Brasil abandona Pacto Internacional de Migração na ONU


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Brasil abandona Pacto Internacional de Migração na ONU



O governo brasileiro informou nesta terça-feira (8) à ONU em Nova Iorque e em Genebra que está deixando o Pacto Mundial de Migração, assinado em dezembro por Michel Temer.
Na sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (9) que a decisão preserva valores nacionais. “O Brasil é soberano para decidir se aceita ou não migrantes”, disse o presidente. “Não ao pacto migratório.”
Em seguida, Bolsonaro justificou a decisão. “Quem porventura vier para cá deverá estar sujeito às nossas leis, regras e costumes, bem como deverá cantar nosso hino e respeitar nossa cultura. Não é qualquer um que entra em nossa casa, nem será qualquer um que entrará no Brasil via pacto adotado por terceiros.”
Negociado por quase dois anos, o Pacto era uma resposta internacional à crise que havia atingido diversos países por conta de um fluxo sem precedentes de migrantes e refugiados.
O texto do acordo, porém, não suspendia a soberania de qualquer país e nem exigia o recebimento de um certo volume de estrangeiros.
As investidas contrárias ao acolhimento de imigrantes não são novas. Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já criticaram os termos do pacto em outras ocasiões.
No último dia 2, em Brasília, em reunião com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, Bolsonaro confirmou que tinha a intenção de retirar o Brasil do acordo, em alinhamento com a política de Donald Trump.

O pacto

Fechado em 2017 e chancelado no ano passado, o pacto estabeleceu orientações específicas para o recebimento de imigrantes, preservando o respeito aos direitos humanos sem associar nacionalidades. Dos representantes dos 193 países, 181 aderiram ao acordo. Estados Unidos e Hungria foram contrários

Brasil está fora do gargalos mundiais

No Brasil, o número de pessoas de outros países que buscam melhores condições de vida é residual, e não dos 0,4% dos imigrantes em todo o mundo.
No final de 2017, existiam quase 25,4 milhões de refugiados em todo o mundo. Atualmente, apenas dez países acolhem 60% das pessoas nessa situação
O tema ganhou destaque no país nos últimos dois anos, com a crise humanitária vivida na Venezuela, país fronteiriço com o Brasil.
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