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Wednesday, 10 July 2019

Every Google search results in CO2 emissions


https://qz.com/1267709/every-google-search-results-in-co2-emissions-this-real-time-dataviz-shows-how-much/?utm_source=Twitter&utm_medium=qz-organic&utm_campaign=hootsuite&hootPostID=f0f9c9d9e65ddeaf8f78b72f2c05ea48&fbclid=IwAR2vu3OrE6eeczAwmrAnfUfmqu_FGFZ-ZBDMKowNjwo4lFgkxE55egJtOaE

Every Google search results in CO2 emissions. This real-time data viz shows how much

By Anne QuitoMay 7, 2018
Every Google search comes at a cost to the planet. In processing 3.5 billion searches a day, the world’s most popular website accounts for about 40% of the internet’s carbon footprint.
Despite the notion that the internet is a “cloud,” it actually relies on millions of physical servers in data centers around the world, which are connected with miles of undersea cables, switches, and routers, all requiring a lot of energy to run. Much of that energy comes from power sources that emit carbon dioxide into the air as they burn fossil fuels; one study from 2015 suggests internet activity results in as much CO2 emissions as the global aviation industry.
“Data is very polluting,” says Joana Moll, an artist-researcher whose work investigates the physicality of the internet. In 2015, to illustrate the environmental consequence of Google searches, Moll created a data visualization called CO2GLE:
JOANA MOLL
“CO2GLE”: Screenshot May 1, 2018 after 10 seconds
“Almost nobody recalls that the internet is made up of interconnected physical infrastructures which consume natural resources,” Moll writes as an introduction to the project. “How can such an evident fact become so blurred in the social imagination?”
CO2GLE uses 2015 internet traffic data, Moll says, and is based on the assumption that Google.com “processes an approximate average of 47,000 requests every second, which represents an estimated amount of 500 kg of CO2 emissions per second.” That would be about 0.01 kg per request. She says these numbers are approximations, though when Quartz shared CO2GLE with Google, the company didn’t contest the math. In fact, in a 2009 estimate, Google said each query causes 0.2 grams of CO2 emissions.
A spokesperson also tells Quartz that providing one user with one month of Google services generates about the same amount of the greenhouse gas emissions as driving a car for one mile. (An average gasoline-powered car typically emits 8.91 kg of CO2 per gallon. In the US, cars average 24.7 miles per gallon, which would mean a car emits 360.7 grams of CO2 per mile.)
That said, scientists are still not clear on exactly how much greenhouse gases search engines emit. One estimate from British environmental consultancy Carbonfootprint puts it between 1g and 10g of CO2 per Google search. The high end of that estimate accounts for having to start up your computer before running the search, but even the low end is higher than both Google and Moll’s relatively conservative estimates.
Google is mindful of its carbon footprint (pdf). It’s designing more energy-efficient data centers, investing in clean energy, and has numerous carbon-offset programs. The company’s spokesperson emphasizes that Google has been carbon neutral since 2007. But this doesn’t erase the fact that Google’s infrastructure emits a considerable volume of CO2.
Speaking at the IAM Weekend conference in Barcelona last week, Moll showed another visualization, which she calls “DEFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOREST,” to drive home the point. For every second spent on Google, 23 trees have to use up their CO2-sucking abilities.
JOANA MOLL
“DEFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOREST”: Screenshot captured on May 1, 2018 after 20 seconds.
Moll’s research focused on Google because of its scale, but other websites also contribute to the internet’s carbon footprint. Facebook, for instance, reported that its data centers and business operations resulted in 718,000 metric tons of CO2 emissions in 2016, which is comparable to the annual CO2 output of about 77,500 US homes running on electricity.
“What I’m really trying to do is to trigger thoughts and reflections on the materiality of data and materiality of our direct usage of the internet,” Moll says. “To calculate the CO2 of the internet is really complicated. It’s the biggest infrastructure ever been built by humanity and it involves too many actors…. [But they are] numbers that can serve to raise awareness.”

Wednesday, 12 December 2018

EUA. Investidores católicos pedem que empresas de energia se oponham ao plano de reversão do padrão de emissões



EUA. Investidores católicos pedem que empresas de energia se oponham ao plano de reversão do padrão de emissões

http://www.ihu.unisinos.br/585441-eua-investidores-catolicos-pedem-que-empresas-de-energia-se-oponham-ao-plano-de-reversao-do-padrao-de-emissoes

Organizações católicas estão estimulando as principais empresas produtoras de energia a se oporem à proposta de reversão de padrões da United States Environmental Protection Agency - EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, em português), que controla as emissões de gases do efeito estufa.
A reportagem é publicada por La Croix International, 10-12-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.
Em uma carta às empresas de energia, 61 acionistas que fazem parte do Centro Interconfessional de Responsabilidade Corporativa escreveram que qualquer reversão é arriscada para seus investimentos pois levaria a “excessivas emissões de metano que manchariam desnecessariamente a ideia de que o gás natural seria um combustível limpo, e questionaria o papel da utilização do gás natural num futuro onde poderíamos ter uma diminuição de carbono", conforme reportagem do Catholic News Service.
O motivo da carta é intervir no plano da agência federal norte-americana para facilitar os New Source Performance Standards (Padrões de Desempenho de Novas Fontes, em português) que regem a produção no setor de petróleo e gás.
Os padrões estabelecem limites para a emissão de metano, compostos orgânicos voláteis e poluentes atmosféricos perigosos na produção de energia que a EPA se propõe a reduzir para a diminuição de custos.
A Mercy Investment Services, um dos signatários católicos da carta, vê as reversões não apenas como financeiramente arriscadas, mas como uma ameaça ao meio ambiente, neste momento em que o mundo luta para combater às mudanças climáticas, diz a reportagem de Catholic News Service.
"É um desperdício de produto para as empresas", disse Mary Minette, diretora do conselho de acionistas da Mercy Investment Services, sobre vazamentos que ocorreram em fontes de poços e oleodutos.
"Isso agrava mudanças climáticas e piora a qualidade do ar. Francamente, as empresas de petróleo e gás precisam ter controle sobre isso se quiserem dizer que o gás natural é uma força de combustível de baixo carbono", acrescentou.
O metano é um gás que contribui muito para o efeito estufa e o aquecimento global, fazendo parte de uma classe de poluentes que mantêm o calor na atmosfera.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que rejeitou as descobertas científicas sobre a mudança climática, pediu a reversão de regulamentações ambientais "excessivas".
A EPA propôs emendas aos Padrões de Desempenho de Novas Fontes, que expiram no dia 17 de dezembro, isso fez com que a Interfaith Center on Corporate Responsibility agisse imediatamente.

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Monday, 21 December 2015

Extinção de animais pode agravar efeito das mudanças climáticas

fapesp
http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/12/18/extincao-de-animais-pode-agravar-efeito-das-mudancas-climaticas/

Extinção de animais pode agravar efeito das mudanças climáticas

Ausência de espécies frugívoras de grande porte pode interferir no processo de sequestro de CO2 da atmosfera
RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE | Edição Online 17:00 18 de dezembro de 2015

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© GUILHERME JOFILI / FLICKR
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Animais frugívoros como as cutias cumprem funções importantes em relação às plantas, por comer os frutos e dispersar as sementes, favorecendo a regeneração natural das florestas
A extinção de animais frugívoros, que se alimentam sobretudo de frutos, como antas, cutias e muriquis poderá comprometer a capacidade das florestas tropicais de absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Isso porque a extinção desses animais capazes de dispersar sementes de frutos grandes mudaria a composição das florestas, afetando seu potencial para combater alterações climáticas. A relação foi observada por um grupo de pesquisadores de várias instituições brasileiras e internacionais sob coordenação do biólogo brasileiro Mauro Galetti e sua orientanda de doutorado, Carolina Bello, ambos do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro, interior de São Paulo. Em um artigo publicado nesta sexta-feira, 18, na revista Science Advances, eles relacionam a composição e a abundância de espécies de árvores, bem como o tipo de dispersão de suas sementes, à padrões de dureza da madeira e altura. Essa é uma maneira de medir o quanto uma árvore pode estocar carbono.
Os pesquisadores estimaram a perda da capacidade de estoque de CO2 na Mata Atlântica a partir de diferentes cenários de defaunação, como é conhecida a diminuição acentuada da população de animais em um ecossistema, em geral induzida por atividades humanas como desmatamento e caça ilegal. Ao simular a extinção local de árvores que dependem da dispersão de suas sementes por grandes frugívoros na Mata Atlântica, os pesquisadores verificaram que a defaunação comprometeria significativamente a capacidade de armazenamento de CO2 pela floresta. Esses animais, há algum tempo se sabe, cumprem funções importantes em relação às plantas, seja por polinizar as flores ou por comer os frutos e dispersar as sementes, favorecendo a regeneração natural das florestas.
© MIGUEL RANGEL JR/FLICKR
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A extinção de animais que se alimentam sobretudo de frutos, como os muriquis, poderá comprometer a capacidade das florestas tropicais de absorver CO2 da atmosfera
No estudo, a equipe de Galetti observou que árvores com troncos grandes e duros têm sementes igualmente grandes. Logo, quanto maior a semente, tanto maior será a árvore. Árvores grandes, por sua vez, são capazes de sequestrar e armazenar maiores quantidades de carbono. Por meio de simulações computacionais, os pesquisadores verificaram que à medida que dispersores de sementes grandes eram progressivamente extintos, também as árvores grandes tornavam-se menos abundantes. Em outras palavras, na ausência de antas, bugios e muriquis, a floresta mudava para uma composição de espécies de árvores de sementes pequenas e madeira “mole”. Com o tempo, segundo eles, a tendência é que somente as sementes menores sejam encontradas na natureza, em um efeito cascata induzido pela ação humana que pode desencadear mudanças ecológicas significativas. “As sementes de canelas, jatobás e maçarandubas, por exemplo, são grandes e dispersadas apenas por animais grandes, como antas e muriquis”, diz Galetti. “Essas árvores são as de madeira mais nobre e as que estocam mais carbono”, explica.
A Mata Atlântica é um dos mais degradados ecossistemas brasileiros, do qual restam, segundo algumas estimativas, aproximadamente 12% da cobertura original – mais de 80% da vegetação remanescente encontra-se altamente fragmentada em áreas com menos de 50 hectares. De acordo com os pesquisadores, o mesmo raciocínio que eles aplicaram à Mata Atlântica pode ser extrapolado para outros ambientes, como o amazônico, cujas espécies de árvores que retêm até 50% de CO2 da atmosfera dependem em grande medida da dispersão das sementes por frugívoros de grande porte. Segundo eles, os resultados ressaltam a importância de se considerar os animais como parte fundamental no processo de redução de emissões de gases do efeito estufa por meio do armazenamento de carbono em florestas tropicais.
ProjetoLigando defaunação e os serviços de ecossistemas de armazenamento de carbono em florestas atlânticas (nº 2013/22492-2); Modalidade Bolsa no país — doutorado;Pesquisador responsável Mauro Galetti Rodrigues (Unesp); Bolsista Laura Carolina Bello Lozano (Unesp); Investimento R$ 140.088,00 (FAPESP)
Artigo científicoBELLO, C. et al. Defaunation affects carbon storage in tropical forests. ScienceAdvances. dez. 2015.

Friday, 5 December 2014

COP20: aprovada responsabilidade diferenciada entre países ricos e pobres na redução do efeito estufa

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=83578


COP20: aprovada responsabilidade diferenciada entre países ricos e pobres na redução do efeito estufa

Marcela Belchior
Adital

Há até bem pouco tempo, o debate acerca do meio ambiente girava em torno da mensuração da interferência humana na alteração do clima mundial. Ao que tudo indica, esta já não é a grande questão da agenda global. Durante a primeira semana da 20ª Conferência das Partes sobre a Mudança Climática das Nações Unidas (COP20), que acontece desde o último dia 1º de dezembro, em Lima, capital do Peru, a discussão se concentra nos riscos que a transformação climática apresenta à população e à economia, e os possíveis mecanismos de enfrentamento desse novo contexto. Para isso, uma proposta brasileira que muda o compromisso de cada país já foi aceita pela Organização das Nações Unidas (ONU). 
Pela proposta da diplomacia brasileira, os países em desenvolvimento serão divididos em diferentes graus de responsabilidade pelo aquecimento. A ideia foi lançada pelo país ainda em novembro deste ano e permite que nações emergentes como China, Brasil e Índia assumam compromissos mais ambiciosos de cortes de emissões. 
Países ditos menos desenvolvidos, ou seja, mais pobres e menos industrializados, seriam apenas estimulados a reduzir emissões, ficando livres de cumprirem meta. Isto porque essas nações, sobretudo situadas na África e na Ásia, são uma parte muito pequena do bolo de emissões mundiais. No caso dos países em desenvolvimento, as metas de corte seriam relativas, ficando dependentes do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), do número populacional ou das projeções de emissões. 
Já os 37 países considerados desenvolvidos teriam metas de redução de emissões e de ajuda financeira. Para este caso, cientistas recomendam um corte global de 40% a 70% até 2050. Com esse modelo de divisão, a expectativa é de que os países pobres que melhorarem seus padrões de vida migrem, gradualmente, para o centro, assumindo metas de corte de emissão mais rígidas. 
Uma vantagem dessa proposta é que deve incluir no acordo os Estados Unidos e as nações emergentes, que são os grandes emissores e vinham se recusando a adotar medidas. Já uma desvantagem está na ausência de uma lei que garanta o cumprimento do acordo. A grande diferença entre a proposta brasileira e o atual modelo (Protocolo de Kyoto, de 1997) é que o número de países submetidos a metas rigorosas pode aumentar pouco a pouco.

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Segundo a COP20, a mudança climática mata mais de meio milhão de pessoas por ano. Foto: COP20.

As primeiras conversações desta semana se sustentaram no debate com cientistas do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), do secretariado da Convenção e dos representantes das Partes, para discutir dados técnicos. O momento serve de base para a tomada de decisões políticas e funciona como um termômetro de como anda o processo de negociação entre os países envolvidos na Convenção. 
Nestes primeiros dias de debate, pesquisas técnico-científicas têm sido utilizadas no diálogo político para a construção do acordo climático. Compreendendo que já vivemos em um planeta climaticamente alterado por ações danosas do ser humano, o esforço da Convenção é na busca por instrumentos que suavizem essa repercussão socioambiental. Com uma temperatura média do planeta Terra 0,8°C mais alta, o foco é entender o que, efetivamente, é necessário fazer para que esse aumento não supere os 2°C até o final do século XXI. 
O evento é dividido em duas partes. Na primeira semana, são realizadas reuniões oficiais e paralelas, com a função de alinhar os temas e preparar a negociação de acordos. Os negociadores, membros das equipes de cada país, juntamente com o secretariado da Organização das Nações Unidas (ONU), avançam no processo de formulação das ações e orientações mundiais. Já na segunda semana da COP20, com a presença dos chefes de Estado, são firmados os acordos formalmente. 
Os dias iniciais da Conferência se deram sob a expectativa de grandes mudanças no tratamento da questão, principalmente pelo recente anúncio de compromisso (informal, até agora) entre Estados Unidos e China, os dois maiores poluidores do globo (concentrando juntos praticamente a metade das emissões), para reduzir a emissão de gases do efeito estufa. O principal objetivo da Conferência é revestir um caminho para um grande acordo global que deve ser selado em 2015, em Paris, capital da França, durante a COP21. 
Esse rascunho deve abordar as principais questões do setor, debatidas há duas décadas pelos países. Uma delas é a responsabilidade comum das nações, mas diferenciada, respeitando as chamadas condições de "desenvolvimento” de cada uma. Assim, todos os países devem assumir algum tipo de compromisso com relação à mitigação da mudança climática. Os chamados "desenvolvidos”, historicamente os maiores responsáveis pelo acúmulo de gases danosos na atmosfera, deverão assumir compromissos mais audaciosos que os demais. O evento se estende até o próximo dia 12 de dezembro.

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Temperatura da Terra já aumentou em 0,8°C. Foto: COP20.

Entenda a COP20 
A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CMNUCC), que entrou em vigor em 1994 com o objetivo de reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Até o momento, 195 países participam das discussões e apresentam recursos para ratificarem os acordos e orientações internacionais. As nações reúnem-se anualmente para debaterem como são aplicadas as deliberações da Convenção, negociarem novos compromissos com responsabilidades comuns, considerando suas prioridades nacionais e regionais de desenvolvimento, seus objetivos e circunstâncias nacionais. Nesta 20ª edição, participam cerca de 10 mil delegados de todo o mundo.
Movimentos sociais fazem debate alternativo

De 08 a 11 de dezembro, também na capital peruana, será realizada a Cúpula dos Povos Frente à Mudança Climática, um encontro paralelo à COP20. O intuito é promover um espaço livre para que os movimentos sociais e civis debatam o fenômeno da mudança climática e formulem alternativas, ampliando a discussão institucional realizada pelas Nações Unidas. Com o lema "Mudemos o sistema, não o clima!”, o evento estima a participação de 8 mil representantes de vários setores, além da presença de 200 organizações de todo o mundo.

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Dentre os participantes, a Cúpula dos Povos receberá delegações indígenas de diversos países. Foto: Cúpula dos Povos.

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Marcela Belchior

Jornalista da ADITAL

Friday, 26 September 2014

Carbon map – which countries are responsible for climate change?

guardian
http://www.theguardian.com/environment/ng-interactive/2014/sep/23/carbon-map-which-countries-are-responsible-for-climate-change?CMP=EMCENVEML1631

Carbon map – which countries are responsible for climate change?

As heads of state from David Cameron to Barack Obama meet in New York for a UN climate summit hosted by Ban Ki-moon, expectations are high for bold commitments on cutting greenhouse gas emissions. Use this interactive, in-depth map to find out who the big polluters are internationally, how China’s emissions have grown stratospherically and see who is most vulnerable to global warming’s impacts. Turn your sound up to hear the introduction to the map

Friday, 18 July 2014

Copa do Mundo 2014 produz dobro de emissões de carbono em relação a evento de 2010

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/533342-copa-do-mundo-2014-produz-dobro-de-emissoes-de-carbono-em-relacao-a-evento-de-2010


Copa do Mundo 2014 produz dobro de emissões de carbono em relação a evento de 2010

Um voo comercial da Alemanha ao Rio de Janeiro para ver a final da Copa do Mundo e depois voltar para a Europagerou o equivalente a um milhão de quilos de dióxido de carbono. Um único voo de 300 passageiros.
A reportagem foi publicada por ONU Brasil, 17-07-2014.
Imaginem as emissões que geraram não apenas os milhares de voos para e dentro do Brasil, mais os milhões de deslocamentos terrestres entre as 12 sedes da Copa para viver ao vivo a emoção do campeonato de futebol.
O cálculo já foi feito: o Mundial 2014 gerou 2,72 milhões de toneladas de CO2, quase o dobro do 1,62 milhão de toneladas do campeonato da África do Sul há quatro anos e três vezes mais do que na Alemanha em 2006.
As estimativas são da própria FIFA. A entidade aponta que mais de 80% das emissões desta edição foram produto das viagens por terra dos milhões de visitantes por todo o território brasileiro. Tudo isso sem contar a demanda de energia produzida por milhões de televisões ligadas para ver a atuação das principais figuras do futebol mundial.
Isto equivale à contaminação gerada por 534 mil veículos em circulação durante um ano, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.
As autoridades destacaram, no entanto, que apesar desta Copa ter sido a mais poluidora da história, também foi a mais sustentável. Estabeleceu “um precedente na gestão ambiental dos grandes eventos esportivos”, segundo afirmou na semana passada a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Ela ressaltou o novo design mais ecológico dos novos estádios, alguns construídos ou modernizados com tecnologias para aproveitar a água da chuva, a luz solar, as fontes renováveis de energia e a iluminação de baixo consumo energético, entre outras. O Brasil fez diversas parceiras com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) para tentar neutralizar ou evitar as emissões (leia aqui).
Meio ambiente vs espetáculo
Com cada vitória ou derrota das últimas seis semanas, os torcedores compareceram em massa ao Brasil para animar suas seleções ou voltar para suas casas. Calcula-se que quase quatro milhões de turistas do mundo todo viajaram no último mês, atraídos pela chance de ser parte da história da Copa.
O espetáculo da Copa se alimenta disso, mas em termos ecológicos isso representa também quase quatro milhões de pessoas a mais para alimentar, alojar, transportar. Elas também precisam de água e saneamento e produzem lixo, um problema que cresce em todo o mundo.
É uma pegada ecológica importante que podemos ver, sobretudo, concentrada nas grandes cidades latino-americanas.
“Embora só a metade da população mundial more em cidades, ela consome mais de dois terços da produção global de energia e é responsável por 70% das emissões de dióxido de carbono”, afirma Xiaomei Tan, especialista em mudança climática do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (FMAM). “Temos que reconhecer o papel chave das cidades para o desenvolvimento sustentável, além dos riscos de não atuar agora”, acrescenta.
Este aviso aponta diretamente para a América Latina, cuja taxa de urbanização é de 80% e abriga 4 das 30 megacidades do mundo. Além disso, depois de uma década de crescimento, cerca de 30% da população já é considerada de classe média e procura oportunidades para desfrutar de seu novo patamar social, o que inclui viajar para o exterior para eventos como a Copa do Mundo.
Pensando em um contexto pessimista, segundo os especialistas, se não agir agora, a América Latina será uma das regiões mais assoladas, caso o pior se torne realidade e a temperatura mundial aumente quatro graus até o final deste século.
O FMAM, o Banco Mundial e outras organizações de meio ambiente trabalham em vários projetos para aumentar a capacidade de “resiliência” das cidades. Uma destas iniciativas acontece em São Paulo, onde alguns ônibus usam baterias de combustível de hidrogênio para se alimentar, em vez de petróleo, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Isso abre caminho para a produção comercial de meios de transporte que utilizem hidrogênio em vez de diesel.
Outras medidas, de relativamente fácil aplicação e que não requerem grandes investimentos, focam nos padrões de conduta humana. Elas incluem, por exemplo, evitar longos deslocamentos para realizar compras – utilizando a internet ou produtos locais, por exemplo – e o uso de métodos de transporte alternativos como as bicicletas, de acordo com Xiaomei Tan.
Agora, começa a contagem regressiva para outra grande disputa esportiva: os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Estará o Brasil, um dos 17 países com maior biodiversidade do mundo, preparado para um novo impacto ambiental?