Monday, 24 February 2014

Face à crise climática, a conversão ao nuclear é uma falsa e perigosa solução

carta maior
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Meio-Ambiente/Face-a-crise-climatica-a-conversao-ao-nuclear-e-uma-falsa-e-perigosa-solucao/3/30331


Face à crise climática, a conversão ao nuclear é uma falsa e perigosa solução

James Hansen foi o principal climatólogo da NASA a alertar para as alterações climáticas. Agora tornou-se defensor da energia nuclear.


Daniel Tanuro
James Hansen foi o principal climatólogo da NASA a alertar para as alterações climáticas. Agora tornou-se defensor da energia nuclear. Foto ajfis2/Flickr
O reconhecido cientista norte-americano James Hansen converteu-se à energia nuclear. Juntamente com outros três especialistas conhecidos em matéria de aquecimento global, o antigo climatólogo chefe da NASA assinou uma carta aberta dirigida “Às pessoas que influenciam a política ambiental, mas que se opõem à energia nuclear”.
 
O texto foi publicado integralmente no New York Times em novembro de 2013/1, e disse particularmente o seguinte:
 
“As renováveis como o vento, a solar e a biomassa desempenharão sem dúvida um papel numa futura economia da energia, nas essas fontes energéticas não se podem desenvolver com a rapidez suficiente para fornecer uma eletricidade barata e fiável à escala requerida pela economia global.
 
Mesmo que teoricamente fosse possível estabilizar o clima sem energia nuclear, no mundo real não há nenhuma via credível para uma estabilização do clima que não comporte um papel substancial para a energia nuclear. (…) Não haverá solução tecnológica milagrosa, mas chegou a hora de aqueles e aquelas que tomam a sério a ameaça climática se pronunciarem a favor do desenvolvimento e da dispersão de instalações de energia nuclear mais seguras (…).
 
Com o aquecimento do planeta e as emissões de dióxido de carbono que aumentam mais rapidamente do que nunca, não podemos permitir-nos virar as costa a qualquer tecnologia que tenha o potencial de suprimir grande parte das nossas emissões de carbono. Muitas coisas mudaram, desde a década de 1970. Chegou a hora de apresentar um enfoque novo da energia nuclear no século XXI. ” (…)
 
Hansen, Lovelock, Monbiot…
Este texto é típico das “alternativas infernais” que alguém enfrenta quando se mantém dentro do marco capitalista. Não vou duvidar das motivações de James Hansen e dos seus colegas: a sua inquietação, face ao grave perigo de alterações climáticas, não é fingida e baseia-se num conhecimento científico profundo. Hansen, em particular, é conhecido por ter feito soar o alarme,  já em 1988, perante uma comissão do Congresso dos EUA. Desde então, vem repetindo que há que levar aos tribunais os patronos do sector da energia fóssil por “crimes contra a humanidade e contra o meio ambiente”. No passado mês de abril, Hansen inclusivamente deixou o seu cargo na NASA para se dedicar inteiramente à militância climática. Portanto, não é uma casualidade que a “carta aberta” seja dirigida especialmente aos defensores do meio ambiente...
 
Não é a primeira vez que investigadores científicos comprometidos trocam de opinião no que respeita à energia nuclear, argumentando que o átomo é um “mal menor” face às catástrofes que trará consigo o aquecimento planetário. Outro antigo colaborador da NASA, James Lovelock, o pai da “hipótese Gaia”, fez o mesmo há alguns anos.
 
Um caso um pouco diferente, mas significativo, é o de George Monbiot. Este era mais militante que investigador, mas as suas crónicas em The Guardian eram conhecidas pelo seu rigor científico e a sua conversão ao átomo gerou muito ruído. Seria pedante tratar com desprezo estas tomadas de posição a favor da energia nuclear, pois teria que ver nelas um convite a não iludir o facto de que a transição energética para um sistema “100% renováveis” constitui efetivamente um propósito que encerra dificuldades inusitadas, quase sempre subestimadas inclusivamente em publicações sérias e de qualidade.
 
O desafio da transição
Algumas semanas antes da Cimeira de Copenhaga sobre o clima, em 2009, dois cientistas norte-americanos publicaram em Scientific American um artigo em que afirmam que a economia mundial poderia abandonar os combustíveis fósseis em 20 ou 30 anos. Para isso, “bastaria” produzir 3,8 milhões de aero-geradores 5 megawátios, construir 89.000 centrais solares fotovoltaicas e termodinâmicas, equipar os telhados dos edifícios com painéis fotovoltaicos e dispor de 900 centrais hidroelétricas/2… O problema das projeções deste tipo é que quando pretendem resolver o problema da transição, na realidade, escamoteiam-no. Efetivamente, a questão não consiste em imaginar em abstrato um sistema energético “100% renováveis” (que é evidentemente possível), mas em traçar o caminho concreto para passar do sistema atual, baseado em mais de 80% nas energias fósseis, para um sistema baseado exclusivamente no vento, no sol, na biomassa, etc.
 
Se tivermos em conta dois imperativos: em primeiro lugar, que as emissões devem ser reduzidas entre 50 e 85% daqui até 2050 (de 80 a 95% nos países “desenvolvidos”) e, em segundo lugar, que esta redução deve começar o mais tardar em… 2015, e para que o plano de transição não seja pura ficção, os autores do artigo do Scientific American teriam que ter respondido à seguinte pergunta: como produzir 3,8 milhões de aero-geradores, construir 89.000 centrais solares, fabricar painéis fotovoltaicos para equipar os telhados das casas e edificar 900 represas sem deixar de respeitar os dois imperativos citados, quando o sistema energético depende 80% dos combustíveis fósseis cuja combustão comporta inevitavelmente a emissão de dióxido de carbono e outros gases de efeito de estufa?/3
 
Produzir menos?
Esta pergunta não tem 36 respostas possíveis, mas só uma: é necessário que o aumento das emissões que derivem dos investimentos suplementares requeridos para levar a cabo a transição energética se compense mediante uma redução suplementar das emissões noutros sectores da economia. É certo que uma parte substancial deste objetivo pode e deve ser alcançada à base de medidas de eficiência energética. Sem dúvida, isto não permite obviar o problema já que, na maioria dos casos, um aumento da eficiência também requer investimentos e necessita de energia que é fóssil, em 80%, e portanto será fonte de emissões suplementares que deverão compensar-se mediante outras reduções e assim sucessivamente.
 
Quando se examinam as projeções de sistemas com 100% de renováveis, constata-se que o erro consistente em saltar por cima do problema concreto está muito estendido. Para melhorar a eficiência do sistema energético, o relatório Energy Revolution de Greenpeace, por exemplo, prevê, entre outras coisas, transformar 300 milhões de habitações em casas passivas nos países da OCDE. Os autores calculam a redução de emissões correspondente… mas não têm em conta o aumento das emissões causado pela produção dos materiais isolantes, as janelas de vidro duplo, os painéis solares, etc.
 
Por outras palavras, a sua percentagem de redução é peso bruto, não peso líquido/4. Olhe-se por onde se olhar o problema, chega-se sempre à mesma conclusão: para respeitar os imperativos da estabilização do clima, os enormes investimentos da transição energética deverão vir através duma redução da procura final de energia, sobretudo no começo e pelo menos nos países “desenvolvidos”. Que redução? As Nações Unidas avançam com o número de 50%, na Europa, e 75%, nos EUA/5. É uma enorme percentagem e aí é onde dói, pois uma diminuição do consumo de semelhante magnitude não parece realizável sem reduzir sensivelmente, e durante um período prolongado, a produção e o transporte de mercadorias… quer dizer, sem algum “decrescimento” (em termos físicos, não em pontos do PIB).
 
Antagonismo
Nem dizer que este descrescimento físico é antagónico com a acumulação capitalista que, por muito que se meça em termos de valor, é dificilmente concebível sem algum incremento quantitativo de materiais transformados e transportados. A “dissociação” entre aumento do PIB e o fluxo de materiais só pode ser relativa, o que significa que neste ponto se manifesta de novo a incompatibilidade fundamental entre o produtivismo capitalista e os limites do planeta/6. Nesta incompatibilidade, cada vez mais evidente, com que James Hansen, James Lovelock, George Monbiot e outros tratam de iludir, em nome da urgência, quando reclamam o resgate da energia nuclear. É lamentável e indigno do seu rigor científico que o façam banalizando os riscos e sobretudo afirmando gratuitamente que as tecnologias “do século XXI” (quais?) permitirão garantir una energia nuclear segura e a reciclagem dos resíduos que produz.
 
“No mundo real [capitalista] não há nenhuma via razoável para uma estabilização do clima que não outorgue um peso substancial para a energia nuclear”, diz a carta aberta de Hansen e demais subscritores. Esta afirmação é completamente falsa: para triplicar o peso da energia nuclear no consumo elétrico até 2050 (com o qual chegaria a representar tão só um pouco mais de 6%!) haveria que construir quase uma central por semana em todo o mundo durante 40 anos. À parte dois perigos demonstrados, no caso de Fukushima, nos encontraríamos então com um sistema elétrico híbrido, já que obedeceria a duas lógicas opostas: centralização e esbanjamento do átomo, descentralização e eficiência com as renováveis. Não é uma “via razoável” a que propõem Hansen e os seus colegas, mas uma impossibilidade técnica. Não conduziria mais do que a um beco sem saída fatal, pois combinaria aquecimento e radiações.
 
Geoengenharia
A mesma negativa a opor-se ao capitalismo traduz-se no caso outros cientistas na resignação perante os projetos de geo-engenharia. Inclusivamente, esta é mencionada nos relatórios do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre as Mudanças Climáticas (GIECC): o resumo do primeiro tomo do 5º relatório assinala que “se propuseram métodos com vista a alterar deliberadamente o clima terrestre para travar a alteração climática, a chamada geoengenharia”.
 
Os autores assinalam que estes métodos “podem ter efeitos colaterais e consequências a longo prazo à escala mundial”. À primeira vista, esta prudência parece razoável. Sem dúvida, mesmo que prudente, a menção da geo-engenharia pelo GIECC é sumamente inquietante. Significa que certas receitas de aprendizes de feiticeiro começam a ser consideradas eventualmente realizáveis.%u228%u228 Certamente que nos bastidores se multiplicam investigações e experiências, às vezes até de forma ilegal. Bill Gates e outros investidores consagram milhões de dólares para esta questão.
 
O seu argumento é muito simples: conscientes de que um capitalismo sem crescimento é um oxímoro, concluem que não se alcançarão os objetivos de redução das emissões de gases com efeito de estufa e posto que a urgência climática impõe fazer algo, seja o que for, chegará a hora da geo-engenharia e abrir-se-á um imenso mercado. Cientistas pouco escrupulosos, financeiros, petrolíferas, homens de negócios de todas a espécie, todos esfregam as mãos sem pensar nas consequências… pelo menos que as consequências façam parte do plano.
 
Não sou adepto das teorias da conspiração, mas se pensarmos no dia em que algumas grandes empresas que possuem as patentes respectivas controlem a rede de espelhos espaciais gigantes sem a qual a temperatura da Terra subiria rapidamente 6°C, não há dúvida que o seu poder político seria imenso e que seria mais difícil do que nunca arrebatá-lo. A mesma lógica do capital leva-o a sonhar com um termóstato terrestre cujo controle absoluto lhe permitiria cobrar o seu dízimo à população do planeta.
 
A única vía credível
Há que partir do que foi dito pelo próprio James Hansen em numerosas ocasiões: o principal obstáculo para salvar o clima são as grandes empresas que beneficiam do sistema energético fóssil. Trata-se de um obstáculo colossal. Este sistema conta com milhares de minas de carvão e centrais térmicas de carbono, mais de 50.000 campos petrolíferos, 800.000 km de gaseodutos e oleodutos, milhares de refinarias, 300.000 km de linhas de alta tensão… O seu valor calcula-se entre 15.000 e 20.000 biliões de dólares (quase um quarto do PIB mundial).
 
Todos esses equipamentos, financiados a crédito e concebidos para durar 30 ou 40 anos, deveriam ser desmontados e ser substituídos nos 40 anos subsequentes, na maioria dos casos antes de estarem amortizados. Mas isso não é tudo: as companhias de energias fósseis deveriam renunciar a explorar os quatro quintos das reservas demonstradas de carvão, petróleo e gás natural que figuram no ativo dos seus balanços…
 
A única “via razoáel” para uma estabilização do clima é a que passa pela expropriação das companhias de energias fósseis e das finanças: os “criminosos climáticos” justamente denunciados por Hansen. Transformar a energia e o crédito em bens comuns é a condição necessária para a elaboração de um plano democrático com vista a produzir menos, para cobrir as necessidades, de forma descentralizada  e partilhando mais.
 
Este plano deveria comportar especialmente a supressão das patentes no âmbito da energia, a luta contra a obsolescência programada dos produtos, o fim da primazia do automóvel, uma extensão do setor público (particularmente para o isolamento dos edifícios), a reabsorção do desemprego mediante uma redução generalizada e drástica da jornada laboral (sem redução do salário), a supressão das produções inúteis e nocivas como as armas (com recolocação dos trabalhadores), a localização da produção e a substituição da agro-indústria globalizada por uma agricultura campesina de proximidade.
 
É mais fácil dizê-lo que fazê-lo, mas o primeiro que há que fazer é dizê-lo. E impulsionar as mobilizações sociais massivas indispensáveis para fazer desta utopia uma utopia concreta.



* Daniel Tanuro é engenheiro agrónomo e jornalista, autor do livro "O Impossível Capitalismo Verde". Publicado em Viento Sur. Tradução: António José André
 
Notas:
1/ http://dotearth.blogs.nytimes.com/2... influencing-environmental-policy-but-opposed-to-nuclear-power/
2/ “A plan to power 100% of the Planet with renewables”, Mark Z. Jacobson and Mark A. Delucchi, Scientific American, 26 de outubro de 2009 | 188.
3/ Aqui pronunciamo-nos sobre a pertinência do plano em questão nos seus distintos aspetos. No entanto, esta enumeração dos investimentos necessários está incompleta, como assinalam os autores, para além dos milhões de aerogeradores, etc. Trata-se de conceber um novo sistema de transmissão susstituindo uns 300.000 km de linhas elétricas de alta tensão por uma rede “inteligente” adaptada à intermitência das energias renováveis.
4/ Energy Revolution, A Sustainable World Energy Outlook. Greenpeace, GWEC, EREC, 2012.
5/ Nações Unidas, Estudo Económico e Social Mundial 2011.


Créditos da foto: James Hansen foi o principal climatólogo da NASA a alertar para as alterações climáticas. Agora tornou-se defensor da energia nuclear. Foto ajfis2/Flickr

Na Amazônia, água é mais importante que luz

estadão -sp

Fernando Reinach
Início do conteúdo

Na Amazônia, água é mais importante que luz

22 de fevereiro de 2014 | 2h 05
Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo
Em 2007, examinando imagens captadas por satélites, os cientistas descobriram que durante o período de seca a Floresta Amazônica ficava mais verde. Se isso era verdade, então a quantidade de água não limitava o crescimento da floresta. Durante a época de chuvas, o crescimento da floresta estaria limitado pela falta de luz, reduzida pela presença de nuvens. Durante a seca, sem as nuvens, a floresta se tornava ainda mais verde, crescendo rapidamente. Agora essa crença foi por água abaixo, o "enverdecimento" da floresta durante a seca não passa de um erro na interpretação das fotos enviadas pelos satélites.
A Floresta Amazônica tem um papel importante na regulação do efeito estufa. Quando as árvores crescem, elas consomem gás carbônico e liberam oxigênio. Quando elas param de crescer, o processo se inverte, elas consomem oxigênio e liberam gás carbônico. Temperatura, disponibilidade de água e disponibilidade de luz são os três fatores principais que determinam o crescimento de uma planta.
E na Amazônia, qual o fator limitante? Os cientista acreditavam que era a água. Mas em 2007 vieram os dados dos satélites e a história se complicou. Se a Amazônia ficava mais verde na seca, o fator limitante deveria ser a luz solar. E a polêmica entre os cientistas pegou fogo. Os que estudavam o que ocorria diretamente na floresta defendiam que a água era o limitante. Os que observavam a floresta com os olhos dos satélites diziam que a luz era o limitante.
Determinar o que limita o crescimento da floresta é crucial para entender como a Floresta Amazônica influencia o aquecimento global e como as mudanças climáticas vão afetar a floresta. Se o que limita o crescimento é a luz, então uma diminuição nas chuvas, causada pelas mudanças climáticas, vai ajudar a floresta a crescer mais, consumir mais gás carbônico, e contrabalançar o efeito estufa. Mas, se o que limita o crescimento é a água, uma diminuição das chuvas vai fazer a floresta crescer menos, liberar mais gás carbônico na atmosfera e contribuir ainda mais como aquecimento global.
Foi no meio deste debate que surgiu a dúvida. E se o "esverdeamento" da floresta não for real? Com essa dúvida na cabeça, os cientistas começaram a verificar as diversas possibilidades de erro. Primeiro, criaram uma floresta virtual e começaram a simular as medidas feitas com os satélites. Eles logo perceberam que a posição relativa da floresta, do satélite, e da fonte de luz influenciavam como as folhas refletiam a luz. Dependendo desse arranjo, algumas folhas fazem sombras sobre outras folhas, alterando a imagem e sua cor. Também demonstraram que a posição do satélite em relação ao Sol variava com as estações.
Com base nessas observações, corrigiram os dados. O "esverdeamento" da floresta observado na época de seca desapareceu. Finalmente, para comprovar a descoberta, utilizaram dados de um outro tipo de satélite, que não fotografa a floresta sob luz solar, mas ilumina o solo com um feixe de laser e coleta a luz refletida. Neste caso, a localização relativa do satélite, da floresta e da fonte de luz não se altera ao longo do ano. Novamente o "esverdeamento" desapareceu das imagens.
Acabou a polêmica, os dados dos satélites concordam com os dados obtidos pelos pesquisadores em terra. O fator limitante para o crescimento da floresta é sempre a quantidade de água e não a quantidade de luz. Isso significa que, caso as mudanças climáticas diminuam as chuvas, a Floresta Amazônica vai crescer menos e produzir mais gás carbônico.
Esses resultados vão forçar os cientistas a reavaliar os potenciais efeitos das mudanças climáticas na Floresta Amazônica e a contribuição da floresta para o aumento ou diminuição da quantidade de gás carbônico na atmosfera.
A boa notícia é que não existe mais conflito entre os cientistas: a água, e não a luz, é o que limita o crescimento da Floresta Amazônica. A má noticia é que trabalhos como esse demonstram de maneira cabal quão pouco sabemos sobre o comportamento de nossas florestas. E como parte desse conhecimento é frágil. Mas, não tem jeito, é assim que a ciência progride. A questão é decidir se temos tempo para esperar antes de agir.
*Fernando Reinach é biólogo.
Mais informações: Amazon forests maintain consistente canopy structure and greenness during the dry season. Nature vol. 506 pag 221. 2014.

sobre estudos rurais e gênero

Livros do Paulo Freire em PDF

cantinho da educação
http://institutoveritas2010.blogspot.com.br/2011/04/livros-do-paulo-freire.html


Livros do Paulo Freire em PDF



Livros do Paulo Freire disponíveis em arquivos de pdf:


Sinopse:
O que é ensino libertador? Como os professores se transformam em educadores libertadores? Como começam a transformar os estudantes? De que modo a educação se relaciona com a transformação política? Essas e outras perguntas são tratadas em Medo e Ousadia: O Cotidiano do Professor. 

Confira a resenha de Medo e Ousadia de Paulo Freire
Medo e Ousadia de Paulo Freire em pdf

Sinopse:
Freire analisa o problema da comunicação entre o técnico e o camponês no processo de desenvolvimento de uma nova sociedade agrária. Neste ensaio Paulo Freire faz a defesa da educação que se dá pela troca, pelo diálogo, pela comunicação e pelo aprendizado mútuo.

Confira a resenha de Extensão ou Comunicação de Paulo Freire
Extensão ou Comunicação de Paulo Freire em pdf
Sinopse:
O que pensar de uma educação que admite o escândalo de um povo marginalizado e imerso na passividade? Neste livro, Paulo Freire, o célebre e grandioso educador, propõe condições e métodos para que ninguém seja mais excluído ou colocado à margem da vida nacional em nome de uma educação orientada para a autenticidade.

Confira a resenha de Educação como Prática da Liberdade de Paulo Freire
Educação como prática da liberdade de Paulo Freire em pdf

Sinopse:
Para Freire, a prática de chamar a professora de tia esconte armadilha ideológica nada inocente. Para a professora, é uma forma de adocicar sua vida profissional; já as crianças correm o risco de confundir a distinção entre sua casa e a escola, entre um trabalho pedagógico competente, estimulante e solidário e as relações familiares, que são de outra natureza. 

Confira a resenha de Professora Sim, Tia Não de Paulo Freire
Professora Sim, Tia Não de Paulo Freire em pdf


Sinopse:
"O povo grita contra os testemunhos de desfaçatez, As praças públicas de novo se enchem. Há uma esperança, não importa que nem sempre audaz, nas esquinas das ruas, no corpo de cada uma e de cada um de nós." (Freire)

Confira a resenha de Pedagogia da Esperança de Paulo Freire
Pedagogia da Esperança de Paulo Freire em pdf


Sinopse:
Ao abordar a "importância do ato de ler" Freire o faz não simplesmente do ponto de vista formal, entendendo a leitura enquanto a decodificação pura das palavras. O nosso educador faz compreensão crítica do ato de ler, de tal forma que a leitura assume uma postura política e libertadora. 

Confira a resenha de A Importância do Ato de ler de Paulo Freire
A Importância do Ato de ler de Paulo Freire em pdf


Sinopse:
Paulo Freire, um dos mais habilidosos educadores do século XX percebeu que duas são as vias para dominar uma pessoa: pelas armas e pelas palavras, sendo a segunda a mais potente. E esse processo de arrebanhamento e dominação começa desde a tenra infância nas escolas, aonde as elites lançam mão de todo um conjunto de dispositivos para perpetuar a dominação.
Confira a resenha de Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire
Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire em pdf


Sinopse:
A Educação “(...) jamais [pode] ser neutra, tanto pode estar a serviço da decisão, da transformação do mundo, da inserção crítica nele, quanto a serviço da imobilização, da permanência possível das estruturas injustas, da acomodação dos seres humanos à realidade tida como intocável.” Paulo Freire

Confira a resenha de Pedagogia da Indignação de Paulo Freire
Pedagogia da Indignação de Paulo Freire em pdf


Sinopse:
Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire é um livro de poucas páginas, mas de uma densidade de idéias pouco vista em qualquer outra de suas obras. Este seu poder de síntese demonstra sua maturidade, lucidez e vontade de, com simplicidade, abordar algumas das questões fundamentais para a formação dos educadores(as), de forma objetiva. 

Confira a resenha de Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire
Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire em pdf



Sinopse:
Neste livro, Freire constitui uma das suas mais importantes reflexões enquanto pensador da educação. Nos textos reunidos, as marcas do anti-dogmático enfatiza a importância da educação através de um convite à reflexão político-pedagógica – escritos no decorrer de 1992 e discutidos em reuniões realizadas tanto no Brasil quanto em outros países.

Confira a resenha de Política e Educação de Paulo Freire
Política e Educação de Paulo Freire em pdf
Sinopse:
Neste livro, Paulo Freire aborda os mais diferentes aspectos da realidade brasileira com o olhar de quem luta por uma mudança profunda e crítica do mundo. Reunindo textos escritos entre 1968 e 1974, mas de atualidade desconcertante, e abordando temas que vão da alfabetização à reforma agrária, 

Confira a resenha de Ação cultural para a Liberdade de Paulo Freire
Ação cultural para a Liberdade de Paulo Freire em pdf




Sinopse:
Nos quatro estudos que formam este livro e que abordam os mais diferentes aspectos da relação do homem e seu estar no mundo, vemos como o compromisso com a própria realidade, isto é, a impossibilidade de se assumir uma posição neutra perante o mundo, é peça-chave para que educadores e educandos se insiram na sociedade e possam transformá-la.

Confira a resenha de 
Educação e Mudança de Paulo Freire
Educação e Mudança de Paulo Freire em pdf








Sinopse:
Neste obra, Freire e Faundez colocam em evidência o método a ser utilizado por todos os cientistas sociais: o repensar constantemente.

Confira a resenha de Pedagogia da pergunta de Paulo Freire e Antonio Faundez
Pedagogia da pergunta de Paulo Freire e Antonio Faundez em pdf

Obras de Zygmund Bauman

cantinho da educação
http://institutoveritas2010.blogspot.com.br/2011/04/bauman-zygmunt.html#more


Obras de Zygmund Bauman





Sinopse:
Nesta obra Bauman lança seu olhar crítico sobre temas variados do mundo contemporâneo: cartões de crédito, anorexia, bulimia, a crise financeira de 2009, a inutilidade da educação nos moldes atuais, a cultura como balcão de mercadorias.

Capitalismo Parasitário de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Bauman nos revela a verdade oculta, um segredo bem guardado da sociedade contemporânea: a sutil e gradativa transformação dos consumidores em mercadorias.

Vida para o consumo de Zygmunt Bauman em pdf
Sinopse:
Segundo o sociólogo, a precificação generalizada da vida social e a destruição criativa própria do capitalismo suscita uma condição humana na qual predominam o desapego, a versatilidade em meio à incerteza e a vanguarda constante do eterno recomeço.

Vida líquida de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Para o sociólogo, a marca da pós-modernidade é a própria "vontade de liberdade", princípio que se opõe diretamente à segurança projetada em torno de uma vida social estável, ou da ordem, como pensou Freud. Bauman lida com a universalização do medo ou das perdas derivadas da troca da ordem pela busca da liberdade.

O mal estar da pós-modernidade de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Bauman faz uma reflexão sobre os efeitos da globalização – premissa supostamente inquestionável a respeito do nosso modo de vida – na política, na economia, nas estruturas sociais e até em nossas percepções de tempo e espaço

Globalização: as Conseqüências Humanas Globalização de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Bauman reflete a condição inconciliável entre proteção e liberdade, duas ambições da sociedade contemporânea.

Comunidade: a busca por segurança no mundo atual de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Bauman investiga nesse livro de que forma as relações familiares, amorosas, comunitárias e de amizada tornam-se cada vez mais "flexíveis", gerando insegurança, medo e angustia.

Amor Líquido de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
A nossa nova era, defende Bauman, pode representar mais um despertar do que um declínio da ética, independentemente da falsa consciência vinculada pela modernidade.

A vida fragmentada  de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Bauman caracteriza nossa nova época como “reencantamento” do mundo, devolvendo dignidade às emoções e legitimidade ao inexplicável. Livres da prisão da modernidade, podemos agora nos confrontar com a capacidade de ética humana sem ilusões.

Ética Pós-Moderna  de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Cada capítulo aborda problemas que constituem parte de nossa vida cotidiana, dilemas e escolhas com os quais nos deparamos, mas não chegamos a refletir.

Aprendendo a pensar com a sociologia de Zygmunt Bauman em pdf

Sinopse:
Nos dias de hoje, somos bombardeados por informações de todos os lados. Como separar o que é importante e significativo do que é supérfluo e descartável? Essa foi a intenção do sociólogo Zygmunt Bauman, a escrever cartas comentando aspectos do que o sociólogo chama de “mundo líquido moderno”

44 cartas do mundo líquido moderno  d