Friday, 22 November 2013

ONGs apontam fracasso e deixam a cúpula do clima

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/525942-ongs-apontam-fracasso-e-deixam-a-cupula-do-clima

ONGs apontam fracasso e deixam a cúpula do clima

O resultado da conferência do clima de Varsóvia, na Polônia, que está em sua reta final, deveria ser pavimentar o caminho para o acordo climático global de 2015, a ser assinado em Paris. Ninguém esperava mais do que isso. A horas do seu término, contudo, o evento só produzia frustração e impaciência, além de aprofundar as diferenças de sempre entre países industrializados e países em desenvolvimento.
A reportagem é de Daniela Chiaretti e publicada pelo jornal Valor, 22-11-2013.
Em uma decisão sem precedentes na história dessas conferências, as maiores ONGs que participam ativamente deste processo resolveram se retirar. Foram mais de 700 ativistas das 13 maiores ONGs do mundo - incluindo Greenpeace,WWF e Oxfam - saindo no começo da tarde do Estádio Nacional de Varsóvia, onde, desde a semana passada, acontece a COP-19. Eles usavam uma camiseta branca onde se lia "Polluters talk, we walk" ("poluidores conversam, nós vamos embora").
"A conferência do clima de Varsóvia, que deveria ser um passo importante rumo à transição para um futuro sustentável, está a caminho de não produzir absolutamente nada", disseram, em comunicado conjunto.
"Eles parecem não entender o que diz a ciência e estão fora da realidade", disse Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace, referindo-se aos negociadores.
"Fomos forçados a tomar esta decisão em função do fracasso dos governos em levar estas discussões a sério. Não estamos saindo do processo, só desta conferência de Varsóvia, onde os interesses das indústrias mais poluidoras estão ficando acima das necessidades dos cidadãos globais", disse Samantha Smith, do WWF.
Isso foi um péssimo sinal para as negociações, que começaram sob o impacto do tufão das Filipinas e, até ontem, continuavam no impasse da criação de um mecanismo de perdas e danos para os países que sofrem fortes impactos da mudança do clima.
A grande reunião no país do setor de carvão, que coincidiu com a conferência no início da semana, só produziu mais controvérsias. A demissão, na quarta-feira, de Marcin Korolec, ministro do Meio Ambiente da Polônia, enfraqueceu ainda mais o evento.
"De tempos em tempos, nessas negociações, pessoas ou delegações se retiram. Mas temos que respeitar a decisão das ONGs. É a expressão de sua frustração e impaciência com esse processo", disse Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. "Essas ONGs, que gastaram anos e dinheiro acompanhando estas conferências, têm o direito de estar aqui, têm o direito de sair e a oportunidade de poder voltar."
No campo das negociações, as diferenças entre os países continuavam a aflorar. Os industrializados buscavam colocar as economias emergentes em seu mesmo patamar, para o acordo de 2015. Brasil, China, Índia e África do Sul resistiam, dizendo que negociavam sob a Convenção da Mudança do Clima e seus princípios.
Os recuos dos compromissos australianos e japoneses em suas metas de redução, anunciados na semana passada, repercutiram negativamente, assim como a falta de recursos e dúvidas se o encontro iria conseguir avançar no mecanismo de perdas e danos para os países mais afetados pelos impactos da mudança do clima.
"O novo acordo global, a ser assinado em Paris, em 2015, englobará todos os países e será legalmente vinculante para todos", assegurou o ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo Machado, em entrevista coletiva ao chegar à COP-19.
"O que não está no texto, e é por isso que estamos negociando, é a diferença entre estas obrigações", prosseguiu. "O que se pode ter são diferentes tipos de obrigações para países ou grupos de países", disse. "Alguns, por exemplo, podem ter a obrigação de dar recursos financeiros, e outros, não. Ou seja, todos terão compromissos, mas eles podem ser diferentes."
"Definitivamente, países em desenvolvimento como a China terão metas de emissão. Mas não conseguimos ter metas que limitem emissões, apenas compromissos relacionados à intensidade de energia. Isso é um assunto econômico", disseLiu Zhenmin, primeiro vice-chefe da delegação chinesa e vice-ministro das Relações Exteriores da China em entrevista a alguns jornalistas em Varsóvia. "Somos um país em desenvolvimento, queremos ser desenvolvidos, mas para isso vai levar tempo ainda."
Liu concluiu: "Somos uma grande economia, mas ainda estamos no processo de desenvolvimento. Estamos tentando lidar com o aumento do consumo energético buscando aumentar nossa eficiência energética. Mas a China ainda está em processo de industrialização, e no processo de aumentar suas emissões."

Coleção Os Pensadores - Download E-Book

filosofia ocupada
http://filosofiaocupada.blogspot.com.br/2011/06/colecao-os-pensadores-download-e-book.html


Coleção Os Pensadores - Download E-Book

Observação: Percebe-se que esta página ainda não esta completa. Colocamos todas as edições que nós encontramos já digitalizadas em pdf na internet, a partir de então começa o processo de digitalização dos volumes restantes. Iremos preferencialmente utilizar a segunda e a terceira edições (mais completas) entretanto, caso encontremos outras edições na internet colocaremos as mesmas até que tenhamos digitalizado a primeira edição. Quem quiser colaborar é simples, é só enviar o arquivo em pdf para o email filosofiaocupada@gmail.com

12 de Fevereiro de 2012
Filosofia Ocupada


A Coleção "Os Pensadores" foi uma iniciativa única no Brasil de publicação das obras mais influentes do pensamento ocidental. Foi publicada originalmente pela editora Abril Cultural, na década de 1970.

A coleção fazia parte da estratégia da editora, que via o grande retorno que publicações em fascículos rendiam. Anos antes, a Abril Cultural já houvera publicado uma edição de luxo da Bíblia Sagrada e livros de receita, diretamente em bancas de jornal, com enorme sucesso de vendas.  Havia à época pouquíssimo material de Filosofia publicado no Brasil. De fato, apenas com "Os Pensadores" que várias obras clássicas receberam tradução no país. Totalizavam cinqüenta e três números, do I ao LIII, abordando diversas correntes do pensamento, de Platão a Marx, passando por Montaigne e Levi-Strauss. Os volumes dedicados a Platão, aliás, bateram recordes de vendagem no segmento.

A despeito de serem obras de referência obrigatória para grande maioria de cursos universitários de Ciências Humanas no Brasil, apenas as primeiras edições são de fato requeridas. Durante as últimas décadas, a divisão de fascículos Abril Cultural separou-se da Editora Abril, chamando-se então Nova Cultural. A nova editora herdou todo o portifólio da anterior, incluindo "Os Pensadores", quais foram republicados algumas vezes.  A qualidade das novas edições é considerada aquém das originais, na medida em que não se publica mais o texto integral das obras, e somente coletâneas desordenadas de capítulos. Além disso, não foram republicados nem metade dos autores iniciais.  A procura pelos títulos permanece grande sobretudo em sebos, onde se pode encontrá-los com relativa facilidade (dos que estão em ótimo, aos de péssimo estado). Em livrarias há grande dificuldade de se encontrar, a despeito do interesse dos lojistas e de leitores.

Thursday, 21 November 2013

ebooks adelaide

ebooks adelaide
http://ebooks.adelaide.edu.au/p/philosophy/

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Philosophy

Philosophy is a complex subject, with many ways of organising a list such as this. It could be organised on geographical lines, with an obvious division between Western and Asian traditions. It could also be organised according to areas of philosophical discussion, as Ethics, Logic, Epistemology and so on. However, this page opts for a simple chronological organisation.
Ancient Greek philosophy is typically divided into the pre-Socratic Period, the philosophy of Plato, and the philosophy of Aristotle. Important pre-Socratic philosophers include Thales, Anaximander, Anaximenes, Parmenides, and Heraclitus. Socrates and his pupil Plato revolutionized philosophy. While Socrates wrote nothing, his influence survives through that of his pupil. Plato defined the issues with which philosophy still wrestles.
One of the greatest synthesizers of Christian and Aristotelian thought was Thomas Aquinas. His synthesis of Aristotelian metaphysics and practical reasoning with Christian teaching became characteristic of medieval philosophy.
Descartes, who is often called the father of modern philosophy, proposed that philosophy should begin with a radical skepticism about the possibility of obtaining reliable knowledge. In his Meditations, he systematically destroys all the foundations of knowledge except one (I am thinking, therefore I am), and then uses this single indubitable fact to rebuild a system of knowledge.
The British Empiricists, John LockeGeorge Berkeley and David Hume, developed a form of Scepticism and naturalism on roughly scientific principles.
Immanuel Kant wrote his Critique of Pure Reason in an attempt to reconcile the conflicting views and establish a new groundwork for studying metaphysics rooted in the analysis of the conditions for the possibility of knowledge.
By the late 19th Century, however, several important philosophers argued against the Kantians' skeptical attitude. One of the most influential was Edmund Husserl, who founded the philosophical mode known as phenomenology.
Philosophical thinking also developed elsewhere, and can be seen in many ancient texts. In China, the Tao Te Ching of Lao Tze and the Analects of Confucius both appeared around 600 BC, about the same time as the Greek pre-Socratics were writing. In India, major philosophical texts include the Upanishads and the Bhagavad Gita, from circa 500 BC. In Iran, Zarathustra's teachings which were a new basis for the Iranian branch of Indo-Iranian philosophy appeared around 900 BC. Islamic civilization also produced many philosophical geniuses (see Islamic philosophy).
Though often seen as a wholly abstract field, philosophy is not without practical applications. The most obvious applications are those in ethics — applied ethics in particular — and in political philosophy. The political philosophies of Confucius, Kautilya, Sun Tzu, Immanuel KantJohn Locke,Thomas HobbesNiccolo MachiavelliJean-Jacques RousseauKarl Marx,John Stuart Mill, Mahatma Gandhi, Robert Nozick, and John Rawls have shaped and been used to justify governments and their actions.
Other important applications can be found in epistemology, which might help one to regulate one's notions of what knowledge, evidence, and justified belief are. Philosophy of science discusses the underpinnings of the scientific method. Aesthetics can help to interpret discussions of art. Even ontology, surely the most abstract and least practical-seeming branch of philosophy, has had important consequences for logic and computer science.

The Classical Age

China

The Presocratics

Milesian School

Pythagoreans

Eleatic School

Pluralists

Atomists

Metrodorus of Chios (4th century BC)

Sophists

 

Theano (fl. 6th cent. BC)
Aspasia (fl. 5th cent. BC)

Cynics and Stoics

Classical Greek philosophers

Arete of Cyrene (fl. 4th cent. BC)
Aristo (fl. 3rd cent. BC)
Timon (320-230 BC)
Diogenes of Babylon (240-152 BC)
Panaetius (185-109 BC)
Philo of Larissa (160-80 BC)
Posidonius (135-51 BC)
Antiochus of Ascalon (130-68 BC)
Philodemus (110-40 BC)

Hellenistic Philosophy

Cicero (106-43 BC)
Aenesidemus (fl. 1st cent. BC)
Philo of Alexandria (30 BC - 45 AD)
Musonius Rufus (30-100)
Plutarch (45-120)
Demonax (fl. 2nd cent.)
Diogenes of Oenoanda (fl. 2nd cent.)
Alcinous (fl. 2nd cent.)
Galen of Pergamum (129-199)
Clement of Alexandria (150-215)
Sextus Empiricus (fl. 200)
Alexander of Aphrodisias (fl. 200)
Julia Domna (170-217)
Diogenes Laertius (fl. 3rd cent.)

The Neo-Platonists

Porphyry (233-309)
Iamblichus (242-327)
Calcidius (fl. 4th cent.)
Themistius (317-388)
Proclus (411-485)
Ammonius (440-521)
Damascius (462-540)

The Middle Ages

Simplicius of Cilicia, 490-560
John Philoponus, 490-570
Johannes Scotus Eriugena, 810-877
Anselm (11th century)
Pierre Abélard, 1079-1142
Duns Scotus, 1266-1308
William of Ockham, 1285-1347

Renaissance

Tycho Brahe, 1546-1601
Pierre Gassendi, 1592-1655

The Age of Enlightenment

Anne Conway, 1631–1679
Nicolas Malebranche, 1638–1715
Montesquieu, 1689-1755
Denis Diderot (1713-1784 AD)

Revolution & Romanticism

Dugald Stewart, 1753-1828
Gottlieb Fichte, 1762-1814

The Age of Uncertainty

Gottlob Frege
Rudolf Steiner
Albert Schweizer
Bertrand Russell, 1872-1970
Karl Popper
G. E. Moore
Ludwig Wittgenstein
Rudolph Carnap
Jean-Paul Sartre, 1905-1980
Albert Camus
Georg Henrik von Wright
Mortimer Adler
W. V. O. Quine
Nelson Goodman
Imre Lakatos
Ayn Rand
Paul Feyerabend
Mario Bunge
Douglas Hofstadter
Daniel Dennett
Pierre Teilhard de Chardin, 1881-1955
Simon Blackburn
Paul Ricoeur

As mudanças climáticas e os países em desenvolvimento

mcti
http://www.mcti.gov.br/index.php/content/view/351202/As_mudancas_climaticas_e_os_paises_em_desenvolvimento.html

As mudanças climáticas e os países em desenvolvimento
20/11/2013 - 12:56
As mudanças ambientais e seus impactos regionais são um dos desafios propostos à ciência no século 21. Nesse sentido, a vulnerabilidade dos países menos desenvolvidos em relação aos efeitos adversos do clima na vida de suas populações deve ser vista como uma das grandes preocupações mundiais.
O tema permeia as discussões da comunidade científica brasileira e internacional e estará presente no Fórum Mundial de Ciência (FMC) 2013, que ocorre de 24 a 27 de novembro, no Rio de Janeiro.
A questão também fez parte dos encontros preparatórios ao FMC, realizados em 2012 e 2013 em sete capitais brasileiras. A síntese dos encontros será debatida de amanhã (21) até sexta-feira (22), também na capital fluminense, durante o Seminário Brasil – Ciência, Desenvolvimento e Sustentabilidade.
Para o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, os países em desenvolvimento são mais vulneráveis às mudanças climáticas por duas razões principais.
A primeira relaciona-se diretamente ao grau de desenvolvimento: sociedades com mais disponibilidade de recursos materiais, humanos e capital intelectual “aprenderam a viver” com extremos climáticos ao longo da história, estando mais habilitadas aos desafios futuros. “Por outro lado, as mudanças climáticas que estão ocorrendo, e vão ocorrer durante este século, penalizam países que já são marginais em relação ao clima”, avalia Nobre, que é climatologista e o primeiro brasileiro a integrar o Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.
Ele cita como exemplo países africanos, semiáridos, desérticos e os muito populosos, que já são afetados por extremos climáticos como tufões e ciclones, caso do Sudeste asiático. “Lugares onde o clima já é um fator impeditivo de desenvolvimento”, observa. “Países em desenvolvimento já são muito mais vulneráveis aos sistemas climáticos de hoje, e o serão no futuro se não desenvolverem uma capacidade em relação a extremos climáticos”.
Sustentabilidade, ciência e tecnologia
E se, por hipótese, as emissões de gases de efeito estufa (GEE), os principais causadores das mudanças climáticas, fossem interrompidas hoje? Para o secretário do MCTI, nos próximos 20 a 30 anos, as mudanças no clima e no meio ambiente continuariam a ocorrer sem nenhuma grande alteração. “Porque já são mudanças climáticas que respondem às emissões do passado”, explica.
Segundo ele, o sistema climático leva de duas a três décadas para começar a responder à emissão de GEE. “Como nós sabemos que é praticamente inevitável reduzirmos rapidamente as emissões, a humanidade terá que conviver com mudanças climáticas por muitas décadas, talvez alguns séculos”.
Por esta razão, tão importante quanto reduzir as emissões desses gases é a humanidade buscar conviver com as mudanças climáticas que já estão ocorrendo. “É aí que entram a ciência e as tecnologias apropriadas”.
É aí, também, que a vulnerabilidade dos países menos desenvolvidos volta à pauta. Na avaliação do secretário, enquanto os países desenvolvidos estão “muito mais avançados” em encontrar soluções para adaptar a sociedade e seus sistemas produtivos e proteger o meio ambiente, as sociedades dos países em desenvolvimento “estão mais longe” desse caminho, pois não desenvolveram todo o conhecimento de como se adaptar às mudanças climáticas. “A ciência e a tecnologia têm um papel importantíssimo nessa fase de tornar a sociedade dos países em desenvolvimento mais resilientes às mudanças climáticas que já se tornaram inevitáveis”.

Texto: Denise Coelho e Isadora Grespan - Ascom do MCTI

"Tapa na cara": Japão usa o desastre nuclear de Fukushima para se livrar das metas de carbono

carta maior
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Meio-Ambiente/-Tapa-na-cara-Japao-usa-o-desastre-nuclear-de-Fukushima-para-se-livrar-das-metas-de-carbono/3/29585

19/11/2013 - Copyleft

"Tapa na cara": Japão usa o desastre nuclear de Fukushima para se livrar das metas de carbono

Grupos ambientalistas criticam o quinto maior poluidor do mundo por voltar atrás em seus compromissos em meio a debates sobre questões climáticas.


Por Sarah Lazare, para o Commom Dreams
A zona industrial de Keihin, perto de Tóquio, no Japão. O país é o quinto maior poluidor do mundo (Bloomberg News)
O Japão anunciou que irá desistir de seu compromisso em reduzir as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa em 25% em relação aos níveis medidos em 1990, até o ano de 2020. O colapso de Fukushima foi citado como sendo a razão pela qual o país não irá cumprir o compromisso previamente acordado.
 
Grupos ambientalistas se mostraram indignados que o Japão, o quinto maior poluidor por carbono do mundo, use uma crise nuclear para se desvincular de uma catástrofe climática, ainda mais com o anúncio sendo feito ao mesmo tempo em que a ONU conduz uma série de debates sobre as questões climáticas em um evento na Polônia.
 
“O anúncio do Japão é um tapa na cara do mundo e de todos os povos”, declarou Dipti Bhatnagar, coordenador internacional do programa de justiça climática e energética da Amigos da Terra Internacional (Friends of the Earth International). “Hoje o Japão ri dos países do hemisfério sul, que esperavam ouvir que os países ricos, como o Japão, fossem diminuir suas emissões”.
 
O chefe de gabinete do secretariado, Yoshihide Suga, anunciou em Tóquio que o Japão vai ajustar sua meta para um crescimento de 3 pontos percentuais na emissão dos gases – uma brusca diferença para uma redução de 25 pontos percentuais, que era a meta original.
 
“Nosso governo tem dito que a meta de redução em 25 pontos percentuais não tinha nenhum fundamento e não era possível”, afirmou.
 
Nos debates sobre as questões climáticas em Varsóvia, Hiroshi Minami, o negociador-chefe do Japão, atribuiu a mudança ao colapso em Fukushima. “A nova meta se baseia em um cenário futuro de zero de energia nuclear. Temos que diminuir nossas ambições”, ele disse.
 
Dado que o Japão é a terceira maior economia do mundo, o fato de o país abandonar seus compromissos em relação ao clima não ajudam em nada os esforços para se chegar a um acordo no evento da ONU sobre as questões climáticas, segundo informações da Associated Press.
 
A redução da meta do governo japonês é só o mais recente episódio a causar indignação dentro do debate da ONU desta semana. Antes, Canadá e Austrália se juntaram e formaram um “cartel do carbono”, também recuando em seus compromissos de redução de emissão.
 
“O mundo precisa de reduções de emissão ambiciosas, urgentemente. Mas, indo na contramão, os países industrializados estão andando para trás e têm se movido muito vagarosamente já há duas décadas. Isso é inaceitável”, disse Jagoda Munic, presidente da ONG Amigos da Terra Internacional.
 
“O Japão é um dos maiores emissores de CO2 do mundo, e tem a responsabilidade de liderar o mundo na redução das emissões”, disse Kelly Dent, responsável pelas mudanças climáticas da ONG Oxfam, em um email endereçado à Bloomberg.


Créditos da foto: A zona industrial de Keihin, perto de Tóquio, no Japão. O país é o quinto maior poluidor do mundo (Bloomberg News)