescimento”, em 1999 quando o estudo referido foi publicado, a prestação de serviço do/a professor/a ganhou nessa lição um relevo extraordinário e merecido.
Num sistema socioeconômico como o nosso, porém, onde o interesse e o direito individual, para não se dizer o egoísmo, ficam sempre acima de tudo, a maioria dos pais e mães das crianças desta geração, atualmente disputando matriculadas em milhares de escolas do país, consideram os salários das/os professoras/es como um problema completamente alheio às suas vidas. Isso não os/as impede de vigiar de perto a excelência da “qualidade do ensino”; se está conseguindo alcançar um nível de excelência para preparar suas/seus filhas/os ao ponto de competirem no “mercado de trabalho”.
O que há de obsceno nessa expressão tida como natural, capaz de fazer do serviço público prestado por um/a professor/a uma reles mercadoria, explica perfeitamente o pouco valor atribuído pela nossa sociedade a uma prestação de serviço dessa necessidade e grandeza. Ele corre o risco de ser puramente instrumentalizado para largar no mundo robôs desconfiados e agressivos muito hábeis em competir, sem outro objetivo que não o de ganhar dinheiro, passar quem quer que seja “para trás”, saber enganar, tratar a/o próxima/o como um/a adversária/o ou até inimiga/o a ser vencida/o, lidar com tablets, computadores e celulares com muita competência, mas infelizes idiotas em relacionamento humano afetivo e moral. Justiça social, solidariedade, gentileza e amor com o povo pobre nem pensar, pois ele mesmo é que não foi capaz de competir.
Não anda por aí a lição do senador Cristovam. A mudança de objetivo da política de educação e dos trabalhos profissionais do magistério, reféns do mercado, para a erradicação da pobreza, constitui, realmente, uma revolução.
No dia em que os pais e as mães das/os estudantes brasileiras/os se conscientizarem de que podem fazer essa mudança, empoderando os protestos públicos dos sindicatos de professoras/es, enchendo os endereços eletrônicos das autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, aliando-se aos Conselhos e às ONGs de defesa dos direitos humanos, explorando massivamente as redes sociais, exigindo audiências públicas de questionamento das prioridades de aplicação dos dinheiros públicos, transformarão aqueles direitos em poderes de pressão política suficientes para garantir às/aos suas/seus filhas/os, à sociedade como um todo e ao próprio Estado, a realização do previsto em parte do preâmbulo da nossa Constituição:
“...instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos...”

Para mudar os ares

fapesp
http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/10/09/para-mudar-os-ares/


Para mudar os ares

Mapas climáticos podem facilitar a reordenação urbana
CARLOS FIORAVANTI | Edição 224 - Outubro de 2014

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de Campinas, SP
© EDUARDO CESAR
Campinas, terceira cidade mais populosa de São Paulo: entre parques e arranha-céus
Campinas, terceira cidade mais populosa de São Paulo: entre parques e arranha-céus
Ao comparar mapas feitos a partir de imagens de satélite e por simulação de computador, a arquiteta e urbanista Alessandra Prata Shimomura verificou que a temperatura média anual do centro da cidade de Campinas está três graus Celsius mais alta hoje do que há 10 anos. De fato, as ruas José Paulino, 13 de maio, Barão de Jaguara e outras próximas são quentes, abafadas e apinhadas de gente, embora espaçosas e limpas. Mapas de temperatura e de vento, como os que ela fez ao longo de três anos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e apresentados em primeira mão à Pesquisa FAPESP, permitem uma revisão das estratégias de planejamento urbano, ao indicar as regiões que ficariam mais agradáveis com mais árvores para fazer sombra para os pedestres e as que deveriam ser poupadas de prédios altos demais ou muito próximos, que bloqueiam a circulação do ar, um fenômeno climático pouco lembrado, mas relacionado ao conforto e à saúde das pessoas. Mostrando o valor dessa abordagem, um mapeamento do movimento do vento de Hong Kong em 2002 indicou os bairros mais vulneráveis e ajudou a conter o avanço da epidemia da síndrome respiratória aguda severa (Sars) nessa ilha da China.
© EDUARDO CESAR
Tráfego intenso nas ruas de Campinas, em São Paulo
Ilhas de calor: tráfego intenso nas ruas de Campinas (SP)
Mapas climáticos começam a ser usados mais intensamente. No Brasil, um dos produtos gerados por trabalhos coletivos – como o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais e a Rede Clima, financiada pelo governo federal – são mapas da vulnerabilidade das grandes cidades brasileiras aos efeitos da mudança do clima, oferecidos a prefeitos e outros gestores do espaço público (ver Pesquisa Fapesp nº 171). Ana Rocha, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Eleonora Assis e Simone Hirashima, da Universidade Federal de Minas Gerais, valorizaram a ventilação, a iluminação natural, a umidade e a temperatura ao projetar um conjunto habitacional em Governador Valadares, no interior mineiro. “Diante da necessidade de ventilação, foi feito um estudo do terreno utilizando maquete física e túnel de vento para caracterização dos ventos”, relatam em um artigo publicado em 2012. Elas também consideraram “indispensável promover a formação de grupos multidisciplinares e fomentar a comunicação entre os departamentos envolvidos no processo do projeto”.
Alessandra preparou os mapas de Campinas em colaboração com o geógrafo Antonio Manuel Saraiva Lopes, professor da Universidade de Lisboa, que trabalha nessa área desde os anos 1990. Em 2013, em colaboração com Elis Alves, da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, Lopes examinou o regime de ventos e a variação de temperatura que resultam na formação de ilhas de calor na cidade de Lisboa. Em todo o mundo, de acordo com um levantamento de Chao Ren e Edward Ng, da Universidade de Hong Kong, e Lutz Kaztschner, da Universidade de Kassel, Alemanha, 15 países – principalmente da Europa e da Ásia, e apenas dois da América do Sul, Brasil e Chile – já adotaram essa metodologia, chamada mapas climáticos urbanos e desenvolvida nos anos 1970 na Alemanha como recurso de planejamento urbano.
© EDUARDO CESAR
Avenida movimentada no centro da cidade de Campinas, em São Paulo
Prédios altos no centro da cidade de Campinas (SP) dificultam a circulação de ar, aquecendo o ambiente
Em um estudo a ser publicado na revistaUrban Climate, Michael Hebbert, professor da University College London, volta ainda mais no tempo e situa os primórdios da climatologia aplicada ao planejamento urbano do século XVIII, com o meteorologista inglês Luke Howard, autor do livro The climate of London, deduced from meteorological observations, publicado em 1833, e outros trabalhos similares na França e na Alemanha. Nessa época, poluição do ar e ventilação preocupavam tanto quanto o abastecimento e a drenagem de água, mas os danos causados pelas chaminés residenciais eram mais difíceis de resolver que a qualidade da água.
“Hoje temos vários instrumentos e tecnologias, como as imagens de satélites e as fotos aéreas e mesmo os drones, que permitem olhar a cidade sob a ótica do clima urbano e facilitam o reconhecimento das áreas mais ou menos aquecidas, com maior ou menor circulação de ar; em parceria com instrumentos de medição de variáveis climáticas”, diz Alessandra. Seus mapas finais, que resultaram de uma combinação de outros mapas e de informações processadas por meio de um programa de computador, indicaram que os ventos vêm do litoral, trazendo tanto a brisa do mar quanto a poluição da cidade de São Paulo, e passam ainda intensos pelas cidades de Valinhos e Vinhedo antes de entrar no centro de Campinas, perder velocidade ao atravessar a cidade e sair em direção a Limeira.

Em geral, a cidade de Campinas, a terceira mais populosa do estado, depois de São Paulo e Guarulhos, “é satisfatória na escala regional, mas não se deve descuidar”, ela conclui. “Agora poderiam ser feitas análises in loco, para ajustar as conclusões e medir a satisfação dos usuários em cada lugar.” Em escala regional ou local, ela lembra, o clima não é só um atributo intocável da natureza, mas também é construído e depende das decisões das pessoas, que constroem casas ou prédios que barram o vento ou aquecem ou esfriam com rapidez.
Dos mapas climáticos urbanos emergem possibilidades de ação para manter ou melhorar o chamado conforto ambiental, que faz uma cidade, principalmente sua região mais povoada, o centro, agradável ou sufocante. No caso de Campinas, uma das recomendações é preservar os corredores de ventos, como as matas, as grandes avenidas, as rodovias e o fundo dos vales, que ajudam a minimizar o efeito da temperatura nesses locais. Outra é manter a diversidade das formas de ocupação de espaço, conciliando áreas construídas e áreas verdes e abertas como a fazenda do Instituto Agronômico (IAC), já na área urbana. “Campinas ainda não é uma São Paulo”, ela compara, lembrando-se dos vastos tapetes de ruas asfaltadas e prédios quase sem árvores como os da zona leste da capital.
© COLEÇÃO V8 / CENTRO DE MEMÓRIA-UNICAMP
Outros tempos: rua Barão de Jaguara com rua General Osório, centro de Campinas, em 1928
Outros tempos: rua Barão de Jaguara com rua General Osório, centro de Campinas, em 1928
Trabalhos como o de Alessandra sugerem mais atenção a soluções simples e a conceitos antigos, embora nem sempre lembrados, de engenharia e arquitetura. Em um estudo divulgado em setembro, por exemplo, o arquiteto e urbanista da Unicamp Fernando Durso Neves Caetano verificou que muros externos cobertos por plantas, chamados de muros vivos, podem reduzir em até seis graus Celsius a temperatura interna de casas e prédios em dias quentes de verão e, inversamente, retendo o calor nos dias frios.
De modo mais amplo, pode-se pensar em expandir a participação dos cidadãos em suas cidades. Uma das formas cogitadas por Alessandra é a criação de agentes urbanos, que poderiam acompanhar e representar os moradores de um bairro, zelando pelo espaço público e mediando pedidos e reclamações à prefeitura. “Os moradores querem informar ou reclamar sobre problemas das ruas e geralmente têm dificuldade para encontrar com quem falar”, diz ela. “Os pedidos de podas de árvores, por exemplo, podem demorar anos até serem atendidos!” Alessandra, até o final do ano, pretende voltar à Defesa Civil de Campinas e entregar os mapas elaborados com as informações sobre quedas de árvores, galhos, casas e prédios destelhados pelo vento, que ela pediu e lhe passaram há dois anos. “É um retorno que eu tenho de dar”, diz ela. Será seu primeiro encontro com os possíveis usuários de seus mapas.
Projeto
Dinâmica urbana e ordenamento territorial: mapa climático urbano e sua aplicação no planejamento (nº 10/19447-7); Modalidade Jovem Pesquisador; Pesquisadora responsável Alessandra Rodrigues Prata Shimomura (Unicamp); Investimento R$ 63.349,26 (FAPESP).
Artigos científicosHEBBERT, M. Climatology for city planning in historical perspectiveUrban Climate. 2014. on-line.
ROCHA, A. P. de A. et alConjunto para habitação social com princípios bioclimáticos para o município de Governador Valadares, MGRevista de Arquitetura Imed. v. 1, n. 2, p. 122-32, 2012.

Thursday, 8 January 2015

Biblioteca Digital do Senado disponibiliza obras raras com mais de 300 anos

senado
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Biblioteca Digital do Senado disponibiliza obras raras com mais de 300 anos

Patrícia Oliveira | 07/01/2015, 11h20 - ATUALIZADO EM 07/01/2015, 14h29  


Entre os 260 mil documentos de interesse do Poder Legislativo, obras raras com mais de 300 anos fazem parte do acervo digital da Biblioteca do Senado.  O livro mais antigo é o Novvs Orbis seu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, científica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos dos animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.
Da Coleção Digital de Obras Raras também constam revistas e manuscritos. A Revista Moderna, impressa em Paris a partir de 1897 é um dos destaques do acervo, com o que havia de mais avançado em jornalismo na época, primando por reportagens elaboradas e a cobertura dos acontecimentos mais marcantes.
Em breve serão incluídos outros títulos como o jornal ilustrado Don Quixoteuma publicação de sátira política, editada e ilustrada por Angelo Agostini, que circulou entre 1895 e 1903.
Ainda são poucos os manuscritos digitalizados, mas todos muito relevantes. Um deles é o autógrafo da Lei Áurea, pertencente ao Arquivo do Senado, sendo um dos documentos mais acessados. Outro bastante procurado é composto por versos de Machado de Assis, intitulado O Casamento do Diabo, que é acompanhado por uma versão digitada para ajudar na compreensão do texto.

Acesso

A Biblioteca do Senado oferece 916 obras raras e valiosas digitalizadas, dentro da coleção específica que possui 7.548 volumes. As obras foram restauradas e estão à disposição de qualquer pessoa conectada à Internet. A restauração e conservação do acervo permitiram a digitalização e facilitaram o acesso. Os arquivos digitais reproduzem fielmente todas as características das obras.
O processo de disponibilização desse material demanda tempo e exige diversos cuidados, como informa a bibliotecária Clara Bessa da Costa, do Serviço de Biblioteca Digital.
— Na etapa de seleção analisamos se as obras estão em condições de passar pelo processo de digitalização, que é realizada com todo o cuidado para que não haja nenhum dano ao material.  Depois os arquivos em alta resolução são conferidos e convertidos para PDF para facilitar  o download pelas pessoas que acessarem nosso acervo — explicou.
Em 2014, os arquivos da Biblioteca Digital do Senado foram visualizados mais de 2,2 milhões de vezes. As obras publicadas são de domínio público ou têm os direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando o download gratuito.

Pesquisa

Para pesquisar na Biblioteca Digital do Senado, basta acessar o portal e informar o nome do autor, título ou assunto procurados. A pesquisa avançada também permite selecionar a coleção (entre livros, legislação em texto e áudio, jornais e revistas, produção intelectual de senadores e servidores do Senado e documentos diversos).
Clara Bessa da Costa explica que não é necessário nenhum tipo de cadastro.
— Porém, se o usuário quiser ficar atualizado com nossas novidades basta se cadastrar para receber um e-mail com o link dos novos itens incluídos na coleção que ele escolher.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)