Sunday, 19 May 2013

mapeando territórios - vania diniz

vania diniz
http://www.vaniadiniz.pro.br/espaco_ecos/filosofia_virginia/michele_sato_divulgacao_do_livro.htm



Filosofia - Colaboradores(coordenado Por Virgínia Fulber)e com a colaboração de autores convidados.
Divulgação do Livro – Mapeando os territórios e identidades do Estado de Mato Grosso, Brasil - Editora UFMT http://www.editora.ufmt.br/-
Arte: Eichwaldmond, Áustria -http://www.eichwaldmond.at/
arte da capa: Regina Silva & Michelle Jaber
Michèle Sato



Na mistura escaldante da terra e água, nossos projetos anfíbios cortam e recortam o Cerrado e o Pantanal com pinceis na Amazônia. A leitura desenha preciosos produtos adquiridos na trajetória da pesquisa, como continuidade das culturas de Mata Cavalo e São Pedro de Joselândia. Um quilombo eminentemente feminino, com marcas fortes das lideranças de mulheres que ousaram escrever outra história, mas que ainda padecem do descaso político e do vergonhoso racismo ambiental. De outro lado, o masculino de São Pedro de Joselândia, onde homens e meninos têm mais lazer e voz do que as mulheres e meninas. Talvez uma comunidade com menos conflitos socioambientais, comparável à lírica refinada de Euclides da Cunha: uma biorregião onde “o líquen ainda ataca a pedra, fecundando a terra”.

As pesquisas no âmbito do GPEA buscam sondar os espaços com cuidadosa atenção, na anotação de cores, topografia, condições socioeconômicas, memória e desejo. O prazer sempre circunda os paladares e olfatos de uma prosa informal com moradores que narram seus “causos ou assombrações”. Os olhos aguçados querem ver além da obviedade, pedindo auxílio aos ouvidos para que os aspectos fugidios não escapem facilmente das anotações, gravações ou registro. Mas como consideram Homi Bhabha e Clifford Geertz, obviamente há rumores do estrangeirismo nas biorregiões pesquisadas, nos murmúrios de resguardos e ardilezas que nem o antropólogo mais afiado sonharia em observar.

Amanhecemos no ciclo da vida e recomeçamos nossa caça à liberdade com o axioma de Orides Fontela: “sempre é melhor saber que não saber”. Complementamos: sempre é melhor com esperanças, em qualquer circunstância.


Fotos e traços biográficos das autoras -
 

 

Michèle Sato  é líder do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com diversas experiências nacionais e internacionais. É membro do Fórum de Direitos Humanos e da Terra (FDHT) de Mato Grosso e atualmente membro da comissão nacional da plataforma DHESCA de direitos humanos. Bolsista Produtividade do CNPq.

Michelle Jaber possui graduação em Biologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (2001) e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (2007). Doutora em Ciência (área de concentração Ecologia e Recursos Naturais) pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPG-ERN) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Realiza pesquisa no campo da educação ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: educação ambiental, justiça ambiental, territórios, impactos e conflitos socioambientais.

Regina Silva possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Mato Grosso (2001), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (2006), e doutorado em Ciências - área de concentração Ecologia e Recursos Naturais - pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) (2011). Atualmente é pesquisadora da UFMT, estudante de pós doutorado (bolsista PNPD Institucional/CAPES) e professora credenciada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT). Atua principalmente nos seguintes temas: educação ambiental, sustentabilidade, ecologia, territórios, identidades e sociobiodiversidades.

Imara Quadros é licenciada em Educação Artística pela Universidade de Passo Fundo - UPF (1986), com Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT (2006) e em processo de dotouramento em Educação pela UFMT (desde março de 2009). Com experiência há mais de 20 anos, na área Educacional, atuando em Escolas Públicas e Privadas do estado do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso em todo o Ensino Básico (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio), no Ensino Superior (Cursos de Educação Artística, Pedagogia e Indígena) e na Pós-Graduação (Especialização). Atualmente, Docente de Artes do IFMT - Campus Rondonópolis.

Maria Liete Alves é graduada em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia tem mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso. Doutoranda em Educação na linha Movimentos Sociais, Política e Educação Popular, na UFMT. É jornalista e programadora cultural da Universidade Federal de Mato Grosso. Tem experiência na área de Comunicação, Arte, Educomunicação, Educação Ambiental, Educação a Distância e Meio Ambiente.

Michèle SatoSou licenciada em Biologia, com mestrado em Filosofia, doutorado em Ciências e pós-doutorado em Educação. Daí minha dificuldade em efetuar minha trajetória em apenas um campo do saber, desde que o entrelaçamento oferece um mosaico colorido, com fios cintilantes e franjas que se emaranham em labirintos. Sou facilitadora das redes de Educação Ambiental, com diversas experiências nacionais e internacionais. Academicamente, minha atuação tem sido na filosofia da arte, com ênfase na fenomenologia e sociopoética; e nas horas de delírio, arrisco-me à aventura das poesias e haikai. Sou movida pelo surrealismo, em especial meu preferido René Magritte, mas para além da escola da arte, aceito o surrealismo como um movimento social que orienta minhas escolhas e opções de vida.
Post a Comment