Thursday, 4 August 2016

“Quem vai derrotar o capital será a Terra”. Entrevista com Leonardo Boff

A humanidade não será capaz de derrotar o capital, mas já começa a organizar novos padrões de sociedade que podem evitar o fim do planeta. Essa é a análise do teólogo, escritor e professor Leonardo Boff sobre o futuro da "Casa Comum", termo cunhado pelo Papa Francisco para se referir ao mundo em que vivemos.

"Eu acho que não conseguiremos derrotar o capital com os nossos meios. Quem vai derrotar o capital será a Terra, negando meios de produção, como água e bens de serviço, fazendo com que fechem suas fábricas, que terminem grandes projetos ilusórios de crescimento", projeta.
Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato e ao Jornalistas Livres durante a 15ª Jornada de Agroecologia, Boff também mostra otimismo ao identificar novos modelos de organização, que têm como objetivo central a subsistência e o cuidado com a natureza, como os ensaios de biorregionalismo.
"Há mais de 1010 lugares onde se tenta viver de forma sustentável, superando os limites artificiais que os seres humanos estabeleceram que são os municípios e regiões geográficas”, explica.
O teólogo também comenta o cenário político que antecede a votação do impeachment no Senado. "Se Dilma tiver que sair, posso imaginar que esse país irá parar, porque Temer é um presidente que não tem legitimidade, que é refém de si mesmo e que não pode sair às ruas sem ser vaiado", pontua.
A entrevista é de Camilla Hoshino e Camila Rodrigues da Silva, publicada pelo jornal Brasil de Fato, 02-08-2016.
Eis a entrevista.
Casa Comum e a agroecologia
Há duas categorias básicas sem as quais nós não garantimos o futuro de uma nova civilização. A primeira é a sustentabilidade, que garante a manutenção dos seres e sua reprodução para nós e para as futuras gerações.
Mas a sustentabilidade sozinha não tem força intrínseca de se realizar. Ela precisa do cuidado. O cuidado proporciona uma relação contrária à agressão da modernidade, que é violenta, que destrói, que exaure os ecossistemas.
Então, o cuidado não é apenas um gesto, mas um paradigma. Isso significa um conjunto de valores, de ciclos, de atitudes que tenham como efeito a proteção e a manutenção daquilo que existe e daquilo que vive. A categoria cuidado tem uma função de pilastra que sustenta um novo ensaio civilizatório.
É importante o que o Papa deu como título da encíclica: "Cuidando da Casa Comum”. Se nós não cuidarmos da nossa casa ela vira uma tapera e ninguém mora numa tapera. Ela vai perdendo a chamada biocapacidade, que é sua capacidade de produzir vida e pode ameaçar o futuro da espécie humana e a vida da natureza.
Nós chegamos a um ponto em que é fundamental cuidarmos de tudo e responsabilizar-nos pelos seres que estão aí, porque a biodiversidade, que é a relação de todos com todos, cria aquela teia que sustenta a todos e leva o processo avante.
A agroecologia entendeu que ela deve produzir segundo os ritmos e a lógica da natureza, não segundo a lógica da produção que é a superexploração. É preciso tirar dela o que precisamos, mas deixar tempo para ela se auto-reproduzir e para continuar dando para nós e para a comunidade de vida.
Não basta só produzir elementos bons para a saúde humana, a agroecologia implica uma relação nova com a natureza. É uma relação de respeito e de cooperação. Nós estamos em cima dela não de pulso cerrado como quem domina, mas com as mãos estendidas como quem acaricia.
Biorregionaismo, um outro modelo de relação com a Terra
Hoje, há pelo menos 1010 ensaios de biorregionalismo, que trazem um desenvolvimento adequado a uma biorregião, a um território. Aproveitam-se os meios, bens e serviços que a natureza dá, produzindo de forma coletiva pequenas empresas absolutamente de forma orgânica, conhecendo a tradição daquele território, conhecendo como foram feitas as suas montanhas, como são seus rios.
Essas experiências iniciaram na Escócia e foram se espalhando pelo mundo. Hoje, há muitas comunidades na Índia, em Minas Gerais, no Brasil. Não saberia dizer os países, mas sei dizer os números. Há mais de 1010 lugares onde se tenta viver de forma sustentável, superando os limites artificiais que os seres humanos estabeleceram que são os municípios e regiões geográficas. Dentro desses espaços se procura aproveitar de forma mais racional. É uma economia da subsistência e não da acumulação.
Entende-se que é preciso melhorar as matas ciliares para que as águas continuem abundantes, as empresas pequenas para não termos que transportar de outros mercados, gastando petróleo e poluindo mais, integrar as pessoas, conhecer a historia da região, a culinária, as pessoas notáveis que lá viveram, seus poetas, seus artistas, seus cantadores. É a ‘Casa Comum’ mesmo. É não ver a Terra apenas como um modo de produção, que é o que o capitalismo faz a partir de uma visão meramente instrumental.
Percebo viajando que há uma consciência nova que está surgindo. E se partimos da interpretação de que a Terra é um organismo vivo, de que há viva em cima dela, de que há propósito, ela mesma suscitará novos imaginários, novas utopias, novas maneiras de produzir e construir as casas, de utilizar bens e serviços de modo que se reduza a pobreza a formas responsáveis e suportáveis.
Essas biorregiões precisam ser abertas a outras comunidades, porque há coisas que não conseguem manter como, por exemplo, luz e internet. Então, por todas as partes é isso que nos dá esperança. O ser humano está tomando consciência do risco que ele corre e que ele pode, com tecnologia e inteligência,encontrar saídas salvadoras.
Mudanças culturais e políticas
Nós temos um grande problema, porque, teoricamente, nós desmontamos o sistema do capital. Sabemos que ele comete duas injustiças. De um lado, ele acumula muita riqueza em poucas mãos enquanto existe uma imensa pobreza. Essa é a injustiça social.
E ele comete uma injustiça ecológica devastando inteiros ecossistemas, produzindo verdadeiros desertos, especialmente a mineração. O capitalismo é um sistema bom para produzir riqueza, mas péssimo para produzir igualdade e justiça.
Mas nós somos vítimas ainda da cultura do capital que é a sua grande força, que nos obriga a trocar, de tempos em tempos, o celular, o tênis, seguir a moda, comprar seus produtos que estão em abundância. Então ele nos faz consumistas. Mudar isso exige educação e pensamento. Estamos bastante atrasados.
A partir dos últimos dados que a ONU publicou, sabemos que precisamos de 24 elementos que são fundamentais para sustentar a vida, a água, o solo, o clima, as fibras, os metais fundamentais para construirmos instrumentos, entre outras coisas. Desses 24, 15 estão em alto grau de erosão. Dois destes elementos podem significar o colapso da nossa civilização: a falta de água e o aquecimento global. O cruzamento dos dois pode produzir um desastre mundial com a fome de milhões de pessoas que não vão aceitar o veredicto de morte sobre elas. Pode ser uma catástrofe mundial.
Irracionalidade do capital
O sistema do capital se dá conta de que ele não consegue se reproduzir. Ele só faz mais do mesmo. Isso Marx já dizia. Quando o capital se esgota a partir dos bens que ele pode explorar, ele vai explorar o dinheiro. Hoje o capital se utiliza da especulação. São 60 trilhões que estão na produção, produzindo carros, geladeiras, sapatos e 300 trilhões que estão na bolsa, na especulação, no dinheiro virtual que não existe, mas que pessoas trocam e negociam. O grande propósito histórico desse sistema é acumular o máximo possível.
Eu acho que não conseguimos derrotar o capital com os nossos meios. Quem vai derrotar o capital será a Terra, negando meios de produção, como água e bens de serviço, fazendo com que fechem suas fábricas, que terminem grandes projetos ilusórios de crescimento.
Mas ele pode produzir grandes consequências negativas para a humanidade. Ele desestabiliza governos para implementar o neoliberalismo, que é a máxima acumulação de capital. Nos Estados Unidos, 1% acumula o correspondente a 90% da população. No Brasil, 71 mil pessoas controlam mais da metade de renda nacional. E com esse dinheiro manipulam o Estado, compram políticos e manejam o funcionamento da economia. Isso mostra a irracionalidade do sistema.
Então, nós estamos numa crise sistêmica. Por isso temos que conscientizar as pessoas, temos que ser chatos no sentido de retomar continuamente as questões ecológicas. O Papa escreve a Encíclica não para cristãos, mas para a humanidade. O tempo do relógio corre contra nós. Ou mudamos agora ou será tarde demais.
Dois sistemas em jogo
O que está em jogo são dois sistemas. Um sistema que supõe uma sociedade menor para 20% das pessoas, que terão os melhores produtos. É o projeto de uma sociedade mais fechada, de uma democracia mais reduzida, de baixa representatividade, que é o neoliberalismo puro.
E o segundo projeto que existe é o de uma democracia mais aberta, que se abre para questões sociais, visando inclusão dos que historicamente estavam excluídos. Esse era o projeto do Partido dos Trabalhadores (PT) e de seus aliados, que buscava criar significativas políticas sociais para matar a fome para propiciar casa, luz, acesso a bens, crédito consignado e formas de organizarem cooperativas, apoio à agroecologia. etc. Essa ainda não é a solução, mas já abre um caminho de esperança.
Mas não basta só criar consumidores, fazer com que pessoas tenham acesso a bens. É preciso criar um cidadão crítico, que critica o sistema, que quer uma democracia não só representativa, mas participativa, que quer uma escola melhor, transporte melhor, espaços de cultura e de lazer. Isso não foi tão acentuado no projeto do PT e de seus aliados. Fez-se bastante, mas a fraqueza é que, com a crise, esses que eram apenas consumidores e saíram da fome, correm risco de voltar à antiga miséria. Se fossem cidadãos críticos, buscariam caminhos alternativos.
Então, há duas visões de mundo que se chocam e aqui vem a pergunta: qual delas carrega uma esperança de futuro? Não é a primeira, porque ela já que tem 200 anos produzindo desgraça na maioria dos continentes. Essa nova democracia aberta, mais humana e mais amiga da vida, é que é portadora de esperança. Ela está acumulando energias até produzir um tsunami de boa vontade e criatividade. Aí sim começa para mim o século XXI.
Cenário Dilma ou Temer
A situação atual política do Brasil é extremamente confusa. É uma espécie de voo cego e ninguém pode dizer para onde nós vamos. Se o impeachment se confirmar e Dilma tiver que sair, posso imaginar que esse país irá parar, porque Temer é um presidente que não tem legitimidade, que é refém de si mesmo e que não pode sair às ruas sem ser vaiado.
Ele tem baixíssima aceitação popular. Ele irá criar um problema social que irá desembocar em um problema politico. Isso se dá principalmente pela montagem extremamente excludente que fez, pelo ataque aos programa sociais inaugurados pelos governos de Dilma e Lula. Essa situação vai forçar possivelmente a um plebiscito e voltaremos ao primeiro parágrafo da Constituição que diz que é o povo quem deve decidir, pois é ele o sujeito do poder.
O outro cenário é que Dilma volte. E há uma disputa grande entre os senadores para conquistar os indecisos.
Se ela voltar, ela mesmo já prometeu que irá fazer outro governo. Ela descobriu o povo brasileiro e seu carinho, principalmente por parte das mulheres. Então, ela fará um governo diferente, possivelmente com pessoas notáveis do país, para além dos partidos.
Ela vai atacar o que é mais urgente, que é o problema econômico e encaminhar a reforma política, porque com esse parlamento que esta ai não é possível fazer quase nada. Ele é um dos mais retrógrados e reacionários da história republicana brasileira. Se ela voltar será outra Dilma, com outras políticas e outras estratégicas.
Agora, não sabemos como será a votação do impeachment. Espero que haja o mínimo de racionalidade e que se compreenda a argumentação.
Há uma lei que está presente em todas as jurisdições desde Hamurabi até os tempos modernos, que é in dubio pro reo. Isto é, se há dúvida, então o réu tem primazia.
Os grande juristas, como Dalmo Dallari, dizem que não há crime. Mas o maior argumento para mim é o do Ministério Público Federal que diz: ‘Aqui não houve dolo, não há crime, então aconselhamos engavetar o processo’.
A pressão não é apenas brasileira, mas internacional. No fim, se trata de defender o pouco de democracia que temos. Por mais frágil que ela seja, ela ainda é o lugar em que pudemos conviver e discutir nossos representantes. Dilma representa a democracia. Negar Dilma é negar a democracia. E negar a democracia é golpe. E nós temos que dizer que é golpe mesmo.

Brasil de Fato

Sunday, 24 July 2016

FURG - Edição especial 2016: da leveza do ser à maciça teoria na defesa da vida

Revista eletrônica do mestrado em educação ambiental
PPGEA- FURG
Edição especial 2016: da leveza do ser à maciça teoria na defesa da vida
https://www.seer.furg.br/remea/issue/view/508/showToc

2016

EDIÇÃO ESPECIAL: DA LEVEZA DO SER À MACIÇA TEORIA NA DEFESA DA VIDA

Capa: Bernard Dumaine


SUMÁRIO

EDITORIAL

Michèle Sato, Vilmar Alves Pereira

POÉTICA

Carlos Rodrigues Brandão

ARTIGOS

Michèle Sato
10 - 27
Martha Tristão
28 - 49
Mauro Guimarães, Heitor Queiroz de Medeiros
50 - 67
Carlos Frederico B. Loureiro, Marília Freitas de Campos Tozoni-Reis
68 - 82
José Gutiérrez-Pérez
83 - 94
Dárcia Amaro Ávila, Paula Regina Costa Ribeiro, Paula Corrêa Henning
95 - 119
Rosana Manfrinate, mara Pizzato Quadros, Lúcia Shiguemi Kawahara
120 - 137
Vilmar Alves Pereira
138 - 162
Gabriel Kafure da Rocha
163 - 172
Javier Reyes Ruiz, Elba Castro Rosales
173 - 193


Thursday, 21 July 2016

A quem interessa o fim da educação ambiental nas escolas?

http://www.revistaforum.com.br/mariafro/2016/07/21/cristiano-passos/

Cristiano Passos: A quem interessa o fim da educação ambiental nas escolas?

E o desmonte do golpe prossegue, Cristiano Passos, ex coordenador geral de educação ambiental no MEC, escreve sobre o anúncio do governo golpista em acabar com a política educacional na área de Educação Ambiental. Que escola os golpistas querem? Uma escola onde o povo se submeta aos desmandos da Vale privatizada que matou o Rio Doce, destruiu Bento Rodrigues e chegou contaminando e destruindo tudo até o Espírito Santo. Uma escola que coloca em risco nossa própria sobrevivência como espécie.
A quem interessa o fim da educação ambiental nas escolas?
Por: Cristiano Cezar de Oliveira Passos*
A atual gestão do Ministério da Educação, golpista e reacionária, planeja acabar com a instância responsável pelas relações entre educação e meio ambiente nas escolas: a atual Coordenação-Geral de Educação Ambiental.
Um governo ilegítimo que tem como marca, o ataque aos direitos conquistados e o total desrespeito à democracia, logo imprimiria sua visão de mundo também na política de educação ambiental, como já vem fazendo em tantas outras pastas. Esse ato, se consolidando, retrocederá a gestão em mais de 40 anos, já que desde 1973 a educação ambiental está instituída nas estruturas do governo federal, com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), uma primeira iniciativa que visava sintonizar a agenda ambiental brasileira com a importância que o tema começava a ganhar no âmbito internacional. Com o discurso fortemente conservacionista, que apartava sociedade e meio ambiente, a ditadura civil-militar iniciou na década de 1970 projetos para apoiar a inserção da temática ambiental nos currículos escolares dos antigos 1° e 2° graus. Ao mesmo tempo o país do “Ame-o ou deixe-o” massacrou, dentre outros, seus povos originários e camponeses, como revelou a Comissão Nacional da Verdade, e transformou o desmatamento, a mineração e a construção de estradas e usinas hidrelétricas em negócios rentáveis para as multinacionais, os bancos e os políticos que apoiavam o golpe de 1964. Aliás, muitos desses, não por acaso ainda estão por ai nas entranhas dos poderes legislativo, executivo, judiciário e midiático. Contraditório? Talvez não.
Através da Lei nº 6.938 de 1981 (vigente) foi instituída a Política Nacional de Meio Ambiente que traz nos seus princípios a necessidade de incluir “a educação ambiental em todos os níveis de ensino objetivando a participação ativa na defesa do meio ambiente”. Na mesma direção a Constituição Federal/1988 estabeleceu, no artigo seu 225, a necessidade de “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”. Cabe destacar que até esse momento no âmbito dos marcos legais, a educação ambiental pouco dialogava com o campo dos direitos e do necessário enfrentamento das injustiças e violações de direitos atreladas às questões ambientais, mas enfim, essa não era uma marca apenas da educação ambiental, pois sabemos que toda a América Latina estava mergulhada no obscurantismo e na repressão. No mesmo período a organização popular dos povos da floresta, dos povos originários e dos sem-terra avançava em um campo de forte diálogo entre novos projetos societais e suas relações com o meio ambiente, a soberania alimentar e os direitos humanos.
Na década de 1990, período ainda marcado pelas fortes articulações resultantes da Conferência das Nações Unidades sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como Rio 92, foi instituída, através da Lei nº 9.795 de 1999, a Política Nacional de Educação Ambiental (vigente). Trata-se de um importante instrumento legal, ainda marcado pelo olhar conservacionista, mas com avanços em seus princípios, pois já delineia uma concepção do meio ambiente que considera “a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade”, bem como suas relações com o mundo do trabalho, além de compartilhar a responsabilidade entre governos e sociedade para garantir a implementação da política em questão.
No Governo Lula, finalmente a Coordenação-Geral de Educação Ambiental, criada em 1991 e empurrada para vários cantos no MEC, encontra seu lugar na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) junto à educação em direitos humanos, à educação escolar indígena, à educação do campo, à educação quilombola, à educação especial na perspectiva inclusiva, à educação de jovens e adultos, à educação para as relações étnico-raciais e às políticas de educação para a juventude.
Nesse período as pautas da educação ambiental permearam diversas conferências setoriais e arranjos institucionais em âmbito federal, estadual e municipal. Instâncias responsáveis pela educação ambiental dos governos e da sociedade civil começaram a se articular em âmbito local e nacional através do Orgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, dirigido pelos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente. Ao mesmo tempo o governo federal, através do MEC, começou a financiar programas permanentes de formação continuada de professores em educação ambiental, apoiar projetos de escolas de educação básica, extensão universitária e publicações.
Em 2012, o acúmulo de quase quatro décadas finalmente permitiu ao Ministério da Educação em conjunto com o Conselho Nacional de Educação elaborar e homologar as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental – Resolução CNE nº 02/2012. Um marco de referência que coloca a educação ambiental em relação direta com “a consciência crítica sobre a dimensão socioambiental; a participação individual e coletiva; o exercício da cidadania; a cooperação entre as diversas regiões do país visando à construção de uma sociedade ambientalmente justa e sustentável; a integração entre ciência e tecnologia visando à sustentabilidade socioambiental; a autodeterminação dos povos e a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e da interação entre as culturas, como fundamentos para o futuro da humanidade; a justiça econômica, a equidade social, étnica, racial e de gênero e os conhecimentos dos diversos grupos sociais formativos do país que utilizam e preservam a biodiversidade”.
Hoje, olhando para um marco legal com esses objetivos, pronto para ser trabalhado nas escolas de todo o país, fica claro porque um governo com as feições do atual quer desmontar mais essa política.
Acabar com o suporte à educação ambiental nas escolas públicas é ignorar completamente o desafio civilizatório que está colocado para a nossa sobrevivência enquanto espécie, bem como privar a população brasileira de conhecer e debater desafios emergentes como os impactos causados pelas mudanças climáticas em nossas vidas, a persistência da fome e de miséria mesmo com tantos avanços tecnológicos, os desequilíbrios ambientais provocados pelo atual modelo de produção e consumo, os lastimáveis níveis de saúde ambiental que boa parte da população brasileira ainda está submetida, a indefensável desvalorização dos conhecimentos dos povos e comunidades tradicionais e originários que constituem o nosso tecido social, a alarmante crise hídrica, os diversos crimes ambientais como os provocados pela indústria da mineração no Vale do Rio Doce e etc.
A quem interessa a extinção dessa política pública de educação?
*Cristiano Cezar de Oliveira Passos: Educador, Ex Coordenador Geral de Educação Ambiental no MEC – Governo Dilma

9 filmes baseados na filosofia de Nietzsche

http://www.docsity.com/pt/noticias/curiosidades-2/9-filmes-baseados-na-filosofia-de-nietzsche/

9 filmes baseados na filosofia de Nietzsche

São 9 filmes filosóficos que vão ajudar os estudantes de filosofia a entender a visão de Nietzsche.
Filmes de filosofia: não deixe de conferir a lista de filmes para estudantes de filosofia ou filósofos.
Apostilas de Filosofia

1. Advogado do Diabo

Título original: The Devil's Advocate
Advogado do Diabo
Um homem de sucesso dentro e fora do tribunal, um advogado de defesa que nunca perde um caso, apesar dos crimes cometidos pelos seus clientes e o presidente de uma firma de advocacia reconhecida mundialmente. O que eles têm em comum? Oportunidades, segredos e tentações. Os confrontos de Nietzsche sobre a força de vontade, um verdadeiro problema dos tempos modernos, são refletidos nesta obra filosófica.

2. Hitler: A Ascensão do Mal

Título original: Hitler: The Rise of Evil
Hitler A Ascensão do Mal
Filme detalhado sobre a vida do ditador alemão antes do período da Segunda Guerra Mundial. Walter A. Kaufmann fez um excelente trabalho de restauração dos valores e conceitos dafilosofia de Nietzsche neste filme.

3. Feitiço do Tempo

Título original: Groundhog Day
Feitiço do Tempo
Um repórter da TV vai para uma pequena cidade em pleno inverno, com o objetivo de resolver um problema particular. Querendo escapar o mais rápido possível daquela cidade, inexplicavelmente, ele fica preso no tempo e condenado a repetir todos os dias os mesmos acontecimentos. A estimulação do eterno retorno é a chave para o filme, cujo protagonista é forçado a aceitar seu destino, para deixá-lo.

4. Manderlay

Título original: Manderlay
Manderlay
Depois de deixar a cidade de Dogville, Grace e seu pai chegam por acaso às portas de Manderlay, plantação no sul dos Estados Unidos. Chegando lá desconbrem que, mesmo com a abolição da escravidão, o local continua trabalhando a todo vapor com a mão de obra escrava.
A moral da obra, baseada na filosofia de Nietzsche, se resume através em uma única pergunta: Como você pode ter tanta certeza de que o que você acha que são os valores da liberdade e da democracia são certos, como você diz que são?

5. Flores Partidas

Título original: Broken Flowers
Flores Partidas
Um solteirão convicto que acaba de terminar outro de seus muitos compromissos, recebe uma carta cor de rosa comunicando que ele tem um filho de 19 anos. Surpreso e curioso, ele decide deixar os Estados Unidos em busca da criança desconhecida.
Os quatro confrontos com suas amantes do passado têm a mesma estrutura, embora aparentemente eles são totalmente diferentes. Cada encontro é pior do que o anterior, mas a reação de Don é quase sempre a mesma. É uma espécie de eterno retorno, em que os acontecimentos não se repitam de forma idêntica, mas permanecem semelhantes. O niilismopode ser o segundo nome do protagonista.
O filme de filosofia conta sobre a auto-percepção e o comportamento após exceder os padrões morais da sociedade. Em seu mundo, tudo é permitido, mas não leva em conta esse tipo de liberdade. Cada uma das mulheres possuem a mesma importância para ele. Cada uma delas pode ter sido a autora da carta. Em um eterno retorno, cada opção é uma possibilidade.

6. Fonte da Vida

Título original: The Fountain
Fonte da Vida
Na Espanha do século XVI, um homem vai em busca de uma lendária árvore da vida. Hoje, uma pesquisadora com câncer pesquisador procura desesperadamente uma cura para se salvar. A terceira história une as duas anteriores: no séc. XXVI, um astronauta recebe a resposta para as questões fundamentais da existência.
Este filme centra-se no conceito de eterno retorno do Nietzsche. Um fato que acontece inúmeras vezes dentro de uma gama infinita de espaço. Os três protagonistas que trabalham em diferentes tempos e lugares, buscam o mesmo objetivo: a árvore da vida. Eles temem a morte, e todos eles trabalham muito duro para vencer essa tarefa, de modo que eles se esquecem de viver.

7. Festim Diabólico

Título original: Rope
Festim Diabólico
Em Nova York, dois homens matam um amigo, porque eles se consideram intelectualmente superiores a ele. Com toda a frieza e arrogância decidem testar as suas próprias habilidades e astúcia: escondendo o corpo em um baú, que servirá como uma mesa e será exposto no centro da vida de seu apartamento.
Tudo começa de uma discussão em classe sobre Nietzsche, em que se discute a criação de novos valores, e o fato de ir além dos conceitos de bom e mau.

8. Triunfo da Vontade

Título original: Triumph des Willens
Triunfo da Vontade
Leni Riefenstahl nos ensina em seus filmes sobre desfiles monumentais e discursos do Congresso Nacional Socialista Alemão de 1934. Um espetáculo cinematográfico hipnótico e aterrorizante que retrata, com imagens fortes, todos os símbolos (e barbárie) do regime nazista.
Como qualquer outro evento que tem a ver com Hitler mostram exemplo claros da vontade de poder, lembrando que a força e o poder são conceitos diferentes.

9. O Cavalo de Turin

Título original: A Torinói ló
O Cavalo de Turin
Turin: 03 de janeiro de 1889, o filósofo Nietzsche sai de sua casa, na estrada perceber que um camponês luta com seu cavalo, que não obedecerem, o homem perde a paciência e começa a chicotear o animal.
Nietzsche surge e tenta impedir a brutalidade dos golpes com seu próprio corpo. Desde então, ele perde a consciência e é levado para casa, onde ele permaneceu em silêncio por dois dias.
A partir desse acontecimento trágico Nietzsche nunca se recupera da razão, e está sob os cuidados de sua mãe e irmãs até o dia de sua morte, em 25 de agosto de 1900.
A partir deste acontecimento o filme tenta representar a forma como o agricultor, sua filha, o velho cavalo doente e sua existência miserável.
Este filme não é apenas influenciado pela filosofia de Nietzsche também representa a causa dessa grande filosofia, o peso da existência humana.
eterno retorno aqui não é algo estranho ou fora do lugar. Niilismo é um dos personagens simples, não há nenhuma barreira entre o mundo dos personagens e o público.

Wednesday, 20 July 2016

RESULTADO DO EDITAL COMPLEMENTAR DE INSCRIÇÃO PARA O CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM “EDUCAÇÃO AMBIENTAL CAMPENSINA”



 Inscrições Deferidas
  1.  Ana Paula - Nossa senhora do Livramento
  2. Arlete Pereira Leite - Nossa senhora do Livramento
  3. Eliane Arruda - Nossa senhora do Livramento
  4. Eliseia Lopes Borges - Cáceres
  5. Ester Aparecida da Silva - Mirassol do Oeste
  6. Fabiana Gonçalves da Costa - Tangará da Serra
  7. Ozeneide da Silva Moreira - Barra do Bugres-MT
  8.  Júnia Auxiliadora Santana - Nossa senhora do Livramento
  9.  Virgínea Keller Figueiredo - Mirassol do Oeste


Tuesday, 12 July 2016

EDITAL COMPLEMENTAR DE INSCRIÇÃO PARA O CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM “EDUCAÇÃO AMBIENTAL CAMPENSINA”

Divulgando .....

EDITAL COMPLEMENTAR DE INSCRIÇÃO PARA O CURSO DE
ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM “EDUCAÇÃO AMBIENTAL CAMPENSINA”

A Coordenação do Curso de Especialização em Educação Ambiental Campesina, no uso de suas atribuições legais, torna público o presente Edital, visando à seleção de candidatos para 10 (dez) vagas complementares.

  1. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
·       INÍCIO 02/02/2016  (O curso foi aprovado pela Resolução CONSEPE Nº44, de 29 de abril de 2013).
·       TÉRMINO 15/05/2018.
O curso finaliza suas atividades com a apresentação dos trabalhos de conclusão de curso (artigo 9, inciso VIII da resolução CONSEPE 75/2005)

CARGA HORÁRIA: 360h (trezentos e sessenta horas).
PERIODICIDADE: Os Círculos de Cultura, com 90h cada, serão oferecidos duas vezes ao ano (15 e/ou 20 dias corridos por Círculos de Cultura - módulos/eixos) em regime integral neste período. Sendo que, a metodologia da Pedagogia da Alternância é fundamental para a realização das atividades pedagógicas da especialização. Previsão para os círculos de cultura: julho/2016; novembro/2016; janeiro/fevereiro/2017; julho/2017 e janeiro/fevereiro/2018.

NÚMERO DE VAGAS DESTE EDITAL: 10 vagas complementares.



3.     INSCRIÇÃO


4.      PÚBLICO BENEFICIADO:


5.    PROCESSO SELETIVO
A seleção será efetuada através da proposta enviada no ato da inscrição onde o candidato deverá apresentar uma carta de intenção de ingresso no curso conforme letra e do item 02 (deste edital) com a seguinte formatação: quantidade de páginas: mínimo 2 e máximo 5, fonte arial, tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5. Bibliografia básica para a seleção (disponível no Anexo II)

5.1 A seleção complementar ocorrerá de acordo com o seguinte Calendário:
Período de Inscrições por e-mail
12 a 19 de julho de 2016
Divulgação do Resultado
20   de julho de 2016
Período de Recurso
20 de julho de 2016
Resultado Final
21 de julho de 2016

5.1         RECURSOS
O não cumprimento das normas estipulados neste Edital implicará na exclusão do candidato na seleção.
Caberá recurso em relação à seleção no prazo estipulado de 17 e 18/12/2015 (O pedido deverá ser justificado, expondo de forma clara e objetiva e indicar com precisão o ponto sobre o qual versa o recurso).
A solicitação deverá ser dirigida a Coordenação do Curso em questão, por meio de correio eletrônico para eacampesina@gmail.com

6.   MATRICULA

Os candidatos aprovados deverão efetivar sua matrícula no começo do Primeiro Círculo de Cultura, com a seguinte documentação:



7.               OUTRAS INFORMAÇÕES:

Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Educação, Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (sala 66), Curso de especialização em Educação Ambiental Campesina. Endereço: Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 2.367, Campus UFMT, Bairro: Boa Esperança,Cuiabá/MT, CEP: 78060-900. Email: eacampesina@gmail.com

Os casos omissos e as situações não previstas nesta chamada serão resolvidos pela Coordenação do Curso de Especialização Educação Ambiental Campesina - CEEAC



Cuiabá, 12 de julho de 2016.




Profª Dra. Regina Aparecida da Silva
Coordenação do Curso de Especialização Educação Ambiental Campesina