Friday, 16 December 2011

8/8 REL.2011 produção científica

produção científica
2010 - 2011


(*) ATENÇÃO: As produções abaixo não são totalizantes de nossas vidas acadêmicas, mas foram selecionadas apenas aquelas que possuem relação à educação ambiental no contexto do Projeto INAU, seja em forma de contribuição nascida dentro do projeto ou para o projeto.

ARTIGOS PUBLICADOS EM PERIÓDICOS

1. JABER, Michelle Tatiane, SATO, Michèle. Polissemia dos conflitos ambientais do estado de Mato Grosso. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental. , v. 24, p. 443 - 459, 2010.
2.SATO, Michèle, TRAJBER, Rachel. Educar para a sustentabilidade. Pátio (Porto Alegre. 2002). , v. 2, p. 18 - 22, 2010.
3.SILVA, Regina Aparecida da, SATO, Michèle. Territórios e identidades: mapeamento dos grupos sociais do Estado de Mato Grosso - Brasil. Ambiente e Sociedade (Campinas). , v. 13, p. 261 - 281, 2010.

Submetidos com aprovação, aguardando publicação:
1. QUADROS, Imara; SATO, Michèle; KAWAHARA, Lúcia. Deslizando da margem à correnteza: a mobilidade da canoa na arte da educação ambiental. AmbientalMente Sostenible. Galícia: Universidad de Coruña, 2012 (prensa).
2.SATO, Michèle; SILVA, Regina; JABER, Michelle. The roads of the social map: the insurgency of a research methodology in participatory mappings. Edited by Kate McCoy, Eve Tuck, and Marcia McKenzie, Environmental Education Research. Special issue Land Education: Indigenous, postcolonial, and decolonizing perspectives on place and environmental education research. Oxford: Routledge, 2012 (in press).

Submetidos, aguardando parecer:
1.JABER, Michelle; SATO, Michèle. O mapeamento dos conflitos socioambientais do Estado Mato Grosso – Brasil. Submetido para apreciação da revista “Sociedade e Ambiente” da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
2.SILVA, Maria Liete; SATO, Michèle. Áreas Úmidas: a educomunicação socioambiental e a multiplicidade de saberes. Submetido para apreciação da revista “Pesquisa em Educação Ambiental” da Universidade de São Paulo (USP).


LIVRO ORGANIZADO

1.SATO, Michèle (Org.). Eco-Ar-Te para o reencantamento do mundo. São Carlos: RiMa & Cuiabá: FAPEMAT, 2011, 351 p.

CAPÍTULOS DE LIVROS PUBLICADOS

1.QUADROS, Imara. Arte popular: trilheira para a arte-educação-ambiental. In: SATO, Michèle (Org.). Eco-Ar-Te para o reencantamento do mundo. São Carlos: RiMa Editora & Cuiabá: FAPEMAT, 2011, p. 52-61.
2.SATO, Michèle. Cartografia do imaginário no mundo da pesquisa In: Educação ambiental para o semiárido. 1 ed. João Pessoa: EDUFPB, 2011, v.1, p. 539-569.
3.SATO, Michèle. Po-Éticas da educação ambiental In: Eco-Ar-Te para o reencantamento do mundo. São Carlos: RiMa & Cuiabá: FAPEMAT, 2011, v.1, p. 1-8.
4.SATO, Michèle. Territórios, identidades e ecologia de resistência In: Educação ambiental no mundo globalizado. 1 ed. João Pessoa: UFPB, 2011, v.1, p. 27-38.
5.SATO, Michèle, PASSOS, Luiz Augusto. Aato to kankyou kyouiku In: EDS (Jizoku kanou na kaihatsu no tame no kyouiku) wo tsukuru - chiiki de hiraku mirai he no Kyouiku. 1 ed. Kyoto : Minerva-shobo Press, 2010, v.1, p. 213-233.
6.SILVA, Maria Liete Alves. O cinismo do mundo. In: SATO, Michèle (Org.). Eco-Ar-Te para o reencantamento do mundo. São Carlos: RiMa Editora & Cuiabá: FAPEMAT, 2011, p. 134-141.


TRABALHOS PUBLICADOS EM ANAIS DE EVENTOS QUALIS (COMPLETOS)

1. CAETANO, E. ; SANTOS, L. K. . Reestruturação do processo produtivo: produção associada. In: I Seminário Nacional da Pós-Graduação em Ciências Sociais, 2011, Vitória. I Seminário Nacional da Pós-Graduação em Ciências Sociais, 2011.
2.KAWAHARA, L. S., QUADROS, I. P., SATO, Michèle. Arte popular e educação ambiental de resistência no pantanal: integrando saberes em diálogo In: V EPEA - Encontro “Pesquisa em Educação Ambiental”, 2011, Ribeirão Preto: V EPEA - Encontro “Pesquisa em Educação Ambiental”. Ribeirão Preto: USP, UNESP & UFSCar, 2011. v.1. p.1 - 14
3.KAWAHARA, L. S., QUADROS, I. P., SATO, Michèle. Pedagogia Pantaneira no trançado da identidade dos canoeiros, pela linguagem bilíngue da arte-educação-ambiental In: 34 reunião anual da anped, 2011, Natal: 34 reunião anual da anped. Natal: Anped & Ufrn, 2011. v.1. p. 1 – 16.
4.QUADROS, I. P., SATO, Michèle. Caminhos, encontros e escutas: fios de uma cosmonarrativa In: X Encontro de Pesquisa em Educação da ANPEd Centro-Oeste - Desafios da produção e divulgação do conhecimento, 2010, Uberlândia/MG. Anais do X Encontro de Pesquisa em Educação da ANPED Centro-Oeste - Desafios da produção e divulgação do conhecimento. , 2010, p. 1 - 15.
5.SATO, Michèle. Pot-pourri da ecologia de resistência. 34ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (ANPEd): Seção especial - direitos humanos, sujeitos e movimentos sociais: educação do campo, quilombola, ambiental e relações de gênero. In: 34 reunião anual da ANPEd, 2011, Natal: 34 reunião anual da ANPEd. Natal: ANPEd & UFRN, 2011. v.1. p.1 – 24.


CADERNOS PEDAGÓGICOS

1.OLIVEIRA JÚNIOR, Samuel Borges de, SATO, Michèle. São Pedro de Joselândia. Caderno Pedagógico. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2011.
2.QUADROS, I. P., SATO, Michèle, CORREIA FILHO, J. G. No caminho das águas, a feitura da canoa. Caderno Pedagógico. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2011.
3.SATO, Michèle, BUSATTO, I., SILVA, Maria Liete Alves, SILVA, Regina Aparecida da, FANZERES, A., REGINA, A. W., LIMA, Artema, JABER, Michelle Tatiane, ALBERNAZ, R., QUADROS, I. P., KAYABI, E. Avaliação ecossistêmica do milênio e o pensamento indígena. Caderno Pedagógico. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2011.
4.SATO, Michèle. Alice no país da sustentabilidade. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2011.
5.SILVA, Regina Aparecida da, SATO, Michèle. Mapa social. Caderno Pedagógico. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2011.

Fascículos pedagógicos – Série Avaliação Ecossistêmica do Milênio
1.SATO, Michèle et al. Avaliação Ecossistêmica do Milênio: Comunidades. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2010.
2.SATO, Michèle et al. Avaliação Ecossistêmica do Milênio: Juventudes. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2010.
3.SATO, Michèle et al. Avaliação Ecossistêmica do Milênio: Tomadores de decisão. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2010.


PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS COM PÔSTER

1. AZEREDO, Eloisa Rosana. CAETANO, Edson. As Mulheres da Associação Comunitária e de Micro Produtores Rurais de Joselândia: Um estudo sobre Trabalho e Produção de Saberes, II Semana Acadêmica da UFMT, 2011, Brasil.
2. CAETANO, Edson. AZEREDO, Eloisa Rosana. SANTOS, Liria Keli dos. GUERINO, Mariana de Fátima. Identidades, Trabalho e Cultura em São Pedro de Joselândia. II Semana Acadêmica da UFMT, 2011, Brasil.
3. JABER, Michelle; SATO, Michèle. Mapping of the socio-environmental conflicts: A look at the Pantanal of São Pedro de Joselândia. 2nd SCIENTIFIC EVALUATION MEETING OF INCT ÁREAS ÚMIDAS (INAU), Cuiabá. 2011.
4.KAWAHARA, L. S. I. ; QUADROS, I.; SATO, M. . Canoa pantaneira: a arte de esculpir uma identidade cultural de resistência. II Seminário REMP/MT: Olhares Educativos Sobre História, Memória E Arte. Canoa Pantaneira. Cuiabá, MT. 2011.
5. KAWAHARA, L. S. I. ; QUADROS, I.; SATO, M. Iconografias de um natifúndio guardador de águas: educação ambiental e arte popular da canoa pantaneira. II Seminário REMP/MT: Olhares Educativos Sobre História, Memória E Arte. Cuiabá, MT. 2011.
6.KAWAHARA, L. S. I. ; Festa de São Pedro e o saber pantaneiro observados à luz da Educação Ambiental. II SEMANA ACADÊMICA DA UFMT. Cuiabá, MT: 2011
7. KAWAHARA, L. S. I. ; QUADROS, I.; SATO, M. Canoe of Pantanal: an sculpture art of resisting cultural identity . 2nd SCIENTIFIC EVALUATION MEETING OF INCT ÁREAS ÚMIDAS (INAU), Cuiabá. 2011.
8.QUADROS, I.P. Educação Ambiental e arte popular da canoa pantaneira: iconografias de um natifúndio guardador de águas. II Semana Acadêmica da UFMT. Cuiabá, MT:  2011.
9.SANTOS, Liria Keli dos. CAETANO, Edson. Trabalho e Construção de Saberes na Comunidade do Imbé. II Semana Acadêmica da UFMT, 2011, Brasil.
10.  SILVA, Maria Liete Alves. Joselândia: a educomunicação e o diálogo de saberes. II SEMANA ACADÊMICA DA UFMT. Cuiabá, MT: 2011
11.   SILVA, Maria Liete Alves. Educommunication and creating spaces of dialogue 2nd SCIENTIFIC EVALUATION MEETING OF INCT ÁREAS ÚMIDAS (INAU), Cuiabá. 2011.


TRABALHOS PUBLICADOS EM ANAIS DE EVENTOS (RESUMOS)

1.OLIVEIRA JÚNIOR, Samuel Borges de, SATO, Michèle. Conhecimento local das áreas úmidas pantaneiras por moradores do distrito de Joselândia, Barão de Melgaço/MT In: VI Encontro da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - Territórios e Identidades, 2010, Cuiabá/MT. Anais do VI Encontro da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - Territórios e Identidades. , 2010. p. 258 – 259.
2.QUADROS, I. P., SATO, Michèle. Caminhos, encontros e escutas: fios de uma cosmonarrativa In: X Encontro de Pesquisa em Educação da ANPEd Centro-Oeste - Desafios da produção e divulgação do conhecimento, 2010, Uberlândia/MG.  Anais do X Encontro de Pesquisa em Educação da ANPEd Centro-Oeste - Desafios da produção e divulgação do conhecimento. , 2010. p. 441 – 441.
3.QUADROS, I. P., SATO, Michèle. Urdindo serviços ecossistêmicos artísticos-culturais In: VI Encontro da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - Territórios e Identidades, 2010, Cuiabá/MT. Anais do VI Encontro da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - Territórios e Identidades. , 2010. p.61 - 61
4.SILVA, Maria Liete Alves, SATO, Michèle. A educomunicação e a construção de mapas de serviços ecossistêmicos In: VI Encontro da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - Territórios e Identidades, 2010, Cuiabá/MT. Anais do VI Encontro da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental - Territórios e Identidades. , 2010. p. 46 – 48.


TRABALHOS TÉCNICOS

1. JABER, Michelle Tatiane, SILVA, Regina Aparecida; SATO, Michèle. Relatório Estadual de Direitos Humanos e da Terra. Relatório Estadual. Cuiabá: GPEA, UFMT, 2011.
2. JABER, Michelle Tatiane, SATO, Michèle. Mapa dos conflitos socioambientais, 2011.  (Mapa, Cartas, Mapas ou Similares).
3. SILVA, Regina Aparecida da, SATO, Michèle. Mapa dos grupos sociais, 2011.  (Mapa, Cartas, Mapas ou Similares).


MATÉRIA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM JORNAIS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

1.SATO, Michèle. Antagonismo da liberdade. Revista Sina. Cuiabá/MT, p. 15 - 16, 2010.
2.SATO, Michèle. Uma Carta da Terra escrita pela educação ambiental. Revista Sina. Cuiabá/MT, p. 22 - 23, 2010.

MANUSCRITOS

1. SILVA, Maria Liete Alves.  Cambará: espaços de intercientificidade. (Manuscrito)
2. KAWAHARA, L. S. I. Grupo pesquisador em educação ambiental: aprendendo nas “estradas de chão e de água” do pantanal. (Manuscrito)


SINOPSE

ARTIGO
3 publicados
2 submetidos e aprovados, aguardando publicação (1 em inglês)
2 submetidos, aguardando parecer
LIVRO
1 livro organizado
CAPÍTULO DE LIVRO
6 capítulos de livros publicados
TRABALHO COMPLETO
5 trabalhos completos em eventos Qualis
MATERIAL EDUCATIVO
5 cadernos pedagógicos com ISBN
3 fascículos pedagógicos
EVENTO CIENTÍFICO
11 pôsteres
5 resumos
TRABALHO TÉCNICO
2 mapas técnicos com ISBN
1 relatório de direitos humanos
MATÉRIA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
2 textos em revista de comunicação de massa
MANUSCRITO
2 artigos em desenvolvimento






RELATÓRIO DE PESQUISA
LABORATÓRIO  5 
Projeto - Ciência e Cultura na Reinvenção educomunicativa


Cuiabá: 01 de dezembro de 2011.

AUTORIA DESTE RELATÓRIO:
Michèle Sato (Coordenadora)
André Manfrinate
Eloísa Azeredo
Imara Quadros
Lirian Santos
Lúcia Kawahara
Maria Liete A. Silva
Michelle Jaber
Regina Silva
Rosana Manfrinate
Samuel Borges de Oliveira Jr



Em busca dos macacos perdidos

fonte - o eco
http://www.oeco.com.br/reportagens/25535-em-busca-dos-macacos-perdidos?utm_source=newsletter_269&utm_medium=email&utm_campaign=hoje-em-o-eco--15-de-dezembro-de-2011





A redescoberta do macaco-prego-galego é uma das histórias de sucesso do Centro de Pesquisas em Primatas. Foto: Adriano Gambarini
O macaco-prego-galego (Cebus flavius) é uma espécie com distribuição restrita e extremamente ameaçada de extinção. E só há pouco tempo, sua existência foi confirmada pela ciência. Na verdade, ele já havia sido identificado no Século XVII, mas há até pouco tempo, sua existência não era considerada válida pela ciência, ou seja, não se acreditava que pudesse realmente ser definida como uma espécie. Sequer havia sido observado até o início deste século.

No Brasil existem mais de 120 espécies e subspécies de primatas. Entre elas, 47 estão em alguma lista de ameaçadas de extinção.
Mas em 2006, a partir de um estudo conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do Instituto Chico Mendes, o macaco-prego-galego foi redescoberto. “O CPB redescobriu a espécie a partir de indivíduos que chegavam a centros de triagem e também em trabalhos de campo. Daí, então, fizemos uma pesquisa histórica e identificamos a espécie”, conta o coordenador do CPB, Leandro Jerusalinsky.


Como é uma espécie da Mata Atlântica, já se esperava que o macaco-prego-galego estivesse ameaçado de extinção tão logo foi confirmada a sua redescoberta. Por isto, a área de ocorrência dele foi mapeada pelo CPB. Ainda existem estudos em andamento, que buscam conhecer melhor a distribuição do animal e o estado de conservação. Há também pesquisas sobre hábitos alimentares e a organização dos grupos.

Já foram obtidas informações importantes sobre a espécie, que hoje está restrita a poucas áreas da Mata Atlântica, ao norte do Rio São Francisco. O macaco-prego-galego já ocupava uma área restrita de Mata Atlântica, a Zona da Mata Nodestina, nos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, mas que agora está muito mais reduzida. Historicamente, esta floresta foi sendo destruída por sucessivos ciclos econômicos, principalmente o da cana-de-açúcar.

Aniversário

A redescoberta do macaco-prego-galego é uma das conquistas do CPB, criado em 2001, em João Pessoa. Em outubro completou dez anos de existência. O Centro foi criado ainda no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e passou para o ICMBio após as mudanças sofridas em 2008.

O Centro trabalha com espécies que estão entre as mais ameaçadas e que não são objeto de ações ou pesquisa de outras instituições. A busca de informações básicas, como área de ocorrência e ameaças, são importantes para a atuação do centro, que pode propor ações para a preservação, como criação de Unidades de Conservação ou estratégias de manejo. “Desde a criação, é voltado para a pesquisa e conservação de primatas, sendo que esta pesquisa é sempre estratégica para gerar informações para espécies ameaçadas”, conta Jerusalinsky.

Guigó

Espécie de guigó, Callicebus coimbral vive nas matas escassas e ameaçadas do Nordeste. Por isso ganharam unidade de conservação em Sergipe. Foto: João Pedro de Souza-Alves | Clique para ampliar a imagem.
No Brasil existem mais de 120 espécies e subspécies de primatas. Entre elas, 47 estão em alguma lista de ameaçadas de extinção. É o caso das duas espécies de guigó (Callicebus coimbrai e Callicebus barbarabrownae), parentes do Parauacu e Uacari que ocorrem na Amazônia e que ganharam uma área protegida em Sergipe, o Refúgio da Vida Silvestre da Mata do Junco.

O que é um guigó?

O guigó é maior do que um sagui e pesa cerca de 1 quilo. Ele ocorre no Recôncavo Baiano e em Sergipe, ao sul do Rio São Francisco.
Descrito em 1999, ele é o mais recente primata descoberto na Mata Atlântica e tão logo foi descoberto entrou para listas de espécies ameaçadas. O guigó é considerado em risco na lista brasileira de espécies ameaçadas e classificado como em perigo, desde 2007, pela IUCN.

Calcula-se que tenham restado cerca de 2 mil guigós na natureza. Mas um grande esforço para o mapeamento e diagnóstico pode mudar a situação de ameaça deste primata. Entre 2004 e 2006, foram realizadas seis expedições para inventário e mapeamento de populações remanescentes das espécies.

Durante este trabalho, foram identificadas 65 populações do Callicebus coimbrai. Os estudos, realizados em colaboração coma Universidade Estadual de Sergipe e Secretaria Estadual de Meio Ambiente, buscam apresentar o habitat, hábitos alimentares e relação com outras espécies ameaçadas, como o macaco-prego-de-peito-amarelo, que ocorre na mesma área.

Outras espécies

Desde 2005, o CPB estuda o Caiarara (Cebus kaapori), “um primata muito sensível a perturbação do meio ambiente, prejudicado até pelo corte seletivo de árvores”. Foto: Liza Veiga - Banco de Imagens CPB/ICMBio
Guigós e macacos-pregos-galegos vivem uma situação infelizmente comum entre os primatas da Mata Atlântica. Na verdade, dois terços dos primatas que ocorrem neste bioma estão ameaçados.

Em comum todos os primatas brasileiros vivem em florestas, nas árvores, e sofrem com a caça e perda de habitat. Na Mata Atlântica, a redução da área de ocorrência é ainda mais grave, devido a este bioma ter a maior densidade populacional, de humanos, e restar menos de 10% da floresta original.

Uma das situações mais preocupantes é a do bugio ou guariba (Alouatta ululata), considerado um dos dez primatas mais ameaçados do país. Entre as oito espécies de guariba que existem no Brasil, esta é única que ocorre em uma área de transição, entre Cerrado, Caatinga, Amazônia e Mata Atlântica, em remanescentes de floresta que se estendem do Maranhão ao Ceará. O projeto Ululata, iniciado em 2004, realiza um inventário e mapeamento das áreas de ocorrência da espécie.

Desde 2005, o CPB estuda o Caiarara (Cebus kaapori), “um primata muito sensível a perturbação do meio ambiente, prejudicado até pelo corte seletivo de árvores”, nas palavras de Jerusalinsky. O caiarara está criticamente ameaçado de extinção. Na Amazônia também existem esforços com o Cepam, WCS e Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para protejer o Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor).

Há também preocupação com outros temas. Está sendo realizado, por exemplo, um mapeamento de espécies invasoras. “Pessoas pegam para domesticar a levam para outras regiões. Quando é pequeno, é dócil, mas adultos, quando atingem a maturidade sexual, ficam mais agressivos. Aí, soltam em qualquer lugar”, conta... Ele cita os casos de saguis, de macacos-prego, de micos de cheiro - naturais da Amazônia mas com população em Pernambuco, Salvador (BA) e Rio de Janeiro, até mesmo em unidades de conservação.

A estratégia usada pelo CBP é fazer acordos, através de Planos de Ação, para reunir várias instituições, até mesmo com interesses conflitantes, para alcançar um objetivo comum. Estes planos prevêem metas e conjuntos de ações que devem ser implatadas por todos os parceiros. “A gente sabe que o país está se desenvolvendo, sabe que tem impactos e sabe que tem interesses, então...”, afirma o coordenador.

Thursday, 15 December 2011

"PARTÍCULA DE DEUS"

fonte - sbpc
http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_12_15&pagina=noticias&id=07084


PERTO DA "PARTÍCULA DE DEUS"
Fonte: Max Milliano Melo, Diário de Pernambuco de 14.12.2011
Cientistas anunciam estar mais próximo do que nunca de confirmar a existência do bóson de Higgs

Este ano, as grandes estrelas da ciência, ironicamente, pertencem ao mundo das minúsculas partículas. Depois de cientistas italianos terem medido neutrinos viajando mais rápido do que a luz, estruturas menores que os átomos voltaram a causar alvoroço na comunidade científica. Pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) anunciaram ontem ter “encurralado” o bóson de Higgs, ou “partícula de Deus”, hipoteticamente responsável pela matéria, logo pela existência da gravidade e de todo o Universo.

Segundo o Modelo Padrão de Partículas, principal teoria que explica a formação dos átomos, o bóson seria uma estrutura subatômica, ou seja, menor que um átomo, formada durante o big-bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos. Pelo modelo, o bóson teria a capacidade de interagir com o campo magnético que permeia todas as partículas existentes no mundo. Dependendo de como acontece essa interação, as outras partículas ganham massa ou permanecem sem massa, como ocorre com a luz, por exemplo. Embora a teoria se encaixe na maioria dos experimentos existentes até hoje, sua existência nunca foi comprovada.

Para encontrar o rastro dessa espécie de “tijolo” do cosmos, proposto pelo pesquisador britânico Peter Higgs na década de 1960, os pesquisadores precisaram investir tempo e recursos, além de contar um pouco com a sorte. A ocorrência do bóson é extremamente rara. Dentro do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), um gigantesco equipamento com 27km de diâmetro, instalado no subsolo da fronteira entre a França e a Suíça, os cientistas enviaram em direções opostas prótons que, ao se chocarem, liberavam uma série de partículas.

Cada minúscula estrutura possuiu uma massa, medida na forma de energia por giga elétron-volts (GeV). O LHC tenta então encontrar os bósons observando aquelas partículas com massa entre 100 GeV a 600 GeV. Os dois grupos (Atlas e CMS) que pesquisam no laboratório europeu chegaram às mesmas conclusões. “Nossas análises confirmam a exclusão do bóson de Higgs em um intervalo de massa de 127 a 600 GeV, mas ao mesmo tempo mostram pela primeira vez alguns indícios, ainda não conclusivos, de que o bóson de Higgs pode existir com uma massa ao redor de 125 GeV”, contou o pesquisador do Cern Rogerio Rosenfeld, também ligado à Universidade Paulista (Unesp).

Rastros 

Além de descartar uma ampla gama de possibilidades de faixas de localização, os cientistas determinaram na faixa dos 127GeV a provável localização das ditas partículas divinas. “O que vemos hoje são apenas ‘rastros’ do que podem ser os bósons. Os resultados ainda são muito tênues para determinar conclusivamente a existência da partícula, mas dão uma pista importantíssima de onde procurá-la”, conta o também pesquisador do Cern e da Unesp Sérgio Novaes. “É como se fosse um rádio chiando. Conseguimos, em meio a todo o barulho, encontrar um sinal do que estamos procurando. Agora, precisamos tentar fazer esse sinal ocorrer novamente para confirmar sua existência.”

A expectativa dos especialistas é de que o próximo ano seja histórico para a física. Seguindo o planejamento de experiências, até o final de 2012 os pesquisadores já terão realizado colisões de prótons suficientes para ter observado a liberação dos bósons. “O próximo passo agora é repetir os experimentos várias vezes para tentar localizar novamente essas alterações na faixa dos 127GeV, o que esperamos ter conseguido até o final do próximo ano, se tudo correr bem”, conta Novaes. “Somente resultados mais robustos podem confirmar a existência destas partículas, mas o apresentado hoje (ontem) mostra que estamos no caminho certo”, completa.

Há dois anos em funcionamento, o LHC foi concebido justamente para confirmar a existência e compreender melhor essa partícula, que há décadas se esconde dos pesquisadores. Ela seria uma das últimas — e talvez a mais importante — peças do quebra-cabeça que explica o surgimento da matéria. Embora o restante do Modelo Padrão de Partículas e Interações já tenha sido desvendado, ainda faltava confirmar a existência da partícula e determinar sua massa. “Ao longo das últimas décadas, a massa de outras partículas elementares da matérias, os quarks e os léptons, foram determinadas. Mas, para confirmar essa teoria, ainda falta entender a cola que une essas informações: o bóson”, conta Eduardo do Couto e Silva, físico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT).

Para ele, embora ainda não seja possível determinar com exatidão a existência da partícula, este é um momento “extraordinário” para a física. “O homem foi capaz de criar condições para entender alguns dos processos que mais desafiam o nosso entendimento”.

Maldição

Embora o termo “partícula de Deus” tenha sido consagrado, ele desagrada muitos cientistas, que consideram a designação exagerada. A origem do apelido não se deve a um pesquisador, mas a uma editora de livros. Quando o vencedor no Nobel de Física de 1988, Leon Lederman, terminou de escrever, em 1993, um livro sobre o assunto, o nomeou como the goddamn particle (expressão em inglês que pode ser traduzida como maldita partícula), em função da dificuldade que os cientistas enfrentam para localizá-la. No entanto, o editor do livro achou o termo agressivo e de pouco impacto, e sugeriu o título The God Particle (A partícula de Deus), termo do qual os cientistas nunca mais conseguiram se livrar.

Wednesday, 14 December 2011

Energia solar é mais barata do que se pensa

fonte - o eco
http://www.oeco.com.br/noticias/25533-energia-solar-e-mais-barata-do-que-se-pensa?utm_source=newsletter_268&utm_medium=email&utm_campaign=hoje-em-o-eco-14-de-dezembro-de-2011


Projeto da sede da Apple: localizada em Cupertino, Califórnia, tem formato de disco voador e telhado recoberto de painéis solares. Foto: Divulgação
Pesquisadores da Queens’s University, no Canadá, acreditam que o custo da energia produzida por células fotovoltaicas tem sido exagerado. Segundo eles, a tecnologia está prestes a ultrapassar o limiar em que poderá ser amplamente adotada, pois terá preço semelhante a fontes comuns, como termoelétricas.

Joshua Pearce, professor adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica e de Materiais, aponta que os cálculos para energia solar não tem levado em consideração a redução de custo dos painéis fotovoltaicos de 70% desde 2009. Outro fator que tem sido exagerado é a perda de eficiência das células fotovoltaicas ao longo do tempo. Enquanto a maioria dos estudos considera que essa decadência é de 1% ao ano, na verdade os painéis perdem apenas entre 0,1 e 0,2%. Pearce defende, junto com mais dois autores, seus números em artigo sobre o assunto que pode ser baixado aqui. O grupo também criou uma calculadora -- bastante técnica -- para fazer esse cálculo. Ela pode ser baixada em formato Excel aqui(repare o link no lado direito da página de web).

Talvez seja isso que está levando empresas de vanguarda a construírem sedes com enormes áreas cobertas por painéis solares. A Apple é uma delas. Pouco antes de falecer, Steve Jobs anunciou a nova sede da empresa, em Cupertino, Califórnia, que tem forma de disco voador. Toda a cobertura da estrutura, cerca de 46 mil metros quadrados, será recoberta de painéis solares capazes de produzir 5 MW. A nova instalação da Apple terá uma capacidade de produção de energia 3 vezes maior do que a da sede da Google e será a a maior nos EUA até que um novo prédio da ToysRus fique pronto e produza, de acordo com os planos, 5,4 MW.

O futuro telhado solar da nova sede da Apple – desde que o sol esteja brilhando -- poderá suprir o consumo de algo como 7 mil residências típicas californianas. Mesmo assim, não será suficiente para cobrir todo o consumo da empresa. Para complementar o total necessário e ser o mais verde possível, a Apple terá sua própria usina de energia baseada em gás natural. A rede pública de energia só será usada como alternativa em momentos de necessidade ou por conta de uma pane.

Oficina em Técnicas de Artesanato em Madeira

fonte - ipam
http://ipam.org.br/revista/I-Oficina-em-Tecnicas-de-Artesanato-em-Madeira-no-Territorio-BR-163/329


I Oficina em Técnicas de Artesanato em Madeira no Território BR-163

O IPAM realizou a I Oficina em Técnicas de Artesanato em Madeira no Território da BR-163 entre 12 a 15 de dezembro, na vicinal dos Baianos, em Rurópolis, Pará. A oficina deu início às atividades de capacitação em uso de práticas produtivas sustentáveis na região de influência da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), no estado do Pará. Estas ações estão previstas no contrato firmado entre IPAM e FAO no âmbito do componente II do Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação.
A oficina pretende contribuir para o aumento da capacidade dos produtores familiares na aplicação de técnicas de produção de artesanato através do aproveitamento de madeiras de árvores caídas.  Essa é uma abordagem que possibilita a construção de uma linha própria e diferenciada de produtos de madeira na região, de maneira que são também inseridas numa estratégia própria de comercialização. Além disso, a ação é uma forma de valorizar a floresta e o uso sustentável dos recursos florestais madeireiros e não-madeireiros no território da BR-163.
O processo de capacitação é desenvolvido a partir das seguintes temáticas: i) Abordagens sobre estratégias de confecção de produtos artesanais diferenciados;  ii) Análise acerca do uso de ferramentas alternativas na produção de artesanatos em madeira; iii) Técnicas de manutenção e fiação de ferramentas artesanais; iv) Desenvolvimento de técnicas para a produção de artesanatos em madeira; v) Aplicação prática dos conhecimentos adquiridos através de modelos de artesanatos desenvolvidos de forma participativa.
Como estratégia de sustentabilidade da ação na região, o IPAM deixa a estrutura necessária para dar continuidade na produção de artesanatos de madeira. Assim sendo, foi viabilizada uma construção física que abrigará os artesões, equipamentos, ferramentas e as bancadas onde para a confeção dos artesanatos em madeira. Todos os equipamentos e ferramentas adquiridos para realização da capacitação foram doados à comunidade da vicinal dos Baianos para uso nos processos sequenciais a serem estabelecidos na produção de artesanatos.
Este evento tem a colaboração das Oficinas Caboclas, projeto que tem recebido apoio do IPAM na região do Tapajós (Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns e Flona Tapajós), municípios de Santarém e Belterra, estado do Pará.

Contato: Edivan Carvalho – edivan@ipam.org.br

Tuesday, 13 December 2011

Por que Urano gira de lado

fonte - fapesp
http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4556&bd=1&pg=1&lg=


Por que Urano gira de lado
Choques com dois grandes objetos teriam feito eixo de rotação do planeta se inclinar 98 graus


Os planetas começaram a se formar há 4,5 bilhões de anos a partir de um disco de gás e poeira girando em torno do Sol. Durante seus  primeiros milhões de anos, o material do disco foi se aglutinando, formando corpos cada vez maiores de proporções semelhantes à dos asteroides e cometas, os chamados planetesimais. Por meio de colisões entre si, os planetesimais continuaram a crescer, até formarem embriões planetários — corpos com dimensões similares aos planetas atuais. Alguns desses embriões capturaram rapidamente o gás do disco, que se dissipou nos primeiros milhões de anos, formando os planetas gigantes gasosos e os de gelo. Os embriões restantes no interior do sistema solar continuaram a colidir entre si até formarem os planetas rochosos.  Esse cenário implica que todos os planetas nasceram orbitando no plano desse disco primordial, com o eixo de rotação em torno de si perpendicular a esse plano. Encontros posteriores entre planetas, planetesimais e embriões planetários restantes, porém, teriam desviado seus eixos dessa norma. O eixo de rotação da Terra, por exemplo, é inclinado cerca de 23 graus. Já Urano é um caso extremo, com uma inclinação de quase 98 graus. Por isso, seus polos norte e sul se situam nos lados da esfera planetária em vez de em cima e embaixo.

Desde os anos 1960, os cientistas acreditam que essa obliquidade acentuada seria fruto de um choque violento entre Urano e um grande embrião planetário. Mas sempre houve um problema com essa explicação: as dezenas de luas e anéis de Urano também giram em torno do eixo de rotação extremamente inclinado do planeta. Durante uma colisão abrupta, dizem os críticos da hipótese, não haveria tempo para que esses anéis e satélites tivessem acompanhado a inclinação de Urano. Eles deveriam ter permanecido num plano orbital menos angulado.

Para explicar essa discrepância, os astrofísicos Gwenaël Boué e Jacques Laskar, do Observatório de Paris, propuseram em 2009 uma teoria alternativa. Segundo eles,  Urano teria tido no passado uma lua enorme, do tamanho da Terra. A presença do satélite massivo teria feito com que o movimento de precessão do eixo de rotação do planeta, semelhante à oscilação produzida por um pião girando, se ampliasse aos poucos de tal forma que, em razão de uma série de interações,  levasse o planeta a lentamente se “deitar”. Essa inclinação seria um processo tão gradual que os anéis e demais satélites acompanhariam o equador do planeta.


Caos no sistema solarO problema parecia resolvido até Morbidelli e Gomes decidirem examinar a teoria em detalhe. No ano passado, eles depararam com uma contradição. De acordo com seus cálculos, a mesma influência gravitacional do satélite hipotético que aos poucos teria tombado Urano atrairia os demais satélites e anéis de tal forma que impediria que esses acompanhassem o planeta em sua inclinação. A teoria dos franceses, portanto, não funcionava.

Os cientistas decidiram retomar a ideia de uma colisão primordial, mas com modificações. Realizaram simulações das interações gravitacionais que teriam ocorrido se um corpo do tamanho da Terra tivesse se chocado contra Urano em sua infância, quando suas luas e anéis ainda não tinham se formado a partir de um disco de gás e poeira. O impacto teria deitado Urano e os detritos da colisão formado um segundo disco ao redor de seu equador. A influência gravitacional do disco mais interno teria feito com que o material do primeiro disco se espalhasse na forma de uma “rosquinha”, tecnicamente denominada toro, ao redor do equador de Urano. Com o tempo, o disco interno teria sido absorvido pelo planeta e o toro se achatado na forma de outro disco, a partir do qual se originaram as luas e anéis.
Esse cenário explica o eixo tombado de Urano, exceto por um detalhe: as luas formadas nas simulações giravam no sentido oposto ao da rotação de Urano, que é anti-horária. Para que o resultado do modelo computacional batesse com a realidade do sistema solar, os pesquisadores descobriram que Urano deveria ter sofrido outra colisão com mais um embrião planetário. Esse choque deveria ter ocorrido antes daquele que teria entortado tanto o eixo do planeta como o disco que deu origem a suas luas e anéis. “Se aconteceram duas colisões dessa ordem, deveria haver muitos embriões planetários do tamanho da Terra perto de Urano naquela época”, diz Gomes.

“É uma ideia interessante e inteiramente provável”, comenta o astrofísico brasileiro Wladimir Lyra, do Museu Americano de História Natural, em Nova York. “As pesquisas mostram que o sistema solar era um lugar caótico em seus primórdios. Houve muita interação entre os protoplanetas. Os oito planetas que vemos hoje são apenas os ‘vencedores’ de uma luta que ganharam à custa de algumas cicatrizes.”