Friday, 30 May 2014

Sesc faz exposição fotográfica sobre feitura da canoa

UFMT
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Sesc faz exposição fotográfica sobre feitura da canoa

Publicado em Notícias | 30/05/2014

“No nascimento há morte: a feitura da canoa pantaneira” é o nome da nova exposição de fotografias do Sesc Arsenal, com obras do fotógrafo João Quadros, estudante secundarista que foi um dos pesquisadores mirins do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (Gepea) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). As fotos foram tiradas por João no ano de 2011, no distrito de Joselândia, município de Barão de Melgaço.
João conta que teve envolvimento com o grupo de pesquisa desde muito cedo, porque os professores já eram amigos de sua mãe, e em 2010 ele recebeu o convite da professora Michele Sato, do Instituto de Educação (IE), para integrar o grupo como pesquisador mirim e realizar uma pesquisa fotográfica sobre as águas na perspectiva da Educação Ambiental.
A professora Michele relata que este envolvimento desde cedo com a formação cientifica é de extrema importância, uma vez que quando os pesquisadores mirins entram para a universidade, potencializam todo o conhecimento e bagagem que já adquiriram nas viagens de campo. Acrescenta que em momentos como esse o orgulho por orientar estes pesquisadores mirins só aumenta. Imara Quadros, doutora em Educação, orientada pela professora Michele e mãe de João, relata que uma oportunidade destas é enriquecedora para os pesquisadores mirins, assim como possibilita que a universidade leve esta formação cientifica para além de seus muros.
Interesse precoce
O interesse de João pela fotografia começou aos 10 anos, quando se inspirou nos trabalhos de fotógrafos como Mário Friedlander e José Medeiros. Ele relata que acabou se encantando pela fotografia “pelo fato de você conseguir, de alguma maneira, parar no tempo, um certo momento que você acha bonito”. Aos 17 anos, já possui trabalhos ligados à natureza, cultura popular, fotografia documental, jornalística e publicitária.
A exposição retrata o processo de produção da canoa, a partir do tronco da árvore Cambará. As imagens podem ser encontradas no hall de entrada e nas varandas do Sesc. “A ideia é aproximar o visitante de tentar encontrar esse quebra-cabeça que é o processo de montagem da canoa”, explica Jan Moura, coordenador de cultura do Sesc, ao relatar que as fotografias estão expostas desta maneira para interagirem mais com o público.
Além da exposição, o grupo voltou recentemente a Joselândia para produzir um documentário sobre a feitura da canoa, e esperam que um livro sobre isso possa sair, assim como têm a intenção de transformar a canoa em um patrimônio imaterial. João conta que eles pretendem voltar à comunidade para fazer uma exposição fixa com as fotografias, como uma forma de retribuição. “A comunidade nos deu esse ensinamento”, acrescenta.
A exposição, que já foi realizada anteriormente no Sesc, começou nesta quinta-feira (29) e irá até o dia 13 de julho. De terça a sexta-feira, ela poderá ser vista das 08h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 16h às 20h. 
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