Tuesday, 18 June 2013

Imazon: desmatamento aumenta, degradação diminui

O Mato Grosso continuou no topo do ranking de desmatamento por estado, concentrando 61% do desmatamento ocorrido neste maio de 2013.


Operação do Ibama embarga áreas desmatadas ilegalmente no Pará. Foto: Nelson Feitosa/Ascom Ibama/PA.
Em maio, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon  detectou 84 quilômetros quadrados de alerta de desmatamento do tipo corte raso na Amazônia Legal. Leia-se por corte raso, supressão total da floresta. Isso representou um aumento de 97% em relação a maio de 2012 quando o desmatamento somou 42,5 quilômetros quadrados. 

“Mais um mês de ocorrência de aumento, com destaque para o Pará e norte do Mato Grosso e para região da BR-163, local que já vem sendo alvo de várias ações do Ibama”, explica Heron Martins, pesquisador do Imazon. Em Itaituba e Trairão, municípios da região da BR 163, foram desmatados 13,8 quilômetros quadrados e 2,8 quilômetros quadrados, respectivamente.

Mesmo com o fim do período chuvoso na Amazônia, 46% do território ainda estava coberto de nuvens em maio de 2013. No mesmo mês do ano passado, 54% do território da Amazônia Legal estava coberto.

O Mato Grosso continuou no topo do ranking de desmatamento por estado, concentrando 61% do desmatamento ocorrido neste maio. Em segundo aparece o Pará (29%), seguido de Rondônia (7%), Amazonas (2%) e Acre (1%).


No acumulado do ano, a tendência de aumento mensal nos dados do desmatamento na Amazônia Legal continuou. Desde o começo do ano no calendário do desmatamento, iniciado em agosto, até o mês de maio, o Imazon detectou 1.654 quilômetros quadrados desmatados. Um aumento de 89% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a maio de 2012) quando o desmatamento somou 873 quilômetros quadrados.

Degradação florestal em queda
Por outro lado, neste maio, foram degradados (estágio anterior ao corte raso) 74,5 quilômetros quadrados de floresta. Uma redução de 80%, comparada com maio de 2012, quando a degradação florestal somou 370,5 quilômetros quadrados.

Para Heron Martins, a diminuição na degradação é uma boa notícia. “A degradação é muito ligada a exploração florestal, é um fenômeno diferente do desmatamento [corte raso], mais ligado a atividades como pecuária e agricultura. A diminuição do índice pode ser um indicador que as ações de combate a exploração madeireira estão tendo resultados”.

No acumulado do ano (agosto 2012 a maio 2013), a redução foi de 34% comparada ao mesmo período no ano anterior. Entre agosto 2012 a maio 2013, 1.293 quilômetros quadrados de florestas foram degradadas. No mesmo período passado, a degradação somou 1.960 quilômetros quadrados.



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