Monday, 18 August 2014

"Artivistas" fazem nova ação no Museu de Arte Antiga

esquerda
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"Artivistas" fazem nova ação no Museu de Arte Antiga

Setenta e três cidadãos, evocando o artigo 73 da Constituição, fizeram um “happening poético” este domingo no Museu das Janelas Verdes. Vestidos de preto, reproduzindo as poses de diferentes figuras humanas de quadros e estátuas, disseram repetidamente: "Com os nossos corpos, somos arte, diante da arte, de luto pela arte, em luta pela arte".
O "happening poético". Foto de António Manuel Subtil, no Facebook de Rui Mourão.
O "happening poético". Foto de António Manuel Subtil, no Facebook de Rui Mourão.
O grupo de “artivistas” fez um “happening poético” no Museu de Arte Antiga, às 17 horas deste domingo, reivindicando a reposição das entradas gratuitas aos domingos nos museus e a redução dos seus preços nos outros dias. “Numa perspetiva mais alargada, exigimos a reposição do Ministério da Cultura e que, conforme recomendação da UNESCO, se estabeleça o mínimo de 1% do orçamento de Estado para a Cultura”, lê-se no comunicado distribuído.
Exigimos a reposição do Ministério da Cultura e que, conforme recomendação da UNESCO, se estabeleça o mínimo de 1% do orçamento de Estado para a Cultura.
A ação foi da autoria do artista Rui Mourão, mas resultou “da colaboração participativa de 73 pessoas – cidadãos e cidadãs, artistas, ativistas, público amante da Cultura e agentes culturais – que reivindicam os direitos consagrados no Artigo 73.º da Constituição da República Portuguesa de que 'todos têm direito à Educação e à Cultura' e de que 'o Estado promove a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural'.
Segundo ato
A iniciativa “Os nossos sonhos não cabem nas vossas urnas” foi um “segundo ato”, depois do primeiro que ocorreu a 4 de julho, com a ocupação do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, durante a inauguração da sua exposição).
Desta vez a ação não foi uma ocupação. Os 73 integrantes, vestidos de preto, reproduziram as poses de diferentes figuras humanas de quadros e estátuas do museu, e disseram repetidamente: "Com os nossos corpos, somos arte, diante da arte, de luto pela arte, em luta pela arte". Os ativistas declamaram esta espécie de “mantra” ao seu ritmo, em conjunto, mas não em coro, com intervalos de 15 minutos de silêncio.
A ação durou cerca de meia hora e no final os “artivistas” foram à receção do museu, onde pediram o livro de reclamações e apresentaram o seu protesto, pedindo acesso a todos aos museus e à cultura.

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